Resenhando: O Lobo Domado [Desafio Fuxicando - Fevereiro]



Título: O Lobo Domado
Autora: Deborah Simmons
Editora: Harlequin
Número de Páginas: -
Classificação: ♥ ♥ ♥ ♥



Sinopse: Forte, corajoso, sempre alerta contra o perigo, Dunstan de Burgh, barão de Wessex, era comparado a um lobo selvagem. Destemido cavaleiro de mil batalhas, ele não acreditava no amor. Até o dia em que seu destino cruzou com o de Marion Warenne. Misteriosa donzela de passado nebuloso e olhar doce, Marion começou a derrubar todas as defesas armadas em torno do coração de Dunstan

Vocês lembram do projeto que eu decidi participar chamado: “Fuxicando sobre romances de época”? Se não, é só clicar no título entre aspas que você fica sabendo mais sobre o assunto! Bom, eu confesso que embora tenha marcado lido no menu de livros aí do lado, o livro de janeiro que era “O Fantasma da Ópera” eu não terminei, cheguei em mais da metade dele, mas não consegui terminar de reler, daí achei injusto resenhar algo que não tinha ido até o final. Em compensação, a meta do mês de fevereiro foi cumprida com sucesso! E aqui vai a resenha do livro escolhido para esse mês: O Lobo Domado (que na verdade era pra ser um outro título da série, mas não consegui encontrar!)

Bom, em primeiro lugar eu li o livro todo com a sensação de que já tinha visto uma parte daqueles diálogos e cenas antes e eis que... Sim! Eu já havia lido o livro, e acho que já li toda a série De Burgh da Deborah Simmons, o que é um ponto positivo desde já, porque não parei de reler e quando terminei tenho certeza que me senti da mesma forma quando li pela primeira vez. Como todo bom livro de clássicos históricos, tem sempre o cavaleiro que pode ser cavalheiro (não foi o caso do nosso amado literário da vez, o Dunstan) e uma donzela que passa por alguns mal bocados (ou não tão donzela assim como no caso da nossa protagonista a Marion Warenne).

A maior parte da história do livro se passa no traslado de Marion de volta para o feudo onde ela morava (e de onde fugiu) escoltada por Dunstan de Burgh e alguns dos seus vassalos em um favor ao pai dele que é o Conde de Campion. Marion estava hospedada no feudo de Campion após ter sido encontrada desmaiada e sem a memória por dois dos filhos do Conde. Lá na Corte o tio dela pede que ela seja retornada, afinal, ela é propriedade dele e ainda que não se lembre do passado, Marion tem a sensação de que voltar para Baddersly significará sua morte então ela vive tentando fugir da caravana.

E essas tentativas de fuga dela nos rendem boas risadas enquanto fazem o Dunstan, um cavaleiro de primeira, temido e conhecido como Lobo de Wessex por ser “indomável” e extremamente habilidoso, se roer de raiva e também de curiosidade sobre a pequena Marion Warenne. Afinal, ela é uma donzela e um tanto desajeitada, e mesmo assim quase consegue fugir dele diversas vezes. 

No meio disso surge a atração dele por ela (a dela já era evidente no primeiro momento em que eles se encontraram) que ele se nega a admitir de todas as formas até o último minuto, além do contraste gritante entre a personalidade mandona, dominadora e ameaçadora dele com a frágil, risonha e até mesmo faceira que ela tem. E para deixar as coisas mais complicadas ainda tem a constante ameaça do tio dela e também do arqui-inimigo de Dunstan, Fitzhugh.

Não considero “O lobo domado” um dos meus livros clássicos preferidos, mas certamente é um que eu recomendo. Não sou nenhuma conhecedora sobre período medieval, mas acho que ele não faz nenhum erro gritante em termos de como seria a vivência naquela época. Além disso, pra quem gosta, tem umas cenas bem... Censuradas para menores, hehe.

OBS.: Sim, se eu fizesse uma resenha crítica eu consideraria o livro extremamente machista, mas preferi relativizar ao ler. É um livro que pretende contar um "romance" de época, e esse se passa em 1200! Em 1200 se uma mulher sabia ler e escrever era muito! Ainda mais ter direito a voz ou qualquer outro tipo de ação que não se restringisse a cozinha e a criar os filhos. Inclusive acho que a Deborah Simmons deu uma liberdade para Marion que ela certamente não teria se fosse "real" ou se fosse um livro escrito na época. Senti necessidade de adicionar esse comentário porque bem, detesto machismo, mas eu também não posso pedir que uma história que se passa praticamente no início do milênio passado tenha uma mulher independente e um homem que não seja dominador e às vezes grosseiro. 



É isso gente! Até!

2 comentários:

  1. Olá!
    Não li esse livro e confesso que não é meu estilo de leitura preferido, mas achei interessante por ser de época! Muito boa sua resenha
    Bjs!

    FB
    Amanda Bistafa
    http://marcasindeleveis.blogspot.com.br/

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  2. Alessandra Bastos4 de março de 2014 22:04

    Valeu, Amanda!
    Entendo, são livros bem simples, na verdade. Assim, as tramas geralmente não são bem elaboradas, mas confesso que eu gosto de ler pra passar o tempo, hahaha! Bjs!

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