Resenhando: O Visconde que me amava [Desafio Fuxicando - Maio]

 

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Título: O Visconde que me Amava

Autora: Julia Quinn

Editora: Arqueiro

Páginas: 304 páginas

Classificação: 4/5

Sinopse: A temporada de bailes e festas de 1814 acaba de começar em Londres. Como de costume, as mães ambiciosas já estão ávidas por encontrar um marido adequado para suas filhas. Ao que tudo indica, o solteiro mais cobiçado do ano será Anthony Bridgerton, um visconde charmoso, elegante e muito rico que, contrariando as probabilidades, resolve dar um basta na rotina de libertino e arranjar uma noiva. Logo ele decide que Edwina Sheffield, a debutante mais linda da estação, é a candidata ideal. Mas, para levá-la ao altar, primeiro terá que convencer Kate, a irmã mais velha da jovem, de que merece se casar com ela. Não será uma tarefa fácil, porque Kate não acredita que ex-libertinos possam se transformar em bons maridos e não deixará Edwina cair nas garras dele. Enquanto faz de tudo para afastá-lo da irmã, Kate descobre que o visconde devasso é também um homem honesto e gentil. Ao mesmo tempo, Anthony começa a sonhar com ela, apesar de achá-la a criatura mais intrometida e irritante que já pisou nos salões de Londres. Aos poucos, os dois percebem que essa centelha de desejo pode ser mais do que uma simples atração.

 

Aqui vai, nos últimos minutos do segundo tempo, a resenha do desafio fuxicando sobre romances de época criados pelo blog Recanto da Mi e Livros e Fuxicos. Maio é tradicionalmente conhecido como mês das noivas, e portanto, a temática desse mês foram livros que tivessem casamento no meio. Eu tinha reservado ler Pode Beijar a Noiva, da Patrícia Cabot, mas sinceramente? Desisti de seguir minha listinha, porque ó, acho que só um livro que eu disse que ia ler, foi de fato o que eu li. Enfim, não sei se o Visconde que me amava pode entrar na temática, porque né, não tem nada referente a casamento no título, mas eu tava numa vibe Julia Quinn tão forte que… Não deu, olha. Precisava ler o segundo volume da série Bridgerton!

Gente, eu não sabia se eu detestava ou amava o Anthony, mas o amor venceu ao final. Que personagem! Eu já tinha me encantado com ele em O Duque e Eu pelo modo como ele se sentia responsável e estimava a família, mas nesse livro… Ele é, apesar de ser um arrogante em alguns momentos, uma pessoa fantástica. O início do livro condoeu meu coração, o que era de se esperar pois sou muito sensível a determinadas temáticas de drama. Mas não se preocupem, não é um livro dramático. O que importa é que entendemos muito sobre porque Anthony, por exemplo, agiu da forma que agiu no primeiro livro, e porque ele é tão obstinado sobre determinados assuntos.

Se tem uma coisa que me deixa fascinada por livros, é quando consigo captar a racionalidade nas ações dos personagens. É como se sua personalidade pudesse ser palpável de tão bem definida.

No outro lado temos Kate Sheffield, que foi uma personagem que me encantou de tão obstinada. Acho que eu acabei me identificando tanto com ela e sua impusilvidade e orgulho, que seria cômico se não fosse trágico as decisões que ela tomava em alguns momentos e que eu sabia que faria o mesmo, haha. Alias, o “núcleo” das Sheffield me encantou por inteiro. A Julia conseguiu escapar de tantos clichês chatos na relação entre as duas irmãs Sheffield e a mãe que foi lindo. Daphne, que é considerada o diamante da temporada, é divertida e intrigante, e eu terminei o livro com uma vontade que a autora fizesse um spin-off contando que rumo a vida dela tomou. A sra. Sheffield é adorável, e gostei muito da relação que ela manteve com a Kate, em outros livros, com certeza seria uma relação oposta.

Agora, eu confesso que enquanto lia o livro, comecei a me cansar nos obstáculos que Anthony interpunha no relacionamento dele – que também eram de caráter psicológico como em O Duque e Eu. Inicialmente eu achava que a justificativa que ele usava para tomar determinadas decisões era muito fraca e infantil, coisas que ele já tinha que ter superado, mas então, lá pelo final e, sobretudo, com o pequeno adendo que a autora fez, eu refleti com meus botões e mudei de opinião. São daquelas situações de traumas psicológicos que só consegue entender quem passou mesmo. Então eu penso que talvez algumas pessoas não consigam gostar tanto desse livro por não entenderem a magnitude dos sentimentos do Anthony, mas é lindo se você conseguir alcançar isso.

Já falei que eu amo o fato das tramas da Julia não serem naquele clássico VilãoxHerói? Pelo menos nesses dois livros da série Bridgerton que eu li, a construção dos personagens e da trama é feita da própria interação dos personagens, sobretudo de suas emoções. Acho isso fantástico, porque mesmo sem toda a ação que um conflito entre “bem e mal” pode trazer, não deixa de ser uma leitura estimulante. Claro que o fato de ela ser tão boa em construir diálogos tem um peso forte, você simplesmente ri alto em algumas cenas.

A única coisa que eu não gostei, foi de uma quebra que senti lá pela segunda metade do livro, no comportamento de Kate. Em algumas cenas era como se ela tivesse se tornado outra pessoa, em vez da Kate afiada e teimosa que nos acostumamos durante todo o livro. Não sei se fui só eu quem senti isso, mas enfim, me incomodou porque eu realmente afeiçoei a ela por conta da sua personalidade incial. De qualquer forma, O visconde que me amava é um romance leve, que você ri, suspira e torce para que o casal se entenda e sejam felizes para sempre. E, ah, o final te faz rir bastante. Anthony e Kate se complementam tão bem, mesmo sendo como “cão e gato”.

2 comentários:

  1. Poxa,quero ler e a culpa é todinha sua... É uma trilogia? E não se preocupe,todas temos nossas fases de açúcar literários e na real,essa é a graça de toda coisa. Lindo seu post e seu cantinho. Quando der de uma passadinha no meu. No pior dos casos irá ganhar uma amiga.Beijinhos,
    http://luizadevaneios.blogspot.com.br/

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    1. Não é uma trilogia não, são vááááários hahaha PARA NOOOOSSA ALEGRIA! :P muito obrigada pela vista! *-*

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