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Impressões sobre o filme: Divergente


Título: Divergente
Direção: Neil Burger
Elenco: Shailene Woodley, Theo James, Kate Winslet
Duração: 2h19min
Nacionalidade: EUA




Então, finalmente assisti a adaptação cinematográfica da trilogia Divergente da Veronica Roth. Em primeiro lugar quero deixar claro que não sei resenhar sobre filmes, visto que sou uma completa leiga em tudo que gira em torno desse gênero artístico, obrigada. Por isso, isto aqui não é uma resenha, é mais um: o que eu achei do filme.

Eu resumiria da segunda forma: Mais um filme para o público infanto-juvenil que quer ter lucro, mas não quer gastar muito.

Eu me sentia assistindo Jogos Vorazes, desculpa aí.

E quando eu assisti Jogos Vorazes, eu me sentia assistindo Percy Jackson.

Não sei quais os elementos, mas existe algo nesses novos filmes infanto-juvenis que fazem com que todos eles pareçam a mesma coisa, sabe? Ainda que o enredo seja totalmente diferente. Não é uma questão de atores, ou de roteiro (na verdade, talvez seja o roteiro), é só que eles parecem muito enlatados e fazem a estória parecer algo tão besta.

O que é péssimo pra quem lê os livros e vê que são estórias boas.


Acho que Divergente foi superficial. Tudo bem, até aí é compreensível já que o filme tem o problema de ter um tempo pré-determinado de duração. Mas não superficial com a história, acredito que eles conseguiram encaixar bem muitos dos elementos presentes no livro, alterando uma coisa ou outra sem fazer perder o sentido ou a essência (e isso é difícil!). 

A superficialidade que falo foi da construção imagética dos cenários, das cenas, da relação entre os personagens e o contexto. Enfim, o que eu quero dizer é que mesmo com a explosão de imagens, elas não conseguiram me prender como os livros, cujo único recurso imagético se chama imaginação, entendem? E isso foi chocante, porque no mais, acho que poderia ter sido bom, se não tivesse a todo momento aquela sensação de “já vi isso antes”.

Além disso, eu não conseguia distinguir o ator do Al do ator do Will, pra mim eram a mesma pessoa e isso me deixou confusa, haha.

No mais é isso! E vocês, o que acharam?


10 Livros que me influenciaram

Imagens retiradas do Google.

Então, eu vi um vídeo da Mariana Everyday no YT sobre livros que influenciaram ela + livros que causaram algum tipo de histeria. É um tipo de TAG que ela adaptou e que eu estou readaptando de forma escrita. Decidi que não vou falar dos que me causaram histeria, mas só dos que me influenciaram, embora as duas coisas acabem se misturando em alguns momentos.


1. Não é querer copiar, mas é óbvio... Harry Potter.
Eu vi o filme primeiro, quando estreou, no auge dos meus dez anos. E juro que fiquei tão encantada que a primeira coisa que eu fiz (e pela primeira vez na minha vida), foi chegar em casa, pegar uma caneta e um caderno e começar a escrever uma estória minha em Hogwarts. Depois eu ganhei os livros e aí me perdi. Harry Potter mudou minha vida de diversas formas que acho que seria uma pessoa totalmente diferente se não tivesse me tornado uma Potterhead. Eu comecei a escrever por conta de Harry Potter, meus primeiros surtos fangirl também surgiram aí. Eu comecei a jogar RPG, e ainda jogo, por conta disso. Conheci pessoas maravilhosas, me viciei na internet. Aprendi até a mexer no Photoshop por conta disso, e acho que também nos blogs. Gente, quem lembra do Expresso Hogwarts e do Accio Cérebro? Saudades dos tempos de Blogfics.

2. O Diário da Princesa.
Eu já fiz um post na série Writing Prompt onde declarei que minha edição do Diário da Princesa é o objeto material mais valioso que eu tenho. Foi a primeira vez que tive acesso a um livro à la chick-lit na minha vida, dado pelo meu pai. E eu era só um pouco mais nova que a personagem principal, a Mia Thermopolis. Eu tinha treze anos quando ganhei, e ela catorze. E todo aquele “mundo de menina” que ela ia descobrindo, eu descobria junto com ela. Foi tão marcante, que por muito tempo minha escrita foi semelhante à da Meg Cabot, autora da série. Eu adorava escrever fanfics em forma de diário e escrever diários também. Além disso, meu primeiro amor literário surgiu aí: Michael Moscovitz. E depois de pelo menos duas centenas de livros lidos desde então, ele ainda continua no topo da lista.

3. Drácula.
Eu já tinha visto vários filmes sobre o Drácula e coisas de vampiros, então não era novidade. Mas, na verdade, foi. Decidi comprar o livro logo que a Martin Claret surgiu com aquela edição de ouro, afinal, eu tinha que ir até a fonte de toda a inspiração vampiresca que eu assistia na televisão (Buffy e Angel <3). O livro me pareceu simples e entediante logo que comecei a ler. Parte pelo meu preconceito com os clássicos (eles podem ser ricos, finos e ótimos, mas não tem quem me convença de que não são chatos de se ler) e parte porque eu era novinha mesmo para entender algumas coisas. Mas quando engatei na leitura, senhor, eu parava altas horas da noite e guardava o livro dentro do meu armário porque tinha medo de ficar encarado a capa com o Drácula. Foi um misto de medo e sedução que me fez ler e apaixonar não só pelo livro, mas pela literatura gótica. E isso resume bem do que se trata o romance: medo e sedução. Me influenciou no modo da escrita e na visão sobre os livros, acho que Drácula me amadureceu.

4. O Diário de Anne Frank.
Naquela época eu já sabia sobre a segunda guerra mundial, evidentemente. Sabia sobre os judeus, sobre o holocausto, mas tudo em função do que eu via na escola. Algo plastificado e direcionado para um dia prestar o vestibular. Quando eu comecei a ler o diário de Anne Frank, eu não tinha muitas expectativas, acho que foi meu primeiro contato com livros “reais”, “biográficos” por assim dizer. Mas eu fiquei destruída. Destruída de tal forma que não consigo nem tocar num livro de drama, mesmo que seja fictício. Eu me envolvi no livro, nos sonhos dela, nas esperanças, no medo constante, na tentativa de viver uma vida normal e quando chegou ao fim, nas páginas inexistentes... Eu desmoronei. Me marcou de tal forma que eu tenho uma hipersensibilidade com coisas relacionadas à guerra, ao sofrimento humano. 

5. O Garoto da Casa ao Lado.
O meu primeiro Young Adult (nem sei se é nessa categoria que ele se enquadra, mas que seja). O que é esse livro na forma de e-mails? Gente, até hoje acho que a Meg Cabot fez uma revolução da forma de escrever livros, me julguem. Logo no início eu fiquei meio frustrada porque queria saber absolutamente tudo o que acontecia, sentia falta da clássica sequência linear e temporal dos livros, pois tudo ficava muito cortado e sob diversos pontos de vista nesse livro. Mas eu me apaixonei. Foi um livro que me deu vontade de ir morar “na cidade grande” sozinha e trabalhar.

6. A Garota Americana.
Embora hoje eu enxergue ele com um pouco de vergonha, afinal, ele é um livro que ressalta muito o sentimento americanista e coisa e tal, seria desleal que ele não estivesse nessa lista. O que seria de mim sem conhecer No Doubt? Sobreviveria, claro. Mas não é por isso que ele entra na lista. É por causa da coisa de ser embaixadora da Sam. Por mais fútil que seja dizer isso, a ideia de ser embaixadora um dia me surgiu daí, e se tornou algo tão sólido, que faz só um ano que desisti, de fato, de seguir a carreira diplomática. Claro que na época era algo que eu achava deslumbrante, um máximo, e que fui amadurecendo com o tempo. Mas então, foi um livro muito influente.

7. Trilogia Jogos Vorazes.
Me despertou o olhar para o gênero distópico, me trouxe de volta depois de um período terrível de hiato literário. Faziam quase dois anos que eu só andava tendo tempo para ler meus livros acadêmicos, e nem de longe eles eram interessantes, além de terem prejudicado minha escrita criativa, parecia que eu só conseguia escrever de forma robótica. Suzannah Collins me trouxe de volta à vida com o primeiro livro, que eu demorei para ler, mas quando li, me encantei. O que era aquilo? Um livro político! Para mim foi um prato cheio, descobri que era possível discutir política sem ser tão chata, sem estar rodeada de acadêmicos e comentadores chatos do meu curso (Ciência Sociais/Política). Me resgatou de volta para o maravilhoso mundo da Literatura (e das distopias)!

8. O Diário de Bridget Jones
Foi, de fato, o primeiro livro adulto que eu li. Na época, as pessoas se escandalizavam só de me ver lendo, tudo por conta de uma camisinha bem na capa do livro. Como eu era muito adolescente, tinha muita coisa que eu não entendia, principalmente a coisa do sexo casual e da necessidade (na época eu achava obsessão) da Bridget em relação ao assunto. É, eu era bem patetinha nessas coisas, admito. Não é que outros livros que eu tivesse lido não fizessem referência à isso, mas nesse em particular, as coisas eram meio cruas. Ao mesmo tempo, a Bridget me fascinava. Ela era uma mulher adulta. Ela era problemática, mas era independente (ainda que não tanto emocionalmente), tinha uma vida longe da família, na cidade grande, bem aquelas coisas que já haviam me deixado encantada quando li O Garoto da Casa ao Lado. Me marcou porque, de alguma forma, foi um parâmetro para como eu passei a imaginar minha vida adulta. Claro que hoje em dia, nem de longe minha “vida adulta” é assim, mas segue a nostalgia e o carinho pela obra.

9. A Droga da Obediência.
Sabe aqueles livros que você descobre na biblioteca da sua escola? Esse foi um desses, o mais marcante de todos. Eu viajei com os Karas e toda aquela trama em torno da droga. Estava no ensino fundamental e por ser um livro brasileiro, a identificação foi ainda maior. A descrição da escola, os personagens, tudo parecia algo que podia muito bem acontecer na minha própria escola. Me influenciou porque me fez gostar de literatura brasileira, àquela época, o que eu entendia por literatura brasileira eram livros antigos, de linguagem chata e que todo mundo que dizia ler se achava o máximo (digamos que esse preconceito não mudou muito em relação a literatura clássica).

10. A Porta dos Sonhos.
Se eu disser que eu lembro pouca coisa desse livro, vocês acreditam? Pois é, eu tenho a vaga ideia da estória, mas os detalhes, os nomes dos personagens... Tudo isso eu não me recordo mais. Acho que foi o primeiro livro que eu li, de verdade, sabe? Ou pelo menos, é o primeiro que eu me recordo. Mas se tem uma coisa viva desse livro em mim, foi a emoção, a empolgação, a total viagem literária que eu tive quando li as páginas dele. Não era longo e tinha algumas gravuras, mas era tão fantástico que... Nossa, certamente foi decisivo para que eu achasse que ler era uma coisa muito divertida de se fazer.


Então é isso gente! Ficou longo, eu sei, mas é só pra vocês verem como esses livros realmente me influenciaram, que eu até falei demais sobre minhas lembranças, impressões e emoções. Confesso que fiquei até um pouco nostálgica com esse post. Saudades da adolescência. Além disso, confirmei minha hipótese de que sou mesmo filha do POP e da literaturas de mainstream/bestseller, fazer o quê. E vocês, já pararam para pensar que livros foram mais influentes?

#ReadWomen2014 - O que é isso?


Já faz um tempo que eu queria escrever sobre esse projeto gringo que eu achei mega interessante e deveria ser mais divulgado aqui nas terras brazilis tropicais. Eu vi a reportagem no Buzzfeed Brasil, e trata-se de um projeto que busca trazer a igualdade de gênero no mundo literário (não, não é de gêneros literários que eu estou falando. 
Vocês devem saber, ainda que não leiam ou se interessem pelo assunto, a marcante desigualdade de gêneros no Brasil, não é? Apesar dos números terem melhorado bastante nos últimos anos, dada nossa herança histórica patriarcal e machista, em muitos locais e mentes, a mulher é ainda é colocada de forma inferior ao homem ou a figura masculina. Seja em casa, na escola, nos postos de trabalho, na rua mesmo, convivemos diariamente com esse preconceito e até mesmo opressão. 
A questão é: a desigualdade de gêneros está presente em todos os âmbitos da vida social. E o mercado literário não está fora disso.
Eu confesso que eu mesma achei estranho, já que leio mais autoras do que autores. Mas levei apenas um segundo para pensar: "certo, mas que tipo de livros elas escrevem?" A resposta é uníssona, não? Romances. Parece que se você é mulher e escreve, você tem que escrever romances. E se escreve sobre outro gênero, você se torna uma minoria. De acordo com a reportagem do Buzzfeed, em 2012, trabalhos escritos por mulheres contabilizaram 22% das resenhas no The New York Review of Books, 25% de resenhas no The Times Literary Supplement e 23% no The Nation. 


A campanha #ReadWomen2014 foi ideia da artista e escritora Joanna Walsh, que fez vários marcadores de textos com ilustrações de escritoras famosas. De acordo com a entrevista dela no Buzzfeed: "A dispensa de escritoras é uma epidemia no mundo literário, evidenciada pelo drástico desequilíbrio entre resenhas de trabalhos escritos por homens e trabalhos escritos por mulheres".
Daniel Pritchard, editor do The Critical Flame, ainda dá uma alfinetada maravilhosa sobre o assunto, que merece até citação destacada:
"O que podemos ver hoje é que os traços de uma cultura ainda são dominados por figuras masculinas brancas, e pela pressuposição do seu essencial mérito literário, em todo o lugar, desde grandes publicações até pequenos periódicos. Até onde a cultura literária dominante está preocupada, homens brancos são o padrão"
Então meu blog, por pequeno que seja, também apoia essa ideia do #ReadWomen2014. Vou usar essa tag no twitter, nas próprias resenhas e nas postagens do Facebook. Que tal participar também? :)


Livros: Y U SO EXPENSIVE?!


Que eu sou uma viciada em livros é meio óbvio não é? Eu tenho uma orgulhosa (porém modesta) biblioteca dos meus livros favoritos e meu sonho é crescê-la com outros que eu já li ou quero ler. Não sou dessas que tem livros (pelo menos literários) na estante e nunca tocou neles. Ao contrário, cada livro meu tem uma resenha na ponta da língua e uma série de memórias pessoais relacionadas. E por ser uma viciada em livros, não seria estranho supor meu fascínio por livrarias e bibliotecas.
Aqui onde eu moro não temos muitas livrarias, na verdade, sou capaz de contar nos dedos quantas livrarias nós temos. E dessas, acho que só levanto um dedo se me perguntarem quantas são boas em termo de estrutura e receptividade. O que isso tem haver com o fato dos livros serem caros no Brasil? Meu relato é só mais um caso empírico de um dos maiores problemas que temos, problemas para quem gosta de ler e para quem precisa ler: escassez de livrarias e livros caros!
O mercado literário brasileiro é uma coisa ultrajante e absurdamente pequena se formos comparar com a extensão geográfica e populacional desse país (e pior ainda se comparamos com outros países menores). Temos tão poucas livrarias! E isso reflete diretamente no preço que pagamos para ter um livro novo, lindo e cheiroso em nossas mãos. Eu sempre atribui o preço alto dos livros nos impostos e na edição. Não que isso não seja verdade, mas eles não são o bicho de sete cabeças como eu imaginava após dar uma sondada para escrever esse texto.
Um dos responsáveis pelos preços exorbitantes que pagamos chama-se Tiragem.
Tiragem é a quantidade de livros produzidas para serem vendidos. Ou seja, a quantidade de exemplares que vai estar no mercado para ser consumido. E o problema todo é que no Brasil, as tiragem são feitas na média de 2.000 por livro. Uma quantidade muito baixa quando se comparada aos 100.000 dos Estados Unidos e de outros países. Daí o raciocínio é simples: A edição é um pouco salgada, os impostos estão por todos os lados e a margem de lucro é baixa. O que acontece é que o preço sobe porque todos os custos em vez de serem diluídos em uma grande quantidade de livros, são calculados com base em um montante pequeno e vergonhoso.


Mas então porquê não aumentar a Tiragem dos livros?

Se eu fosse dona de editora e conhecesse o mercado brasileiro eu diria que não valeria à pena. Apesar dos esforços, ainda não somos um país que costuma ler. Pra mim, ou você que está lendo o texto e também é leitor voraz, parece absurdo dizer isso. Acontece que é um tipo de verdade cruel que remete aos problemas sociais que a maioria das pessoas prefere fingir que não existem: desigualdade social enorme, falta de incentivo à leitura, a presença quase opressora dos meios televisivos, educação de péssima qualidade etc. Todos esses fatores que parecem não ter nada haver com o valor dos livros estão, no fim das contas, diretamente relacionados a isso.
E é por isso que os donos de editora não acham investimento aumentar a tiragem. Mesmo nessa média de 2.000 exemplares, afora os best-sellers, há muitos livros que ficam pegando poeira nas prateleiras das livrarias, e isso é prejuízo em cadeia: para o funcionário da loja, para o dono, para o distribuidor, para a editora (revisores, tradutores) e lá no fim, o mais arruinado de todos, o escritor. E claro, para o consumidor que tem que pagar um valor salgado por um livro.


Outros links que podem te ajudar a entender a história:

Monte seu pequeno negócio, abra um blog!

Vivemos em constante mudança, parece-nos aterrorizante a possibilidade de permanecer o mesmo. Do igual, da monotonia. Criamos, ou fomos imputados, a necessidade de criar, de inovar, de construir novas ideias. Mais do que isso de pô-las em prática.
A mídia nos ensinou que o bom é "fazer-você-mesmo". Que temos sempre que estar "reciclados" ou de olho nas tendências para termos valor. Valor que advém do simples reconhecimento através de estatísticas.
Isso afetou até mesmo o mundo dos blogs. Esse poderia ser um post-reclamação, e talvez até seja. Ando desgostosa com os blogs, ando desanimada para escrever e, acho que pela primeira vez, não é pela ausência do assunto. Mas pela ausência de um comportamento alinhado a tendência que se segue agora. 
Virei velharia, pois a fase de textos opinativos já passou há tempos. Agora estamos na fase do pincel duo fiber, dos tutoriais de make-up, do get ready with me, do look do dia. Uma fase que eu nem vi chegar, que talvez já estivesse ali há muito tempo, mas eu nunca percebi até então.
Agora os blogs viraram negócio, um pequeno empreeendimento em tal nível que existe até pesquisa de mercado com seus leitores. Cada vez é mais difícil identificar o que é uma propaganda, o que é uma opinião. Talvez a mídia tenha conseguido seu fim máximo, se embutir de tal forma nos nossos discursos, que nos confundimos com ela. Toda opinião virou propaganda, inevitalmente. 
E virou de tal forma, que até os posts mais trend topics são o quê? Como ter um blog de sucesso. No mesmo estilo de "pai rico, pai pobre", "se a vida é um jogo essas são as regras". Manuais de auto-ajuda para o sucesso nos blogs, como se fosse algo a ser alcançado, o fim máximo da atividade de blogar. Acho que eu não tenho mais vez nesse mundo em que muitas palavras se tornaram chatas e o interessante são imagens bem planejadas e filtradas para exprimirem sentimentos que deveriam ser naturais.



[RESENHA] - Amazônia: um caminho para o sonho - M.C. Jachnkee

Andei meio sumida né? Mas é que final de semestre sempre é pesado pra quem faz universidade. Enfim, o que importa é que hoje eu estou de volta e vim trazer a resenha de um livro super legal! Esse livro eu consegui ao participar do booktour organizado pela Sarah Marques do Endless Poem. O primeiro booktour que eu participo e me aventurei por se tratar de Amazônia, minha amada região <3 por isso, desde o início eu peço desculpas se for meio tendenciosa, mas é que é difícil gente...




Amazônia: um caminho para o sonho é o primeiro livro da M. C. Jachnkee, que é uma autora nascida em Blumenau, SC, mas que mora em Ascurra (mesma cidade das nossas protagonistas, adianto logo). O livro da Marli (vou chamá-la assim), é produto da sua vivência aqui na região norte e também de uma extensa pesquisa. E de fato, o que você vai notar logo de início foi a preocupação da autora em se informar e aprender sobre o local onde a estória do seu livro se passa. Amazônia é um livro que trata de sonhos, de uma jornada em busca de novos lugares, novas pessoas, mas acima de tudo, em busca de nós mesmos. Nos faz refletir sobre a nossa vida, sobre a nossa terra e sobre a nossa relação com os outros. Um livro que te faz pensar e aprender ao mesmo tempo. Que transforma a História, que costumamos achar maçante, em uma prazerosa leitura (e com o Daniel então...). O livro trata da jornada de quatro amigas, Rafaela, Ana Carolina, Camila e Joana para a região norte, para o meio da Amazônia, junto com o tio de Joana, Daniel. Inicia-se em Manaus, capital do estado do Amazonas, passando por Parintins, Óbidos, Santarém, Fordlândia e encerrando-se em Belém, capital do estado do Pará e onde eu, por coincidência ou não, moro. 
Elas querem conhecer mais sobre a Amazônia, sobre a exótica floresta tropical cuja maior parte pertence ao Brasil, sobre as pessoas que vivem ali, sobre essa região que é tão importante e rica, mas tão esquecida. Elas vem com seus pré-conceitos, coisa que eu já vi tanto, mas nem me incomodo mais. Só que elas não tentam comparar suas realidades, mas ao contrário tentam aprender a importância das diferenças. A Marli ressalta o livro todo o respeito com a cultura, com as particularidades de cada local, além de contar de uma forma dinâmica as histórias das cidades pelas quais as personagens passam, levantando e mostrando um pedaço de história que ao resto do Brasil é esquecido, ou negado. É um livro maravilhoso, que inclusive me ensinou coisas que nem eu mesma sabia, e só me fez pensar que se eu tivesse lido um livro desses na escola, quando tinha que assistir aula de "Estudos Amazônicos", talvez achasse menos chato, haha. Foi um prazer enorme ler sobre minha região, meu estado sob o ponto de vista de outra pessoa, o livro é maravilhoso e como o livro não é orfão, tenho certeza de que a autora também deve ser uma pessoa maravilhosa, e humana.



Bom, é isso. Tentei mesmo não puxar sardinha, mas olha gente, super recomendo! :)
Beijos!

Um conto de fadas sobre o sistema judiciário

Contos de fadas tem uma certa lição de moral ao fim, não? São, na verdade, uma espécie de fábula, já que a maioria possui animais falantes e coisas assim. De certa forma, esse conto de fadas que estou prestes a desabafar sobre, não tem moral nenhuma. Seu problema é justamente esse, é no que se diz, na lenda oral, onde se encontra a ficção da moralidade, por que na realidade, é só mais um dos tantos contos da carochinha que temos que conviver diariamente.
Do que estou falando? Da justiça, claro. Com letra minúscula mesmo, por que essa não anda merecendo nem meu esforço pra acionar o caps lock.
Sabe, eu tinha um respeito com a justiça. Achava até um serviço digno. Sim, por que é um SERVIÇO. Um dos mais nobres, visto que, se espera que quem trabalhe nessa área seja provido de uma equidade e senso de justiça maior do que qualquer outra área dentro do serviço público e até mesmo privado. Afinal, é quem vai julgar os certos e errados, ainda que com base nas leis, é quem vai proferir a sentença, dar materialidade a uma causa abstrata, a um argumento escrito, a partir de uma lógica advinda de um estudo minucioso, de uma hermenêutica, estou errada? Então... Tem que ser alguém que faça por onde, afinal, por que motivos uma pessoa que ocupa esse cargo poderia se deixar corromper quando já possui um cargo vitalício, uma inamovibilidade para cargos inferiores? E ainda por cima, um dos salários mais bem pagos do país, fora o tanto de gratificações e benefícios que ainda recebem. Não tem motivo...
Parece que não é o que uma grande maioria dos senhores desembargadores e juízes pensam. Vide o caso do desvio de verba do TJRN, que saiu como reportagem principal de um dos boletins televisivos da rede globo, hoje mais cedo. Quer dizer, não é só qualquer dinheiro desviado, é dinheiro de precatório, que deveria ser delegado a pessoas que ganharam ações, mas que foram gastos com hospedagens em caríssimos hoteis com vista para a torre Eiffel, com construção de piscinas olímpicas, carros de luxo, celulares que pertenceram a pessoas famosas... Coisas assim, muito importantes. E, acima de tudo, gastos por quem o dinheiro era destinado, não?
São poucas as vezes que digo isso, mas esse país é uma vergonha. Não me importa aqui se existe corrupção em outros países, por vezes até pior do que a nossa (se é que podemos comparar uma coisa dessas), estou falando da nossa realidade, do agora e do aqui, e essa realidade é uma coisa absurda. Inaceitável.
Não consigo mais confiar ou ter fé num sistema de justiça que pune o pobre e sem condições e deixa livre o rico e que pode pagar advogados que são ex-ministros do STF. Que dão sentenças com preço tabelado, por exemplo, dizem que aqui no estado do Pará, você pode conseguir uma por $10mil. Ou que, ainda por cima, perseguem politicamente jornalistas por dizerem a verdade e mostrarem a sujeira que se esconde atrás das togas, como foi o caso do sociólogo e jornalista amazônida, Lúcio Flávio Pinto. Estes são uns dos muitos exemplos que posso citar aqui...
Que tipo de país e sistema de justiça é esse que desrespeita o direito dos seus cidadãos? De que justiça e equidade estamos falando aqui? E eu ainda tenho que, realmente, me dirigir a uma pessoa dessas como excelentíssimo (a)? Ora vá...
E olha que nem vamos entrar nas outras esferas do governo, não tem aterro de lixo que caiba tanta sujeira de uma vez... Ou deveria dizer depósito de resíduos radioativos, daqueles estilo meleca verde-vagalume...


Quando eu conheci você...

Inicialmente eu pensei em escrever esse texto e dedicá-lo a uma só pessoa, mas refletindo melhor, seria injusto, quase impossível citar só uma pessoa que foi responsável por lapidar, seja com sorrisos ou pedras, o que eu sou hoje. Então esse texto é para vários “você” que estão soltos por aí, próximos de mim ou tão distantes que eu já nem consigo lembrar suas feições.
Em primeiro lugar, obrigada. Obrigada por me ajudar a me tornar quem eu sou hoje, por que eu gosto de mim. Gosto do que eu me tornei, do que eu posso me tornar com as bases que eu construí, graças a vocês, e a todos os acontecimentos que nos chocaram pela vida a fora. Sei que eu não sou a melhor pessoa do mundo, nem sou perfeita. Mas ainda assim, sou contente comigo, tenho aquela confiança arrogante que todos têm, em altas ou baixas doses, sobre si mesmos.
Vocês mudaram minha vida, de um jeito ou de outro. Fazendo-me rir, me aconselhando, não me conhecendo e dizendo conhecer, me conhecendo e fingindo não me conhecer, me fazendo chorar, me frustrar, sentir raiva, ódio, amor, paixão, atração, nojo, irritação, antipatia, simpatia, carinho, pena, excitação... Fazendo-me viver e sentir o que deveria ser sentido, lidar com minhas emoções, aprender e crescer com elas.
A verdade é que sem a presença de vocês, entremeando meu cotidiano, roubando meu tempo, às vezes meu pensamento e quem sabe até meus sonhos, eu não seria a mesma de hoje, seria outra Alessandra, outrem que talvez eu não gostasse de ser. Uma frustrada, uma vazia, solitária e sofredora, mal-humorada, resignada, arrogante, esnobe, fútil... Alguém que teria vergonha de ser quem é. Vocês, cujos rostos eu lembro ou não, cujas conversas eu mantenho ou não, cujas opiniões me importam ou não... Vocês têm uma boa parcela de culpa ou responsabilidade no que eu me tornei hoje.
Amigos, colegas, conhecidos, inimigos, amores, desamores, familiares, pessoas. Não importa muito a que categoria eu os qualifico, ou vocês me qualificam, o que importa é que no dia-a-dia, à medida que a vida segue seu curso, vocês me marcaram, tenham sido cicatrizes profundas ou pequenos arranhados. E eu espero ter marcado vocês também, de uma forma ou de outra. Espalhando um pouco do que eu sou por aí, tal como fizeram comigo, ajudando a construir uma identidade, um ideal do que ser e como agir, seja por exemplos bons ou ruins.

Bloínquês, 97ª edição opinativa.

10 coisas que você precisa saber sobre mulheres

Espero que isso seja útil a algumas pessoas.

10 – A TPM não é um folclore partilhado pela civilização mundial. Ela existe e desdenhar disso pode causar a morte prematura.

9 – Não somos consumistas por que queremos. Ao menos, não conscientemente falando. A verdade é que existe toda uma rede de marketing muito boa por aí, e acima de tudo, existe a exigência da sociedade com seus padrões. Reclamar e acusar de consumismo é fácil, mas todo mundo quer ver todo mundo bem vestido e cheiroso.

8 – “sexo frágil”. Detestamos essa designação. Se nós vivemos em uma sociedade inserida em um Estado de direito, onde o único que tem a legitimidade de usar a violência é o próprio Estado, a força física não deveria ser uma categoria de diferenciação entre gênero. Não é pela base da força  bruta que fazemos as coisas, ao menos nos termos da lei certo?

7 – “Mulheres no trânsito são um problema”... Claro que não! De fato, o que mais tem por aí são dados estatísticos e estudos comprovando que a mulher é a que mais pratica a direção defensiva no trânsito, coisa que é obrigatória a todo mundo que possui habilitação. Logo, aristotelicamente raciocinando. Se a mulher não é a maior causa dos acidentes no trânsito, e só temos (reconhecidamente) dois gêneros, quem é o maior causador?

6 – Usar roupas decotadas, saias curtas ou calças justas não necessariamente quer dizer que queremos ficar aturando olhares nada discretos de homens. Nem sempre uma mulher se veste para agradar o público masculino, e sim para se agradar, já pensaram nisso?

5 – Ainda sobre o tema acima: Só por que uma mulher usar roupas que valorizem o seu corpo, isso não dá o direito de ninguém de qualificá-la como “fácil”, “piriguete” e outros termos ofensivos. O corpo é dela, ela veste o que bem quiser, e mesmo que tivesse os comportamentos que a colocariam nessas categorias, qual o problema? A independência sexual está aí há tempos.

4 – “Mal-amada”, “Isso é falta de sexo”. Vocês não têm ideia do quanto isso irrita uma mulher. Como se todos os problemas da vida fossem resolvidos com relacionamentos amorosos e transas. Muitas vezes o estresse diário, os problemas pessoais acabam causando comportamentos bruscos, e simplesmente dizer que a solução ou a causa disso é sexo ou a falta de alguém é ofensivo.

3 – Nem toda mulher está à espera do príncipe encantado ou quer viver um conto de fadas. Ou seja, essa coisa de romantismo ingênuo não é algo que atinge todo público feminino, na verdade, atinge uma parcela que hoje se reduziu significativamente. Não estou dizendo aqui que as mulheres não são românticas ou não querem relacionamentos duradouros, mas esse romance, e essa ânsia não são mais submissos. Queremos relacionamentos igualitários naquilo que eles podem ser.

2 – Não estamos tentando roubar o espaço dos homens ou então dominar o mundo e instaurar uma ditadura feminista. Só queremos uma coisa: Liberdade. De expressão, de atuação. Liberdade para viver sem ter um destino “fadado”, como ser aquela que vai ficar em casa e cuidar dos filhos. Queremos fugir do estereótipo de Amélia e sermos vistas como indivíduos dotados de vontades e sonhos.

1 – Não importa quantos manuais serão feitos para se entender as mulheres, eles nunca vão conseguir abranger todas as diferentes personalidades que existem nas várias ou numa só mulher. A verdade é que somos sim um gênero complexo, que vive em dilemas. Mas talvez grande parte disso só seja por que nossa educação é conflituosa e a época em que estamos vivendo, de quebra de laços e identidades, esteja sendo sentida cotidianamente. O que você realmente precisa saber é: trate-nos com respeito, como se deve tratar qualquer pessoa independente do gênero ou opção sexual.

Mais uma lista de 10 razões aqui no blog, mas dessa vez essa é uma resposta a 96ª edição opinativa do Bloínquês.

10 Razões por que eu não sou Nerd




Eu li um texto bem espirituoso falando sobre uma nova “raça” de garotas denominadas de “Pirinerds” (piriguetes + nerds) no site das Garotas Geeks. E o post, que alias foi muito bem escrito e cômico, me rendeu reflexões que agora me põe na obrigação de escrever esse texto aqui.
Em primeiro lugar, eu não sou nerd.
Passei uma boa parte da minha vida tendo essa designação por parte das outras pessoas, e nunca concordei com isso, e o porquê? As Garotas Geeks responderam por mim ao traçar o perfil das Pirinerds e concomitantemente, o perfil do que seria uma verdadeira garota nerd. Eu não me encaixo em nenhum, óbvio. Então, vamos às razões:

10 – Eu não sei matemática.
Aparentemente, para você ser considerada uma nerd, você precisa entender sobre programação e coisas do tipo, que eu sei que envolvem matemática, e muita paciência. Na verdade, entendam matemática com ligação direta a um raciocínio lógico do capeta. Não, eu não tenho isso. De fato, meu boletim nunca foi impecável exatamente por causa dessa matéria maldita que sempre me deixava na média.

9 - Eu não sei a história dos videogames
Eu jogo videogame desde a época do Megadrive, isso é fato. E tive meu Supernitendo. E joguei no 64, no PS1, tenho meu PS2, mas já joguei no PS3, no PSP, no Wii e no Xbox 360 (que se alguém quiser me dar de presente, não farei qualquer objeção). Mas, ficar comparando? Ou sabendo a história de cada um? Ou etc, etc, etc? Não obrigada, eu só jogo, não sou nenhuma especialista.

8 – Quase nunca zero os jogos de videogame
É, eu já joguei Zelda, nunca zerei e achava meio entediante. Sou fã do Mario Bros, mas digo com orgulho que nunca zerei (no Super Mario World, se eu cheguei à quarta fase foi muito). Na verdade, a maioria dos jogos eu nunca zerei! Seja lá qual fosse o modelo do videogame. E convivo bem com isso, muito obrigada.

7- Jogos de RPG famosinhos. Quiço?
Nem curto. Jogo RPG desde pirralha, isso é verdade. Jogava aquele clássico de mesa, que era do Pokémon com os meus primos. E depois comecei a jogar RPG de fórum, o chamado ORB, de Harry Potter. Até administrei por dois anos uma comunidade assim. Mas os famosinhos? Aqueles on-line? Nope. Nunca joguei e nem tenho ideia de como joga. Na verdade, algumas pessoas sequer consideram um RPG ORB, RPG de verdade. Mas eu acho um dos melhores, por que tudo parte da sua imaginação e da sua capacidade de escrita (ok, os dados também existem pra te ferrar, mas a gente releva isso). 

6 – Sou enrolada com aplicativos e não tenho sonho de consumo pela maioria dos gadgets.
Pra conseguir instalar um aplicativo no meu telefone é um pesadelo. Nunca sei se vai ser compatível ou não, e também não faço muita questão de encher ele de coisa (só o Mobile Office já me serve, poder ler não importa onde! Ah, e o aplicativo do Facebook também, admito). Não, não sonho em ter um iPhone, iPad, iOqueSeja. Acho-os legais, já fucei em uns e coisa e tal, mas o valor deles? Não pira. Ganho mais juntando dinheiro pra sair de casa e mudar de estado.

5 – Não sofri bullying na escola por ser Nerd
Ok, eu sofri bullying, mas foi por causa da minha altura, mais do que qualquer outra coisa. Só que eu nunca liguei, altura é uma coisa que você não consegue mudar, então aprende a conviver com isso. E ser baixinha tem muitas vantagens! Agora, a maioria dos “nerds” tem esse passado triste em comum, sofriam na escola e etc. Não estou desmerecendo ou desdenhando disso, nem dizendo que foram todos, mas se usam isso como uma característica pra identificação desse grupo, então eu não faço parte. Eu até era chamada de nerd, mas isso é mais generalização do termo pra qualquer pessoa que tire nota alta, do que por ser nerd mesmo (coisa que eu não sou e estou comprovando aqui).

4 – “Starfilia”
Sim, eu amo Star Wars. Sempre gostei de ficção científica. Temáticas aeroespaciais me fazem muito feliz. Mas não, não destrinchei tudo, revirei as entranhas do assunto pra virar especialista. É algo que eu gosto de assistir, reflito sobre e acho fantástico, mas não sou a fim de virar especialista. Nunca li todos os quadrinhos de Star Wars, ou terminei o Guerras Clônicas. E Star Trek? Um dia eu assisto todas as temporadas, um dia. Foi uma paixão que eu adquiri através do meu pai, e não por ser uma bandeira levantada pelos nerds. As pessoas tendem a me classificar como tal, talvez por isso, mas o modo como eu vim gostar dessas coisas é totalmente diverso. Eu convivi com essa temática em casa e nem sabia que existia toda uma ideologia nerd por trás disso, até sei lá, meus onze anos.

3 – Tolkien, mitologia e por aí vai.
Mitologia nórdica e grega me gusta? Sim. Me gusta mucho. Mas eu não fico horas e horas discutindo sobre isso, ou sei tudo, ou lembro o nome de todos os Deuses, titãs, semi-deuses e o que mais tiver na panela. E Tolkien? Senhor dos Aneis, é muito bom. Passo o dia assistindo, mas eu dormi várias vezes lendo Silmarillion, admito pra vocês. É fantástico, é sim, mas é uma leitura entediante em alguns momentos, assim como C. S. Lewis, H. G. Wells e R. R. Martin. Então, eu gosto sim, mas como disse? Não sou especialista, coisa que para todo nerd para ser algo extremamente importante.

2 – Cinéfilos e musicólogos
“Por que a fotografia do filme não está boa e...” Grego. Eu não estou prestando atenção na fotografia, sinto muito. Eu gosto de assistir filme como entretenimento, não como um objeto de estudo a ser investigado, revirado e dissecado. Pode ser que eu esteja perdendo muitos significados, muitas coisas por trás? Sim, deve ser isso. Mas não ligo e nunca liguei. Filme pra mim é pra assistir, pra relaxar. A mesma coisa em relação à música. Primeiro que eu não sei tocar nada, nem reco-reco. E segundo, que meu gosto é muito variado, que ora entra no hall da fama dos musicólogos, ora vai para o que eles mais desprezam. O que importa é se sentir bem escutando uma música. Não classificá-la, ou destrinchar tudo.

1 – Eu não sou nerd
E claro, a primeira posição tem que ser a minha opinião sobre eu mesma. Não me considero nerd pelos nove fatores que vocês acabaram de ler, e por outros tantos que não explicitei no texto. A verdade é que ser ou não nerd é uma questão de identificação também, alias é principalmente isso. Eu não me identifico e sinto que se fizesse, estaria traindo a própria ideologia de quem realmente se considera como tal. Acho que o fato de gostar de ficção científica, animes/mangás, ler muito, escrever fanfictions, ter blog e coisa e tal me dá a aparência de ser uma nerd, mas não é bem assim. São coisas que eu faço ou gosto por que me fazem bem, por que eu gostei, por que eu sou curiosa. Mas não é primordial. Dormir e vegetar ainda são minhas atividades favoritas. Mas viva os nerds, e quem consegue se identificar como tal, por que ama o que faz.

Ai amor...

O amor.
Possivelmente um dos temas mais sorrateiros com o qual temos que lidar em nossas vidas. Em primeiro lugar, o que é o amor? Aí é uma boa pergunta, insólita e sem resposta pelo fato de ter tantas respostas. A biologia, a teologia, a sociologia, a antropologia, a psicologia, a matemática, a astrologia, a quiromancia, a mitologia... São tantas coisas que tem explicação pra esse sentimento que é difícil escolher qual a melhor, ou quais combinar pra ter uma resposta mais "completa". Uma palavrinha, o xis da questão de toda a história da humanidade, e nenhuma resposta plenamente satisfatória. Se existem 7 bilhões de pessoas no mundo, existem, no mínimo, 7 bilhões de opiniões sobre o amor.
O certo é que mesmo o mais covarde quer sentir, busca, ainda que secretamente, por meio de palavras ou ações, ter um fragmento de amor na vida. Por que o amor, não pode ser medido nem delimitado. Como bem disse Bauman em Amor Líquido, o amor tal como a morte são experiências únicas. Você nunca vai compreender totalmente se não vivenciar, o amor dos outros é um amor interpretado, atuado, como se fosse um filme editado que vai chegar a você. É preciso que cada um viva seu amor. Ou seus amores. 
E todos necessitam dele.
Mas necessidade é uma palavra forte, gera medo, incerteza. E busca-se então soluções mais simples, por que o amor não é fácil, e muito menos indolor. E a nebulosidade do futuro impede a sensação de segurança de saber que vai dar certo, que há algo bom do outro lado. Mas então, por que pensar no outro lado? Por que não pensar na caminhada até lá? Dar e apreciar passo a passo. O amor não é um lugar onde se chega, é um caminho, é algo que se constroi, que se mostra através das curvas sinuosas, das retas, das ladeiras... Ora de ladrilnho, ora de cascalho, ora de um asfalto liso, ora de remendos e buracos. Mas ainda assim um caminho, que pode ser sem saída, pode haver bifurcações, pontes... Tantas coisas que você deve arriscar-se a vivenciar. 
Mas vale à pena tanto risco por tanta incerteza? E se acabar? É o que a grande maioria se pergunta. O que eu me pergunto ainda. A resposta é simples, vale à pena tanta resistência e não viver nada? Qual o objetivo então, de a todo momento, se privar das coisas pelo medo do compromisso? Quando no fundo, se quer o compromisso? Somos tão ambivalentes que com o amor não seria diferente. Ao mesmo tempo que ânsiamos por amar, somos aterrorizados por isso. Ao mesmo tempo em que queremos a liberdade de poder ter e sentir amor, temos medo da prisão que ele pode causar, do tolhimento da liberdade de amar por estar amando. Aí pensamos, e se acabar não é? Possivelmente, queiramos que acabe, sentir alívio por que findou-se. Esperar pela falha é mais seguro, mas impede a vontade pra seguir em frente, em busca de mais.
Não acho que o amor acabe. O que acaba é nossa coragem de tentar construi-lo todos os dias com alguém. O que acaba é a nossa suposta segurança e boa vontade de estar cinquenta por cento dependente das ações de outra pessoa. De não ser soberano de suas emoções, como aparentemente a vida sem amor diz que é. Mas se a vida sem amor é uma vida que busca pelo amor, será que realmente tivemos a soberania, o controle sobre as nossas emoções em algum momento? É algo a se pensar. Tanto quanto as armaduras anti-amor que nos vestimos, mas que queremos que alguém tire, só não por muito tempo, por que podemos mudar e não mais caber naquela armadura, restando então a fragilidade sem ela.
No final das contas não é o amor que acaba, nós quem acabamos com ele.


Sobre igualdade, preconceito e Hobbes

"Atribui a outro a culpa por não ter mais, declara as uvas verdes, mas não fica em paz"


      Seria simples se pudéssemos definir uma pessoa apenas pelos seus gestos, seu estilo, seu tom de voz, e suas palavras. Mas embora essas coisas nos tragam uma ideia sobre alguém, não é a ideia completa, não é a essência e, portanto, não passa de mais uma dissimulação para cairmos no pré-conceito. Quantas vezes eu não achei que alguém era de tal jeito apenas para depois de uma conversa, um tempo junto ao acaso, descobrir a precipitação do que eu achava sobre ela e do quanto era errada. Uma pessoa legal à primeira vista, mau caráter a segunda. Uma pessoa sensível de imediato, que acabou sendo mais forte do que eu seria se estivesse no lugar dela. 

"O maestro bem falou, a ofensa é pessoal, quem aponta o traidor é quem foi traído."

      Mal-entendidos acontecem, má compreensão também e isso tudo por que assim como o resto do mundo, somos imediatos, brigamos quando nos exigem respostas rápidas, mas exigimos a mesma velocidade ou mais das outras pessoas, das outras coisas. E no final, quando alguém faz um juízo de valor errado sobre nós, achamos injusto, nos irritamos e ficamos perguntando quem é? O que tem? Para ter a ousadia de nos criticar não é? Como se não fizéssemos isso o tempo inteiro com os outros, nunca enxergamos esse pequeno detalhe. O que o outro faz não é muito diferente do que nós fazemos em determinado momento, isso por que ele nos é semelhante, no fundo, no fundo, somos todos iguais e é essa igualdade que não deixa com que nós consigamos viver em paz. Hobbes já escrevia sobre isso séculos atrás e até agora, quando passo o olhar pela história, tudo apenas se confirma.
         Não acho que o maior defeito do homem seja o ódio ou a vingança. Não, o maior defeito do homem é a hipocrisia mesmo. Por que somos tão hipócritas, mas tão hipócritas, que nem admitir isso a gente consegue. Por que admitir isso, é admitir que o problema do mundo, todo, é nosso mesmo. Não do vizinho, do Beltrano, é de todos.


"E, vítima de si, despreza o que nunca vai ter. O mais verde é sempre além do que se pode ter"


Obs: Trechos em negrito são da música Fracasso da Pitty.


Eu amo a sociedade e você?

"Podemos então considerar que estamos no centro (isto é, no ponto de maior pressão) de um conjunto de círculos concêntricos, cada um dos quais representa um sistema de controle social"
Peter L. Berger, Perspectivas sociológicas: uma visão humanística.

Não vou indicar o livro para todos lerem, principalmente na íntegra. A não ser, claro, que você faça sociologia, antropologia, ciência política, relações internacionais e até mesmo direito e serviço social. O que também pode ser resumido em qualquer área de humanas. Mas, aos mais interessados em avaliar a teoria acima, recomendo o capítulo quatro do livro (que tem apenas 201 páginas), chamado de O Homem na Sociedade. É muito interessante, e abre seus olhos para uma série de fatores que passam diariamente a sua frente, que alias, você sofre diariamente e sequer se dá conta da complexidade deles.
Eu andei lendo por que é obrigatório na minha matéria de teorias sociológicas, e achava que iria ser bem chato, só que Peter Berger é legal de se ler. Ele é bruto e extremamente pessimista e irônico, não tem como você não rir de algumas frases críticas. E talvez por eu ser tão pessimista quanto, eu me identifique bastante com a opinião dele em alguns pontos.
Mas não estamos aqui para fazer uma resenha bibliográfica, certo?
Você já parou e pensou no quanto você é controlado socialmente? Que aquela famosa sensação de liberdade é apenas uma falsa memória? Um idealismo a que todos somos incutidos sempre com paisagens bucólicas, felizes, vibrantes e cheias de ar? Isso é mentira. Não somos livres, tanto do ponto de vista jurídico, quanto filosófico e social (e ainda posso citar muitos outros aqui). A verdade é que a partir do momento em que nossos ancestrais decidiram construir uma sociedade, perdemos a nossa liberdade. E isso não é ruim, sem sociedade a humanidade pereceria. Um cérebro não é maligno sem influências, e foi a nossa maldade que nos colocou no topo da cadeia alimentar. Ou você acha que o cara bom é que venceu a jogada? 
Mesmo que, de certa forma, tenha sido ele. Já que somos dualistas por natureza, temos tanto a maldade contra a bondade dentro de nós. E depende muito de como crescemos e vivemos qual faceta será a mais ressaltada. Aliás, depende também da visão do outro sobre nós mesmos. Como diz meu professor de teoria política: "Às vezes praticamos a maldade sem ter consciência dela". Alguns devem estar pensando o quanto eu sou pessimista, bem vindos ao meu blog, por que a cada dez posts, nove são assim. 
Voltando ao ponto principal (juro que estou treinando minha objetividade, dêem um desconto), até mesmo antropologicamente somos presos. A cultura prende nossos instintos e desejos. Mas imagina uma sociedade onde todos fossem realmente livres, onde não houvessem instituições de nenhuma espécie (isso inclui a família, por que ela é uma instituição, e das mais antigas). Não haveria sociedade, simples assim. Por que são as instituições, coercitivas por natureza, que mantem todos em seus devidos lugares. Impondo limites aos direitos de cada um, e punindo aqueles que excedem os limites do direito dos outros. Num mundo livre, onde o seu direito começaria e onde acabaria? Quem iria protegê-lo se você fosse lesado?
Por que a consciência do dito bom-senso só é desenvolvida em sociedade também. Seriamos como Hobbes diz, um estado selvagem, sem discernimento do que é bom e ruim, do que é meu e o que seu, apenas do que eu quero e do que me interessa. Teríamos direitos sim, os naturais, entretanto não haveria garantia desses direitos.
Bem vindos à selva.


Foi um post realmente curto e de pouca carga teórica, mas é que para cada ponto dito acima eu tenho uma infinidade de argumentos, então praticamente dá um artigo. Rá, ra.




Beijos e queijos.



Pensamento em Sintonia?

Será que nós dois estamos ligados pelo destino? Será que isso significa que somos almas-gêmeas?




Antes de iniciar a discussão, é preciso avisar que minha opinião está muito sujeita ao ceticismo em relação às coisas românticas. Vai ver por que eu estou desapaixonada ou, quem sabe até o contrário, enfim. Segredos. Todo mundo em algum momento da vida deve ter dito a frase clichê: “é o destino” ou qualquer uma de suas variações quando você tem o mesmo pensamento que uma pessoa, ou vai para o mesmo lugar que ela, ou então, fala ao mesmo tempo; as situações são diversas. Começando por mim, acho que eu já disse essa frase tantas vezes e pra tantas coisas que eu acredito que o tal do “Pensamento em Sintonia” não necessariamente é só com a pessoa que você está gostando no momento, mas em relação a tudo a sua volta.

Você entra em sintonia com as coisas e com as pessoas.

Então, basicamente essa é a tese do meu argumento. O pensamento em sintonia existe sim. Às vezes você se conecta, ou se identifica tanto com algo/alguém que é inevitável que seus modos e comportamentos não sejam refletidos na atitude do próximo, o outro lado da conexão. E isso é o que acontece com a maioria dos casais. Por que afinal de contas, o que é mais próximo do que duas pessoas apaixonadas? Então, até pela ebulição do momento, de todo aquele amor e feniletilamina, parece que as duas pessoas estão mais ligadas - e talvez até estejam -, mas não seria diferente se qualquer uma delas tivesse ligada a outra pessoa ou algum objeto, sem necessariamente ser romântico. Mas, quem sabe, a palavra certa aqui seria afetivo. Assim, não é como se a sintonia fosse um acontecimento exclusivo do relacionamento entre duas pessoas, muito pelo contrário, talvez ela seja um reflexo, uma abstração e mistura de atitudes e perfis das duas coisas que entram em contato; sejam objetos, sejam pessoas desde que os dois lados ou um lado nutra afeto em relação ao seu oposto.

Assim sendo, partimos para o segundo questionamento do subtítulo. Almas gêmeas. Bem, englobando essa questão na minha tese, eu deveria logicamente dizer que se o Pensamento em Sintonia é comum tanto para coisas quanto para pessoas, sem necessariamente ser uma, mas podendo ser várias e em diferentes níveis; logo, existem também várias almas gêmeas. Só que não é bem assim. Por que em primeiro lugar, você tem que acreditar que Alma Gêmea existe. Acreditar piamente que há em algum lugar do mundo (ou espaço-tempo para os sci-fi, nerds, geeks e etc.) alguém que nasceu para você, que te completará e, que será o único e verdadeiro amor da sua vida e que vocês serão felizes para sempre quando se encontrarem, e que os seus destinos são que sempre se busquem pela eternidade e tudo o mais.

Eu não consigo acreditar nisso.

Realmente já tentei, mas não acredito. Não existem Almas-Gêmeas, existem pessoas que se entendem. Que se unem por que se amam, por que não podem resistir uma à outra, por que há algo de mágico (sim, magia mesmo, seja lá se for apenas feniletilamina com dopamina) que as impele uma para a outra, e que, entretanto, após um interlúdio de “perfeição” elas descobrem que ainda continuam pessoas, ainda continuam com seus vícios e virtudes, e que para dar certo mesmo, para que possam ficar juntas mesmo, um “eu te amo” não vai bastar. Que precisam ajustar suas vidas para que elas se entrelacem, e que aceitem as falhas, fraquezas do outro. Pessoas que entendam que devem ceder e devem esperar, e devem estar junto. Que se ama a pessoa de verdade, não deve moldá-la a si, ou exigir que ela mude aquilo que não lhe agrada, mas que junto a ela, chegue num equilíbrio. Exija e doe um pouco de si própria. De ambos os lados. Como uma via de mão dupla em constante tráfego.

E essas pessoas entram em sintonia sim. Por que se gostam, por que sentem afeto uma pela outra. Por que com o tempo, com o convívio, acabam tomando para si o comportamento do outro, influenciando e sendo influenciadas num fluxo interminável.

Só que o ponto é: Poderia ser qualquer tipo de pessoa. Poderia ser um casal, sim. Poderia ser um livro e um leitor, igualmente. Um pai e uma filha, uma mãe e um filho. O mundo e a sociedade?

Sim.

Todos estão em multissintonia.



Texto escrito para o: Bloínquês e sua 25ª edição opinativa.

Eu sou superior!

Veja como eu sou cult, sou diferente, tenho o cérebro do tamanho de uma noz e os colhões de aço! 


Nossa, hoje eu to de saco cheio. Sabe aquele tipinho de gente que se acha a nata da sociedade, supra sumô do conhecimento, ser magnânimo das atitudes legais? É aquele mesmo que você conhece uns duzentos e reconhece a quilômetros de distância o pavão andando pela lama como se estivesse num jardim. Só que o jardim não pode ser muito florido ou ele pode sentir a beleza das suas penas ameaçadas pela beleza das flores! Provavelmente alguns concordarão comigo, outros - estes incomodados com a verdade da descrição e contraditoriamente se identificando com ela - dirão que eu também sou uma "superior". Bem, existe um belo verbo indireto que pode resumir minha opinião sobre o assunto: foda-se. Ah, vá plantar bananeira e ver se nasce um cacho no meio do seu... Você sabe. MIMIMI, eu não assisto televisão por que ela aliena as pessoas. IAUHDIUAHS, puta alienado tentando fazer parte de um círculo de intelectualidade suprema. Ah, eu leio Freud, Marx, viva a revolução do proletariado! Somos muito individualistas, foda-se, todo mundo faz sexo e quer fazer sexo e você definitivamente não vai gemer: "aaaaaaw, subconsciência" durante um orgasmo e muito menos "pegue a foice e o martelo". Você vai ser selvagem como qualquer outra pessoa e gritar: "mais forte" sei lá. Entendem o que eu quero dizer? Na hora da diversão ninguém se importa com seu intelecto ou seu QI de 19873187113131987231 e não sei quantos.
MAS O PIOR, é quando um ser autoditata, sinônimo da perfeição desses vai para o interior. Aí é divertido, aí vem a vingança. Foda-se se você sabe as leis de Keppler, e sobre a teoria da relatividade, ou se você é trendy no twitter, ou ainda se você não vê televisão e é o senhor "não sou alienado" enquanto esconde sua adoração pelas bandas cults, e estilos literários beirando o mórbido pra dar uma de cool. ISSO, não vai valer de nada, e você só vai ser um almofadinha ridículo que não sabe andar pela mata ou ordenhar uma vaca.
PELOAMOR, vamos parar com essa santa idiotice de tentar ser superior. Ninguém é superior, futilidade todos tem um pouco, e todos são um pouco. Não vem achando que você não faz parte de uma modinha ou segue um conceito, por que até sendo do contra você tem um grupo de identificação, o povo que é do contra por que quer quebrar o sistema. BELIEVE, quebrar o sistema é a modinha mais up do momento. Então, é capaz do cara fã de Restart ser mais verdadeiro que você e toda a sua pose de senhor da sabedoria. Por que, claro, com Google até eu sou sábia.
E O MELHOR, ah o melhor é o julgamento. Por que de alguma forma distorcida nós, meros humanos bípedes, do gênero homo sapiens, com cérebro, dentes, coração, olhos, nariz, boca e capacidade de raciocínio, achamos que os demais ao redor devem ser julgados. São inferiores por isso, por aquilo, ou são superiores por que "não ligam" ou etc, etc, etc. OUTRA NOVIDADE, todo mundo liga pra alguma coisa. Se não liga, pega na mentira ou faz um teste neurológico na criatura, com certeza o nível de dopamina dela é baixo e o risco de suicídio altíssimo. Fala sério, dá nos nervos quele olhar de "OMG, sua insana. Como você pode gostar disso, vestir isso, ler isso, curtir isso?" Mano, quem liga? Como eu li as sábias palavras ditas por uma velhinha num dos blogs que eu visitei: "No final vai todo mundo pro mesmo buraco".
E é por isso que eu adoro falar EU GOSTO DE ASSISTIR SILVIO SANTOS. EU VEJO NOVELA. EU ANDO DE ÔNIBUS, EU JÁ OUVI RESTART, JÁ LI CREPÚSCULO. JÁ LI MAQUIAVEL E QUE SOCIALISMO E CAPITALISMO VÃO MORRER EM CHOQUE.
2012 termina o mundo.


IUAHDIUHAUDHAIUD,
sintam-se ofendidos ou não;
eu vou ligar pra isso.

Sobre Copa

E outras coisas.



Brasil e seus jogos:
Ah, eu vi o jogo do Brasil hoje. Finalmente eles despertaram, por que em comparação ao jogo passado foi uma melhora surpreendente. Mas eu entendo a razão, com o mundo todo fazendo pressão e um público carnavalesco que gosta de espetáculos como nós brasileiros somos, óbvio que eles ficaram nervosos, então mais valeu se conter e não fazer alguma besteira do que se arriscar demais e fazer bobagem. Perdoados, por que mesmo assim ganharam. E o jogo de hoje, toques rápidos, poucos erros pra esse tipo de jogada, agilidade, tabelas. Legal, ainda não ta na melhor forma, evidente, mas nem se compara a estreia.
Agora minha pergunta é se fui só eu ou vocês também se sentiram assistindo luta livre a partir do segundo tempo de jogo? O que foi aquilo? Que entradas bruscas e esbarramentos (ou deveria dizer empurramentos?) foram aqueles dos jogadores da Costa do Mafim? Pelo que eu pesquisei eles são conhecimos por esse jogo duro mesmo, não apenas eles, mas os times africanos em geral, entrentanto... Francamente. E o senhor juíz, prefiro nem tocar no nome dele para não falar besteira e ser processada por calúnia e difamação e tudo o mais. Mas podia dar uma acordadinha no jogo né? Ou acha que cartão vermelho é só pra quando quebrar o pé, sair sangue, morrer...Ou, dar um soquinho no estômago? Rs.
O comentário final desse jogo é: Quando os jogadores da Costa do Marfim, e dos outros times, incluindo os brasileiros, terminarem suas carreiras futebolísticas, terão um futuro promissor no meio cinematográfico e de novelas. Virem amigos no Manoel Carlos, ou no caso dos Mexicanos, se afiliem a Televisa. Sem mais.


Aos sem nacionalismo, patriotismo, que seja:
Sua modinha de eu odeio o Brasil, não torço pra isso, dane-se a copa, e mimimi whiskas sachê, tem que ser cuidadosa. É interessante ver que alguns (dos que eu tenho visto), falam mal da copa mas se sentavam pra ver BBB todo dia, e votavam no paredão. Que nem sabem o que é Ficha-Limpa, o que é PAC, o que é a Aliança do PT e do Democratas, o que é Belo Monte. Em suma, não sabem porra nenhuma do país e ficam falando e generalizando como se todo mundo que torcesse fosse alienado. Alienado é quem vive num país, odiando-o como for e não sabe que rumo o seu país ta tomando. Vão lamber sabão e morder suas próprias línguas, najas. Eu assisto a copa sim, é um momento de confraternização das pessoas, alegria, futilidade mesmo. E assim como eu, muitos assistem também, a diferença é que nós, ao contrário de alguns modinha de ihatebrazil, amamos e torcemos pelo nosso país os outros três anos sem copa. Que é política de pão e circo? É óbvio. A mídia é o César da história, e as grandes corporações também. O que mudar isso? Criticar? Falar que é modinha? NÃO. É tomar consciência e lutar por uma educação melhor, saber seus direitos, exigí-los, e não apenas os seus, mas os dos outros. SER CIDADÃO, e não um mero amargurado por que não nasceu na Europa. Dica.


Por enquanto é só :*
Choro permitido via comentários.

A prepotência

em choque com a realidade.




Eu sou tão arrogante.
Tão arrogante por achar que sei algo, quando no final das contas, como diz Aristóteles: "So sei que nada sei". Ontem eu tive um banho nem diria de água fria, mas de gelo puro, quando fui assistir uma palestra de história promovida pela fundação Joaquim Nambuco, onde a palestrante era Profª Drª Maria Elisa Cevasco uma professora titular da USP, e o tema era sobre Fredric Jameson, um crítico cultural inglês, e o tema central era exatamente isso, a crítica cultural, mas a sua vertente nova, que data do século XX, que usa o método dialético em suas análises (Marx me perseguirá até a morte, pressinto isso). Primeiro, eu tinha ido arrastada até lá por que realmente não achava que fosse me servir, afinal, eu nem penso em seguir Antropologia ou Sociologia, que teria muito haver com a questão de cultura e etc. Mas, como alguns amigos tendem a esse caminho, eu os segui.
Cinco minutos de palestra, e eu já me encontrava reduzida a zero. Ou mais do que zero, quem sabe -198371731837131 elevada a centésima potência. Por que ela perguntou o nome de cada um e suas linhas de pesquisa, haviam pessoas com doutorado, mestrado, especialização, com as mais variadas e destoantes vertentes, sabe? Coisas que você definitivamente não imagina que pode seguir por aquele determinado curso. E eu? O que eu era? Graduanda. Aí, aquela conclusão que lhe falam, geralmente pessoas concluintes do curso, bate direto em sua mente: "você ainda não é nada"
E não é mesmo. E pior do que isso, você SÓ ter a graduação é tão pouca coisa, não vale muito hoje. Não se você quer o meio acadêmico, se você quer publicar, seguir o lado "lattes" da coisa. Que é o lado que eu quero (obviamente em paralelo com a Diplomacia, oi). Agora eu procurei o currículo lattes da mulher na cnpq, se mate ou não, ela só tem PÓS-DOUTORADO na universidade de Duke, nos EUA.
ERRE-ESSE (rs)
Nesse momento eu me recolho a minha insignificância.
Mas enfim, continuando, depois de toda essa exaltação à figura da professora - que acreditem não é à toa por que a mulher é simplesmente fantástica -, eu fico pensando no que vou fazer, sabem? Que linha pretendo seguir. Obviamente é Ciência Política, mas que tipos de pesquisa? Teoria? Instituições? Eu quero tudo, simplesmente tudo, então é estranho, por que eu preciso decidir o que fazer por primeiro. Uma amiga minha provavelmente vai seguir pela linha de propaganda e publicidade políticas, a outra quer trabalhar a questão da política internacional na América Latina, com ênfase no Mercosul. Que puts, são ótimas vias, me agradam, mas ainda não o suficiente pra seguir o mesmo rumo.
Eu ganhei uma paixão especial pela África, mas não sei...
Ai dúvida.
Mas como ainda faltam uns bons seis semestre pra eu definir isso concretamente, vou é estudar pra minha prova de Formação Histórica e Social do Brasil.

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