10 Livros que me influenciaram

Imagens retiradas do Google.

Então, eu vi um vídeo da Mariana Everyday no YT sobre livros que influenciaram ela + livros que causaram algum tipo de histeria. É um tipo de TAG que ela adaptou e que eu estou readaptando de forma escrita. Decidi que não vou falar dos que me causaram histeria, mas só dos que me influenciaram, embora as duas coisas acabem se misturando em alguns momentos.


1. Não é querer copiar, mas é óbvio... Harry Potter.
Eu vi o filme primeiro, quando estreou, no auge dos meus dez anos. E juro que fiquei tão encantada que a primeira coisa que eu fiz (e pela primeira vez na minha vida), foi chegar em casa, pegar uma caneta e um caderno e começar a escrever uma estória minha em Hogwarts. Depois eu ganhei os livros e aí me perdi. Harry Potter mudou minha vida de diversas formas que acho que seria uma pessoa totalmente diferente se não tivesse me tornado uma Potterhead. Eu comecei a escrever por conta de Harry Potter, meus primeiros surtos fangirl também surgiram aí. Eu comecei a jogar RPG, e ainda jogo, por conta disso. Conheci pessoas maravilhosas, me viciei na internet. Aprendi até a mexer no Photoshop por conta disso, e acho que também nos blogs. Gente, quem lembra do Expresso Hogwarts e do Accio Cérebro? Saudades dos tempos de Blogfics.

2. O Diário da Princesa.
Eu já fiz um post na série Writing Prompt onde declarei que minha edição do Diário da Princesa é o objeto material mais valioso que eu tenho. Foi a primeira vez que tive acesso a um livro à la chick-lit na minha vida, dado pelo meu pai. E eu era só um pouco mais nova que a personagem principal, a Mia Thermopolis. Eu tinha treze anos quando ganhei, e ela catorze. E todo aquele “mundo de menina” que ela ia descobrindo, eu descobria junto com ela. Foi tão marcante, que por muito tempo minha escrita foi semelhante à da Meg Cabot, autora da série. Eu adorava escrever fanfics em forma de diário e escrever diários também. Além disso, meu primeiro amor literário surgiu aí: Michael Moscovitz. E depois de pelo menos duas centenas de livros lidos desde então, ele ainda continua no topo da lista.

3. Drácula.
Eu já tinha visto vários filmes sobre o Drácula e coisas de vampiros, então não era novidade. Mas, na verdade, foi. Decidi comprar o livro logo que a Martin Claret surgiu com aquela edição de ouro, afinal, eu tinha que ir até a fonte de toda a inspiração vampiresca que eu assistia na televisão (Buffy e Angel <3). O livro me pareceu simples e entediante logo que comecei a ler. Parte pelo meu preconceito com os clássicos (eles podem ser ricos, finos e ótimos, mas não tem quem me convença de que não são chatos de se ler) e parte porque eu era novinha mesmo para entender algumas coisas. Mas quando engatei na leitura, senhor, eu parava altas horas da noite e guardava o livro dentro do meu armário porque tinha medo de ficar encarado a capa com o Drácula. Foi um misto de medo e sedução que me fez ler e apaixonar não só pelo livro, mas pela literatura gótica. E isso resume bem do que se trata o romance: medo e sedução. Me influenciou no modo da escrita e na visão sobre os livros, acho que Drácula me amadureceu.

4. O Diário de Anne Frank.
Naquela época eu já sabia sobre a segunda guerra mundial, evidentemente. Sabia sobre os judeus, sobre o holocausto, mas tudo em função do que eu via na escola. Algo plastificado e direcionado para um dia prestar o vestibular. Quando eu comecei a ler o diário de Anne Frank, eu não tinha muitas expectativas, acho que foi meu primeiro contato com livros “reais”, “biográficos” por assim dizer. Mas eu fiquei destruída. Destruída de tal forma que não consigo nem tocar num livro de drama, mesmo que seja fictício. Eu me envolvi no livro, nos sonhos dela, nas esperanças, no medo constante, na tentativa de viver uma vida normal e quando chegou ao fim, nas páginas inexistentes... Eu desmoronei. Me marcou de tal forma que eu tenho uma hipersensibilidade com coisas relacionadas à guerra, ao sofrimento humano. 

5. O Garoto da Casa ao Lado.
O meu primeiro Young Adult (nem sei se é nessa categoria que ele se enquadra, mas que seja). O que é esse livro na forma de e-mails? Gente, até hoje acho que a Meg Cabot fez uma revolução da forma de escrever livros, me julguem. Logo no início eu fiquei meio frustrada porque queria saber absolutamente tudo o que acontecia, sentia falta da clássica sequência linear e temporal dos livros, pois tudo ficava muito cortado e sob diversos pontos de vista nesse livro. Mas eu me apaixonei. Foi um livro que me deu vontade de ir morar “na cidade grande” sozinha e trabalhar.

6. A Garota Americana.
Embora hoje eu enxergue ele com um pouco de vergonha, afinal, ele é um livro que ressalta muito o sentimento americanista e coisa e tal, seria desleal que ele não estivesse nessa lista. O que seria de mim sem conhecer No Doubt? Sobreviveria, claro. Mas não é por isso que ele entra na lista. É por causa da coisa de ser embaixadora da Sam. Por mais fútil que seja dizer isso, a ideia de ser embaixadora um dia me surgiu daí, e se tornou algo tão sólido, que faz só um ano que desisti, de fato, de seguir a carreira diplomática. Claro que na época era algo que eu achava deslumbrante, um máximo, e que fui amadurecendo com o tempo. Mas então, foi um livro muito influente.

7. Trilogia Jogos Vorazes.
Me despertou o olhar para o gênero distópico, me trouxe de volta depois de um período terrível de hiato literário. Faziam quase dois anos que eu só andava tendo tempo para ler meus livros acadêmicos, e nem de longe eles eram interessantes, além de terem prejudicado minha escrita criativa, parecia que eu só conseguia escrever de forma robótica. Suzannah Collins me trouxe de volta à vida com o primeiro livro, que eu demorei para ler, mas quando li, me encantei. O que era aquilo? Um livro político! Para mim foi um prato cheio, descobri que era possível discutir política sem ser tão chata, sem estar rodeada de acadêmicos e comentadores chatos do meu curso (Ciência Sociais/Política). Me resgatou de volta para o maravilhoso mundo da Literatura (e das distopias)!

8. O Diário de Bridget Jones
Foi, de fato, o primeiro livro adulto que eu li. Na época, as pessoas se escandalizavam só de me ver lendo, tudo por conta de uma camisinha bem na capa do livro. Como eu era muito adolescente, tinha muita coisa que eu não entendia, principalmente a coisa do sexo casual e da necessidade (na época eu achava obsessão) da Bridget em relação ao assunto. É, eu era bem patetinha nessas coisas, admito. Não é que outros livros que eu tivesse lido não fizessem referência à isso, mas nesse em particular, as coisas eram meio cruas. Ao mesmo tempo, a Bridget me fascinava. Ela era uma mulher adulta. Ela era problemática, mas era independente (ainda que não tanto emocionalmente), tinha uma vida longe da família, na cidade grande, bem aquelas coisas que já haviam me deixado encantada quando li O Garoto da Casa ao Lado. Me marcou porque, de alguma forma, foi um parâmetro para como eu passei a imaginar minha vida adulta. Claro que hoje em dia, nem de longe minha “vida adulta” é assim, mas segue a nostalgia e o carinho pela obra.

9. A Droga da Obediência.
Sabe aqueles livros que você descobre na biblioteca da sua escola? Esse foi um desses, o mais marcante de todos. Eu viajei com os Karas e toda aquela trama em torno da droga. Estava no ensino fundamental e por ser um livro brasileiro, a identificação foi ainda maior. A descrição da escola, os personagens, tudo parecia algo que podia muito bem acontecer na minha própria escola. Me influenciou porque me fez gostar de literatura brasileira, àquela época, o que eu entendia por literatura brasileira eram livros antigos, de linguagem chata e que todo mundo que dizia ler se achava o máximo (digamos que esse preconceito não mudou muito em relação a literatura clássica).

10. A Porta dos Sonhos.
Se eu disser que eu lembro pouca coisa desse livro, vocês acreditam? Pois é, eu tenho a vaga ideia da estória, mas os detalhes, os nomes dos personagens... Tudo isso eu não me recordo mais. Acho que foi o primeiro livro que eu li, de verdade, sabe? Ou pelo menos, é o primeiro que eu me recordo. Mas se tem uma coisa viva desse livro em mim, foi a emoção, a empolgação, a total viagem literária que eu tive quando li as páginas dele. Não era longo e tinha algumas gravuras, mas era tão fantástico que... Nossa, certamente foi decisivo para que eu achasse que ler era uma coisa muito divertida de se fazer.


Então é isso gente! Ficou longo, eu sei, mas é só pra vocês verem como esses livros realmente me influenciaram, que eu até falei demais sobre minhas lembranças, impressões e emoções. Confesso que fiquei até um pouco nostálgica com esse post. Saudades da adolescência. Além disso, confirmei minha hipótese de que sou mesmo filha do POP e da literaturas de mainstream/bestseller, fazer o quê. E vocês, já pararam para pensar que livros foram mais influentes?

10 comentários:

  1. Oi Alessandra!
    Que tal legal! Se eu conseguisse me organizar até tentaria fazer essa tag.
    Acontece que sou meio surtada por livros demais, sabe. Tipo, eu curto VÁRIOS gêneros e seria injustiça da minha parte escolher só 10 ou 15 ou 20, enfim. Sou uma leitora promíscua, porém bem feliz. hahhaa
    Li bastante livros infantis na infância (gibis e livros de contos e panz), mas o primeiro livro ~difícil~ que li, e amei, foi "Dom Casmurro", de Machado de Assis. Lembro bem. Mas ele foi só uma porta para um mundo novo e maravilhoso. Agora me aventuro por várias portas.
    Gostei muito da tua lista! Ainda não li alguns que tu constou e vou procurar.

    Adorei teu post.
    Beijos!

    http://nemtecontoblogg.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  2. Harry Potter: Ler desesperadamente fanfics, especular e debater com os amigos o final do livro 7, jogar RPG (no orkut), aprender a mexer no photoshop para pintar o cabelo da minha personagem de colorido (eu era a tonks). Ai que saudades.
    Eu ria muito com O Diário da Princesa e o fiquei obsessiva com códigos depois de ler os Karas.
    Jogos Vorazes também me resgatou do mundo dos sem tempo <3

    Nostalgia demais seu post. Adorei hahaha.
    http://faltouacucar.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  3. Eu adorei;;;;

    Eu já li a porta dos sonhos e a droga da obediência :)

    São livros perfeitos...

    Milena Santiago - http://atravesdoglitter.blogspot.com.br/ -
    FB

    ResponderExcluir
  4. Duas séries que marcaram minha vida são Harry Potter e Jogos Vorazes. Sempre curti uma coisa bem fantasia nao é a toa que eu jogo rpg XD Adorei termos algo em comum ^^
    Lika
    www.likabylika.com

    ResponderExcluir
  5. Alessandra Bastos6 de abril de 2014 20:09

    Ahhh, jogas RPG? Podes crer. Ganhastes meu respeito! :P

    ResponderExcluir
  6. Alessandra Bastos6 de abril de 2014 20:09

    Meeeeeeeentira! Você já leu A Porta dos Sonhos? :OOOOOOOOOOO Ai gente, nunca pensei que fosse encontrar alguém que também tivesse lido! :O

    ResponderExcluir
  7. Alessandra Bastos6 de abril de 2014 20:10

    Hahahahahaha obrigada Carla! É engraçado como quando a gente faz uma coisa dessas, a gente percebe que faz parte de uma "geração" né? :)

    ResponderExcluir
  8. Alessandra Bastos6 de abril de 2014 20:11

    Hahahahahaha sim, eu pensei que tu terias muitas dificuldades em fazer uma lista sim. Teus surtos são tão notáveis quanto um marca-texto neon-cegante HAHAHAHAHAHA

    ResponderExcluir
  9. Dos livros que me influenciaram os principais são Harry Potter e Jogos Vorazes, essas sagas tem muito a ensinar quem está disposto a aprender :D

    Beijos!

    FB

    http://www.gordinhaassumida.com.br/

    ResponderExcluir
  10. Alessandra Bastos13 de abril de 2014 21:00

    Ah, eu super gosto de Jogos Vorazes! E é verdade, são duas séries que estimulam demais a leitura! Não tem como parar de ler depois que começa! :D Bjs

    ResponderExcluir

Seu comentário é importante pra mim! :)