Páginas

Mostrando postagens com marcador Livros. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Livros. Mostrar todas as postagens

Resenhando: O Visconde que me amava [Desafio Fuxicando - Maio]

 

O_VISCONDE_QUE_ME_AMAVA_1374675648P

 

Título: O Visconde que me Amava

Autora: Julia Quinn

Editora: Arqueiro

Páginas: 304 páginas

Classificação: 4/5

Sinopse: A temporada de bailes e festas de 1814 acaba de começar em Londres. Como de costume, as mães ambiciosas já estão ávidas por encontrar um marido adequado para suas filhas. Ao que tudo indica, o solteiro mais cobiçado do ano será Anthony Bridgerton, um visconde charmoso, elegante e muito rico que, contrariando as probabilidades, resolve dar um basta na rotina de libertino e arranjar uma noiva. Logo ele decide que Edwina Sheffield, a debutante mais linda da estação, é a candidata ideal. Mas, para levá-la ao altar, primeiro terá que convencer Kate, a irmã mais velha da jovem, de que merece se casar com ela. Não será uma tarefa fácil, porque Kate não acredita que ex-libertinos possam se transformar em bons maridos e não deixará Edwina cair nas garras dele. Enquanto faz de tudo para afastá-lo da irmã, Kate descobre que o visconde devasso é também um homem honesto e gentil. Ao mesmo tempo, Anthony começa a sonhar com ela, apesar de achá-la a criatura mais intrometida e irritante que já pisou nos salões de Londres. Aos poucos, os dois percebem que essa centelha de desejo pode ser mais do que uma simples atração.

 

Aqui vai, nos últimos minutos do segundo tempo, a resenha do desafio fuxicando sobre romances de época criados pelo blog Recanto da Mi e Livros e Fuxicos. Maio é tradicionalmente conhecido como mês das noivas, e portanto, a temática desse mês foram livros que tivessem casamento no meio. Eu tinha reservado ler Pode Beijar a Noiva, da Patrícia Cabot, mas sinceramente? Desisti de seguir minha listinha, porque ó, acho que só um livro que eu disse que ia ler, foi de fato o que eu li. Enfim, não sei se o Visconde que me amava pode entrar na temática, porque né, não tem nada referente a casamento no título, mas eu tava numa vibe Julia Quinn tão forte que… Não deu, olha. Precisava ler o segundo volume da série Bridgerton!

10 Livros que me influenciaram

Imagens retiradas do Google.

Então, eu vi um vídeo da Mariana Everyday no YT sobre livros que influenciaram ela + livros que causaram algum tipo de histeria. É um tipo de TAG que ela adaptou e que eu estou readaptando de forma escrita. Decidi que não vou falar dos que me causaram histeria, mas só dos que me influenciaram, embora as duas coisas acabem se misturando em alguns momentos.


1. Não é querer copiar, mas é óbvio... Harry Potter.
Eu vi o filme primeiro, quando estreou, no auge dos meus dez anos. E juro que fiquei tão encantada que a primeira coisa que eu fiz (e pela primeira vez na minha vida), foi chegar em casa, pegar uma caneta e um caderno e começar a escrever uma estória minha em Hogwarts. Depois eu ganhei os livros e aí me perdi. Harry Potter mudou minha vida de diversas formas que acho que seria uma pessoa totalmente diferente se não tivesse me tornado uma Potterhead. Eu comecei a escrever por conta de Harry Potter, meus primeiros surtos fangirl também surgiram aí. Eu comecei a jogar RPG, e ainda jogo, por conta disso. Conheci pessoas maravilhosas, me viciei na internet. Aprendi até a mexer no Photoshop por conta disso, e acho que também nos blogs. Gente, quem lembra do Expresso Hogwarts e do Accio Cérebro? Saudades dos tempos de Blogfics.

2. O Diário da Princesa.
Eu já fiz um post na série Writing Prompt onde declarei que minha edição do Diário da Princesa é o objeto material mais valioso que eu tenho. Foi a primeira vez que tive acesso a um livro à la chick-lit na minha vida, dado pelo meu pai. E eu era só um pouco mais nova que a personagem principal, a Mia Thermopolis. Eu tinha treze anos quando ganhei, e ela catorze. E todo aquele “mundo de menina” que ela ia descobrindo, eu descobria junto com ela. Foi tão marcante, que por muito tempo minha escrita foi semelhante à da Meg Cabot, autora da série. Eu adorava escrever fanfics em forma de diário e escrever diários também. Além disso, meu primeiro amor literário surgiu aí: Michael Moscovitz. E depois de pelo menos duas centenas de livros lidos desde então, ele ainda continua no topo da lista.

3. Drácula.
Eu já tinha visto vários filmes sobre o Drácula e coisas de vampiros, então não era novidade. Mas, na verdade, foi. Decidi comprar o livro logo que a Martin Claret surgiu com aquela edição de ouro, afinal, eu tinha que ir até a fonte de toda a inspiração vampiresca que eu assistia na televisão (Buffy e Angel <3). O livro me pareceu simples e entediante logo que comecei a ler. Parte pelo meu preconceito com os clássicos (eles podem ser ricos, finos e ótimos, mas não tem quem me convença de que não são chatos de se ler) e parte porque eu era novinha mesmo para entender algumas coisas. Mas quando engatei na leitura, senhor, eu parava altas horas da noite e guardava o livro dentro do meu armário porque tinha medo de ficar encarado a capa com o Drácula. Foi um misto de medo e sedução que me fez ler e apaixonar não só pelo livro, mas pela literatura gótica. E isso resume bem do que se trata o romance: medo e sedução. Me influenciou no modo da escrita e na visão sobre os livros, acho que Drácula me amadureceu.

4. O Diário de Anne Frank.
Naquela época eu já sabia sobre a segunda guerra mundial, evidentemente. Sabia sobre os judeus, sobre o holocausto, mas tudo em função do que eu via na escola. Algo plastificado e direcionado para um dia prestar o vestibular. Quando eu comecei a ler o diário de Anne Frank, eu não tinha muitas expectativas, acho que foi meu primeiro contato com livros “reais”, “biográficos” por assim dizer. Mas eu fiquei destruída. Destruída de tal forma que não consigo nem tocar num livro de drama, mesmo que seja fictício. Eu me envolvi no livro, nos sonhos dela, nas esperanças, no medo constante, na tentativa de viver uma vida normal e quando chegou ao fim, nas páginas inexistentes... Eu desmoronei. Me marcou de tal forma que eu tenho uma hipersensibilidade com coisas relacionadas à guerra, ao sofrimento humano. 

5. O Garoto da Casa ao Lado.
O meu primeiro Young Adult (nem sei se é nessa categoria que ele se enquadra, mas que seja). O que é esse livro na forma de e-mails? Gente, até hoje acho que a Meg Cabot fez uma revolução da forma de escrever livros, me julguem. Logo no início eu fiquei meio frustrada porque queria saber absolutamente tudo o que acontecia, sentia falta da clássica sequência linear e temporal dos livros, pois tudo ficava muito cortado e sob diversos pontos de vista nesse livro. Mas eu me apaixonei. Foi um livro que me deu vontade de ir morar “na cidade grande” sozinha e trabalhar.

6. A Garota Americana.
Embora hoje eu enxergue ele com um pouco de vergonha, afinal, ele é um livro que ressalta muito o sentimento americanista e coisa e tal, seria desleal que ele não estivesse nessa lista. O que seria de mim sem conhecer No Doubt? Sobreviveria, claro. Mas não é por isso que ele entra na lista. É por causa da coisa de ser embaixadora da Sam. Por mais fútil que seja dizer isso, a ideia de ser embaixadora um dia me surgiu daí, e se tornou algo tão sólido, que faz só um ano que desisti, de fato, de seguir a carreira diplomática. Claro que na época era algo que eu achava deslumbrante, um máximo, e que fui amadurecendo com o tempo. Mas então, foi um livro muito influente.

7. Trilogia Jogos Vorazes.
Me despertou o olhar para o gênero distópico, me trouxe de volta depois de um período terrível de hiato literário. Faziam quase dois anos que eu só andava tendo tempo para ler meus livros acadêmicos, e nem de longe eles eram interessantes, além de terem prejudicado minha escrita criativa, parecia que eu só conseguia escrever de forma robótica. Suzannah Collins me trouxe de volta à vida com o primeiro livro, que eu demorei para ler, mas quando li, me encantei. O que era aquilo? Um livro político! Para mim foi um prato cheio, descobri que era possível discutir política sem ser tão chata, sem estar rodeada de acadêmicos e comentadores chatos do meu curso (Ciência Sociais/Política). Me resgatou de volta para o maravilhoso mundo da Literatura (e das distopias)!

8. O Diário de Bridget Jones
Foi, de fato, o primeiro livro adulto que eu li. Na época, as pessoas se escandalizavam só de me ver lendo, tudo por conta de uma camisinha bem na capa do livro. Como eu era muito adolescente, tinha muita coisa que eu não entendia, principalmente a coisa do sexo casual e da necessidade (na época eu achava obsessão) da Bridget em relação ao assunto. É, eu era bem patetinha nessas coisas, admito. Não é que outros livros que eu tivesse lido não fizessem referência à isso, mas nesse em particular, as coisas eram meio cruas. Ao mesmo tempo, a Bridget me fascinava. Ela era uma mulher adulta. Ela era problemática, mas era independente (ainda que não tanto emocionalmente), tinha uma vida longe da família, na cidade grande, bem aquelas coisas que já haviam me deixado encantada quando li O Garoto da Casa ao Lado. Me marcou porque, de alguma forma, foi um parâmetro para como eu passei a imaginar minha vida adulta. Claro que hoje em dia, nem de longe minha “vida adulta” é assim, mas segue a nostalgia e o carinho pela obra.

9. A Droga da Obediência.
Sabe aqueles livros que você descobre na biblioteca da sua escola? Esse foi um desses, o mais marcante de todos. Eu viajei com os Karas e toda aquela trama em torno da droga. Estava no ensino fundamental e por ser um livro brasileiro, a identificação foi ainda maior. A descrição da escola, os personagens, tudo parecia algo que podia muito bem acontecer na minha própria escola. Me influenciou porque me fez gostar de literatura brasileira, àquela época, o que eu entendia por literatura brasileira eram livros antigos, de linguagem chata e que todo mundo que dizia ler se achava o máximo (digamos que esse preconceito não mudou muito em relação a literatura clássica).

10. A Porta dos Sonhos.
Se eu disser que eu lembro pouca coisa desse livro, vocês acreditam? Pois é, eu tenho a vaga ideia da estória, mas os detalhes, os nomes dos personagens... Tudo isso eu não me recordo mais. Acho que foi o primeiro livro que eu li, de verdade, sabe? Ou pelo menos, é o primeiro que eu me recordo. Mas se tem uma coisa viva desse livro em mim, foi a emoção, a empolgação, a total viagem literária que eu tive quando li as páginas dele. Não era longo e tinha algumas gravuras, mas era tão fantástico que... Nossa, certamente foi decisivo para que eu achasse que ler era uma coisa muito divertida de se fazer.


Então é isso gente! Ficou longo, eu sei, mas é só pra vocês verem como esses livros realmente me influenciaram, que eu até falei demais sobre minhas lembranças, impressões e emoções. Confesso que fiquei até um pouco nostálgica com esse post. Saudades da adolescência. Além disso, confirmei minha hipótese de que sou mesmo filha do POP e da literaturas de mainstream/bestseller, fazer o quê. E vocês, já pararam para pensar que livros foram mais influentes?

Resenhando: O Guia do Mochileiro das Galáxias




Título: O Guia do Mochileiro das Galáxias
Autor: Douglas Adams
Editora: Arqueiro
Páginas: 156
Classificação: ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ (♥)

Sinopse: Este é o primeiro título da famosa série escrita por Douglas Adams, que conta as aventuras espaciais do inglês Arthur Dent e de seu amigo Ford Prefect. A dupla escapa da destruição da Terra pegando carona numa nave alienígena, graças aos conhecimentos de Prefect, um E.T. que vivia disfarçado de ator desempregado enquanto fazia pesquisa de campo para a nova edição do Guia do Mochileiro das Galáxias, o melhor guia de viagens interplanetário. Mestre da sátira, Douglas Adams cria personagens inesquecíveis e situações mirabolantes para debochar da burocracia, dos políticos, da “alta cultura” e de diversas instituições atuais. Seu livro, que trata em última instância da busca do sentido da vida, não só diverte como também faz pensar.

“So long and thanks for all the fish!”


A resenha de hoje é sobre um “clássico” da ficção científica, um livro que originalmente era um programa transmitido pela rádio britânica BBC Radio no final dos anos 70. O Guia do Mochileiro das Galáxias é o primeiro volume de cinco livros, escrito por Douglas Adams. E eu devo dizer que nunca ri tanto ou me senti com tanta vergonha alheia numa leitura quanto nesse livro (na verdade fiquei sim, no segundo volume da série, mas ok). 

Se você espera uma lógica linear nesse livro eu seriamente não recomendo. Ele vai da mais simples até a mais absurda das possibilidades do universo, sim do Universo mesmo. É extremamente irônico, irreverente e até mesmo sarcástico. Aquele típico humor inglês que lembra Monty Pyton pode ser sentido à medida em que você devora as páginas da obra. Algo ligeiramente sutil que às vezes passa até despercebido, mas quando você compreende te faz sentir meio idiota, ou então sentir que algumas coisas e pessoas no mundo são realmente idiotas. 

O livro conta a história de Arthur Dent, Tricia McMillan, Ford Prefect, Zaphod Bebleebrox e, claro, nosso querido robô depressivo, Marvin. Depois da destruição da terra, eles seguem pelo Universo numa nave com gerador de improbabilidade infinita chamada de Coração de Ouro sem saber muito bem do que estão em busca. Na verdade, só Zaphod sabe, ele está em busca do sentido da Vida, do Universo e Tudo o mais.

A história é contada através do Guia do Mochileiro das Galáxias, uma enciclopédia intergaláctica sobre todo o Universo e seus seres, que vem a ser a mais completa e mais barata disponível. Ela é alimentada pelos relatos dos chamados “Mochileiros”, que são pessoas que viajam como “peregrinos” pelo Universo, geralmente munidos de uma Toalha. A toalha é o item mais precioso que um Mochileiro possui, e por isso, eles não vivem sem ela. A leitura se torna cômica exatamente por isso, por misturar a narração da história com detalhes informacionais como se você estivesse visitando um museu com um “guia”. 

Eu li esse livro em Janeiro e confesso que demorei para resenha-lo porque são tantas coisas, tantos detalhes que eu não sabia como escrever sobre ele sem dar muito spoiler ou sem fazer uma dancinha da sedução para que todos lessem. Mas eu super recomendo! É muito divertido, muito mesmo!

Resenhando: O Beijo das Sombras


Título: O Beijo das Sombras
Autora: Richelle Mead
Editora: Nova Fronteira
Páginas: 320 páginas
Classificação:      


Sinopse: Lissa Dragomir é uma adolescente especial, por várias razões: ela é a princesa de uma família real muito importante na sociedade de vampiros conhecidos como Moroi. Por causa desse status, Lissa atrai a amizade dos alunos Moroi mais populares na escola em que estuda, a São Vladimir. Sua melhor amiga, no entanto, não carrega consigo o mesmo prestígio: meio vampira, meio humana, Rose Hathaway é uma dampira cuja missão é se tornar uma guardiã e proteger Lissa dos Strigoi, os poderosos vampiros que se corromperam e precisam do sangue Moroi para manter sua imortalidade.
Pressentindo que algo muito ruim vai acontecer com Lissa se continuarem na São Vladimir, Rose decide que elas devem fugir dali e viver escondidas entre os humanos. O risco de um ataque dos Strigoi é maior, mas elas passam dois anos assim, aparentemente a salvo, até finalmente serem capturadas e trazidas de volta pelos guardiões da escola.
Mas isso é só o começo. Em O beijo das sombras, Lissa e Rose retomam não apenas a rotina de estudos na São Vladimir como também o convívio com a fútil hierarquia estudantil, dividida entre aqueles que pertencem e os que não pertencem às famílias reais de vampiros. São obrigadas a relembrar as causas de sua fuga e a enfrentar suas temíveis consequências. E, quem sabe, poderão encontrar um par romântico aqui e outro ali. Mais importante, Rose descobre por que Lissa é assim tão especial: que poderes se escondem por trás de seu doce e inocente olhar? Richelle Mead dá uma nova face à literatura vampiresca com este romance: mais ácida, apimentada e inteligente do que nunca, a saga dos Moroi e seus guardiões surpreende pelas reviravoltas e pela ousadia desses cativantes personagens.

Na expectativa do filme de Vampire Academy eu resolvi reler o primeiro livro da série vampiresca, escrita pela Richelle Mead: O Beijo das Sombras. Confesso que faz tanto tempo que eu li esse livro (uns cinco anos) que em determinadas partes dele era como se eu estivesse lendo pela primeira vez. E isso me fez ver o livro sobre uma nova perspectiva, não somente o livro e o filme, como também os personagens. Lembram daquele meu post sobre as expectativas em relação ao filme? O meu medo de se tornar algo meio Meninas Malvadas? 
A verdade é que o livro é meio que Meninas Malvadas com toda aquela coisa de escola, bailes e tudo o mais. É sobre vampiros? É, mas continua sendo uma escola.
O Beijo das Sombras é um livro que você lê rápido, vai devorando as coisas e entrando no universo que a Richelle Mead cria com toda a atenção e cuidado; tudo tem uma lógica de forma que você aceita bem as diferentes "raças" de vampiros que existem: Morois - os bonzinhos que parecem os de Crepúsculo com a coisa de aguentar a luz do dia, Strigois - os malvados que lembram os originais sedentos por sangue, e os Dampir - meio vampiros. As personagens principais, à sua maneira, são bem construídas e tem um contraste entre elas que é gritante. Lissa Dragomir é quase uma princesa perfeita de tão delicada, dedicada e simpática, enquanto a Rose Hathaway é praticamente uma delinquente que acha que sabe e pode tudo, um verdadeiro estereótipo de adolescente. 
Eu acho a Lissa meio chatinha, mas relendo o livro, eu entendi muita coisa sobre ela, dado o fardo que ela carrega, então dei o braço a torcer. Agora, mesmo depois de reler, eu continuo detestando a Rose, talvez seja uma das personagens mais chatas que eu já tive que acompanhar (ou não, a America de A Seleção ganha). Não sei se é porque o jeito dela é impulsivo demais pro meu gosto, o ponto é que a maioria das opiniões e principalmente atitudes dela no decorrer do livro me fazem rolar os olhos. Os demais personagens eu não tenho nada contra e muita coisa a favor: Christian Ozera é fantástico, Dimitri Belikov é... Só podemos suspirar por ele. Victor Dashkov é um personagem muito bem feito também, e temos a Mia Rinaldi (SOS Diário da Princesa!) que lembra alguém muito irritante da sua escola ou dos tempos de escola se você já se formou e não posso esquecer do Mason que é um fofo!
Quanto ao enredo, é o primeiro livro da série então ele geralmente segue uma linha introdutória, apesar de que a Richelle cria o universo e te deixa confortável dentro dele. Ela explica o essencial e isso é importante porque não tem coisa que mais me irrita quando se trata de uma saga e você sai do primeiro livro confuso e cheio de perguntas, não sobre o que vai acontecer, mas sobre o que aconteceu e o que você leu, entendem a diferença? O Beijo das Sombras te deixa cheio de perguntas e expectativas no final, mas não te deixa com aquela sensação horrorosa de que algo ficou faltando ou que algumas coisas ficaram incompreensíveis. 
No mais, como ando me controlando para não virar uma Maria-Spoiler, deixo para vocês lerem o livro. Eu recomendo porque é bom, te instiga e eu tenho certeza que você vai ficar doidinha pra ler o resto da série. A Richelle Mead é uma mestra na arte de prender seus leitores nas histórias que ela cria.


Resenhando: O Lobo Domado [Desafio Fuxicando - Fevereiro]



Título: O Lobo Domado
Autora: Deborah Simmons
Editora: Harlequin
Número de Páginas: -
Classificação: ♥ ♥ ♥ ♥



Sinopse: Forte, corajoso, sempre alerta contra o perigo, Dunstan de Burgh, barão de Wessex, era comparado a um lobo selvagem. Destemido cavaleiro de mil batalhas, ele não acreditava no amor. Até o dia em que seu destino cruzou com o de Marion Warenne. Misteriosa donzela de passado nebuloso e olhar doce, Marion começou a derrubar todas as defesas armadas em torno do coração de Dunstan

Vocês lembram do projeto que eu decidi participar chamado: “Fuxicando sobre romances de época”? Se não, é só clicar no título entre aspas que você fica sabendo mais sobre o assunto! Bom, eu confesso que embora tenha marcado lido no menu de livros aí do lado, o livro de janeiro que era “O Fantasma da Ópera” eu não terminei, cheguei em mais da metade dele, mas não consegui terminar de reler, daí achei injusto resenhar algo que não tinha ido até o final. Em compensação, a meta do mês de fevereiro foi cumprida com sucesso! E aqui vai a resenha do livro escolhido para esse mês: O Lobo Domado (que na verdade era pra ser um outro título da série, mas não consegui encontrar!)

Bom, em primeiro lugar eu li o livro todo com a sensação de que já tinha visto uma parte daqueles diálogos e cenas antes e eis que... Sim! Eu já havia lido o livro, e acho que já li toda a série De Burgh da Deborah Simmons, o que é um ponto positivo desde já, porque não parei de reler e quando terminei tenho certeza que me senti da mesma forma quando li pela primeira vez. Como todo bom livro de clássicos históricos, tem sempre o cavaleiro que pode ser cavalheiro (não foi o caso do nosso amado literário da vez, o Dunstan) e uma donzela que passa por alguns mal bocados (ou não tão donzela assim como no caso da nossa protagonista a Marion Warenne).

A maior parte da história do livro se passa no traslado de Marion de volta para o feudo onde ela morava (e de onde fugiu) escoltada por Dunstan de Burgh e alguns dos seus vassalos em um favor ao pai dele que é o Conde de Campion. Marion estava hospedada no feudo de Campion após ter sido encontrada desmaiada e sem a memória por dois dos filhos do Conde. Lá na Corte o tio dela pede que ela seja retornada, afinal, ela é propriedade dele e ainda que não se lembre do passado, Marion tem a sensação de que voltar para Baddersly significará sua morte então ela vive tentando fugir da caravana.

E essas tentativas de fuga dela nos rendem boas risadas enquanto fazem o Dunstan, um cavaleiro de primeira, temido e conhecido como Lobo de Wessex por ser “indomável” e extremamente habilidoso, se roer de raiva e também de curiosidade sobre a pequena Marion Warenne. Afinal, ela é uma donzela e um tanto desajeitada, e mesmo assim quase consegue fugir dele diversas vezes. 

No meio disso surge a atração dele por ela (a dela já era evidente no primeiro momento em que eles se encontraram) que ele se nega a admitir de todas as formas até o último minuto, além do contraste gritante entre a personalidade mandona, dominadora e ameaçadora dele com a frágil, risonha e até mesmo faceira que ela tem. E para deixar as coisas mais complicadas ainda tem a constante ameaça do tio dela e também do arqui-inimigo de Dunstan, Fitzhugh.

Não considero “O lobo domado” um dos meus livros clássicos preferidos, mas certamente é um que eu recomendo. Não sou nenhuma conhecedora sobre período medieval, mas acho que ele não faz nenhum erro gritante em termos de como seria a vivência naquela época. Além disso, pra quem gosta, tem umas cenas bem... Censuradas para menores, hehe.

OBS.: Sim, se eu fizesse uma resenha crítica eu consideraria o livro extremamente machista, mas preferi relativizar ao ler. É um livro que pretende contar um "romance" de época, e esse se passa em 1200! Em 1200 se uma mulher sabia ler e escrever era muito! Ainda mais ter direito a voz ou qualquer outro tipo de ação que não se restringisse a cozinha e a criar os filhos. Inclusive acho que a Deborah Simmons deu uma liberdade para Marion que ela certamente não teria se fosse "real" ou se fosse um livro escrito na época. Senti necessidade de adicionar esse comentário porque bem, detesto machismo, mas eu também não posso pedir que uma história que se passa praticamente no início do milênio passado tenha uma mulher independente e um homem que não seja dominador e às vezes grosseiro. 



É isso gente! Até!

Resenhando: Lola e o garoto da casa ao lado



Título: Lola e o Garoto da Casa ao Lado
Autora: Stephanie Perkins
Editora: Novo Conceito
Número de páginas: 288
Classificação: ♥ ♥ ♥ ♥ ♥




Sinopse: A designer-revelação Lola Nolan não acredita em moda... ela acredita em trajes. Quanto mais expressiva for a roupa — mais brilhante, mais divertida, mais selvagem — melhor. Mas apesar de o estilo de Lola ser ultrajante, ela é uma filha e amiga dedicada com grandes planos para o futuro. E tudo está muito perfeito (até mesmo com seu namorado roqueiro gostoso) até os gêmeos Bell, Calliope e Cricket, voltarem ao seu bairro.Quando Cricket — um inventor habilidoso — sai da sombra de sua irmã gêmea e volta para a vida de Lola, ela finalmente precisa conciliar uma vida de sentimentos pelo garoto da porta ao lado.
Fazia um tempo que não postava resenhas né? Mas estou de volta!
O bonitão dessa vez é o livro da Stephanie Perkins: "Lola e o garoto da casa ao lado". Confesso que eu sou chata e demorei pra ler o livro só porque ele tem quase o mesmo título de um dos meus favoritos da Meg Cabot "O Garoto da Casa ao Lado", mas olha, as semelhanças param por aí. Lola, a protagonista do livro, é uma garota "dramática", mas não no sentido "drama queen", e sim no modo de se vestir e tudo o mais. Uma fã de perucas e roupas extravagantes ela chama atenção aonde vai e não se importa com isso. Não é como se fosse algo proposital, mas sim o jeito que ela é, e a autora soube levar isso tão bem que você não acha estranho imaginar uma garota de cabelos roxos e roupas esquisitas andando por aí. 
Além disso, os pais de Lola são gays, e lá vem outro ponto positivo para o modo com a Stephanie conseguiu quebrar estereótipos de forma natural ao inseri-los na história sem fazer marcações de estranheza ou qualquer coisa do tipo. Eles são um casal como qualquer outro, e o mais importante, pais como qualquer outros. Na verdade, eles são uns fofos, isso sim!
É uma comédia romântica, mas não trata bem sobre como duas pessoas estão se apaixonando ou algo assim, Lola tem um namorado que é vocalista de uma banda de rock, é mais velho que ela, e que ela morre de amores, mas que os pais detestam. O que eu gostei foi que não tem aquelas cenas absurdas, ao contrário, a autora tentou deixar o relacionamento o mais "realista" possível, sem todo aquele açúcar derretido de romances em geral. Além disso tem os gêmeos Bell, que moram na casa ao lado de Lola e retornam, mais especificamente tem o Cricket Bell, por que ela era apaixonada e que é apaixonado por ela. O desenrolar da relação dos dois é uma coisa fofa de se ler, você gama no Cricket de tal forma (até porque ele lembra tanto meu Michael Moscovitz de O Diário da Princesa com a pegada nerd) que mesmo com o nome esquisito, você acha ele um personagem que podia muito bem ser de verdade, obrigada! E ao decorrer do livro você vai percebendo como Lola começa a reabrir o coração pra ele, mesmo sem admitir que gosta dele. E não, não é do tipo "que garota burra, não é óbvio?" que me dá nos nervos, ainda bem. Em suma, pra não dar muito spoiler (notaram que eu andei me contendo?) eu recomendo Lola e o garoto da casa ao lado! É um livro gostoso de se ler e que deixa você suspirando em alguns muitos momentos.

Resenhando: Prodigy



Título: Prodigy
Autora: Marie Lu
Editora: Prumo
Número de páginas: 304
Classificação: ♥ ♥ ♥ ♥ ♥


Sinopse: Depois que um cataclismo atingiu o planeta Terra, extinguindo continentes inteiros, os Estados Unidos se dividiram em duas nações em guerra: a República da América, a oeste, e as Colônias, formadas pelo que restou da costa leste da América do Norte. June e Day, a menina prodígio e o criminoso mais procurado da República, já estiveram em lados opostos uma vez. Agora eles têm a oportunidade de lutar lado a lado contra o controle e a tirania da República e, assim, alterar para sempre o rumo da guerra entre as duas nações. Resta saber se estão preparados para pagar o preço que as transformações exigirão deles.


Eu li Prodigy já com meu mundo meio que virado de cabeça pra baixo. Tudo tinha mudado e de uma forma muito rápida e um tanto brutal ao final de Legend e eu ainda estava me recuperando. Prodigy veio me amarrar de vez a essa trilogia distópica que eu amei e amo tanto que é uma das minhas favoritas, receio dizer até mais do que Jogos Vorazes. Aliás, falando em voraz... A rapidez com que eu engoli as páginas de Prodigy foi de uma coisa absurda e ainda morrendo de dor de cabeça, mas eu precisava continuar lendo! 

Nessa sequência Day e June se tornam aliados de uma vez, e agora são fugitivos da República. Ela como uma “desaparecida” é claro, porque apesar da traição, ela ainda é a queridinha prodígio do governo e muito pouca gente sabe do que realmente aconteceu em Batalla Hall e no que era pra ser a execução do bandido mais procurado da República: Day. Foragidos e feridos eles estão à procura dos Patriotas, uma espécie de grupo terrorista radical cuja ideologia é voltar ao que eram os Estados Unidos da América antes do cataclisma que atingiu a terra e devastou o território americano com enchentes e outros desastres naturais. Eles precisam de recursos para resgatar o irmão caçula de Day, Éden, que foi mantido em cativeiro para testes de variações da praga, uma doença que June descobriu ser criada e espalhada pelo próprio governo e a razão pela qual sua família inteira acabou sendo assassinada. 

Entretanto no meio de tudo isso eis que o Primeiro Eleitor morre e quem assume é o filho dele, Anden, que June chegou a conhecer num dos bailes de Batalla Hall quando ainda acreditava nos ideiais da república e onde ele acabou se encantando por ela. Os patriotas, que tem agentes infiltrados nas forças armadas da República, obviamente, veem nisso uma estratégia e resolvem dar apoio a Day e June desde que eles consigam assassinar o novo Primeiro Eleitor, ela ganhando a confiança dele para uma armadilha e Day sendo o responsável pela sua morte em um gesto emblemático já que ele se torna a figura de resistência dos cidadãos da república. 

Nesse livro a gente descobre também mais coisas sobre as Colônias, um outro país que também um dia foi parte do que se constituía os Estados Unidos da América e que vive em guerra com a República. A construção das Colônias é bem interessante, eles não tem um governo propriamente dito, tem alguém representa politicamente o país, mas quem governa de fato são quatro grandes corporações onde a população pode se dividir para servir e cada uma cuida de uma parte essencial do funcionamento da sociedade. É um país totalmente privatizado. E o interessante é ver como todo o ideal de Day cai pelo ralo, pois ele imaginava que as Colônias fossem um lugar melhor, um lugar onde pudessem viver livre, mas ela acaba se mostrando não muito diferente ou até pior do que a própria República. 

Tudo vai bem na estratégia dos Patriotas, obrigada, não fosse o envolvimento de June com Anden, que é mais ou menos romântico. Chega sim a ter uma espécie de triângulo amoroso, mas é bem visível que o pobre do Anden vive na friendzone porque June só tem olhos, coração e tudo o mais para Day. O fato é que June se aproxima e conhece mais ele, e começa a duvidar da ideia de que Anden é como o pai dele, um autoritário que pretende manter o rigor e o controle da República a ferro e fogo sem qualquer perspectiva de mudança ou melhora nas condições de vida, principalmente, que quer continuar com os experimentos e violações que a Républica comete e encobre com seu poderio militar. June começa a confiar em Anden e acreditar que matar ele seja, na verdade, um tiro no pé e o fim da República, porque ela não consegue acreditar e confiar nos Patriotas desde sempre. 

Não vou contar mais coisas se não vou acabar narrando o livro, mas pra quem já leu Legend, sabe que quando a June encasqueta com algo... Ela vai até o fim na convicção dela e faz tudo o que pode pra revertar a situação, e aliás, quase sempre consegue não porque ela é a protagonista (isso também, evidente), mas porque ela é superdotada, independente e forte. June é uma das melhores personagens que eu já vi. Ainda mais porque Marie Lu sabe trabalhar bem o lado fortaleza e o lado extremamente frágil dela. Tanto dela quanto do Day. 

Prodigy é mais do que recomendadíssimo, uma trama bem trabalhada, personagens fortes como a Kaede, uma Patriota que você odeia e depois ama, o próprio Primeiro Eleitor Anden e a Comandante Jameson que você consegue nutrir o mesmo sentimento que nutre pelo Joffrey Lannister de Guerra dos Tronos, por exemplo. Além disso, ele vem perdoar as eventuais falhas de Legend como a falta de informações do que aconteceu nesse mundo pós-apocalíptico e quem são e o que fazem as Colônias.

Resenhando: A Lua de Mel

Título: A Lua de Mel
Autora: Sophie Kinsella
Editora: Record
Número de páginas: 418
Classificação: ♥ ♥   


Sinopse: Ao se dar conta de que o namorado nunca vai pedir sua mão em casamento, Lottie toma uma decisão. Termina o compromisso com ele e diz o tão sonhado sim a Ben, uma antiga paixão, com quem ela havia prometido se casar se ambos ainda estivessem solteiros aos 30 anos. Os dois então resolvem pular o namoro e ir direto para uma cerimônia simples e seguir para a lua de mel em Ikonos, a ilha grega onde eles se conheceram. Mas Fliss, a irmã mais velha da noiva, acha que Lottie enlouqueceu. Já Lorcan, que trabalha na empresa de Ben, teme que o casamento destrua a carreira do amigo. Fliss e Lorcan então elaboram um plano para sabotar a noite de núpcias do casal e impedir que os noivos cometam o maior erro de suas vidas.

Mais um livro da Sophie Kinsella! Acho que qualquer dia desses eu faço uma TAG só dela de tantos livros que eu já li (e tantos que eu tenho que ler!). Bom, o bonitinho da vez é Lua de Mel, e conta com a mesma receita de bolo de sempre: cenas inusitadas, personagens femininas neuradas e alguns absurdos que te fazem ficar olhando para o livro no limiar da incredulidade com o riso pelo absurdo. Isso seria sucesso certo no meu gosto de chick-lit engraçados, mas olha, não gostei. Eu li até o final porque bem, tinha que ler. E porque admito que o Lorcan me conquistou né, mas acho que esse é o livro que eu menos gostei da Sophie. 

Ele tem duas protagonistas, as irmãs Lottie e Fliss, duas neuradas e obcecadas só que de formas distintas. Lottie obcecada por se casar porque já está ficando “velha” e Fliss obcecada em proteger a irmã dos males do casamento porque é uma divorciada. Eu não gostei de nenhuma das duas, na verdade. Mas gostei menos ainda de Lottie, ela chega a beirar o ridículo em muitas cenas, mesmo para um livro de comédia. Sabe quando o personagem parece fictício demais? Foi mais ou menos assim que me senti em relação à ela. Ela não enxerga coisas absurdas, toma decisões que não tem qualquer cabimento e acredita piamente em tudo e que as coisas vão dar certo e que é tudo perfeito. Enfim, me enjoa. A Fliss, por outro lado, eu até poderia gostar dela se ela não fosse tão cabeça-dura à ponto de irritar o Lorcan e me irritar bastante também. 

Como a sinopse diz, o livro gira em torno do casamento absurdo da Lottie com um cara que de repente reapareceu na vida dela depois de quinze anos, e com quem ela teve uma espécie de romance tórrido durante uma viagem para a Grécia. Ela se casa com ele porque levou um fora do namorado dela, Richard, que ela pediu em casamento, alias. Aí no meio dessa bagunça entra Fliss, que é uma editora de uma revista de turismo e está se divorciando e tentando aguentar a barra ou ser menos amarga em relação a isso (aliás, gostei dessa parte, nunca me divorciei mas acho que o turbilhão de sentimentos da Fliss foi algo próximo da realidade) e fica louca da vida com a loucura da irmã e resolve atrapalhar de todas as formas possíveis a noite de núpcias da Lottie para que ela possa anular o casamento já que não teve conjunção carnal. Nessa farofa também surge Lorcan que trabalha na empresa de papel do cara com que Lottie casou, acha que ela é uma golpista, se envolve sem se envolver com Fliss e eles acabam juntos, mas não unidos quanto a separação do casal lá. 

Agora as cenas absurdas e realmente engraçadas são os momentos em que Lottie e Ben (o cara que ela casou) tentam transar e não conseguem porque alguma coisa os impede, coisas sem noção como uma cama quebrada ou então um mordomo que parece uma sombra seguindo eles vinte e quatro horas por dia, tudo isso à mando de Fliss, é claro. Mas ainda assim elas acabam não sendo tão engraçadas quanto poderiam ser porque são pelo ponto de vista de Lottie e as reflexões idiotas que ela faz, tentando não enxergar o óbvio sobre Ben (um playboy mimado e sem sal) e sua relação sem pé nem cabeça só porque ela queria casar. Então eu acabei com a sensação de “poderia ser melhor” o livro inteiro. E não fosse pelo final reconciliador com as percepções de Fliss e principalmente a mudança de Lorcan, eu acho que não teria gostado nenhum pouco do livro. É isso.

Resenhando: A Elite



Título: A Elite
Autora: Kiera Cass
Editora: Seguinte
Número de páginas: 354
Classificação: ♥ ♥ 

Sinopse: A Seleção começou com 35 garotas. Agora restam apenas seis, e a competição para ganhar o coração do príncipe Maxon está acirrada como nunca. Só uma se casará com o príncipe Maxon e será coroada princesa de Illéa. Quanto mais America se aproxima da coroa, mais se sente confusa. Os momentos que passa com Maxon parecem um conto de fadas. Quando ela está com Maxon, é arrebatada por esse novo romance de tirar o fôlego, e não consegue se imaginar com mais ninguém. Mas sempre que vê seu ex-namorado Aspen no palácio, trabalhando como guarda e se esforçando para protegê-la, ela sente que é nele que está o seu conforto, dominada pelas memórias da vida que eles planejavam ter juntos.
America precisa de mais tempo. Mas, enquanto ela está às voltas com o seu futuro, perdida em sua indecisão, o resto da Elite sabe exatamente o que quer — e ela está prestes a perder sua chance de escolher. E justo quando America tem certeza de que fez sua escolha, uma perda devastadora faz com que suas dúvidas retornem. E enquanto ela está se esforçando para decidir seu futuro, rebeldes violentos, determinados a derrubar a monarquia, estão se fortalecendo — e seus planos podem destruir as chances de qualquer final feliz.


Demorou, mas aqui está! Resenha da continuação do livro A Seleção da Kiera Cass (Vocês podem ler a resenha do primeiro aqui), A Elite. Agora o grupo de garotas selecionadas para disputarem a coroa se reduziu bastante, ficando só as seis favoritas e por isso a dinâmica da vivência do palácio também se modificou, todo aquele glamour e vida feliz e sem nada pra fazer do primeiro livro dá espaço para aulas de como se portar como uma princesa e coisas mais práticas como as funções que uma princesa e futura rainha tem que desempenhar. Elas agora tem que aprender a fazer festas, recepcionar pessoas importantes, desenvolverem projetos sociais e todas essas coisas que toda mulher de cara rico geralmente faz, pelo menos nos seriados norte-americanos. 

Bom, America continua irritante e a cada livro eu gosto menos dela, mas confesso que nesse particularmente ela está mais detestável. Como já havia dito na resenha da Seleção, America é uma egoísta, mimada e tão indecisa que dá vontade de entrar no livro e estapeá-la pelo menos a cada duas páginas lidas. Maxon continua cada vez mais fofo e nesse livro você acaba conhecendo mais sobre ele, sobre a criação dele, sobre as coisas com que ele tem que se preocupar, você conhece mais sobre quem é esse príncipe que tem que exercer uma função pesada vinte e quatro horas por dia sem tempo para descanso ou para ser leviano, embora ele acabe sendo. A gente também acaba conhecendo mais a Rainha que é uma mulher bem... Fraca, na verdade. Mas é compreensível, então eu acabei gostando dela. E descobre que o Rei não é um cara tão legal assim. No primeiro não dá pra dizer muita coisa sobre os dois porque as cenas que eles aparecem a personalidade deles acaba bem neutra, mas na Elite conseguimos discernir e ver quem é quem melhor. E, o elemento surpresa: Aspen volta. 

E aí que o livro perdeu a graça pra mim no que tange ao romance. Tá que triângulo amoroso pode ser legal quando bem construído, mas sinceramente? A Kiera fez uma verdadeira farofa aí nessa parte viu? Primeiro que ela desmoralizou a personagem dela, sinceramente a America além de parecer mais egoísta que nunca se torna superficial, porque ela muda tanto de opinião entre Aspen e Maxon que você pensa que ela tá indecisa entre que roupa vestir e não entre os supostos “amores” da vida dela. Sério, no final das contas eu terminei pensando que ela não gosta é de nenhum dos dois, só gosta de sentir amada. Ninguém pode amar duas pessoas ao mesmo tempo, ou até pode, mas definitivamente não seria da forma como ela anda fazendo nesse livro. Então... É, ela se tornou uma personagem detestável pra mim. E confesso que também não gostei do Aspen, ele acabou se tornando muito mandão e metido a sabe tudo, às vezes sinto como se ele pensasse ser superior a America só porque ela é mulher e detestei isso. E também pode ser que o fato de ter gamado no Maxon tenha fortalecido minha antipatia por ele. 

Por outro lado ficamos sabendo um pouco mais sobre os grupos rebeldes e, principalmente, sobre a construção de Illéa e do sistema de castas que era algo que eu estava esperando bastante e achei bem satisfatório. Na verdade, a parte da simbologia, dos ideais necessários para a manutenção e a forja de uma nação relativamente estável ficou muito boa nesse livro. Claro que ainda tem lacunas muito grandes e ainda que tenham vários ataques nesse, não tem bem ação porque só se restringe aqueles momentos e somente ali eles são o foco principal na narração, mas tudo bem. No geral, acho que A Elite foi melhor do que A Seleção, mas ainda assim tenho minhas ressalvas, embora recomende por que bem, se você começou uma série tem mais é que terminar! E fico por aqui, no aguardo de The One pra saber o que é que vai acontecer e que coisas mais toscas America vai aprontar daqui pra frente!

Resenhando: Fiquei com seu número



Título: Fiquei com seu número

Autora: Sophie Kinsella

Editora: Record

Número de páginas: 462

Classificação:


Sinopse: A jovem Poppy Wyatt está prestes a se casar com o homem perfeito e não podia estar mais feliz… Até que, numa bela tarde, ela não só perde o anel de noivado (que está na família do noivo há três gerações) como também seu celular. Mas ela acaba encontrando um telefone abandonado no hotel em que está hospedada. Perfeito! Agora os funcionários podem ligar para ela quando encontrarem seu anel. Quem não gosta nada da história é o dono do celular, o executivo Sam Roxton, que não suporta a ideia de haver alguém bisbilhotando suas mensagens e sua vida pessoal. Mas, depois de alguns torpedos, Poppy e Sam acabam ficando cada vez mais próximos e ela percebe que a maior surpresa da sua vida ainda está por vir.

Se você já ouviu falar em Delírios de Consumo de Becky Bloom, então você já ouviu falar numa das histórias chick-lit mais loucas e divertidas da Sophie Kinsella, autora desse livro e também deste outro que eu li e estou resenhando: Fiquei com seu número. Como sempre há a presença de uma personagem feminina neurada e meio obcecada (mas de um jeito divertido), nesse caso estamos falando da Poppy Wyatt, fisioterapeuta que acabou de ficar noiva de um acadêmico que vem de uma família de acadêmicos e pessoas “brilhantes”. O fato é que o livro se inicia com Poppy perdendo o anel de noivado num jantar com as amigas e deixando meio mundo do hotel e gente de fora dele completamente desesperados e estressados junto com ela.

Pode piorar? Com a Sophie sempre pode. E nesse caso, além de ter perdido o anel, Poppy ainda tem o celular roubado. Agora como que ela vai conseguir saber se alguém achou o anel se está incomunicável? Ela encontra um celular jogado no lixo. Sim, aí você já começa a sentir as loucuras que as personagens da Sophie costumam enfrentar e que te dão uma boa dose de risadas. Acontece que o celular começa a tocar e um tal de Sam Roxton, aparentemente um empresário que também é dono do celular (que pertencia a assistente dele), é quem liga, preocupado em perder um grande contato porque não consegue alcançar o cara que está indo embora do hotel. Poppy, que já passou o número do “novo celular” pra todo mundo acaba retendo o celular e se tornando uma espécie de assistente de Sam no decorrer do livro, ainda que eles não se conheçam.

Eu ri demais com Fiquei Com o Seu Número, é um chick-lit super divertido, tanto quando O Garoto da Casa ao Lado da Meg Cabot. É engraçado as constantes mensagens que Poppy e Sam trocam sem se conhecerem, e principalmente, como você reconhece a personalidade de cada um através das SMS. A relação da Sam com a família do noivo também é engraçada, ainda mais porque pelo ponto de vista da Poppy eles são verdadeiras criaturas sobrenaturais por serem acadêmicos (e eu sou uma, então né, olha o exagero Sophie!). E ainda tem toda a confusão do casamento que ela tem que planejar. É uma leitura rápida e leve, que te faz morrer de rir e ficar com cara de “não acredito que ela fez isso MESMO”, enquanto tenta imaginar algo assim acontecendo na vida real, mas simplesmente não consegue. E o melhor? Mesmo com todas as coisas absurdas do livro o final é bem imaginável, e o modo como a relação dos dois se constrói também!

Sinceramente? Aposto que se Fiquei Com Seu Número fosse um filme, seria uma coisa bem cômica no estilo de Como Perder um Homem em 10 dias, ou o Diário de Bridget Jones.

Resenhando: A Seleção



Titulo: A Seleção

Autora: Kiera Cass

Editora: Seguinte

Número de páginas: 361

Classificação: ♥ ♥ ♥


Sinopse: Para trinta e cinco garotas, a “Seleção” é a chance de uma vida. Num futuro em que os Estados Unidos deram lugar ao Estado Americano da China e mais recentemente a Illéa, um país jovem com uma sociedade dividida em castas, a competição que reúne moças de dezesseis e vinte anos de todas as partes para decidir quem se casará com o príncipe é a oportunidade de escapar de uma realidade imposta a elas ainda no berço. É a chance de ser alçada de um mundo de possibilidades reduzidas para um mundo de vestidos deslumbrantes e joias valiosas. De morar em um palácio, conquistar o coração do belo príncipe Maxon e um dia ser a rainha.


Juro que com essa sinopse foi difícil me convencer a ler o livro mesmo ele sendo uma distopia. Sinceramente? Um monte de garotas lutando por um garoto, ou melhor, pelo status dele? Eu passava, e ainda passo. Mas, fui lá, dei o braço a torcer e resolvi ler o bendito (e maldito em alguns vlogs-resenha) livro. A primeira impressão foi que America Singer, a personagem principal, é irritantemente chata, e deixa logo eu adiantar que permaneço com essa impressão mesmo depois de ler A Elite (resenha em breve). Ela é neurada, egoísta e de uma ingenuidade que beira a irritação que eu tinha com a Mia Thermopolis de ‘O Diário da Princesa’, aliás, lembro até de ter comentado com uma amiga que America tava mesmo me lembrando a Mia, especialmente nas partes de entrevistas do noticiário. Ah sim, essa tal seleção para a futura princesa de Illéa é tipo um reality show, com entrevistas, eventos filmados e tudo o mais, só que não chega a ser um Big Brother, é claro.

Como a sinopse diz, Illéa é um país novo, do que um dia foi o Estados Unidos antes de eles virarem uma espécie de colônia da China (futuro possível?) e depois se rebelarem. É um país constituído de uma monarquia e com sistema de castas, e você só descobre algumas poucas coisas porque a autora não explica o sistema direito, mostrando quais são e o que fazem cada uma. O fato é que quanto maior o número da sua casta, mais pobre e marginal na vida você é. America é da casta cinco, a casta dos artistas, e o seu amado fiel, Aspen, é da casta seis, a casta dos servos. E o drama todo é que o príncipe de Illéa, Maxon, fez dezenove anos e já está na idade pra casar, digo, precisa de uma consorte que poderá ser qualquer garota entre dezesseis e vinte anos, independentemente de casta. E sendo essa uma oportunidade única e inigualável para quem faz parte das castas inferiores de ascender, a mãe de America quer que a filha se inscreva. Dada a situação de penúria em que eles vivem, ela também sabe que poderia fazer isso, mas seu coração só quer saber de ficar com Aspen, mesmo que isso signifique ela decresça na hierarquia, se tornando uma seis.

O ponto é que Aspen acaba terminando com America por sentir-se humilhado com o fato de sempre ser ajudado por ela, afinal ele o “homem” da relação, e os homens quem tem que prover suas famílias/amadas, não o contrário (na opinião dele, evidentemente). Isso dá o gatilho para que ela se inscreva no concurso, sem muitas pretensões de passar, afinal, são muitas garotas participando. Mas, é claro que ela consegue, porque America, na verdade é bem talentosa e prendada, mesmo para uma casta seis (não sei porque, mas isso me lembrou um pouquinho da diva-mor Elizabeth Bennett de Orgulho e Preconceito). E então só de conseguir entrar nas top 35 garotas, ela deixa de ser casta seis e pula para casta três, além de sua família receber gordos cheques e suprimentos enquanto ela durar na seleção, e mais que isso, ela passa a viver no castelo da família real junto com as outras. O livro retrata as cenas do castelo, as aulas de etiqueta, foca em algumas personagens secundárias e a razão por elas estarem ali, nem todas pelo amor, é claro, mas a maioria com o desejo de se tornar rainha e também se apaixonar, eventualmente, pelo príncipe. E aí temos o bonitão do Maxon.

Maxon é um príncipe daqueles dos sonhos: educado, cavalheiro, gentil, atencioso e preocupadíssimo com seu país. Sempre aparentando tranquilidade e confiança. Confesso que eu gostei dele, do modo com a autora conseguiu construi-lo com dois lados, o príncipe dos sonhos, e o garoto de vinte anos que não sabe bem o que fazer e tem muito medo de falhar. Illéa é um país jovem que está em guerra, com dois grupos rebeldes, os do Sul e os do Norte, e ninguém sabe bem porque eles vivem tentando atacar o palácio, tipo, ninguém sabe mesmo (nem os personagens principais do livro). E isso não é muito divulgado para o resto do país para não criar pânico. O fato é que além de só ter uma chance de achar uma rainha (porque seria muito descrédito para um príncipe nem conseguir ser bem sucedido na vida pessoal), ele também tem que participar e ser ativo nas estratégias e reuniões do governo haja vista que o rei, seu pai, irá se aposentar futuramente.

O fato é que Maxon se apaixona por America que, por sua vez, não consegue esquecer Aspen, e portanto, rejeita toda e qualquer investida do príncipe, ainda que uma parte sua esteja bastante encantada por ele. E assim segue basicamente o livro todo, eles se tornam amigos, confidentes, e fica meio óbvio que ela já tá começando a gostar dele, mas não quer admitir. Na verdade, as cenas românticas são bem bonitinhas, não do tipo água com açúcar, mas do tipo que coisa fofa e POR QUÊ VOCÊ NÃO DIZ LOGO SIM PRA ELE AMERICA?! O que como disse, só reforça o porquê de eu ter detestado ela. Agora sem delongas, eu recomendaria o livro? Sim, se você procura romance leve, eu recomendaria bastante porque é bem cute-cute mesmo, agora se você quer algo distópico com o que tem direito, como autoritarismo, pandemia, controle da sociedade e etc… Não é uma boa pedida, porque não é o escopo principal desse livro, pelo menos do primeiro, mas eu acho válido tentar mesmo assim porque no segundo melhoram algumas coisas relativas ao que raios é Illéa e porque ficou daquele jeito e quem diabos são esses rebeldes.

Resenhando: Legend



Título: Legend
Autora: Marie Lu
Editora: Prumo
Páginas: 256
Classificação: ♥ ♥ ♥ ♥

Sinopse: De mundos diferentes, June e Day não têm motivos para se cruzarem – até o dia em que o irmão de June, Metias, é assassinado e Day se torna o principal suspeito. Preso num grande jogo de gato e rato, Day luta pela sobrevivência da sua família, enquanto June procura vingar a morte de Metias. Mas, em uma chocante reviravolta, os dois descobrem a verdade sobre o que realmente os uniu e sobre até onde seu país irá para manter seus segredos.


Essa será uma resenha suspeita pelo simples fato de eu estar viciada e amando o gênero distópico (Pra quem não sabe o que é isso, clique aqui). Bom, comecei a ler Legend por influência de uma amiga minha que disse que era legal, e que talvez eu fosse gostar. Peguei o livro pra ler e... Me envolvi de tal forma que devorei-o todo em menos de quatro horas. 

Mas não foi um envolvimento por ter me apaixonado pelo livro de imediato, longe disso, eu estava achando ele muito Jogos Vorazes, na verdade. Entretanto, as perguntas que iam se fazendo à medida que eu lia me impeliam a continuar a buscar as respostas nos capítulos que são feitos alternados pelo ponto de vista dos dois personagens principais, Day e June. E quando vi, já estava totalmente absorta na história.

Cheguei à conclusão que Legend não tem nada a ver com a trilogia da Suzanne Collins, exceto por serem do mesmo gênero e partilharem aquela coisa de um mundo pós-apocalíptico de recursos escassos e um governo que não é bem assim o que parece. Ah, e mais uma coisinha que não é motivo pra qualquer reclamação: A presença de uma personagem principal feminina forte. Mas as semelhanças terminam aí, porque June Iparis não é nem de longe igual a Katniss Everdeen.

June é a prodígio da república, por ter tirado a pontuação máxima numa espécie de prova que todos os cidadãos da República da América tem que passar e cujo resultado define o rumo de suas vidas. É muito inteligente, vigilante, fiel, esperta e tem uma impulsividade que a leva a insubordinação, o que num contexto militar (em que ela vive como membro das forças armadas) é uma combinação perigosa. Ah, e tem quinze anos, mas tudo bem, ela é prodígio, ela pode, afinal, entrou na melhor universidade aos doze.

Day é o criminoso número um da república, o mais procurado e odiado por quem está nos altos escalões do governo, porquê? Seus crimes tendem a revelar a fragilidade do sistema de segurança da república por serem relativamente simples, mas extremamente engenhosos. Ele é um garoto muito inteligente, criado nos setores mais pobres, carrega consigo todo o conhecimento e a opressão de viver à margem num país tão desigual. Além disso, carrega o fardo de não poder estar perto da família, da apreensão das revistas rotineiras dos soldados nas casas pobres, da epidemia da “praga” que é simbolizada por um xis vermelho nas portas das residências em quarentena. Eu particularmente continuei a ler mais por conta de Day, e já adiciono que ele foi o meu personagem favorito de 2013, e um dos favoritos até então.

Como os caminhos de Day e June se cruzam? O misterioso assassinato do irmão da menina-prodígio, o capitão Metias Iparis. Tudo leva a crer que Day foi quem assassinou Metias, tudo mesmo, inclusive a escrita do livro. Com a morte do irmão, June é diplomada com antecedência e se integra ao grupo da comandante Jameson, superior do seu irmão e do melhor amigo dele, Thomas. June é encarregada de rastrear e prender Day, dada as habilidades extraordinárias dela e, principalmente a sede de vingança pela morte do único membro da família e da pessoa que ela mais amava, claro que ela consegue. 

Mas aí (na verdade um pouco antes disso) é que as coisas começam a descambar para um lado totalmente inesperado, tanto para os personagens principais quanto para o leitor. Marie Lu dá uma reviravolta na história de uma forma tão impressionante que você chega a ficar de queixo caído em algumas cenas, principalmente nos capítulos narrados por June. Ela é a que mais muda do início do livro para o final, o modelo perfeito da república sendo descontruído para se reconstruir de uma forma que nem ela mesmo acredita. Eu gostei muito disso, no modo como a mudança de June é sentida por ela, refletida. Ela não está mudando “sem saber” ou “naturalmente”, e muito menos sem dor, há muita dor em chegar à conclusão de que você não conhece o mundo onde vive, principalmente quando você era considerada a mais inteligente e capaz do país inteiro.

E então, depois de terminar o final do livro eu fui, claro, atrás do segundo, Prodigy. Por que me viciou de tal forma que, eu não podia continuar sem saber que raios iria acontecer dali pra frente. E a comparação com Jogos Vorazes? Evaporou-se. Legend é único, e só não dou cinco estrelas porque confesso que achei que muitas coisas (relativamente simples, detalhes) em relação ao mundo pós-apocalíptico em que eles vivem ficou sem explicação nesse primeiro livro.

E esse tal de "gênero distópico"?




Parece até um gênero novo, dada a quantidade de livros que surgiram no "boom" que foram as publicações do gênero de distopia como Jogos Vorazes, Feios e Divergente. Mas, ele não é tão novo assim, embora esteja em plena ascensão no mercado literário nacional e internacional (Para nossa alegria!) Mas afinal, o que é esse tal de "gênero distópico"? Vamos consultar o oráculo, Wikipédia:
Distopia ou antiutopia é o pensamento, a filosofia ou o processo discursivo baseado numa ficção cujo valor representa a antítese da utopia ou promove a vivência em uma "utopia negativa". As distopias são geralmente caracterizadas pelo totalitarismo, autoritarismo, por opressivo controle da sociedade. Nelas, caem as cortinas, e a sociedade mostra-se corruptível; as normas criadas para o bem comum mostram-se flexíveis. A tecnologia é usada como ferramenta de controle, seja do Estado, seja de instituições ou mesmo de corporações. Distopias são frequentemente criadas como avisos ou como sátiras, mostrando as atuais convenções sociais e limites extrapolados ao máximo. Nesse aspecto, diferem fundamentalmente do conceito de utopia, pois as utopias são sistemas sociais idealizados e não têm raízes na nossa sociedade atual, figurando em outra época ou tempo ou após uma grande descontinuidade histórica.



Basicamente, distopia é uma visão do nosso mundo onde ele não deu certo. Onde os recursos acabaram, onde as guerras ou doenças quase dizimaram a população mundial, onde todo o conhecimento e progresso científico do nosso período atual foi, de alguma forma, perdido. Distopia é um gênero cuja visão muitas vezes é de um futuro caótico, um futuro que seria possível dada as loucuras do nosso hoje. E esse é o ponto mais interessante do gênero distópico: apesar de muito "louco", não é difícil acreditar que coisas como a Eurásia de George Orwell, ou o Panem de Jogos Vorazes possam acontecer num futuro não tão distante.
É um dos meus gêneros preferidos, pois os livros tendem a ser críticos não só sobre as relações humanas (como a maioria dos romances), mas sobre as instituições sociais como um todo, sobre o governo, sobre as políticas do governo, sobre a estrutura social, e mais outros temas que eu gosto muito de ler e discutir até pela minha formação acadêmica. Além disso, longe de serem dramas (odeio eles por razões pessoais), apesar da visão pessimista, por baixo de quase todo livro distópico há esperança. Esperança de que não importa o modo como o mundo esteja, ele pode ser mudado para melhor, e os valores clássicos como paz, republicanismo, igualdade sempre são resgatados.



Livros distópicos lidos:

Jogos Vorazes, Suzanne Collins
Em Chamas, Suzanne Collins
Esperança, Suzanne Collins
Legend, Marie Lu
Prodigy, Marie Lu
Champion, Marie Lu (To no meio!)
A Seleção, Kiera Cass
A Elite, Kiera Cass
1984, George Orwell (Tenho que terminar)

Na lista pra ler:

Divergente, Veronica Roth
Insurgente, Veronica Roth
Convergente, Veronica Roth
Feios, Scott Westerfeld
Perfeitos, Scott Westerfeld
Especiais, Scott Westerfeld
Admirável Mundo Novo, Aldos Huxley
Rio 2054 - Os filhos da revolução, Jorge Lourenço

TAG: #RetrospectivaLiterária + Novidades!


Bom, acho super divertido responder tags, então sempre que encontro um que gosto, vou lá e respondo e deixo aberto pra quem quiser responder também, porque sou totalmente avessa a esse negócio de "panelinha" de indicação, enfim. Vaaamos lá!

1. - Você atingiu sua meta de leitura de 2013?

Nem de longe! Esse ano de 2013 foi uma tristeza literária! A universidade me consumiu tanto que achei até que tinha perdido a capacidade de ler qualquer coisa que não fossem livros acadêmicos.

2- Qual foi a quantidade de livros que você leu em 2013?

Doze livros apenas, que eu lembre. (Alice no País das Maravilhas, O Pequeno Príncipe, Legend, A seleção, A elite, Bloodlines, Amazônia: Um caminho para um sonho, O Milagre, O Guia do Mochileiro das Galáxias, Um diário (nada) secreto 1, Um diário (nada) secreto 2, Um diário (nada) secreto 3.)

3- Dentre esses, quais foram os melhores? Cite de 5 a 10. 

Amazônia: Um caminho para um sonho, Bloodlines, O Guia do Mochileiro das Galáxias, Legend e Alice no País das Maravilhas.

4 - E quais foram os piores? Cite até 5.

Nenhum, eu sempre gosto dos livros, tenho essa mania terrível.

5- Cite 1 personagem que você conheceu em 2013 e que se tornou seu favorito.

Day, um dos principais de Legend. Inteligentíssimo, fiel e um amor.

6- Cite 1 autor que você conheceu em 2013 e que se tornou seu favorito.

A Marli, ou MC Jachnkee, autora de Amazônia <3 to ansiosa pra continuação, inclusive!

7- Qual a sua meta de leitura para 2014?

Mesmo na certeza de que 2014 vai ser um ano maluco com TCC, novo curso, provas de mestrado e etc, eu to na expectativa de conseguir ler uns 30 livros que não sejam acadêmicos esse ano.




Agora, um espacinho no post pra falar sobre novidades de 2014! Eu dei uma sumida do blog e do mundo da blogosfera como um todo. Porquê? Final de semestre. Esse foi particularmente um dos piores semestres que eu tive, super estressante e de pouco aprendizado, mas enfim. A verdade é que eu voltei com muita vontade de continuar o blog e levar ele um pouco mais a sério, menos diário e mais um lugar onde posso compartilhar coisas que eu gosto.
Então pensando nisso eu dei uma reformulada pra deixar as coisas mais organizadas né? O blog vai ter cinco linhas de atuação fixas.

1. Achei na net! (quinzenal)
2. Resenhando (semanal)
3. Dicas (semanal)
4. Polêmica?! (quinzenal)
5. Writings Prompts (semanal)

E mais outros mensais, tais como: Top#5 Posts favoritos, Tags etc.

Juro que vou tentar postar três vezes por semana, religiosamente. 
É isso, essas são as novidades e programação do blog!
Tem sugestões de coisas pra eu postar/fazer? Só comentar! ;)

Personagens preferidos de livros



Todo mundo sempre tem um personagem preferido quando lê algum livro. Ou vários, como acaba sendo o meu caso. Resolvi fazer essa lista com os meus cinco personagens preferidos, e olha, não foi fácil viu! Em ordem decrescente para dar mais emoção:

5. Hermione Granger (Harry Potter) ▬ Dizem as más línguas que eu pareço com ela. (Não fisicamente por que a Emma Watson É a EMMA, né?) Eu pareço com a Hermione tanto na chatice de falar nas aulas quanto na de querer seguir regrinhas e viver lendo coisas. Concordo em partes, não sou tão chata e certinha assim né. Enfim, convenhamos que a Hermione é quem salva todo mundo praticamente em todos os livros (e em vários momentos). Como dizia meu paizinho querido: "Esse filme/livro devia se chamar Hermione Granger e não Harry Potter". Por isso, pela inteligência e implicância com o Rony que ela é uma das minha favoritas!

4. Katniss Everdeen (Jogos Vorazes) ▬ Como não gostar dela? Pode até ser uma chata, e também faz o pobre Peeta sofrer. Mas que fibra! Gente, a Katniss deveria ser a favorita de todas as garotas/mulheres que gostam de livros infanto-juvenis, sério mesmo. Badass, independente, forte e carismática. Gosto assim, e nós mulheres precisamos nos ver assim. Não como criaturas destinadas a serem dependentes, ao segundo lugar. A submissão, viram?

3. Severus Snape (Harry Potter)  ▬ Pensaram que era uma lista só de mulheres é? Claro que não. O "Sexy Snape" faz parte da minha infância/aborrecência e até hoje. Eu já gostava nos livros, aquele jeito sombrio, mas muito sábio do personagem e nos filmes se eternizou com o magnífico do Alan Rickman. Enfim, eu sempre fui parte do "Team Snape", sempre acreditei nele, que ele tinha algo de bom, que ele tinha mais do que aquele ódio irracional pelo "Potter" ou pela Grifinória.

2. Michael Moscovitz (O diário da princesa)  ▬ O que falar do Michael? Mais do que eu já falei na Tag: Marido Literário é difícil. Ele é um lindo. Ele sabe como fazer a Mia sair das neuras dela, ele é companheiro, ele é tímido, ele é sexy... Continuando, ele é muito inteligente, companheiro, dedicado. Gente, ele é o homem perfeito. Precisa mais?

1. Lizzie Bennett (Orgulho e Preconceito)  ▬ Não sei quando sou eu, quando é ela. Me identifiquei muito com a Lizzie quando li o livro. Ela é uma personagem forte, atípica para a sua época. Jane Austen foi uma gênia, merece muito respeito por escrever uma personagem com um nível de conhecimento, independência e fibra como a Lizzie em um século que o reservado as mulheres era um bom bordado, uma linguagem delicada e o casamento. Nada de falar de política, pode isso? Não, não pode né, gente.


Enfim, essa foi a minha lista de personagens preferidos! Tem muitos outros, claaaaro. Por isso disso que foi difícil.