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Sobre clássicos, best-sellers e gente almofadinha



Já faz um tempo que eu quero escrever algo sobre clássicos. Essa necessidade ganhou mais força depois de um vídeo do Literatortura denominado: “Não Leia Best-Sellers”. Aliás, um parêntese antes de começar a discussão: eu já sabia que não era um vídeo apologético a não-leitura dos best-sellers, mas apenas uma forma de prender a atenção de quem o visse. Agora, quando eu compartilhei, o que teve de gente me jogando indiretas sobre ser “arrogante” por não querer/gostar de best-sellers, honestamente, foi de rolar de rir. Sabe de nada, inocente (WASHINGTON, Cumpadre. 2014). 

Enfim, quem me vê comentando em blogs alheios e até mesmo aqui, sabe que eu sempre dou minhas alfinetadas nos clássicos. É mais forte do que eu, ou pelo menos era. Quando eu via alguém caindo de amores por Machado de Assis então, ficava verde de tanta náusea que me causava. Como alguém podia achar um cara de escrita travada e seca como ele “lindo, perfeito, meu escritor preferido”? Eu tentei ler Dom Casmurro (versão original e de texto integral, por favor) umas duas vezes e olha... Não rolou. Mas isso não foi exclusividade do Machado não, aconteceu a mesma coisa com quase todos os clássicos que todo mundo morria de amores: José de Alencar, Mark Twain, Dostoievski, Tolstói, Victor Hugo, Dante Alighieri, Franz Kafka, Virginia Woolf entre outros.

Talvez os únicos que tenham escapado a sina foram Bram Stoker, Jane Austen e Gaston Leroux. De resto, eu criei uma aversão indiscriminada por clássicos por nunca conseguir avançar na leitura deles e acha-los coisa de gente almofadinha. 

Hoje, refletindo sobre isso, eu tenho duas boas razões que legitimaram esse meu movimento “aclassicismo”.

1. Clássicos viraram sinônimo de obrigação. Eu era obrigada a ler porque bem, eles eram clássicos e todo mundo lia (assim eu acreditava).
2. Havia um endeusamento nas obras literárias que eu acreditava ser apenas porque eram antigas. “Se Dom Casmurro fosse atual, aposto que tinha montes de gente reclamando do livro ser chato pra caramba!”, minha opinião.

Mas hoje, não sei se é porque eu ando me cansando do “mais do mesmo” que circunda o mercado literário – sim, mesmo as distopias tão ficando repetitivas -, ou se eu tenha finalmente chegado na maturidade para querer decifrar o que faz desses caras tão bons como todo mundo e a história diz que são, mas andei tendo uma vontade de ler clássicos. 

Esclarecendo aqui, pra mim o que importa em um livro é a conexão com o leitor, então não consigo seguir esse pensamento binário de que o moderno, o best-seller, só porque é para as “massas” é pobre e vazio, e isso pode ter contribuído muito para a minha aversão aos clássicos, por eles representarem tudo aquilo que seria o “bom” de acordo com essa linha de pensamento. Como eu não conseguia me entender com eles me sentia uma inútil.

O ponto é que eu ando tentando mudar minhas opiniões sobre clássicos. E até então, estou sendo muito surpreendida. Quando consigo me prender na leitura, vejo que ela é realmente rica. Que existe uma ironia ou então uma reflexão em determinadas obras que são verdadeiras obras-primas do entendimento humano. Mas não serei hipócrita a ponto de ficar fazendo apologia aos clássicos porque eles são clássicos. Eles são chatos sim. São densos, tem uma linguagem difícil por conta do vão histórico-linguístico (e até mesmo cultural), mas não são impossíveis ou inacessíveis. 

E o mais importante: lê-los não torna ninguém superior a ninguém, viram almofadinhas de plantão?

Eu não vou me prolongar mais na discussão, mas sugiro muito que vocês vejam o vídeo do Literatortura sobre best-sellers. Ele samba na cara desses ditos-cujos que me fazem desgostar de clássicos pela postura pomposa, e também são um contraponto a questão de que só clássico é que presta.





Obs.: Tinha parado com esses posts de discussão por aqui porque sempre tendo a ser prolixa, mas se vocês gostaram, comentem que eu farei mais! :)

Resenhando: O Duque e Eu [Desafio Fuxicando - Abril]




Título: O Duque e Eu
Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Páginas: 288
Classificação: 4/5


Sinopse: Simon Basset, o irresistível duque de Hastings, acaba de retornar a Londres depois de seis anos viajando pelo mundo. Rico, bonito e solteiro, ele é um prato cheio para as mães da alta sociedade, que só pensam em arrumar um bom partido para suas filhas. Simon, porém, tem o firme propósito de nunca se casar. Assim, para se livrar das garras dessas mulheres, precisa de um plano infalível. É quando entra em cena Daphne Bridgerton, a irmã mais nova de seu melhor amigo. Apesar de espirituosa e dona de uma personalidade marcante, todos os homens que se interessam por ela são velhos demais, pouco inteligentes ou destituídos de qualquer tipo de charme. E os que têm potencial para ser bons maridos só a veem como uma boa amiga. A ideia de Simon é fingir que a corteja. Dessa forma, de uma tacada só, ele conseguirá afastar as jovens obcecadas por um marido e atrairá vários pretendentes para Daphne. Afinal, se um duque está interessado nela, a jovem deve ter mais atrativos do que aparenta. Mas, à medida que a farsa dos dois se desenrola, o sorriso malicioso e os olhos cheios de desejo de Simon tornam cada vez mais difícil para Daphne lembrar que tudo não passa de fingimento. Agora ela precisa fazer o impossível para não se apaixonar por esse conquistador inveterado que tem aversão a tudo o que ela mais quer na vida.



ATRASADA! EU SEI!
Então, eu confesso que comecei a ler Jane Eyre pro desafio fuxicando, mas como não consegui comprar nem o ebook e nem o livro físico... Baixei uma versão em pdf que simplesmente não conectou, entendem? Por outro lado, depois de um encontro aqui na minha cidade sobre Romances de Época, resolvi ler um dos livros mais comentados no evento: O Duque e Eu da Julia Quinn, volume um da série Os Bridgerton. E bem, eis a resenha para o desafio de abril!

O livro é essencialmente um romance de época, com todas as características que definem esse estilo. Ambientado no período vitoriano, foco no enlace romântico do casal com direito a muitos clichês, e apesar da fidelidade a alguns padrões comportamentais do período, sempre tem aquelas cenas que escapam “a moral e os bons costumes” da época, geralmente protagonizada pelas mulheres do livro. Nesse caso, Daphne Bridgerton.

Daphne é uma personagem carismática, a quarta na linhagem de filhos (É fácil saber porque a ordem do nascimento é pela ordem alfabética dos nomes). Ela tem opiniões e respostas afiadas sobre muitos assuntos, é muito popular entre os homens, mas não no estilo convencional, eles gostam dela como amiga e praticamente a enxergam como uma igual. Isso é problemático porque Daphne quer casar, já está quase passando da “idade” apropriada, e ninguém a corteja por ser a “garota legal e amiga”.

Temos então Simon Basset. (Eu realmente gostei desse nome, sabia?) Bem, ele é um personagem sisudo, entediado com o mundo das convenções sociais londrinas. Ele na verdade tem problemas de sociabilidade por conta traumas da infância, então para os outros dá a impressão de ser arrogante e antipático com todas as suas reservas, mas por se tratar de um duque acaba sempre chamando a atenção e fazendo as pessoas quererem falar com ele e admirá-lo. E obviamente, ele detesta tudo isso.

A trama é bem simples, mas não por isso ruim. Não tem vilões ou perseguições, nem nada assim. Centra-se sobretudo no casal e nos seguintes dilemas: casar/não casar, ter filhos/não ter filhos e eu acho que seja mais psicológica do que qualquer outra coisa. Sobretudo no que tange a Simon, vemos desde o início até o fim do livro as batalhas que ele trava internamente com seus traumas da infância, que acabaram por moldar todo seu comportamento como adulto. Basicamente, na busca pela libertação dos seus pesadelos, Simon acaba ficando mais e mais preso, e é Daphne quem demonstra isso para ele.

É um livro leve e divertido de se ler. 

Segue uma imagem ilustrativa de quem são os irmãos Bridgerton. Lembrando que a série não segue por ordem de idade, o primeiro livro conta a história da Daphne, que é a quarta, e o segundo, conta a de Anthony, o primogênito e por aí vai...


Resenhando: Divergente



Título: Divergente
Autora: Veronica Roth
Editora: Rocco
Ano: 2011
Páginas: 262
Classificação: 

Sinopse: Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto. A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é. E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.
Às vésperas da estreia do filme, eu finalmente terminei de ler o primeiro livro da distopia escrita por Veronica Roth. Sim, o que me motivou a ler foi o lançamento do filme, não gosto de ir assistir sem nem ter parâmetro do que está acontecendo, mas também não vou ser (ou tentarei) aquele tipo de gente chata que fica o tempo todo reclamando que “no livro não é assim”, “isso daqui é invenção” e coisas do tipo. O filme é uma adaptação e ando me tornando adepta da filosofia “ABRA SUA MENTE”.

Enfim, enfim...

Achei a ideia das facções (Abnegação, Amizade, Audácia, Erudição e Franqueza) bem interessantes, principalmente as responsabilidades com que cada qual ficou. E sobretudo, a razão pela qual elas foram criadas, considerando que o erro de todas as sociedades do passado partia da maldade humana. Agora, já pensou um Judiciário controlado por pessoas da Franqueza no Brasil? Seria ótimo! Ou políticos da Abnegação, cujo maior preceito é o altruísmo? Quase utópico.

Agora, o que aconteceu para que o mundo (Estados Unidos/Chicago) ficasse daquele jeito? Eu não tenho a menor ideia e fiquei sem ter durante o livro todo. A única coisa que atenua essa frustração é que a Veronica consegue te puxar pra estória de tal forma, que você começa a achar perfeitamente normal aquele futuro distópico, mesmo sem saber que raios aconteceu. Meio ponto pra ela! Além disso, me viciei porque se passa em Chicago, uma cidade a qual tive oportunidade de visitar, e pela qual sou apaixonada até hoje. Mesmo sob ruínas e o Lago Michigan sendo um pântano, muitas cenas ali se passam em alguns pontos turísticos que pude visitar (sobretudo os trilhos de metrô/trem, hehe).

Agora os personagens. A principal é a Tris, ou Beatrice, cuja estória toda é contada pelo seu ponto de vista. Eu particularmente a achei bem sólida no que tange as opiniões e alguns comportamentos, embora tenha considerado algumas coisas paradoxais, tipo ela ser super fraca e mesmo assim incitar o medo e respeito logo na primeira fase lá da iniciação. Achei que a Tris pareceu demais a Katniss de Jogos Vorazes, a diferença é que a Katniss era, de fato, uma personagem muito foda física e estrategicamente. Agora, apesar disso, o desenvolvimento dela foi bem conciso, e ao final acho que a imagem de forte e audaciosa que a Veronica tentou passar o livro todo finalmente se encaixou na personagem. 

Outro personagem principal é o Quatro, instrutor da Audácia, e o que falar dele? Vocês que leem minhas resenhas sabem que dificilmente eu não gosto de um personagem masculino né? Esse não foi diferente. O Quatro é uma coisa fofa. Ele é forte, rápido e estratégico, mas acima de tudo justo. E não justo naquele estilo bonzinho, mas justo fazer o que acha certo ainda que isso possa machucar os outros, o que me lembra muito uma frase dele no livro sobre coragem (característica da Audácia) e altruísmo (característica da Abnegação) às vezes serem diferentes faces da mesma moeda. Eu achei isso lindo, para ser altruísta é necessário coragem, e às vezes, para ser corajoso é preciso ser altruísta.

Temos então outros personagens secundários como o Eric, um dos líderes da Audácia, que desculpem, mas parece muito burro. Os pais de Tris, que são muito fortes em suas próprias maneiras e o irmão dela, Calleb, que me lembrou muito o Klaus Baudelaire de Desventuras em Série com aquela coisa nerd de conhecer sobre diversas coisas e seu funcionamento através dos livros, sério, muito lindo ele. Há também os amigos dela Will, Christina e Al, achei que todos eles foram bem construídos, sobretudo o Al. As coisas que ele faz, apesar de nada legais, você acaba entendendo.

Quanto a trama, e antes que me matem por quase dar spoilers, além de ser muito prolixa... Estava legal até mais ou menos o último quarto do livro. De repente um monte de coisa acontece e você não entende muito bem, só se sente correndo o tempo todo, como os personagens do livro. Mas assim, uma coisa é correr porque a adrenalina tá alta e o livro tá emocionante, outra coisa é correr porque as coisas estão sendo corridas. Foram tantas coisas que aconteceram que eu não consegui sentir muita emoção porque foi tudo abrupto demais e isso me chateou um pouco. Felizmente bem no final, as coisas ficaram numa velocidade condizente, e eu até consegui senti uma tensão numa cena de desfecho bastante deduzível.

No geral, eu gostei de Divergente. Como é só o primeiro livro de uma trilogia, acredito que pode se desenvolver de forma bem legal e sólida. A Veronica tem tudo para que isso aconteça, bons cenários, bons personagens e uma boa escrita. E talvez, uma boa trama. Na verdade, em Divergente não dá para saber a trama geral da história até esse momento final, por isso que eu digo talvez. Entendam, não é que eu tenha considerado a trama ruim, é só que ainda não é a trama de fato (aquela me move os três livros - é óbvio que o Divergente tem uma trama em si). Enfim, é isso! 



Talvez, se eu for boazinha e bem disposta, faço um post sobre minhas impressões do filme quando assistir!

Ps.: Em homenagem à Divergente, uma foto minha em Chicago <3


Canais literários favoritos!


Oi gente! Então, como vocês sabem uma das formas pelas quais eu costumo me informar sobre livros novos e coisas do tipo é através de canais literários no Youtube! Resolvi selecionar os meus preferidos para compartilhar aqui com vocês. Informo desde já que alguns são em inglês, mas eu não acho que seja de difícil compreensão, então fica a dica para treinar seu listening!
Ah, eles também não estão em ordem de preferência.

1.       Mariana Reads –
Da Mariana Perazio, eu gosto demais do canal dela porque a maioria dos vídeos tem roteiros, então são bem explicadinhos, limpos e curtos. Ela fala o necessário, mas não se preocupem que não fica uma coisa mecânica não, ta? Além disso ela pira em Bloodlines tal como eu.
Blog: http://marianaperazio.com



2.       Tatiana Feltrin –
Do Tiny Little Things, a Tati possui, provavelmente, o melhor canal literário que eu assisto. As resenhas dela são ótimas! Sim, os vídeos são um pouco longos, mas vale tanto à pena assistir até o final, pois ela te dá um prato cheio de informações, de formas de ver o livro e isso tudo sem dar spoiler! Fora isso que tem vários outros vídeos interessantes no canal dela tipo o Book Talk que eu amo!
Blog: http://frappuccinomochabranco.blogspot.com.br/



3.       Books and Quills –
Da Sanne, ela é holandesa, mas mora em Londres. Formada em literatura e tradução (amor demais), os vídeos dela são tão cleans, diretos e curtos. E ela é uma linda! As resenhas são ótimas, e também os demais vídeos; recentemente ela fez um “encontro às escuras com um livro” que foi super legal. Fora que eu sou gamada no sotaque dela, acho muito fofo!
Blog: http://booksandquills.tumblr.com/



4.       Jesse the Reader –
As resenhas dele são tão empolgantes, e ele é super expressivo, então ele não só conta as emoções dele em relação ao livro, ele faz encenações. Muito divertido assistir os vídeos, além de ter um sotaque fácil de entender, e também são vídeos curtos.
Blog: Não tem! :(



5.       Livros e Vagalumes –
É o canal da Gabriela, cujo título é mesmo do blog dela. Ela é uma fofa! A voz dela é tão calminha e o modo como ela resenha é como se vocês estivessem batendo um papo, além disso ela dá várias dicas sobre como começar a ler em inglês e coisas do tipo. Foi um dos primeiros canais literários que eu conheci!

Blog: http://www.livrosevagalumes.blogspot.com.br/



E então? Conhecem algum? Gostaram?
Até a próxima!

#ReadWomen2014 - O que é isso?


Já faz um tempo que eu queria escrever sobre esse projeto gringo que eu achei mega interessante e deveria ser mais divulgado aqui nas terras brazilis tropicais. Eu vi a reportagem no Buzzfeed Brasil, e trata-se de um projeto que busca trazer a igualdade de gênero no mundo literário (não, não é de gêneros literários que eu estou falando. 
Vocês devem saber, ainda que não leiam ou se interessem pelo assunto, a marcante desigualdade de gêneros no Brasil, não é? Apesar dos números terem melhorado bastante nos últimos anos, dada nossa herança histórica patriarcal e machista, em muitos locais e mentes, a mulher é ainda é colocada de forma inferior ao homem ou a figura masculina. Seja em casa, na escola, nos postos de trabalho, na rua mesmo, convivemos diariamente com esse preconceito e até mesmo opressão. 
A questão é: a desigualdade de gêneros está presente em todos os âmbitos da vida social. E o mercado literário não está fora disso.
Eu confesso que eu mesma achei estranho, já que leio mais autoras do que autores. Mas levei apenas um segundo para pensar: "certo, mas que tipo de livros elas escrevem?" A resposta é uníssona, não? Romances. Parece que se você é mulher e escreve, você tem que escrever romances. E se escreve sobre outro gênero, você se torna uma minoria. De acordo com a reportagem do Buzzfeed, em 2012, trabalhos escritos por mulheres contabilizaram 22% das resenhas no The New York Review of Books, 25% de resenhas no The Times Literary Supplement e 23% no The Nation. 


A campanha #ReadWomen2014 foi ideia da artista e escritora Joanna Walsh, que fez vários marcadores de textos com ilustrações de escritoras famosas. De acordo com a entrevista dela no Buzzfeed: "A dispensa de escritoras é uma epidemia no mundo literário, evidenciada pelo drástico desequilíbrio entre resenhas de trabalhos escritos por homens e trabalhos escritos por mulheres".
Daniel Pritchard, editor do The Critical Flame, ainda dá uma alfinetada maravilhosa sobre o assunto, que merece até citação destacada:
"O que podemos ver hoje é que os traços de uma cultura ainda são dominados por figuras masculinas brancas, e pela pressuposição do seu essencial mérito literário, em todo o lugar, desde grandes publicações até pequenos periódicos. Até onde a cultura literária dominante está preocupada, homens brancos são o padrão"
Então meu blog, por pequeno que seja, também apoia essa ideia do #ReadWomen2014. Vou usar essa tag no twitter, nas próprias resenhas e nas postagens do Facebook. Que tal participar também? :)


Resenhando: O Guia do Mochileiro das Galáxias




Título: O Guia do Mochileiro das Galáxias
Autor: Douglas Adams
Editora: Arqueiro
Páginas: 156
Classificação: ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ (♥)

Sinopse: Este é o primeiro título da famosa série escrita por Douglas Adams, que conta as aventuras espaciais do inglês Arthur Dent e de seu amigo Ford Prefect. A dupla escapa da destruição da Terra pegando carona numa nave alienígena, graças aos conhecimentos de Prefect, um E.T. que vivia disfarçado de ator desempregado enquanto fazia pesquisa de campo para a nova edição do Guia do Mochileiro das Galáxias, o melhor guia de viagens interplanetário. Mestre da sátira, Douglas Adams cria personagens inesquecíveis e situações mirabolantes para debochar da burocracia, dos políticos, da “alta cultura” e de diversas instituições atuais. Seu livro, que trata em última instância da busca do sentido da vida, não só diverte como também faz pensar.

“So long and thanks for all the fish!”


A resenha de hoje é sobre um “clássico” da ficção científica, um livro que originalmente era um programa transmitido pela rádio britânica BBC Radio no final dos anos 70. O Guia do Mochileiro das Galáxias é o primeiro volume de cinco livros, escrito por Douglas Adams. E eu devo dizer que nunca ri tanto ou me senti com tanta vergonha alheia numa leitura quanto nesse livro (na verdade fiquei sim, no segundo volume da série, mas ok). 

Se você espera uma lógica linear nesse livro eu seriamente não recomendo. Ele vai da mais simples até a mais absurda das possibilidades do universo, sim do Universo mesmo. É extremamente irônico, irreverente e até mesmo sarcástico. Aquele típico humor inglês que lembra Monty Pyton pode ser sentido à medida em que você devora as páginas da obra. Algo ligeiramente sutil que às vezes passa até despercebido, mas quando você compreende te faz sentir meio idiota, ou então sentir que algumas coisas e pessoas no mundo são realmente idiotas. 

O livro conta a história de Arthur Dent, Tricia McMillan, Ford Prefect, Zaphod Bebleebrox e, claro, nosso querido robô depressivo, Marvin. Depois da destruição da terra, eles seguem pelo Universo numa nave com gerador de improbabilidade infinita chamada de Coração de Ouro sem saber muito bem do que estão em busca. Na verdade, só Zaphod sabe, ele está em busca do sentido da Vida, do Universo e Tudo o mais.

A história é contada através do Guia do Mochileiro das Galáxias, uma enciclopédia intergaláctica sobre todo o Universo e seus seres, que vem a ser a mais completa e mais barata disponível. Ela é alimentada pelos relatos dos chamados “Mochileiros”, que são pessoas que viajam como “peregrinos” pelo Universo, geralmente munidos de uma Toalha. A toalha é o item mais precioso que um Mochileiro possui, e por isso, eles não vivem sem ela. A leitura se torna cômica exatamente por isso, por misturar a narração da história com detalhes informacionais como se você estivesse visitando um museu com um “guia”. 

Eu li esse livro em Janeiro e confesso que demorei para resenha-lo porque são tantas coisas, tantos detalhes que eu não sabia como escrever sobre ele sem dar muito spoiler ou sem fazer uma dancinha da sedução para que todos lessem. Mas eu super recomendo! É muito divertido, muito mesmo!

Resenhando: O Beijo das Sombras


Título: O Beijo das Sombras
Autora: Richelle Mead
Editora: Nova Fronteira
Páginas: 320 páginas
Classificação:      


Sinopse: Lissa Dragomir é uma adolescente especial, por várias razões: ela é a princesa de uma família real muito importante na sociedade de vampiros conhecidos como Moroi. Por causa desse status, Lissa atrai a amizade dos alunos Moroi mais populares na escola em que estuda, a São Vladimir. Sua melhor amiga, no entanto, não carrega consigo o mesmo prestígio: meio vampira, meio humana, Rose Hathaway é uma dampira cuja missão é se tornar uma guardiã e proteger Lissa dos Strigoi, os poderosos vampiros que se corromperam e precisam do sangue Moroi para manter sua imortalidade.
Pressentindo que algo muito ruim vai acontecer com Lissa se continuarem na São Vladimir, Rose decide que elas devem fugir dali e viver escondidas entre os humanos. O risco de um ataque dos Strigoi é maior, mas elas passam dois anos assim, aparentemente a salvo, até finalmente serem capturadas e trazidas de volta pelos guardiões da escola.
Mas isso é só o começo. Em O beijo das sombras, Lissa e Rose retomam não apenas a rotina de estudos na São Vladimir como também o convívio com a fútil hierarquia estudantil, dividida entre aqueles que pertencem e os que não pertencem às famílias reais de vampiros. São obrigadas a relembrar as causas de sua fuga e a enfrentar suas temíveis consequências. E, quem sabe, poderão encontrar um par romântico aqui e outro ali. Mais importante, Rose descobre por que Lissa é assim tão especial: que poderes se escondem por trás de seu doce e inocente olhar? Richelle Mead dá uma nova face à literatura vampiresca com este romance: mais ácida, apimentada e inteligente do que nunca, a saga dos Moroi e seus guardiões surpreende pelas reviravoltas e pela ousadia desses cativantes personagens.

Na expectativa do filme de Vampire Academy eu resolvi reler o primeiro livro da série vampiresca, escrita pela Richelle Mead: O Beijo das Sombras. Confesso que faz tanto tempo que eu li esse livro (uns cinco anos) que em determinadas partes dele era como se eu estivesse lendo pela primeira vez. E isso me fez ver o livro sobre uma nova perspectiva, não somente o livro e o filme, como também os personagens. Lembram daquele meu post sobre as expectativas em relação ao filme? O meu medo de se tornar algo meio Meninas Malvadas? 
A verdade é que o livro é meio que Meninas Malvadas com toda aquela coisa de escola, bailes e tudo o mais. É sobre vampiros? É, mas continua sendo uma escola.
O Beijo das Sombras é um livro que você lê rápido, vai devorando as coisas e entrando no universo que a Richelle Mead cria com toda a atenção e cuidado; tudo tem uma lógica de forma que você aceita bem as diferentes "raças" de vampiros que existem: Morois - os bonzinhos que parecem os de Crepúsculo com a coisa de aguentar a luz do dia, Strigois - os malvados que lembram os originais sedentos por sangue, e os Dampir - meio vampiros. As personagens principais, à sua maneira, são bem construídas e tem um contraste entre elas que é gritante. Lissa Dragomir é quase uma princesa perfeita de tão delicada, dedicada e simpática, enquanto a Rose Hathaway é praticamente uma delinquente que acha que sabe e pode tudo, um verdadeiro estereótipo de adolescente. 
Eu acho a Lissa meio chatinha, mas relendo o livro, eu entendi muita coisa sobre ela, dado o fardo que ela carrega, então dei o braço a torcer. Agora, mesmo depois de reler, eu continuo detestando a Rose, talvez seja uma das personagens mais chatas que eu já tive que acompanhar (ou não, a America de A Seleção ganha). Não sei se é porque o jeito dela é impulsivo demais pro meu gosto, o ponto é que a maioria das opiniões e principalmente atitudes dela no decorrer do livro me fazem rolar os olhos. Os demais personagens eu não tenho nada contra e muita coisa a favor: Christian Ozera é fantástico, Dimitri Belikov é... Só podemos suspirar por ele. Victor Dashkov é um personagem muito bem feito também, e temos a Mia Rinaldi (SOS Diário da Princesa!) que lembra alguém muito irritante da sua escola ou dos tempos de escola se você já se formou e não posso esquecer do Mason que é um fofo!
Quanto ao enredo, é o primeiro livro da série então ele geralmente segue uma linha introdutória, apesar de que a Richelle cria o universo e te deixa confortável dentro dele. Ela explica o essencial e isso é importante porque não tem coisa que mais me irrita quando se trata de uma saga e você sai do primeiro livro confuso e cheio de perguntas, não sobre o que vai acontecer, mas sobre o que aconteceu e o que você leu, entendem a diferença? O Beijo das Sombras te deixa cheio de perguntas e expectativas no final, mas não te deixa com aquela sensação horrorosa de que algo ficou faltando ou que algumas coisas ficaram incompreensíveis. 
No mais, como ando me controlando para não virar uma Maria-Spoiler, deixo para vocês lerem o livro. Eu recomendo porque é bom, te instiga e eu tenho certeza que você vai ficar doidinha pra ler o resto da série. A Richelle Mead é uma mestra na arte de prender seus leitores nas histórias que ela cria.


Resenhando: Lola e o garoto da casa ao lado



Título: Lola e o Garoto da Casa ao Lado
Autora: Stephanie Perkins
Editora: Novo Conceito
Número de páginas: 288
Classificação: ♥ ♥ ♥ ♥ ♥




Sinopse: A designer-revelação Lola Nolan não acredita em moda... ela acredita em trajes. Quanto mais expressiva for a roupa — mais brilhante, mais divertida, mais selvagem — melhor. Mas apesar de o estilo de Lola ser ultrajante, ela é uma filha e amiga dedicada com grandes planos para o futuro. E tudo está muito perfeito (até mesmo com seu namorado roqueiro gostoso) até os gêmeos Bell, Calliope e Cricket, voltarem ao seu bairro.Quando Cricket — um inventor habilidoso — sai da sombra de sua irmã gêmea e volta para a vida de Lola, ela finalmente precisa conciliar uma vida de sentimentos pelo garoto da porta ao lado.
Fazia um tempo que não postava resenhas né? Mas estou de volta!
O bonitão dessa vez é o livro da Stephanie Perkins: "Lola e o garoto da casa ao lado". Confesso que eu sou chata e demorei pra ler o livro só porque ele tem quase o mesmo título de um dos meus favoritos da Meg Cabot "O Garoto da Casa ao Lado", mas olha, as semelhanças param por aí. Lola, a protagonista do livro, é uma garota "dramática", mas não no sentido "drama queen", e sim no modo de se vestir e tudo o mais. Uma fã de perucas e roupas extravagantes ela chama atenção aonde vai e não se importa com isso. Não é como se fosse algo proposital, mas sim o jeito que ela é, e a autora soube levar isso tão bem que você não acha estranho imaginar uma garota de cabelos roxos e roupas esquisitas andando por aí. 
Além disso, os pais de Lola são gays, e lá vem outro ponto positivo para o modo com a Stephanie conseguiu quebrar estereótipos de forma natural ao inseri-los na história sem fazer marcações de estranheza ou qualquer coisa do tipo. Eles são um casal como qualquer outro, e o mais importante, pais como qualquer outros. Na verdade, eles são uns fofos, isso sim!
É uma comédia romântica, mas não trata bem sobre como duas pessoas estão se apaixonando ou algo assim, Lola tem um namorado que é vocalista de uma banda de rock, é mais velho que ela, e que ela morre de amores, mas que os pais detestam. O que eu gostei foi que não tem aquelas cenas absurdas, ao contrário, a autora tentou deixar o relacionamento o mais "realista" possível, sem todo aquele açúcar derretido de romances em geral. Além disso tem os gêmeos Bell, que moram na casa ao lado de Lola e retornam, mais especificamente tem o Cricket Bell, por que ela era apaixonada e que é apaixonado por ela. O desenrolar da relação dos dois é uma coisa fofa de se ler, você gama no Cricket de tal forma (até porque ele lembra tanto meu Michael Moscovitz de O Diário da Princesa com a pegada nerd) que mesmo com o nome esquisito, você acha ele um personagem que podia muito bem ser de verdade, obrigada! E ao decorrer do livro você vai percebendo como Lola começa a reabrir o coração pra ele, mesmo sem admitir que gosta dele. E não, não é do tipo "que garota burra, não é óbvio?" que me dá nos nervos, ainda bem. Em suma, pra não dar muito spoiler (notaram que eu andei me contendo?) eu recomendo Lola e o garoto da casa ao lado! É um livro gostoso de se ler e que deixa você suspirando em alguns muitos momentos.

Desafio Literário 2014: Fuxicando sobre Romances de Época


Mais um desafio! Dessa vez eu vou cumprir hein! Até porque consiste basicamente em "matar" um livro por mês, não pode ser assim tão trabalhoso né? E outra que eu amo literatura histórica, tenho um monte e já li um monte de livros desse tipo (quem nunca leu romance de banca, hein? Clássicos Históricos mandou abraço pra vocês!). Bom, apreciem a minha linda listinha que começa e termina com chave de ouro, modéstia à parte:

Janeiro - O fantasma da Ópera - Gaston Leroux ()
Fevereiro - O Lobo Domado - Deborah Simmons - Resenha aqui.
Março - Retrato do meu Coração - Patrícia Cabot (Meg ) - Resenha aqui.
Abril - Jane Eyre - Charlotte Bronte
Maio - Pode beijar a noiva - Patrícia Cabot (Meg )
Junho - Aposta no amor - Candace Camp
Julho - Sedução - Nicole Jordan
Agosto - Reynold De Burgh - Deborah Simmons
Setembro - O pássaro - Samantha Holtz
Outubro - Drácula - Bram Stoker ()
Novembro - O lobo domado - Deborah Simmons
Dezembro - Emma - Jane Austen ()

Vamos que vamos, então! Fiquem ligadinhos que todo mês vou postar um diagnóstico do meu andamento e, claro, a resenha do livro lido! E, ah, quem se interessou e quiser participar é só clicar no banner ou acessar por esse link aqui. Beijo!

E esse tal de "gênero distópico"?




Parece até um gênero novo, dada a quantidade de livros que surgiram no "boom" que foram as publicações do gênero de distopia como Jogos Vorazes, Feios e Divergente. Mas, ele não é tão novo assim, embora esteja em plena ascensão no mercado literário nacional e internacional (Para nossa alegria!) Mas afinal, o que é esse tal de "gênero distópico"? Vamos consultar o oráculo, Wikipédia:
Distopia ou antiutopia é o pensamento, a filosofia ou o processo discursivo baseado numa ficção cujo valor representa a antítese da utopia ou promove a vivência em uma "utopia negativa". As distopias são geralmente caracterizadas pelo totalitarismo, autoritarismo, por opressivo controle da sociedade. Nelas, caem as cortinas, e a sociedade mostra-se corruptível; as normas criadas para o bem comum mostram-se flexíveis. A tecnologia é usada como ferramenta de controle, seja do Estado, seja de instituições ou mesmo de corporações. Distopias são frequentemente criadas como avisos ou como sátiras, mostrando as atuais convenções sociais e limites extrapolados ao máximo. Nesse aspecto, diferem fundamentalmente do conceito de utopia, pois as utopias são sistemas sociais idealizados e não têm raízes na nossa sociedade atual, figurando em outra época ou tempo ou após uma grande descontinuidade histórica.



Basicamente, distopia é uma visão do nosso mundo onde ele não deu certo. Onde os recursos acabaram, onde as guerras ou doenças quase dizimaram a população mundial, onde todo o conhecimento e progresso científico do nosso período atual foi, de alguma forma, perdido. Distopia é um gênero cuja visão muitas vezes é de um futuro caótico, um futuro que seria possível dada as loucuras do nosso hoje. E esse é o ponto mais interessante do gênero distópico: apesar de muito "louco", não é difícil acreditar que coisas como a Eurásia de George Orwell, ou o Panem de Jogos Vorazes possam acontecer num futuro não tão distante.
É um dos meus gêneros preferidos, pois os livros tendem a ser críticos não só sobre as relações humanas (como a maioria dos romances), mas sobre as instituições sociais como um todo, sobre o governo, sobre as políticas do governo, sobre a estrutura social, e mais outros temas que eu gosto muito de ler e discutir até pela minha formação acadêmica. Além disso, longe de serem dramas (odeio eles por razões pessoais), apesar da visão pessimista, por baixo de quase todo livro distópico há esperança. Esperança de que não importa o modo como o mundo esteja, ele pode ser mudado para melhor, e os valores clássicos como paz, republicanismo, igualdade sempre são resgatados.



Livros distópicos lidos:

Jogos Vorazes, Suzanne Collins
Em Chamas, Suzanne Collins
Esperança, Suzanne Collins
Legend, Marie Lu
Prodigy, Marie Lu
Champion, Marie Lu (To no meio!)
A Seleção, Kiera Cass
A Elite, Kiera Cass
1984, George Orwell (Tenho que terminar)

Na lista pra ler:

Divergente, Veronica Roth
Insurgente, Veronica Roth
Convergente, Veronica Roth
Feios, Scott Westerfeld
Perfeitos, Scott Westerfeld
Especiais, Scott Westerfeld
Admirável Mundo Novo, Aldos Huxley
Rio 2054 - Os filhos da revolução, Jorge Lourenço

Maratona Literária 2.0


Nesse clima de férias, não posso perder a oportunidade de participar da Maratona Literária, promovida pelo pessoal dos blogs: Café com Blá, Blá, Blá, Bookeando, Garota It, Leiturinhas, Psychobooks e Por essas páginas, e que acontecerá entre os dias 13 de janeiro à 19 de janeiro. Do que se trata essa maratona? É uma forma de dar um up naquelas leituras que você tem enrolado ou não tem tido "tempo" de ler. Começou nos Estados Unidos quando blogueiros de lá decidiram fazer isso para avançarem nas suas metas, e pelo que eu vi da primeira maratona aqui (que não deu pra participar), foi muito divertido!
As metas são estipuladas por você mesmo, então podem ser ousadas ou um pouquinho mais realistas. E além disso, no decorrer da semana haverá desafios diários para participar, mas não é obrigatório. Na verdade, ainda que você não consiga ler tudo que se propôs, tudo bem, o objetivo maior do evento é mesmo tentar dar aquela pressãozinha que às vezes necessitamos para dar cabo de uma tarefa.
Nas minhas metas eu vou ser ousada.

Metas de leitura:


  • Guerra dos Tronos (Sim, eu tenho preguiça de terminar de ler). - 592 páginas.
  • Restaurante no Fim do Universo, Douglas Adams - 229 páginas. 
  • Vampire Academy, Richelle Mead (Reler!) - 320 páginas.
  • A vida, o universo e tudo mais, Douglas Adams - 221 páginas.
  • Divergente, Veronica Roth - 504 páginas.
  • 1984, George Orwell (Terminar de ler!) - 416 páginas.
  • Thorn Queen, Richelle Mead - 315 páginas.

Total de páginas a serem lidas: 2597 páginas.
Total de livros a serem lidos: 8 livros.



Acho que exagerei, mas e daí? Estou tecnicamente de férias e... Bom, eu sei que não vou conseguir ler tudo. Mas antes chutar além do que aquém, vai que acontece algum milagre né? (Tipo eu conseguir engatar a leitura do Guerra dos Tronos - Não me batam!). Mais dúvidas, só consultar a FAQ que o pessoal do Café com Blá, Blá, Blá fez, ta tudo bem explicadinho lá.

TAG: #RetrospectivaLiterária + Novidades!


Bom, acho super divertido responder tags, então sempre que encontro um que gosto, vou lá e respondo e deixo aberto pra quem quiser responder também, porque sou totalmente avessa a esse negócio de "panelinha" de indicação, enfim. Vaaamos lá!

1. - Você atingiu sua meta de leitura de 2013?

Nem de longe! Esse ano de 2013 foi uma tristeza literária! A universidade me consumiu tanto que achei até que tinha perdido a capacidade de ler qualquer coisa que não fossem livros acadêmicos.

2- Qual foi a quantidade de livros que você leu em 2013?

Doze livros apenas, que eu lembre. (Alice no País das Maravilhas, O Pequeno Príncipe, Legend, A seleção, A elite, Bloodlines, Amazônia: Um caminho para um sonho, O Milagre, O Guia do Mochileiro das Galáxias, Um diário (nada) secreto 1, Um diário (nada) secreto 2, Um diário (nada) secreto 3.)

3- Dentre esses, quais foram os melhores? Cite de 5 a 10. 

Amazônia: Um caminho para um sonho, Bloodlines, O Guia do Mochileiro das Galáxias, Legend e Alice no País das Maravilhas.

4 - E quais foram os piores? Cite até 5.

Nenhum, eu sempre gosto dos livros, tenho essa mania terrível.

5- Cite 1 personagem que você conheceu em 2013 e que se tornou seu favorito.

Day, um dos principais de Legend. Inteligentíssimo, fiel e um amor.

6- Cite 1 autor que você conheceu em 2013 e que se tornou seu favorito.

A Marli, ou MC Jachnkee, autora de Amazônia <3 to ansiosa pra continuação, inclusive!

7- Qual a sua meta de leitura para 2014?

Mesmo na certeza de que 2014 vai ser um ano maluco com TCC, novo curso, provas de mestrado e etc, eu to na expectativa de conseguir ler uns 30 livros que não sejam acadêmicos esse ano.




Agora, um espacinho no post pra falar sobre novidades de 2014! Eu dei uma sumida do blog e do mundo da blogosfera como um todo. Porquê? Final de semestre. Esse foi particularmente um dos piores semestres que eu tive, super estressante e de pouco aprendizado, mas enfim. A verdade é que eu voltei com muita vontade de continuar o blog e levar ele um pouco mais a sério, menos diário e mais um lugar onde posso compartilhar coisas que eu gosto.
Então pensando nisso eu dei uma reformulada pra deixar as coisas mais organizadas né? O blog vai ter cinco linhas de atuação fixas.

1. Achei na net! (quinzenal)
2. Resenhando (semanal)
3. Dicas (semanal)
4. Polêmica?! (quinzenal)
5. Writings Prompts (semanal)

E mais outros mensais, tais como: Top#5 Posts favoritos, Tags etc.

Juro que vou tentar postar três vezes por semana, religiosamente. 
É isso, essas são as novidades e programação do blog!
Tem sugestões de coisas pra eu postar/fazer? Só comentar! ;)

#TAG - Marido Literário

Oi gente!
Hoje eu vou responder a uma tag que eu li no Meninas Quase Invisíveis. Não, eu não recebi de ninguém, mas como sou abusada, decidi responder mesmo assim porque achei o tema divertido! E por isso, também não vou marcar ninguém, quem quiser pode fazer, mas volta aqui e deixa um comentário se você fez, pra eu ver quem é o seu marido literário (sei que vai ser uma escolha sofrida!). Vamos começar...



1.       1. Que características fazem que um personagem  entre na sua lista de "maridos"?

Definitivamente ele tem que ser irônico, eu gosto de ironias, mas isso não significa que ele deva ser sarcástico ou grosseiro, ironia é uma coisa bem diferente, é um humor refinado. E calado. Não gosto que meu marido (literário) seja uma pessoa espalhafatosa ou super comunicativa, não porque eu seja ciumenta (do tipo excessiva), e sim porque pessoas que são simpáticas demais me deixam logo desconfiada. Ele também tem que ser, obviamente, inteligente. Tem que ter uma super habilidade de todos os dias me fazer querer conversar com ele, sobre absolutamente tudo. Ele tem que ser carinhoso, claro, mas não do tipo que fica: “oh, meu amorzinho...”, mas do tipo que visivelmente se preocupa não só comigo como com as coisas em geral, acho que responsável é a melhor característica.


2.      2. O que menos te atrai em um personagem?

Super simpatia! Personagens que são super simpáticos, falam com todo mundo, todo mundo ama, adora... Não, não curto mesmo e prefiro passar longe. Grosseria, obviamente, e também aqueles muito complexados, que parecem não conseguir ver um palmo além dos próprios problemas.


3.      3. Quem é seu atual marido literário?

Meu atual (e eterno) marido literário sempre será o Michael Moscovitz, da série O Diário da Princesa de autoria da Meg Cabot. Nós temos um sólido relacionamento aberto de quase dez anos, ele se envolve com a Mia e eu com os outros caras literários que aparecem nos livros de romance que costumo ler, mas o que importa é que sabemos que pertencemos um ao outro. Por que o Michael é perfeito!

"Aquele momento em que você se dá conta de que está apaixonada por um personagem"


That's all folks!