Páginas

Mostrando postagens com marcador Resenha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Resenha. Mostrar todas as postagens

Resenhando: O Visconde que me amava [Desafio Fuxicando - Maio]

 

O_VISCONDE_QUE_ME_AMAVA_1374675648P

 

Título: O Visconde que me Amava

Autora: Julia Quinn

Editora: Arqueiro

Páginas: 304 páginas

Classificação: 4/5

Sinopse: A temporada de bailes e festas de 1814 acaba de começar em Londres. Como de costume, as mães ambiciosas já estão ávidas por encontrar um marido adequado para suas filhas. Ao que tudo indica, o solteiro mais cobiçado do ano será Anthony Bridgerton, um visconde charmoso, elegante e muito rico que, contrariando as probabilidades, resolve dar um basta na rotina de libertino e arranjar uma noiva. Logo ele decide que Edwina Sheffield, a debutante mais linda da estação, é a candidata ideal. Mas, para levá-la ao altar, primeiro terá que convencer Kate, a irmã mais velha da jovem, de que merece se casar com ela. Não será uma tarefa fácil, porque Kate não acredita que ex-libertinos possam se transformar em bons maridos e não deixará Edwina cair nas garras dele. Enquanto faz de tudo para afastá-lo da irmã, Kate descobre que o visconde devasso é também um homem honesto e gentil. Ao mesmo tempo, Anthony começa a sonhar com ela, apesar de achá-la a criatura mais intrometida e irritante que já pisou nos salões de Londres. Aos poucos, os dois percebem que essa centelha de desejo pode ser mais do que uma simples atração.

 

Aqui vai, nos últimos minutos do segundo tempo, a resenha do desafio fuxicando sobre romances de época criados pelo blog Recanto da Mi e Livros e Fuxicos. Maio é tradicionalmente conhecido como mês das noivas, e portanto, a temática desse mês foram livros que tivessem casamento no meio. Eu tinha reservado ler Pode Beijar a Noiva, da Patrícia Cabot, mas sinceramente? Desisti de seguir minha listinha, porque ó, acho que só um livro que eu disse que ia ler, foi de fato o que eu li. Enfim, não sei se o Visconde que me amava pode entrar na temática, porque né, não tem nada referente a casamento no título, mas eu tava numa vibe Julia Quinn tão forte que… Não deu, olha. Precisava ler o segundo volume da série Bridgerton!

Resenhando: A Escolha



Título: A Escolha
Autora: Kiera Cass
Editora: Seguinte
Ano: 2014
Páginas: 352
Classificação: 2/5


Sim! Sim! Todo mundo viu a comoção pelo lançamento do último livro da trilogia distópica da Kiera Cass nas mídias sociais? Até eu acabei me contagiando e ficando um tanto surtada para saber o que acontecia, sobretudo lendo as resenhas lançadas pelas blogueiras que tiveram acesso ao livro antes do público geral.

O que importa é que eu li! E... Querem saber mais? Continuem lendo! 




Vamos começar falando da relação de amor (ou não) e ódio que eu vivi por essa trilogia. A sinopse sempre foi uma coisa horrorosa, e eu realmente só peguei A Seleção para ler porque queria entender que raios todo mundo suspirava por esse livro. Depois eu li A Elite, tentando ver se ela recuperava algumas falhas irritantes do primeiro livro e agora, bem, agora temos o desfecho.

Em primeiro lugar, America continuou sendo irritantemente irritante nesse livro. Mas, tenho que dar o braço a torcer para uma coisa: finalmente alguém jogou na cara dela o quão mesquinha ela pode ser. Valeu, Kenna! O ponto é que eu não acho que ela tenha mudado muita coisa dos dois livros, e as suas cenas de impulsividade a maioria são um grande clichê. Porém, todavia, entretanto, é louvável o amadurecimento dela na segunda metade do livro, principalmente nas cenas em que ela entra em conflito com o Rei Clarkson.

Em segundo lugar, Maxon, eu desgostei um pouquinho dele nesse livro. Quer dizer, a insistência dele em vida pessoal, e que ele nunca pode fazer escolhas... Tudo isso tem sentido, se o seu país não estivesse ameaçado de um golpe, é claro. Isso deu a ele uma sombra de egoísmo que destoou da imagem de príncipe preocupado com futuro do país e que busca justiça que tivemos nos dois livros e também nesse. Ah, e ele tava muito safado pra quem é totalmente inexperiente com relacionamentos, falo mesmo. Enfim, pra mim foi uma grande falha de desenvolvimento de personagem. 

Em terceiro lugar, Aspen, nossa ele saiu de um nível abaixo de zero em A Elite para alcançar quase o topo dos meus personagens favoritos nesse livro. Que desenvolvimento! Ele realmente só não foi o meu favorito porque veja só, Celeste, foi incomparável! Foi a melhor reviravolta da série! A imagem que temos dela nos dois livros, e depois o modo como ela age nesse último foi lindo! E o melhor: muito plausível. Ficamos sabemos mais sobre ela e acabamos por entender muitas de suas atitudes, por mais que possamos discordar. Eu amo quando isso acontece em livros, quando conseguimos captar as razões perfeitamente lógicas de alguém que nos parece sempre ser uma pessoa absurda.

Agora a trama? 

Sei que tem gente que vai me bater. Mas honestamente, eu achei a trama de A Escolha fraca, óbvia e mal-acabada. Era previsível porque a coisa que eu mais vivia reclamando nos dois primeiros livros era o quanto a Kiera deixava coisas abertas, com explicações superficiais. A verdade é que eu tive a certeza que o fundo distópico das revoluções e das castas foi só isso, um fundo, para um reality show adolescente de The Bachelor. E isso foi frustrante porque, poxa vida, dava pra ter sido mais trabalhado e virado uma coisa bem legal! Tinha potencial pra isso, sabe? E como a trama foi ruim, as mortes, os ataques... Tudo pra mim foi meio sem graça. Eu não conseguia me conectar com as emoções da America, e olha que eu tentei.

Alguma coisa se salva, sua destruidora?

Acho que o romance. Mesmo me dando nos nervos em alguns momentos (por conta da America, obviamente), eu gostei do romance do livro. Dos três livros. E essa trilogia, no final das contas, foi só isso, um livro de romance. Não teve grandes ensinamentos humanos ou morais, que geralmente estão presentes nos desfechos de distopias.

Quer conferir as outras resenhas?

Resenhando: O Duque e Eu [Desafio Fuxicando - Abril]




Título: O Duque e Eu
Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Páginas: 288
Classificação: 4/5


Sinopse: Simon Basset, o irresistível duque de Hastings, acaba de retornar a Londres depois de seis anos viajando pelo mundo. Rico, bonito e solteiro, ele é um prato cheio para as mães da alta sociedade, que só pensam em arrumar um bom partido para suas filhas. Simon, porém, tem o firme propósito de nunca se casar. Assim, para se livrar das garras dessas mulheres, precisa de um plano infalível. É quando entra em cena Daphne Bridgerton, a irmã mais nova de seu melhor amigo. Apesar de espirituosa e dona de uma personalidade marcante, todos os homens que se interessam por ela são velhos demais, pouco inteligentes ou destituídos de qualquer tipo de charme. E os que têm potencial para ser bons maridos só a veem como uma boa amiga. A ideia de Simon é fingir que a corteja. Dessa forma, de uma tacada só, ele conseguirá afastar as jovens obcecadas por um marido e atrairá vários pretendentes para Daphne. Afinal, se um duque está interessado nela, a jovem deve ter mais atrativos do que aparenta. Mas, à medida que a farsa dos dois se desenrola, o sorriso malicioso e os olhos cheios de desejo de Simon tornam cada vez mais difícil para Daphne lembrar que tudo não passa de fingimento. Agora ela precisa fazer o impossível para não se apaixonar por esse conquistador inveterado que tem aversão a tudo o que ela mais quer na vida.



ATRASADA! EU SEI!
Então, eu confesso que comecei a ler Jane Eyre pro desafio fuxicando, mas como não consegui comprar nem o ebook e nem o livro físico... Baixei uma versão em pdf que simplesmente não conectou, entendem? Por outro lado, depois de um encontro aqui na minha cidade sobre Romances de Época, resolvi ler um dos livros mais comentados no evento: O Duque e Eu da Julia Quinn, volume um da série Os Bridgerton. E bem, eis a resenha para o desafio de abril!

O livro é essencialmente um romance de época, com todas as características que definem esse estilo. Ambientado no período vitoriano, foco no enlace romântico do casal com direito a muitos clichês, e apesar da fidelidade a alguns padrões comportamentais do período, sempre tem aquelas cenas que escapam “a moral e os bons costumes” da época, geralmente protagonizada pelas mulheres do livro. Nesse caso, Daphne Bridgerton.

Daphne é uma personagem carismática, a quarta na linhagem de filhos (É fácil saber porque a ordem do nascimento é pela ordem alfabética dos nomes). Ela tem opiniões e respostas afiadas sobre muitos assuntos, é muito popular entre os homens, mas não no estilo convencional, eles gostam dela como amiga e praticamente a enxergam como uma igual. Isso é problemático porque Daphne quer casar, já está quase passando da “idade” apropriada, e ninguém a corteja por ser a “garota legal e amiga”.

Temos então Simon Basset. (Eu realmente gostei desse nome, sabia?) Bem, ele é um personagem sisudo, entediado com o mundo das convenções sociais londrinas. Ele na verdade tem problemas de sociabilidade por conta traumas da infância, então para os outros dá a impressão de ser arrogante e antipático com todas as suas reservas, mas por se tratar de um duque acaba sempre chamando a atenção e fazendo as pessoas quererem falar com ele e admirá-lo. E obviamente, ele detesta tudo isso.

A trama é bem simples, mas não por isso ruim. Não tem vilões ou perseguições, nem nada assim. Centra-se sobretudo no casal e nos seguintes dilemas: casar/não casar, ter filhos/não ter filhos e eu acho que seja mais psicológica do que qualquer outra coisa. Sobretudo no que tange a Simon, vemos desde o início até o fim do livro as batalhas que ele trava internamente com seus traumas da infância, que acabaram por moldar todo seu comportamento como adulto. Basicamente, na busca pela libertação dos seus pesadelos, Simon acaba ficando mais e mais preso, e é Daphne quem demonstra isso para ele.

É um livro leve e divertido de se ler. 

Segue uma imagem ilustrativa de quem são os irmãos Bridgerton. Lembrando que a série não segue por ordem de idade, o primeiro livro conta a história da Daphne, que é a quarta, e o segundo, conta a de Anthony, o primogênito e por aí vai...


Resenhando: O Restaurante no Fim do Universo


Título: O Restaurante no Fim do Universo
Autor: Douglas Adams
Editora: Arqueiro
Ano: 2012
Páginas: 176
Classificação: 4/5


Sinopse: O que você pretende fazer quando chegar ao Restaurante no Fim do Universo? Devorar o suculento bife de um boi que se oferece como jantar ou apenas se embriagar com a poderosa Dinamite Pangaláctica, assistindo de camarote ao momento em que tudo se acaba numa explosão fatal? A continuação das incríveis aventuras de Arthur Dent e seus quatro amigos através da Galáxia começa a bordo da nave Coração de Ouro, rumo ao restaurante mais próximo. Mal sabem eles que farão uma viagem no tempo, cujo desfecho será simplesmente incrível.

Bom, que Douglas Adams é um gênio já é até clichê falar. E se você tem dúvidas, google it. Em termos gerais eu achei o segundo volume da “trilogia de cinco” do Guia do Mochileiro das Galáxias muito bom. Mas eu demorei horrores pra ler, mais precisamente quase três meses, e isso é bem ruim para um livro que não chega nem a duzentas páginas. Porquê? 

Por que eu achei ele denso. Digamos que as alfinetadas do primeiro livro eram mais fáceis de entender do que desse livro. Me senti meio burrinha, na verdade. Agora, não sei dizer se não me conectei com os elementos pragmáticos do texto por falta de conhecimento de mundo, ou mais precisamente pelo desconhecimento da cultura/história inglesa. Ando apostando na segunda opção pela quantidade de referências a elementos externos do texto. Além disso, achei que as coisas iam de forma lenta nesse livro, como se as cenas não tivessem nenhum propósito além de narrar como seria uma vida no universo (o que não é ruim, mas chega uma hora em que você se cansa). 

Por outro lado, paradoxalmente, alguns trechos desse livro foram tão bons, mas tão bons, que eu seu fosse ousada, até usava marca-texto no meu livro. Tem pelo menos um trecho que eu considero o segundo melhor dos dois livros (o primeiro sempre vai ser a parte sobre política do livro um), e que se tudo der certo, vou usar como epígrafe do meu TCC de Tradução um dia, porque olha, muito bom. 

No mais, acho que é só isso que eu tenho pra falar. Até logo e obrigada pelos peixes! E desde já, May the 4th be with you! :D


Resenhando: Divergente



Título: Divergente
Autora: Veronica Roth
Editora: Rocco
Ano: 2011
Páginas: 262
Classificação: 

Sinopse: Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto. A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é. E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.
Às vésperas da estreia do filme, eu finalmente terminei de ler o primeiro livro da distopia escrita por Veronica Roth. Sim, o que me motivou a ler foi o lançamento do filme, não gosto de ir assistir sem nem ter parâmetro do que está acontecendo, mas também não vou ser (ou tentarei) aquele tipo de gente chata que fica o tempo todo reclamando que “no livro não é assim”, “isso daqui é invenção” e coisas do tipo. O filme é uma adaptação e ando me tornando adepta da filosofia “ABRA SUA MENTE”.

Enfim, enfim...

Achei a ideia das facções (Abnegação, Amizade, Audácia, Erudição e Franqueza) bem interessantes, principalmente as responsabilidades com que cada qual ficou. E sobretudo, a razão pela qual elas foram criadas, considerando que o erro de todas as sociedades do passado partia da maldade humana. Agora, já pensou um Judiciário controlado por pessoas da Franqueza no Brasil? Seria ótimo! Ou políticos da Abnegação, cujo maior preceito é o altruísmo? Quase utópico.

Agora, o que aconteceu para que o mundo (Estados Unidos/Chicago) ficasse daquele jeito? Eu não tenho a menor ideia e fiquei sem ter durante o livro todo. A única coisa que atenua essa frustração é que a Veronica consegue te puxar pra estória de tal forma, que você começa a achar perfeitamente normal aquele futuro distópico, mesmo sem saber que raios aconteceu. Meio ponto pra ela! Além disso, me viciei porque se passa em Chicago, uma cidade a qual tive oportunidade de visitar, e pela qual sou apaixonada até hoje. Mesmo sob ruínas e o Lago Michigan sendo um pântano, muitas cenas ali se passam em alguns pontos turísticos que pude visitar (sobretudo os trilhos de metrô/trem, hehe).

Agora os personagens. A principal é a Tris, ou Beatrice, cuja estória toda é contada pelo seu ponto de vista. Eu particularmente a achei bem sólida no que tange as opiniões e alguns comportamentos, embora tenha considerado algumas coisas paradoxais, tipo ela ser super fraca e mesmo assim incitar o medo e respeito logo na primeira fase lá da iniciação. Achei que a Tris pareceu demais a Katniss de Jogos Vorazes, a diferença é que a Katniss era, de fato, uma personagem muito foda física e estrategicamente. Agora, apesar disso, o desenvolvimento dela foi bem conciso, e ao final acho que a imagem de forte e audaciosa que a Veronica tentou passar o livro todo finalmente se encaixou na personagem. 

Outro personagem principal é o Quatro, instrutor da Audácia, e o que falar dele? Vocês que leem minhas resenhas sabem que dificilmente eu não gosto de um personagem masculino né? Esse não foi diferente. O Quatro é uma coisa fofa. Ele é forte, rápido e estratégico, mas acima de tudo justo. E não justo naquele estilo bonzinho, mas justo fazer o que acha certo ainda que isso possa machucar os outros, o que me lembra muito uma frase dele no livro sobre coragem (característica da Audácia) e altruísmo (característica da Abnegação) às vezes serem diferentes faces da mesma moeda. Eu achei isso lindo, para ser altruísta é necessário coragem, e às vezes, para ser corajoso é preciso ser altruísta.

Temos então outros personagens secundários como o Eric, um dos líderes da Audácia, que desculpem, mas parece muito burro. Os pais de Tris, que são muito fortes em suas próprias maneiras e o irmão dela, Calleb, que me lembrou muito o Klaus Baudelaire de Desventuras em Série com aquela coisa nerd de conhecer sobre diversas coisas e seu funcionamento através dos livros, sério, muito lindo ele. Há também os amigos dela Will, Christina e Al, achei que todos eles foram bem construídos, sobretudo o Al. As coisas que ele faz, apesar de nada legais, você acaba entendendo.

Quanto a trama, e antes que me matem por quase dar spoilers, além de ser muito prolixa... Estava legal até mais ou menos o último quarto do livro. De repente um monte de coisa acontece e você não entende muito bem, só se sente correndo o tempo todo, como os personagens do livro. Mas assim, uma coisa é correr porque a adrenalina tá alta e o livro tá emocionante, outra coisa é correr porque as coisas estão sendo corridas. Foram tantas coisas que aconteceram que eu não consegui sentir muita emoção porque foi tudo abrupto demais e isso me chateou um pouco. Felizmente bem no final, as coisas ficaram numa velocidade condizente, e eu até consegui senti uma tensão numa cena de desfecho bastante deduzível.

No geral, eu gostei de Divergente. Como é só o primeiro livro de uma trilogia, acredito que pode se desenvolver de forma bem legal e sólida. A Veronica tem tudo para que isso aconteça, bons cenários, bons personagens e uma boa escrita. E talvez, uma boa trama. Na verdade, em Divergente não dá para saber a trama geral da história até esse momento final, por isso que eu digo talvez. Entendam, não é que eu tenha considerado a trama ruim, é só que ainda não é a trama de fato (aquela me move os três livros - é óbvio que o Divergente tem uma trama em si). Enfim, é isso! 



Talvez, se eu for boazinha e bem disposta, faço um post sobre minhas impressões do filme quando assistir!

Ps.: Em homenagem à Divergente, uma foto minha em Chicago <3


Resenhando: Retrato do Meu Coração [Desafio Fuxicando - Março]




Título: Retrato do Meu Coração

Autora: Patrícia Cabot

Editora: Record

Páginas: 378

Classificação: ♥♥♥♥


Sinopse: No passado, a desengonçada Maggie Herbert vivia às turras com os meninos, entre os quais o futuro duque de Rawlings, mas tudo se resumia a provocações e brigas. Agora adultos, eles se reencontram. Porém tudo parece conspirar contra a paixão recém-descoberta. Será que os jovens conseguirão vencer preconceitos - dos outros e os próprios - em nome do amor?

Eu li esse livro bem no início do mês, mas confesso que só consegui fazer a resenha por agora, pra vocês terem noção de como as coisas andam um pouquinho corridas. Enfim, mais um livro pro desafio Fuxicando sobre romances históricos! Esse foi mais divertido que o do mês de fevereiro, o da Deborah Simmons. Confesso que eu achei exagerado o romance nele com toda aquela coisa de o cara ir quase se matar lá pela Índia para ser digno de valor e não esquecer da tal amada, mas não exagerado a ponto de ser água com açúcar. Entretanto, vamos por partes.

Em primeiro lugar, o que falar do Jeremy Rawlings, um dos personagens principais do livro? Por favor, ele foi escrito pela Meg Cabot (a.k.a: criadora do meu eterno marido literário, Michael Moscovitz). No início do livro ele é um verdadeiro playboy boêmio do século XIX, não quer saber de nada sério, e muito menos de qualquer coisa que tenha haver com suas responsabilidades como Duque de Rawlings. Mas ele reencontra a Maggie Herbert, amiguinha (ou inimiguinha) de infância dele e se apaixona por ela pelo simples fato de tê-lo rejeitado. Na verdade, eu não acho que ele tenha se apaixonado por ela, prefiro definir o sentimento dele como obsessão pela garota que o rejeitou e que o humilhava quando eram crianças. Claro que mais pra frente do livro, ele de fato vai amá-la, mas né, não é bem um livro romântico água com açúcar, como já falei lá em cima. Enfim, ele acaba amadurecendo bastante depois de servir no exército, mas ainda mantém as características de menino-irritante-que-amamos.

Agora a Maggie Herbert... Gente, eu gamei nela. E olha que eu que costumo desgostar de personagens femininas por acha-las muito caricaturadas nos livros de romance. Mas ela é uma personagem forte, irreverente e até mesmo escandalosa para os padrões da época do livro, ainda que mantenha um ar de ingenuidade. Ela é uma artista e quer viver da arte, o que era uma coisa mal vista no período, é claro, mas não tem aquele estereótipo de artistas boêmios e devassos que geralmente costumam haver nos livros. Não sei, acho que rolou uma identificação com o jeito como ela enxerga as coisas, ainda que seja de forma obtusa em alguns momentos. Dos demais personagens do livro, só os tios do Jeremy que são uns fofos, mas porque o primeiro livro, A Rosa do Inverno, conta a história deles. Sim, é aquele livro que a “Mia” escreveu no Diário da Princesa. Os demais são interessantes, mas são pano de fundo mesmo, inclusive a princesa indiana que fica perseguindo o Jeremy por Londres, a tal estrela de Jaipur e o noivo francês da Maggie. E tem também a família dela, que ela não mantêm contato porque eles, evidentemente, rejeitam a vida "devassa" de Maggie como pintora.

A qualidade da escrita do livro é sublime. Muito esmero nas descrições dos locais, dos gestos e do convívio social da época, acho que a Meg fez uma bela pesquisa antes de escrever esses livros dos Rawlings. E eu senti uma diferença dantesca dos livros infanto-juvenis dela, neles costuma haver muito mais diálogos e narrações rápidas do que as pausas para a ambientação que tem nos livros históricos. Mas, acredito eu, que apesar disso, a Maggie é uma personagem muito travessinha para a época em que ela está inserida. A trama em si eu confesso que achei fraquinha, se comparado com o Rosa do Inverno, mas também não prejudica porque o foco do livro é o envolvimento dos personagens principais. Sabemos que muitos romances históricos só se utilizam da época como pano de fundo do romance em si.

No mais, não vou detalhar o livro porque perde a graça. Minha classificação é quatro estrelas por não ter nada demais nele, não que ele seja ruim. É uma leitura gostosa, bem leve e divertida. Ah, e achei a capa linda!

Resenhando: O Guia do Mochileiro das Galáxias




Título: O Guia do Mochileiro das Galáxias
Autor: Douglas Adams
Editora: Arqueiro
Páginas: 156
Classificação: ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ (♥)

Sinopse: Este é o primeiro título da famosa série escrita por Douglas Adams, que conta as aventuras espaciais do inglês Arthur Dent e de seu amigo Ford Prefect. A dupla escapa da destruição da Terra pegando carona numa nave alienígena, graças aos conhecimentos de Prefect, um E.T. que vivia disfarçado de ator desempregado enquanto fazia pesquisa de campo para a nova edição do Guia do Mochileiro das Galáxias, o melhor guia de viagens interplanetário. Mestre da sátira, Douglas Adams cria personagens inesquecíveis e situações mirabolantes para debochar da burocracia, dos políticos, da “alta cultura” e de diversas instituições atuais. Seu livro, que trata em última instância da busca do sentido da vida, não só diverte como também faz pensar.

“So long and thanks for all the fish!”


A resenha de hoje é sobre um “clássico” da ficção científica, um livro que originalmente era um programa transmitido pela rádio britânica BBC Radio no final dos anos 70. O Guia do Mochileiro das Galáxias é o primeiro volume de cinco livros, escrito por Douglas Adams. E eu devo dizer que nunca ri tanto ou me senti com tanta vergonha alheia numa leitura quanto nesse livro (na verdade fiquei sim, no segundo volume da série, mas ok). 

Se você espera uma lógica linear nesse livro eu seriamente não recomendo. Ele vai da mais simples até a mais absurda das possibilidades do universo, sim do Universo mesmo. É extremamente irônico, irreverente e até mesmo sarcástico. Aquele típico humor inglês que lembra Monty Pyton pode ser sentido à medida em que você devora as páginas da obra. Algo ligeiramente sutil que às vezes passa até despercebido, mas quando você compreende te faz sentir meio idiota, ou então sentir que algumas coisas e pessoas no mundo são realmente idiotas. 

O livro conta a história de Arthur Dent, Tricia McMillan, Ford Prefect, Zaphod Bebleebrox e, claro, nosso querido robô depressivo, Marvin. Depois da destruição da terra, eles seguem pelo Universo numa nave com gerador de improbabilidade infinita chamada de Coração de Ouro sem saber muito bem do que estão em busca. Na verdade, só Zaphod sabe, ele está em busca do sentido da Vida, do Universo e Tudo o mais.

A história é contada através do Guia do Mochileiro das Galáxias, uma enciclopédia intergaláctica sobre todo o Universo e seus seres, que vem a ser a mais completa e mais barata disponível. Ela é alimentada pelos relatos dos chamados “Mochileiros”, que são pessoas que viajam como “peregrinos” pelo Universo, geralmente munidos de uma Toalha. A toalha é o item mais precioso que um Mochileiro possui, e por isso, eles não vivem sem ela. A leitura se torna cômica exatamente por isso, por misturar a narração da história com detalhes informacionais como se você estivesse visitando um museu com um “guia”. 

Eu li esse livro em Janeiro e confesso que demorei para resenha-lo porque são tantas coisas, tantos detalhes que eu não sabia como escrever sobre ele sem dar muito spoiler ou sem fazer uma dancinha da sedução para que todos lessem. Mas eu super recomendo! É muito divertido, muito mesmo!

Resenhando: O Beijo das Sombras


Título: O Beijo das Sombras
Autora: Richelle Mead
Editora: Nova Fronteira
Páginas: 320 páginas
Classificação:      


Sinopse: Lissa Dragomir é uma adolescente especial, por várias razões: ela é a princesa de uma família real muito importante na sociedade de vampiros conhecidos como Moroi. Por causa desse status, Lissa atrai a amizade dos alunos Moroi mais populares na escola em que estuda, a São Vladimir. Sua melhor amiga, no entanto, não carrega consigo o mesmo prestígio: meio vampira, meio humana, Rose Hathaway é uma dampira cuja missão é se tornar uma guardiã e proteger Lissa dos Strigoi, os poderosos vampiros que se corromperam e precisam do sangue Moroi para manter sua imortalidade.
Pressentindo que algo muito ruim vai acontecer com Lissa se continuarem na São Vladimir, Rose decide que elas devem fugir dali e viver escondidas entre os humanos. O risco de um ataque dos Strigoi é maior, mas elas passam dois anos assim, aparentemente a salvo, até finalmente serem capturadas e trazidas de volta pelos guardiões da escola.
Mas isso é só o começo. Em O beijo das sombras, Lissa e Rose retomam não apenas a rotina de estudos na São Vladimir como também o convívio com a fútil hierarquia estudantil, dividida entre aqueles que pertencem e os que não pertencem às famílias reais de vampiros. São obrigadas a relembrar as causas de sua fuga e a enfrentar suas temíveis consequências. E, quem sabe, poderão encontrar um par romântico aqui e outro ali. Mais importante, Rose descobre por que Lissa é assim tão especial: que poderes se escondem por trás de seu doce e inocente olhar? Richelle Mead dá uma nova face à literatura vampiresca com este romance: mais ácida, apimentada e inteligente do que nunca, a saga dos Moroi e seus guardiões surpreende pelas reviravoltas e pela ousadia desses cativantes personagens.

Na expectativa do filme de Vampire Academy eu resolvi reler o primeiro livro da série vampiresca, escrita pela Richelle Mead: O Beijo das Sombras. Confesso que faz tanto tempo que eu li esse livro (uns cinco anos) que em determinadas partes dele era como se eu estivesse lendo pela primeira vez. E isso me fez ver o livro sobre uma nova perspectiva, não somente o livro e o filme, como também os personagens. Lembram daquele meu post sobre as expectativas em relação ao filme? O meu medo de se tornar algo meio Meninas Malvadas? 
A verdade é que o livro é meio que Meninas Malvadas com toda aquela coisa de escola, bailes e tudo o mais. É sobre vampiros? É, mas continua sendo uma escola.
O Beijo das Sombras é um livro que você lê rápido, vai devorando as coisas e entrando no universo que a Richelle Mead cria com toda a atenção e cuidado; tudo tem uma lógica de forma que você aceita bem as diferentes "raças" de vampiros que existem: Morois - os bonzinhos que parecem os de Crepúsculo com a coisa de aguentar a luz do dia, Strigois - os malvados que lembram os originais sedentos por sangue, e os Dampir - meio vampiros. As personagens principais, à sua maneira, são bem construídas e tem um contraste entre elas que é gritante. Lissa Dragomir é quase uma princesa perfeita de tão delicada, dedicada e simpática, enquanto a Rose Hathaway é praticamente uma delinquente que acha que sabe e pode tudo, um verdadeiro estereótipo de adolescente. 
Eu acho a Lissa meio chatinha, mas relendo o livro, eu entendi muita coisa sobre ela, dado o fardo que ela carrega, então dei o braço a torcer. Agora, mesmo depois de reler, eu continuo detestando a Rose, talvez seja uma das personagens mais chatas que eu já tive que acompanhar (ou não, a America de A Seleção ganha). Não sei se é porque o jeito dela é impulsivo demais pro meu gosto, o ponto é que a maioria das opiniões e principalmente atitudes dela no decorrer do livro me fazem rolar os olhos. Os demais personagens eu não tenho nada contra e muita coisa a favor: Christian Ozera é fantástico, Dimitri Belikov é... Só podemos suspirar por ele. Victor Dashkov é um personagem muito bem feito também, e temos a Mia Rinaldi (SOS Diário da Princesa!) que lembra alguém muito irritante da sua escola ou dos tempos de escola se você já se formou e não posso esquecer do Mason que é um fofo!
Quanto ao enredo, é o primeiro livro da série então ele geralmente segue uma linha introdutória, apesar de que a Richelle cria o universo e te deixa confortável dentro dele. Ela explica o essencial e isso é importante porque não tem coisa que mais me irrita quando se trata de uma saga e você sai do primeiro livro confuso e cheio de perguntas, não sobre o que vai acontecer, mas sobre o que aconteceu e o que você leu, entendem a diferença? O Beijo das Sombras te deixa cheio de perguntas e expectativas no final, mas não te deixa com aquela sensação horrorosa de que algo ficou faltando ou que algumas coisas ficaram incompreensíveis. 
No mais, como ando me controlando para não virar uma Maria-Spoiler, deixo para vocês lerem o livro. Eu recomendo porque é bom, te instiga e eu tenho certeza que você vai ficar doidinha pra ler o resto da série. A Richelle Mead é uma mestra na arte de prender seus leitores nas histórias que ela cria.


Resenhando: O Lobo Domado [Desafio Fuxicando - Fevereiro]



Título: O Lobo Domado
Autora: Deborah Simmons
Editora: Harlequin
Número de Páginas: -
Classificação: ♥ ♥ ♥ ♥



Sinopse: Forte, corajoso, sempre alerta contra o perigo, Dunstan de Burgh, barão de Wessex, era comparado a um lobo selvagem. Destemido cavaleiro de mil batalhas, ele não acreditava no amor. Até o dia em que seu destino cruzou com o de Marion Warenne. Misteriosa donzela de passado nebuloso e olhar doce, Marion começou a derrubar todas as defesas armadas em torno do coração de Dunstan

Vocês lembram do projeto que eu decidi participar chamado: “Fuxicando sobre romances de época”? Se não, é só clicar no título entre aspas que você fica sabendo mais sobre o assunto! Bom, eu confesso que embora tenha marcado lido no menu de livros aí do lado, o livro de janeiro que era “O Fantasma da Ópera” eu não terminei, cheguei em mais da metade dele, mas não consegui terminar de reler, daí achei injusto resenhar algo que não tinha ido até o final. Em compensação, a meta do mês de fevereiro foi cumprida com sucesso! E aqui vai a resenha do livro escolhido para esse mês: O Lobo Domado (que na verdade era pra ser um outro título da série, mas não consegui encontrar!)

Bom, em primeiro lugar eu li o livro todo com a sensação de que já tinha visto uma parte daqueles diálogos e cenas antes e eis que... Sim! Eu já havia lido o livro, e acho que já li toda a série De Burgh da Deborah Simmons, o que é um ponto positivo desde já, porque não parei de reler e quando terminei tenho certeza que me senti da mesma forma quando li pela primeira vez. Como todo bom livro de clássicos históricos, tem sempre o cavaleiro que pode ser cavalheiro (não foi o caso do nosso amado literário da vez, o Dunstan) e uma donzela que passa por alguns mal bocados (ou não tão donzela assim como no caso da nossa protagonista a Marion Warenne).

A maior parte da história do livro se passa no traslado de Marion de volta para o feudo onde ela morava (e de onde fugiu) escoltada por Dunstan de Burgh e alguns dos seus vassalos em um favor ao pai dele que é o Conde de Campion. Marion estava hospedada no feudo de Campion após ter sido encontrada desmaiada e sem a memória por dois dos filhos do Conde. Lá na Corte o tio dela pede que ela seja retornada, afinal, ela é propriedade dele e ainda que não se lembre do passado, Marion tem a sensação de que voltar para Baddersly significará sua morte então ela vive tentando fugir da caravana.

E essas tentativas de fuga dela nos rendem boas risadas enquanto fazem o Dunstan, um cavaleiro de primeira, temido e conhecido como Lobo de Wessex por ser “indomável” e extremamente habilidoso, se roer de raiva e também de curiosidade sobre a pequena Marion Warenne. Afinal, ela é uma donzela e um tanto desajeitada, e mesmo assim quase consegue fugir dele diversas vezes. 

No meio disso surge a atração dele por ela (a dela já era evidente no primeiro momento em que eles se encontraram) que ele se nega a admitir de todas as formas até o último minuto, além do contraste gritante entre a personalidade mandona, dominadora e ameaçadora dele com a frágil, risonha e até mesmo faceira que ela tem. E para deixar as coisas mais complicadas ainda tem a constante ameaça do tio dela e também do arqui-inimigo de Dunstan, Fitzhugh.

Não considero “O lobo domado” um dos meus livros clássicos preferidos, mas certamente é um que eu recomendo. Não sou nenhuma conhecedora sobre período medieval, mas acho que ele não faz nenhum erro gritante em termos de como seria a vivência naquela época. Além disso, pra quem gosta, tem umas cenas bem... Censuradas para menores, hehe.

OBS.: Sim, se eu fizesse uma resenha crítica eu consideraria o livro extremamente machista, mas preferi relativizar ao ler. É um livro que pretende contar um "romance" de época, e esse se passa em 1200! Em 1200 se uma mulher sabia ler e escrever era muito! Ainda mais ter direito a voz ou qualquer outro tipo de ação que não se restringisse a cozinha e a criar os filhos. Inclusive acho que a Deborah Simmons deu uma liberdade para Marion que ela certamente não teria se fosse "real" ou se fosse um livro escrito na época. Senti necessidade de adicionar esse comentário porque bem, detesto machismo, mas eu também não posso pedir que uma história que se passa praticamente no início do milênio passado tenha uma mulher independente e um homem que não seja dominador e às vezes grosseiro. 



É isso gente! Até!

Resenhando: Lola e o garoto da casa ao lado



Título: Lola e o Garoto da Casa ao Lado
Autora: Stephanie Perkins
Editora: Novo Conceito
Número de páginas: 288
Classificação: ♥ ♥ ♥ ♥ ♥




Sinopse: A designer-revelação Lola Nolan não acredita em moda... ela acredita em trajes. Quanto mais expressiva for a roupa — mais brilhante, mais divertida, mais selvagem — melhor. Mas apesar de o estilo de Lola ser ultrajante, ela é uma filha e amiga dedicada com grandes planos para o futuro. E tudo está muito perfeito (até mesmo com seu namorado roqueiro gostoso) até os gêmeos Bell, Calliope e Cricket, voltarem ao seu bairro.Quando Cricket — um inventor habilidoso — sai da sombra de sua irmã gêmea e volta para a vida de Lola, ela finalmente precisa conciliar uma vida de sentimentos pelo garoto da porta ao lado.
Fazia um tempo que não postava resenhas né? Mas estou de volta!
O bonitão dessa vez é o livro da Stephanie Perkins: "Lola e o garoto da casa ao lado". Confesso que eu sou chata e demorei pra ler o livro só porque ele tem quase o mesmo título de um dos meus favoritos da Meg Cabot "O Garoto da Casa ao Lado", mas olha, as semelhanças param por aí. Lola, a protagonista do livro, é uma garota "dramática", mas não no sentido "drama queen", e sim no modo de se vestir e tudo o mais. Uma fã de perucas e roupas extravagantes ela chama atenção aonde vai e não se importa com isso. Não é como se fosse algo proposital, mas sim o jeito que ela é, e a autora soube levar isso tão bem que você não acha estranho imaginar uma garota de cabelos roxos e roupas esquisitas andando por aí. 
Além disso, os pais de Lola são gays, e lá vem outro ponto positivo para o modo com a Stephanie conseguiu quebrar estereótipos de forma natural ao inseri-los na história sem fazer marcações de estranheza ou qualquer coisa do tipo. Eles são um casal como qualquer outro, e o mais importante, pais como qualquer outros. Na verdade, eles são uns fofos, isso sim!
É uma comédia romântica, mas não trata bem sobre como duas pessoas estão se apaixonando ou algo assim, Lola tem um namorado que é vocalista de uma banda de rock, é mais velho que ela, e que ela morre de amores, mas que os pais detestam. O que eu gostei foi que não tem aquelas cenas absurdas, ao contrário, a autora tentou deixar o relacionamento o mais "realista" possível, sem todo aquele açúcar derretido de romances em geral. Além disso tem os gêmeos Bell, que moram na casa ao lado de Lola e retornam, mais especificamente tem o Cricket Bell, por que ela era apaixonada e que é apaixonado por ela. O desenrolar da relação dos dois é uma coisa fofa de se ler, você gama no Cricket de tal forma (até porque ele lembra tanto meu Michael Moscovitz de O Diário da Princesa com a pegada nerd) que mesmo com o nome esquisito, você acha ele um personagem que podia muito bem ser de verdade, obrigada! E ao decorrer do livro você vai percebendo como Lola começa a reabrir o coração pra ele, mesmo sem admitir que gosta dele. E não, não é do tipo "que garota burra, não é óbvio?" que me dá nos nervos, ainda bem. Em suma, pra não dar muito spoiler (notaram que eu andei me contendo?) eu recomendo Lola e o garoto da casa ao lado! É um livro gostoso de se ler e que deixa você suspirando em alguns muitos momentos.

Resenhando: Prodigy



Título: Prodigy
Autora: Marie Lu
Editora: Prumo
Número de páginas: 304
Classificação: ♥ ♥ ♥ ♥ ♥


Sinopse: Depois que um cataclismo atingiu o planeta Terra, extinguindo continentes inteiros, os Estados Unidos se dividiram em duas nações em guerra: a República da América, a oeste, e as Colônias, formadas pelo que restou da costa leste da América do Norte. June e Day, a menina prodígio e o criminoso mais procurado da República, já estiveram em lados opostos uma vez. Agora eles têm a oportunidade de lutar lado a lado contra o controle e a tirania da República e, assim, alterar para sempre o rumo da guerra entre as duas nações. Resta saber se estão preparados para pagar o preço que as transformações exigirão deles.


Eu li Prodigy já com meu mundo meio que virado de cabeça pra baixo. Tudo tinha mudado e de uma forma muito rápida e um tanto brutal ao final de Legend e eu ainda estava me recuperando. Prodigy veio me amarrar de vez a essa trilogia distópica que eu amei e amo tanto que é uma das minhas favoritas, receio dizer até mais do que Jogos Vorazes. Aliás, falando em voraz... A rapidez com que eu engoli as páginas de Prodigy foi de uma coisa absurda e ainda morrendo de dor de cabeça, mas eu precisava continuar lendo! 

Nessa sequência Day e June se tornam aliados de uma vez, e agora são fugitivos da República. Ela como uma “desaparecida” é claro, porque apesar da traição, ela ainda é a queridinha prodígio do governo e muito pouca gente sabe do que realmente aconteceu em Batalla Hall e no que era pra ser a execução do bandido mais procurado da República: Day. Foragidos e feridos eles estão à procura dos Patriotas, uma espécie de grupo terrorista radical cuja ideologia é voltar ao que eram os Estados Unidos da América antes do cataclisma que atingiu a terra e devastou o território americano com enchentes e outros desastres naturais. Eles precisam de recursos para resgatar o irmão caçula de Day, Éden, que foi mantido em cativeiro para testes de variações da praga, uma doença que June descobriu ser criada e espalhada pelo próprio governo e a razão pela qual sua família inteira acabou sendo assassinada. 

Entretanto no meio de tudo isso eis que o Primeiro Eleitor morre e quem assume é o filho dele, Anden, que June chegou a conhecer num dos bailes de Batalla Hall quando ainda acreditava nos ideiais da república e onde ele acabou se encantando por ela. Os patriotas, que tem agentes infiltrados nas forças armadas da República, obviamente, veem nisso uma estratégia e resolvem dar apoio a Day e June desde que eles consigam assassinar o novo Primeiro Eleitor, ela ganhando a confiança dele para uma armadilha e Day sendo o responsável pela sua morte em um gesto emblemático já que ele se torna a figura de resistência dos cidadãos da república. 

Nesse livro a gente descobre também mais coisas sobre as Colônias, um outro país que também um dia foi parte do que se constituía os Estados Unidos da América e que vive em guerra com a República. A construção das Colônias é bem interessante, eles não tem um governo propriamente dito, tem alguém representa politicamente o país, mas quem governa de fato são quatro grandes corporações onde a população pode se dividir para servir e cada uma cuida de uma parte essencial do funcionamento da sociedade. É um país totalmente privatizado. E o interessante é ver como todo o ideal de Day cai pelo ralo, pois ele imaginava que as Colônias fossem um lugar melhor, um lugar onde pudessem viver livre, mas ela acaba se mostrando não muito diferente ou até pior do que a própria República. 

Tudo vai bem na estratégia dos Patriotas, obrigada, não fosse o envolvimento de June com Anden, que é mais ou menos romântico. Chega sim a ter uma espécie de triângulo amoroso, mas é bem visível que o pobre do Anden vive na friendzone porque June só tem olhos, coração e tudo o mais para Day. O fato é que June se aproxima e conhece mais ele, e começa a duvidar da ideia de que Anden é como o pai dele, um autoritário que pretende manter o rigor e o controle da República a ferro e fogo sem qualquer perspectiva de mudança ou melhora nas condições de vida, principalmente, que quer continuar com os experimentos e violações que a Républica comete e encobre com seu poderio militar. June começa a confiar em Anden e acreditar que matar ele seja, na verdade, um tiro no pé e o fim da República, porque ela não consegue acreditar e confiar nos Patriotas desde sempre. 

Não vou contar mais coisas se não vou acabar narrando o livro, mas pra quem já leu Legend, sabe que quando a June encasqueta com algo... Ela vai até o fim na convicção dela e faz tudo o que pode pra revertar a situação, e aliás, quase sempre consegue não porque ela é a protagonista (isso também, evidente), mas porque ela é superdotada, independente e forte. June é uma das melhores personagens que eu já vi. Ainda mais porque Marie Lu sabe trabalhar bem o lado fortaleza e o lado extremamente frágil dela. Tanto dela quanto do Day. 

Prodigy é mais do que recomendadíssimo, uma trama bem trabalhada, personagens fortes como a Kaede, uma Patriota que você odeia e depois ama, o próprio Primeiro Eleitor Anden e a Comandante Jameson que você consegue nutrir o mesmo sentimento que nutre pelo Joffrey Lannister de Guerra dos Tronos, por exemplo. Além disso, ele vem perdoar as eventuais falhas de Legend como a falta de informações do que aconteceu nesse mundo pós-apocalíptico e quem são e o que fazem as Colônias.