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Dica de organização #1 - Tenha uma agenda!


Em primeiro lugar eu digo que sou uma verdadeira bagunceira. Daquelas que onde se apoia sai largando as coisas e depois fica que nem uma louca procurando por elas. E enquanto eu sofro com a perda de memória e tempo tentando viver na bagunça, quem mora comigo sofre em ter que lidar com bagunça alheia todo dia. Já faz um tempo que eu comecei a encarar as coisas de uma outra forma, encarar os atos bagunceiros como uma espécie de falta de educação. E sabe o quê? É isso mesmo. Somos bagunceiros porque somos mal educados no que tange a organizar nossas coisas e mantê-las assim. 
Os fatores podem ser vários, mas o principal sempre é preguiça, logo seguido da falta-de-tempo. Mas olha só, não é um saco ter que ficar procurando coisas? Não dá preguiça e não faz a gente perder tempo? Quando comecei a ver as coisas dessa forma (por pressão externa, é claro), foi aí que comecei a tentar organizar minha vida. Faço duas graduações + estágio, tenho o blog, gosto de ver animes/vídeos e ainda jogo RPG! Eu realmente preciso de tempo para poder me dedicar a todas essas coisas, e descobri (e isso não é nenhuma novidade) que se me organizar, consigo tempo pra tudo e ainda me sinto menos exausta.
Pensando nisso eu decidi compartilhar essa minha jornada de organização com vocês através de dicas ao longo do tempo. E a primeira dica é: tenha uma agenda!


Eu nunca gostei de agendas porque me irritava aquele monte de papel desperdiçado com datas em que não tinha nada para escrever ou que já haviam passado. Foi então que decidi comprar um caderninho de capa dura sem pauta (até porque foi amor à primeira vista) e comecei a usá-lo como agenda, eu mesma ia pondo as datas, e usando as folhas para o que eu quisesse: lista, lembretes, trechos de livros e coisas assim. Usando a agenda eu descobri um dos meus maiores vícios: Fazer listas. E como eu levava a agenda pra todo lugar (porque ela é pequena), eu vivia de olho na lista e cada vez isso me dava mais e mais vontade de tentar cumprir todos os itens. Então virou uma espécie de mania criar uma lista de coisas para fazer durante uma semana e ir riscando item por item das coisas já feitas. Se minha produtividade aumentou? Vocês não tem ideia!



Hoje, pra não me perder, eu divido a agenda em categorias:
  • Geral - Coisas da vida pessoal, faculdade, etc.
  • RPG - Coisas do jogo como personagens, ideias de tramas, quem tenho que jogar...
  • Blog - Ideias de posts, blogs que eu tenho que comentar, projetos que eu participo, tags...
Agora essa é uma dica que só funciona se você, de fato, usar a agenda como sua melhor amiga. Levá-la onde for, anotar tudo nela, e claro, organizar as coisas lá dentro pra não virar um amontoado de escrituras aleatórias que só vai acabar te deixando mais perdido e confuso. Aí vão algumas dicas para a organização interna da agenda:





No mais é isso! Espero que vocês tenham gostado!

WE 28, nº 2010, Cd. Nova IV

Belém, 1º de Março de 2012

Oi,
Eu pensei em tantas formas de começar essa carta. Tantas formas agora feitas de bolas de papel que transbordam minha lixeira. Mas o “oi” venceu. Parece-me um bom jeito de recomeçar, um oi amistoso, saudoso, quase suplicante. Eu estou dizendo oi, nesse momento. Várias vezes, oi, oi, oi. Oi!
Como se você pudesse ouvi-los, ouvir a saudade que rompe a cada pronúncia.
Faz tanto tempo desde que eu fui embora. Desde que palavras e gestos amargos foram ditos, retribuídos. Tantos machucados, orgulhos feridos. Eu ainda lembro-me de tudo, mas o que eu sinto? Eu sinto vergonha e tristeza. Aquilo não deveria ter acontecido. O motivo foi tão besta, e você, no final das contas, mesmo sob minhas acusações e atitudes agressivas, você só queria meu bem. Como sempre quis, aliás.
Sete anos, sete longos anos sem a sua presença perto de mim. Sem os seus ensinamentos diários, suas implicâncias, sua risada contagiante e verdadeira. Sua expressão de falsa maldade que parcamente escondia a bondade transbordante que você possuía.  Quanta saudade de todos os momentos, os bons e os ruins, os tédios compartilhados. Os silêncios conversadores.
Estou escrevendo essa carta pra expressar tudo isso, mas ela não é suficiente, nada é suficiente pra fazer você entender o quanto foi e o quanto é importante. O quanto eu me arrependo de não estar mais perto. Tudo por que nunca tive coragem, por que eu temia que você pudesse me rejeitar novamente, ou que eu percebesse que a sua vida foi melhor longe de mim. Que você sequer sentiu minha falta um dia, que você tivesse me esquecido.
Preferi, ao invés de encarar a realidade, seja ela qual fosse, me contentar com a vida que eu construí depois que fui embora. Uma vida tão cheia de incerteza, tão vazia. Uma vida que eu não queria admitir que fosse incompleta sem a sua presença segura, sem sua guia confiante. Será que eu estava fazendo as coisas certas? Eu vivia me perguntando, e no íntimo, respondendo que se eu fosse até você, você saberia as respostas todas. Por que você me conhecia mais do que ninguém, mais do que eu mesma.
Mas mesmo sob essa insegurança, eu reuni coragem para insistir, para te escrever e pedir perdão. Por que, eu preciso fazer isso, eu não consigo sem você. Sei que não é a forma corajosa, não seria com uma carta que você tomaria qualquer atitude, mas foi o jeito que eu consegui sem sentir tanta vergonha de mim mesma. E eu ainda sinto escrevendo. Sempre sentirei, acho que é meu castigo por ter sido tão irracional. A primeira e única tentativa de me redimir. Escrever a carta, colocar no correio e não esperar resposta. Como se não me importasse muito, embora eu tenha a certeza que ficaria vidrada nas correspondências a espera de um sinal. De que você viesse atrás de mim depois.
Eu ficaria... Se não estivesse aqui, escondida atrás do velho carvalho, vendo você ler essa carta parado na calçada, costume que você sempre tem. Morrendo de medo da sua reação e ao mesmo tempo tão grata por você não ter simplesmente rasgado e jogado tudo na lixeira. Por que por mais que eu esteja insegura, eu precisava insistir, por que mesmo que você tivesse se desfeito da carta sem ler, ainda assim eu iria sair para tentar falar com você, como vou fazer agora. Pra te dizer quantas vezes forem necessárias que...
Eu te amo tanto, pai.
Por favor, me desculpe.

Sua princesinha.