Resenhando: O Duque e Eu [Desafio Fuxicando - Abril]




Título: O Duque e Eu
Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Páginas: 288
Classificação: 4/5


Sinopse: Simon Basset, o irresistível duque de Hastings, acaba de retornar a Londres depois de seis anos viajando pelo mundo. Rico, bonito e solteiro, ele é um prato cheio para as mães da alta sociedade, que só pensam em arrumar um bom partido para suas filhas. Simon, porém, tem o firme propósito de nunca se casar. Assim, para se livrar das garras dessas mulheres, precisa de um plano infalível. É quando entra em cena Daphne Bridgerton, a irmã mais nova de seu melhor amigo. Apesar de espirituosa e dona de uma personalidade marcante, todos os homens que se interessam por ela são velhos demais, pouco inteligentes ou destituídos de qualquer tipo de charme. E os que têm potencial para ser bons maridos só a veem como uma boa amiga. A ideia de Simon é fingir que a corteja. Dessa forma, de uma tacada só, ele conseguirá afastar as jovens obcecadas por um marido e atrairá vários pretendentes para Daphne. Afinal, se um duque está interessado nela, a jovem deve ter mais atrativos do que aparenta. Mas, à medida que a farsa dos dois se desenrola, o sorriso malicioso e os olhos cheios de desejo de Simon tornam cada vez mais difícil para Daphne lembrar que tudo não passa de fingimento. Agora ela precisa fazer o impossível para não se apaixonar por esse conquistador inveterado que tem aversão a tudo o que ela mais quer na vida.



ATRASADA! EU SEI!
Então, eu confesso que comecei a ler Jane Eyre pro desafio fuxicando, mas como não consegui comprar nem o ebook e nem o livro físico... Baixei uma versão em pdf que simplesmente não conectou, entendem? Por outro lado, depois de um encontro aqui na minha cidade sobre Romances de Época, resolvi ler um dos livros mais comentados no evento: O Duque e Eu da Julia Quinn, volume um da série Os Bridgerton. E bem, eis a resenha para o desafio de abril!

O livro é essencialmente um romance de época, com todas as características que definem esse estilo. Ambientado no período vitoriano, foco no enlace romântico do casal com direito a muitos clichês, e apesar da fidelidade a alguns padrões comportamentais do período, sempre tem aquelas cenas que escapam “a moral e os bons costumes” da época, geralmente protagonizada pelas mulheres do livro. Nesse caso, Daphne Bridgerton.

Daphne é uma personagem carismática, a quarta na linhagem de filhos (É fácil saber porque a ordem do nascimento é pela ordem alfabética dos nomes). Ela tem opiniões e respostas afiadas sobre muitos assuntos, é muito popular entre os homens, mas não no estilo convencional, eles gostam dela como amiga e praticamente a enxergam como uma igual. Isso é problemático porque Daphne quer casar, já está quase passando da “idade” apropriada, e ninguém a corteja por ser a “garota legal e amiga”.

Temos então Simon Basset. (Eu realmente gostei desse nome, sabia?) Bem, ele é um personagem sisudo, entediado com o mundo das convenções sociais londrinas. Ele na verdade tem problemas de sociabilidade por conta traumas da infância, então para os outros dá a impressão de ser arrogante e antipático com todas as suas reservas, mas por se tratar de um duque acaba sempre chamando a atenção e fazendo as pessoas quererem falar com ele e admirá-lo. E obviamente, ele detesta tudo isso.

A trama é bem simples, mas não por isso ruim. Não tem vilões ou perseguições, nem nada assim. Centra-se sobretudo no casal e nos seguintes dilemas: casar/não casar, ter filhos/não ter filhos e eu acho que seja mais psicológica do que qualquer outra coisa. Sobretudo no que tange a Simon, vemos desde o início até o fim do livro as batalhas que ele trava internamente com seus traumas da infância, que acabaram por moldar todo seu comportamento como adulto. Basicamente, na busca pela libertação dos seus pesadelos, Simon acaba ficando mais e mais preso, e é Daphne quem demonstra isso para ele.

É um livro leve e divertido de se ler. 

Segue uma imagem ilustrativa de quem são os irmãos Bridgerton. Lembrando que a série não segue por ordem de idade, o primeiro livro conta a história da Daphne, que é a quarta, e o segundo, conta a de Anthony, o primogênito e por aí vai...


4 comentários:

  1. Já lhe falei que sou apaixonada por essa família, é lançando um livro aqui no Brasil e eu comprando e lendo imediatamente. O terceiro, do Benedict, foi o meu preferido apesar de todas as críticas que li por aí, foi o que mais gostei. Tem resenha dele lá no blog :)
    Beijo e tente não se apaixonar pelo Anthony, hahaha

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  2. Sou suspeita para falar, pois adorei esse livro.

    Amei a forma doce e engraçada como a Julia escreve, os personagens, as grandes famílias. Tudo!

    Li os livros que seguem esse entre ontem e hoje, haha.

    Beijocas,

    http://www.segredosentreamigas.com.br/

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  3. Alessandra Bastos12 de maio de 2014 12:10

    Huhauahuahuha sério que lestes tão rápido? Eu ainda to pendente no livro do Anthony, ia começar a lê-lo, mas quando vi já tava na metade de Cidade dos Ossos! Minha mente funciona de uma forma muito esquisita em se tratando de literatura...

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  4. Alessandra Bastos12 de maio de 2014 12:11

    Vai ser difícil não se apaixonar pelo Anthony, porque veja só, eu já tenho um tombo interessante por ele só nesse livro da Daphne, hehehehe. Vou ver sua resenha do livro do Benedict! :D

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