Resenhando: Prodigy



Título: Prodigy
Autora: Marie Lu
Editora: Prumo
Número de páginas: 304
Classificação: ♥ ♥ ♥ ♥ ♥


Sinopse: Depois que um cataclismo atingiu o planeta Terra, extinguindo continentes inteiros, os Estados Unidos se dividiram em duas nações em guerra: a República da América, a oeste, e as Colônias, formadas pelo que restou da costa leste da América do Norte. June e Day, a menina prodígio e o criminoso mais procurado da República, já estiveram em lados opostos uma vez. Agora eles têm a oportunidade de lutar lado a lado contra o controle e a tirania da República e, assim, alterar para sempre o rumo da guerra entre as duas nações. Resta saber se estão preparados para pagar o preço que as transformações exigirão deles.


Eu li Prodigy já com meu mundo meio que virado de cabeça pra baixo. Tudo tinha mudado e de uma forma muito rápida e um tanto brutal ao final de Legend e eu ainda estava me recuperando. Prodigy veio me amarrar de vez a essa trilogia distópica que eu amei e amo tanto que é uma das minhas favoritas, receio dizer até mais do que Jogos Vorazes. Aliás, falando em voraz... A rapidez com que eu engoli as páginas de Prodigy foi de uma coisa absurda e ainda morrendo de dor de cabeça, mas eu precisava continuar lendo! 

Nessa sequência Day e June se tornam aliados de uma vez, e agora são fugitivos da República. Ela como uma “desaparecida” é claro, porque apesar da traição, ela ainda é a queridinha prodígio do governo e muito pouca gente sabe do que realmente aconteceu em Batalla Hall e no que era pra ser a execução do bandido mais procurado da República: Day. Foragidos e feridos eles estão à procura dos Patriotas, uma espécie de grupo terrorista radical cuja ideologia é voltar ao que eram os Estados Unidos da América antes do cataclisma que atingiu a terra e devastou o território americano com enchentes e outros desastres naturais. Eles precisam de recursos para resgatar o irmão caçula de Day, Éden, que foi mantido em cativeiro para testes de variações da praga, uma doença que June descobriu ser criada e espalhada pelo próprio governo e a razão pela qual sua família inteira acabou sendo assassinada. 

Entretanto no meio de tudo isso eis que o Primeiro Eleitor morre e quem assume é o filho dele, Anden, que June chegou a conhecer num dos bailes de Batalla Hall quando ainda acreditava nos ideiais da república e onde ele acabou se encantando por ela. Os patriotas, que tem agentes infiltrados nas forças armadas da República, obviamente, veem nisso uma estratégia e resolvem dar apoio a Day e June desde que eles consigam assassinar o novo Primeiro Eleitor, ela ganhando a confiança dele para uma armadilha e Day sendo o responsável pela sua morte em um gesto emblemático já que ele se torna a figura de resistência dos cidadãos da república. 

Nesse livro a gente descobre também mais coisas sobre as Colônias, um outro país que também um dia foi parte do que se constituía os Estados Unidos da América e que vive em guerra com a República. A construção das Colônias é bem interessante, eles não tem um governo propriamente dito, tem alguém representa politicamente o país, mas quem governa de fato são quatro grandes corporações onde a população pode se dividir para servir e cada uma cuida de uma parte essencial do funcionamento da sociedade. É um país totalmente privatizado. E o interessante é ver como todo o ideal de Day cai pelo ralo, pois ele imaginava que as Colônias fossem um lugar melhor, um lugar onde pudessem viver livre, mas ela acaba se mostrando não muito diferente ou até pior do que a própria República. 

Tudo vai bem na estratégia dos Patriotas, obrigada, não fosse o envolvimento de June com Anden, que é mais ou menos romântico. Chega sim a ter uma espécie de triângulo amoroso, mas é bem visível que o pobre do Anden vive na friendzone porque June só tem olhos, coração e tudo o mais para Day. O fato é que June se aproxima e conhece mais ele, e começa a duvidar da ideia de que Anden é como o pai dele, um autoritário que pretende manter o rigor e o controle da República a ferro e fogo sem qualquer perspectiva de mudança ou melhora nas condições de vida, principalmente, que quer continuar com os experimentos e violações que a Républica comete e encobre com seu poderio militar. June começa a confiar em Anden e acreditar que matar ele seja, na verdade, um tiro no pé e o fim da República, porque ela não consegue acreditar e confiar nos Patriotas desde sempre. 

Não vou contar mais coisas se não vou acabar narrando o livro, mas pra quem já leu Legend, sabe que quando a June encasqueta com algo... Ela vai até o fim na convicção dela e faz tudo o que pode pra revertar a situação, e aliás, quase sempre consegue não porque ela é a protagonista (isso também, evidente), mas porque ela é superdotada, independente e forte. June é uma das melhores personagens que eu já vi. Ainda mais porque Marie Lu sabe trabalhar bem o lado fortaleza e o lado extremamente frágil dela. Tanto dela quanto do Day. 

Prodigy é mais do que recomendadíssimo, uma trama bem trabalhada, personagens fortes como a Kaede, uma Patriota que você odeia e depois ama, o próprio Primeiro Eleitor Anden e a Comandante Jameson que você consegue nutrir o mesmo sentimento que nutre pelo Joffrey Lannister de Guerra dos Tronos, por exemplo. Além disso, ele vem perdoar as eventuais falhas de Legend como a falta de informações do que aconteceu nesse mundo pós-apocalíptico e quem são e o que fazem as Colônias.

6 comentários:

  1. Não conhecia esse livro... Mas fiquei bem curiosa depois de ler sua resenha... Parece ter conflitos interessantes e personagens marcantes...

    FB alinediedrich.blogspot.com.br/

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  2. Super recomendo! É uma das minhas trilogias favoritas EVER. <3

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  3. Sinceramente este livro não conhecia, mas achei muito interessante sua resenha e os grandes conflitos colocados , o que sugere uma leitura dinâmica, pois para mim é necessário ter um enredo conflitante e muita determinação das personagens!
    FB http://www.elianedelacerda.com

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    1. Sim, sou que nem você em relação a personagens e enredo! :D Gostei muito desse livro!

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  4. Droga, toda vez que eu venho aqui saio querendo ler um livro novo, e dessa vez mais uma trilogia. Não faça isso comigo, a lista está muito grande e minha consciência fica pesada hahaha.

    http://www.faltouacucar.blogspot.com

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    1. Hahahahahahahahahahaha culpa minha, admito. Mas é assim mesmo! Espero que você consiga ler os livros, nem que tenha que ficar de consciência pesada rum! ó_ó =P

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