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Impressões sobre o filme: Divergente


Título: Divergente
Direção: Neil Burger
Elenco: Shailene Woodley, Theo James, Kate Winslet
Duração: 2h19min
Nacionalidade: EUA




Então, finalmente assisti a adaptação cinematográfica da trilogia Divergente da Veronica Roth. Em primeiro lugar quero deixar claro que não sei resenhar sobre filmes, visto que sou uma completa leiga em tudo que gira em torno desse gênero artístico, obrigada. Por isso, isto aqui não é uma resenha, é mais um: o que eu achei do filme.

Eu resumiria da segunda forma: Mais um filme para o público infanto-juvenil que quer ter lucro, mas não quer gastar muito.

Eu me sentia assistindo Jogos Vorazes, desculpa aí.

E quando eu assisti Jogos Vorazes, eu me sentia assistindo Percy Jackson.

Não sei quais os elementos, mas existe algo nesses novos filmes infanto-juvenis que fazem com que todos eles pareçam a mesma coisa, sabe? Ainda que o enredo seja totalmente diferente. Não é uma questão de atores, ou de roteiro (na verdade, talvez seja o roteiro), é só que eles parecem muito enlatados e fazem a estória parecer algo tão besta.

O que é péssimo pra quem lê os livros e vê que são estórias boas.


Acho que Divergente foi superficial. Tudo bem, até aí é compreensível já que o filme tem o problema de ter um tempo pré-determinado de duração. Mas não superficial com a história, acredito que eles conseguiram encaixar bem muitos dos elementos presentes no livro, alterando uma coisa ou outra sem fazer perder o sentido ou a essência (e isso é difícil!). 

A superficialidade que falo foi da construção imagética dos cenários, das cenas, da relação entre os personagens e o contexto. Enfim, o que eu quero dizer é que mesmo com a explosão de imagens, elas não conseguiram me prender como os livros, cujo único recurso imagético se chama imaginação, entendem? E isso foi chocante, porque no mais, acho que poderia ter sido bom, se não tivesse a todo momento aquela sensação de “já vi isso antes”.

Além disso, eu não conseguia distinguir o ator do Al do ator do Will, pra mim eram a mesma pessoa e isso me deixou confusa, haha.

No mais é isso! E vocês, o que acharam?


Sobre clássicos, best-sellers e gente almofadinha



Já faz um tempo que eu quero escrever algo sobre clássicos. Essa necessidade ganhou mais força depois de um vídeo do Literatortura denominado: “Não Leia Best-Sellers”. Aliás, um parêntese antes de começar a discussão: eu já sabia que não era um vídeo apologético a não-leitura dos best-sellers, mas apenas uma forma de prender a atenção de quem o visse. Agora, quando eu compartilhei, o que teve de gente me jogando indiretas sobre ser “arrogante” por não querer/gostar de best-sellers, honestamente, foi de rolar de rir. Sabe de nada, inocente (WASHINGTON, Cumpadre. 2014). 

Enfim, quem me vê comentando em blogs alheios e até mesmo aqui, sabe que eu sempre dou minhas alfinetadas nos clássicos. É mais forte do que eu, ou pelo menos era. Quando eu via alguém caindo de amores por Machado de Assis então, ficava verde de tanta náusea que me causava. Como alguém podia achar um cara de escrita travada e seca como ele “lindo, perfeito, meu escritor preferido”? Eu tentei ler Dom Casmurro (versão original e de texto integral, por favor) umas duas vezes e olha... Não rolou. Mas isso não foi exclusividade do Machado não, aconteceu a mesma coisa com quase todos os clássicos que todo mundo morria de amores: José de Alencar, Mark Twain, Dostoievski, Tolstói, Victor Hugo, Dante Alighieri, Franz Kafka, Virginia Woolf entre outros.

Talvez os únicos que tenham escapado a sina foram Bram Stoker, Jane Austen e Gaston Leroux. De resto, eu criei uma aversão indiscriminada por clássicos por nunca conseguir avançar na leitura deles e acha-los coisa de gente almofadinha. 

Hoje, refletindo sobre isso, eu tenho duas boas razões que legitimaram esse meu movimento “aclassicismo”.

1. Clássicos viraram sinônimo de obrigação. Eu era obrigada a ler porque bem, eles eram clássicos e todo mundo lia (assim eu acreditava).
2. Havia um endeusamento nas obras literárias que eu acreditava ser apenas porque eram antigas. “Se Dom Casmurro fosse atual, aposto que tinha montes de gente reclamando do livro ser chato pra caramba!”, minha opinião.

Mas hoje, não sei se é porque eu ando me cansando do “mais do mesmo” que circunda o mercado literário – sim, mesmo as distopias tão ficando repetitivas -, ou se eu tenha finalmente chegado na maturidade para querer decifrar o que faz desses caras tão bons como todo mundo e a história diz que são, mas andei tendo uma vontade de ler clássicos. 

Esclarecendo aqui, pra mim o que importa em um livro é a conexão com o leitor, então não consigo seguir esse pensamento binário de que o moderno, o best-seller, só porque é para as “massas” é pobre e vazio, e isso pode ter contribuído muito para a minha aversão aos clássicos, por eles representarem tudo aquilo que seria o “bom” de acordo com essa linha de pensamento. Como eu não conseguia me entender com eles me sentia uma inútil.

O ponto é que eu ando tentando mudar minhas opiniões sobre clássicos. E até então, estou sendo muito surpreendida. Quando consigo me prender na leitura, vejo que ela é realmente rica. Que existe uma ironia ou então uma reflexão em determinadas obras que são verdadeiras obras-primas do entendimento humano. Mas não serei hipócrita a ponto de ficar fazendo apologia aos clássicos porque eles são clássicos. Eles são chatos sim. São densos, tem uma linguagem difícil por conta do vão histórico-linguístico (e até mesmo cultural), mas não são impossíveis ou inacessíveis. 

E o mais importante: lê-los não torna ninguém superior a ninguém, viram almofadinhas de plantão?

Eu não vou me prolongar mais na discussão, mas sugiro muito que vocês vejam o vídeo do Literatortura sobre best-sellers. Ele samba na cara desses ditos-cujos que me fazem desgostar de clássicos pela postura pomposa, e também são um contraponto a questão de que só clássico é que presta.





Obs.: Tinha parado com esses posts de discussão por aqui porque sempre tendo a ser prolixa, mas se vocês gostaram, comentem que eu farei mais! :)

10 Livros que me influenciaram

Imagens retiradas do Google.

Então, eu vi um vídeo da Mariana Everyday no YT sobre livros que influenciaram ela + livros que causaram algum tipo de histeria. É um tipo de TAG que ela adaptou e que eu estou readaptando de forma escrita. Decidi que não vou falar dos que me causaram histeria, mas só dos que me influenciaram, embora as duas coisas acabem se misturando em alguns momentos.


1. Não é querer copiar, mas é óbvio... Harry Potter.
Eu vi o filme primeiro, quando estreou, no auge dos meus dez anos. E juro que fiquei tão encantada que a primeira coisa que eu fiz (e pela primeira vez na minha vida), foi chegar em casa, pegar uma caneta e um caderno e começar a escrever uma estória minha em Hogwarts. Depois eu ganhei os livros e aí me perdi. Harry Potter mudou minha vida de diversas formas que acho que seria uma pessoa totalmente diferente se não tivesse me tornado uma Potterhead. Eu comecei a escrever por conta de Harry Potter, meus primeiros surtos fangirl também surgiram aí. Eu comecei a jogar RPG, e ainda jogo, por conta disso. Conheci pessoas maravilhosas, me viciei na internet. Aprendi até a mexer no Photoshop por conta disso, e acho que também nos blogs. Gente, quem lembra do Expresso Hogwarts e do Accio Cérebro? Saudades dos tempos de Blogfics.

2. O Diário da Princesa.
Eu já fiz um post na série Writing Prompt onde declarei que minha edição do Diário da Princesa é o objeto material mais valioso que eu tenho. Foi a primeira vez que tive acesso a um livro à la chick-lit na minha vida, dado pelo meu pai. E eu era só um pouco mais nova que a personagem principal, a Mia Thermopolis. Eu tinha treze anos quando ganhei, e ela catorze. E todo aquele “mundo de menina” que ela ia descobrindo, eu descobria junto com ela. Foi tão marcante, que por muito tempo minha escrita foi semelhante à da Meg Cabot, autora da série. Eu adorava escrever fanfics em forma de diário e escrever diários também. Além disso, meu primeiro amor literário surgiu aí: Michael Moscovitz. E depois de pelo menos duas centenas de livros lidos desde então, ele ainda continua no topo da lista.

3. Drácula.
Eu já tinha visto vários filmes sobre o Drácula e coisas de vampiros, então não era novidade. Mas, na verdade, foi. Decidi comprar o livro logo que a Martin Claret surgiu com aquela edição de ouro, afinal, eu tinha que ir até a fonte de toda a inspiração vampiresca que eu assistia na televisão (Buffy e Angel <3). O livro me pareceu simples e entediante logo que comecei a ler. Parte pelo meu preconceito com os clássicos (eles podem ser ricos, finos e ótimos, mas não tem quem me convença de que não são chatos de se ler) e parte porque eu era novinha mesmo para entender algumas coisas. Mas quando engatei na leitura, senhor, eu parava altas horas da noite e guardava o livro dentro do meu armário porque tinha medo de ficar encarado a capa com o Drácula. Foi um misto de medo e sedução que me fez ler e apaixonar não só pelo livro, mas pela literatura gótica. E isso resume bem do que se trata o romance: medo e sedução. Me influenciou no modo da escrita e na visão sobre os livros, acho que Drácula me amadureceu.

4. O Diário de Anne Frank.
Naquela época eu já sabia sobre a segunda guerra mundial, evidentemente. Sabia sobre os judeus, sobre o holocausto, mas tudo em função do que eu via na escola. Algo plastificado e direcionado para um dia prestar o vestibular. Quando eu comecei a ler o diário de Anne Frank, eu não tinha muitas expectativas, acho que foi meu primeiro contato com livros “reais”, “biográficos” por assim dizer. Mas eu fiquei destruída. Destruída de tal forma que não consigo nem tocar num livro de drama, mesmo que seja fictício. Eu me envolvi no livro, nos sonhos dela, nas esperanças, no medo constante, na tentativa de viver uma vida normal e quando chegou ao fim, nas páginas inexistentes... Eu desmoronei. Me marcou de tal forma que eu tenho uma hipersensibilidade com coisas relacionadas à guerra, ao sofrimento humano. 

5. O Garoto da Casa ao Lado.
O meu primeiro Young Adult (nem sei se é nessa categoria que ele se enquadra, mas que seja). O que é esse livro na forma de e-mails? Gente, até hoje acho que a Meg Cabot fez uma revolução da forma de escrever livros, me julguem. Logo no início eu fiquei meio frustrada porque queria saber absolutamente tudo o que acontecia, sentia falta da clássica sequência linear e temporal dos livros, pois tudo ficava muito cortado e sob diversos pontos de vista nesse livro. Mas eu me apaixonei. Foi um livro que me deu vontade de ir morar “na cidade grande” sozinha e trabalhar.

6. A Garota Americana.
Embora hoje eu enxergue ele com um pouco de vergonha, afinal, ele é um livro que ressalta muito o sentimento americanista e coisa e tal, seria desleal que ele não estivesse nessa lista. O que seria de mim sem conhecer No Doubt? Sobreviveria, claro. Mas não é por isso que ele entra na lista. É por causa da coisa de ser embaixadora da Sam. Por mais fútil que seja dizer isso, a ideia de ser embaixadora um dia me surgiu daí, e se tornou algo tão sólido, que faz só um ano que desisti, de fato, de seguir a carreira diplomática. Claro que na época era algo que eu achava deslumbrante, um máximo, e que fui amadurecendo com o tempo. Mas então, foi um livro muito influente.

7. Trilogia Jogos Vorazes.
Me despertou o olhar para o gênero distópico, me trouxe de volta depois de um período terrível de hiato literário. Faziam quase dois anos que eu só andava tendo tempo para ler meus livros acadêmicos, e nem de longe eles eram interessantes, além de terem prejudicado minha escrita criativa, parecia que eu só conseguia escrever de forma robótica. Suzannah Collins me trouxe de volta à vida com o primeiro livro, que eu demorei para ler, mas quando li, me encantei. O que era aquilo? Um livro político! Para mim foi um prato cheio, descobri que era possível discutir política sem ser tão chata, sem estar rodeada de acadêmicos e comentadores chatos do meu curso (Ciência Sociais/Política). Me resgatou de volta para o maravilhoso mundo da Literatura (e das distopias)!

8. O Diário de Bridget Jones
Foi, de fato, o primeiro livro adulto que eu li. Na época, as pessoas se escandalizavam só de me ver lendo, tudo por conta de uma camisinha bem na capa do livro. Como eu era muito adolescente, tinha muita coisa que eu não entendia, principalmente a coisa do sexo casual e da necessidade (na época eu achava obsessão) da Bridget em relação ao assunto. É, eu era bem patetinha nessas coisas, admito. Não é que outros livros que eu tivesse lido não fizessem referência à isso, mas nesse em particular, as coisas eram meio cruas. Ao mesmo tempo, a Bridget me fascinava. Ela era uma mulher adulta. Ela era problemática, mas era independente (ainda que não tanto emocionalmente), tinha uma vida longe da família, na cidade grande, bem aquelas coisas que já haviam me deixado encantada quando li O Garoto da Casa ao Lado. Me marcou porque, de alguma forma, foi um parâmetro para como eu passei a imaginar minha vida adulta. Claro que hoje em dia, nem de longe minha “vida adulta” é assim, mas segue a nostalgia e o carinho pela obra.

9. A Droga da Obediência.
Sabe aqueles livros que você descobre na biblioteca da sua escola? Esse foi um desses, o mais marcante de todos. Eu viajei com os Karas e toda aquela trama em torno da droga. Estava no ensino fundamental e por ser um livro brasileiro, a identificação foi ainda maior. A descrição da escola, os personagens, tudo parecia algo que podia muito bem acontecer na minha própria escola. Me influenciou porque me fez gostar de literatura brasileira, àquela época, o que eu entendia por literatura brasileira eram livros antigos, de linguagem chata e que todo mundo que dizia ler se achava o máximo (digamos que esse preconceito não mudou muito em relação a literatura clássica).

10. A Porta dos Sonhos.
Se eu disser que eu lembro pouca coisa desse livro, vocês acreditam? Pois é, eu tenho a vaga ideia da estória, mas os detalhes, os nomes dos personagens... Tudo isso eu não me recordo mais. Acho que foi o primeiro livro que eu li, de verdade, sabe? Ou pelo menos, é o primeiro que eu me recordo. Mas se tem uma coisa viva desse livro em mim, foi a emoção, a empolgação, a total viagem literária que eu tive quando li as páginas dele. Não era longo e tinha algumas gravuras, mas era tão fantástico que... Nossa, certamente foi decisivo para que eu achasse que ler era uma coisa muito divertida de se fazer.


Então é isso gente! Ficou longo, eu sei, mas é só pra vocês verem como esses livros realmente me influenciaram, que eu até falei demais sobre minhas lembranças, impressões e emoções. Confesso que fiquei até um pouco nostálgica com esse post. Saudades da adolescência. Além disso, confirmei minha hipótese de que sou mesmo filha do POP e da literaturas de mainstream/bestseller, fazer o quê. E vocês, já pararam para pensar que livros foram mais influentes?

#ReadWomen2014 - O que é isso?


Já faz um tempo que eu queria escrever sobre esse projeto gringo que eu achei mega interessante e deveria ser mais divulgado aqui nas terras brazilis tropicais. Eu vi a reportagem no Buzzfeed Brasil, e trata-se de um projeto que busca trazer a igualdade de gênero no mundo literário (não, não é de gêneros literários que eu estou falando. 
Vocês devem saber, ainda que não leiam ou se interessem pelo assunto, a marcante desigualdade de gêneros no Brasil, não é? Apesar dos números terem melhorado bastante nos últimos anos, dada nossa herança histórica patriarcal e machista, em muitos locais e mentes, a mulher é ainda é colocada de forma inferior ao homem ou a figura masculina. Seja em casa, na escola, nos postos de trabalho, na rua mesmo, convivemos diariamente com esse preconceito e até mesmo opressão. 
A questão é: a desigualdade de gêneros está presente em todos os âmbitos da vida social. E o mercado literário não está fora disso.
Eu confesso que eu mesma achei estranho, já que leio mais autoras do que autores. Mas levei apenas um segundo para pensar: "certo, mas que tipo de livros elas escrevem?" A resposta é uníssona, não? Romances. Parece que se você é mulher e escreve, você tem que escrever romances. E se escreve sobre outro gênero, você se torna uma minoria. De acordo com a reportagem do Buzzfeed, em 2012, trabalhos escritos por mulheres contabilizaram 22% das resenhas no The New York Review of Books, 25% de resenhas no The Times Literary Supplement e 23% no The Nation. 


A campanha #ReadWomen2014 foi ideia da artista e escritora Joanna Walsh, que fez vários marcadores de textos com ilustrações de escritoras famosas. De acordo com a entrevista dela no Buzzfeed: "A dispensa de escritoras é uma epidemia no mundo literário, evidenciada pelo drástico desequilíbrio entre resenhas de trabalhos escritos por homens e trabalhos escritos por mulheres".
Daniel Pritchard, editor do The Critical Flame, ainda dá uma alfinetada maravilhosa sobre o assunto, que merece até citação destacada:
"O que podemos ver hoje é que os traços de uma cultura ainda são dominados por figuras masculinas brancas, e pela pressuposição do seu essencial mérito literário, em todo o lugar, desde grandes publicações até pequenos periódicos. Até onde a cultura literária dominante está preocupada, homens brancos são o padrão"
Então meu blog, por pequeno que seja, também apoia essa ideia do #ReadWomen2014. Vou usar essa tag no twitter, nas próprias resenhas e nas postagens do Facebook. Que tal participar também? :)


Expectativas para o filme de Vampire Academy




Quem aí já não ouviu falar no novo filme que vai estrear esse ano? Um filme sobre vampiros, mas bem mais “estiloso” que a franquia Crepúsculo. O nome? Vampire Academy, ou Academia de Vampiros. A razão da minha ansiedade? Não, não é pela estreia, é pelo profundo medo de que esse filme vai acabar com uma saga que eu tenho um carinho especial, apesar dos pesares e preconceitos. Desculpa, mas “They suck at school” no cartaz promocional me fez sentar, por as mãos na cabeça e me perguntar: “Deus, por quê?”, aí para completar a facada, a estrela do filme, o diretor, é o mesmo cara que fez Meninas Malvadas.

Eu gosto pra caramba de Meninas Malvadas, morro de rir. Mas nessas circunstâncias? Só o que eu consigo pensar é que Vampire Academy vai ser a mesma coisa de Meninas Malvadas com um toque de fetiche: presas. Uma espécie de True Blood versão adolescente, ou sei lá o quê. Já sei, já sei, pareço mais uma daquelas reclamonas de “o livro é infinitamente melhor que o filme”, ou talvez uma hipster “oh shit, agora minha série vai virar filme e montes de posers virão”, mas não é bem assim. De fato, só pelo trailer, deu pra sentir que o livro vai ser melhor do que o filme. E isso porque ainda que no livro tenham sim todos os aspectos adolescentes de baile, aulas, namoros e coisas do tipo, tem algo há mais, específico do universo que a Richelle Mead criou e que é fundamental na trama inteira.


O meu medo é que o filme deixe de englobar exatamente essas coisas, tal como o filme de Jogos Vorazes e também o Bússola de Ouro. Eles se assemelham aos livros, mas os elementos mais importantes do enredo ficaram em segundo plano, na maioria das vezes, por uma coisa mais romantizada e próxima do imaginário infanto-juvenil de malhação e séries americanas. Eu acho isso desnecessário, é como se fosse um atestado de que todo filme infanto-juvenil tem que ser assim, plastificado, como se os livros também fossem, e eles não são. Vamos ilustrar meu medo: Seria como se toda a trama de Harry Potter fosse deixada de lado para dar total destaque ao baile de inverno ou ao relacionamento do Harry e da Gina.
 
 
 
Enfim, mesmo com esse monte de ressalvas e receios eu vou assistir o filme, vou vibrar quando ver a Rose, o Christian, o Dimitri (a Lissa não, por que não gosto muito dela). E, mais do que tudo, vou ficar aguardando ansiosamente pelas continuações, onde meus personagens favoritos vão aparecer: Adrian Ivashkov e Sydney Sage. Só espero não sair muito decepcionada com a roupagem que eles vão dar a série. E no fundo, no fundo, espero é ter que fazer outro post pedindo desculpas e dizendo que minhas impressões iniciais estavam erradas.
 
 

Conjecturas sobre por que resenhar dá dinheiro + crise

E aí gente?
Ando numa maré de "preciso escrever algo e estou com disposição" que não posso abrir mão. Sabe quando você perde o dia pensando no que vai fazer da vida? Se você está na escola: "Meu Deus, ENEM final do mês, e será que eu vou acertar no meu curso?"; se você já está na graduação: "Meu Deus, será que isso tudo que eu aprendi vai me servir pra alguma coisa na vida?", ou então "Meu Deus, eu aprendi alguma coisa nesses anos todos?"
As duas últimas perguntas ficaram rondando a minha cabeça, associadas a nostalgia daquela primeira pergunta. Revendo meu blog, que eu tenho desde o ensino médio (mesmo com zilhões de reformulações), eu vejo que, nossa, eu realmente gosto do que eu estudo, mesmo sendo uma chatice (Aos desinformados eu estudo Ciências Sociais - Ciência Política). Mas, ultimamente o desencanto tem sido grande. Me perguntava se era uma coisa da minha área... Mas percebo que parece ser um evento geral. Será Bauman com suas teorias depressivas de fluidez na pós-modernidade o real guru da nossa época? O iluminador das nossas agonias cotidianas? Não sei.
Mas que tem um desencantamento rolando tem. Principalmente com aquela ideia de "trabalho, independência", ir trabalhar. Um trabalho de oito horas. Um trabalho de escritório. Ganhar dinheiro e trabalhar. Coisas desse tipo. Ou até mesmo, uma crise de mercado de trabalho, parece que NÃO TEM VAGAS na sua área. Ou então, que as vagas que existem, poxa, tanto esforço pra ganhar tão pouco? E olha que as coisas parecem ir nesse caminho. Eu tenho até uma teoria de que é por isso que a profissão blogueira aumentou, sabe?
Não que blogueiras não trabalhem, mas, gente... Qual o valor produzido nesse trabalho? Cadê as criações? Por que parece que os trabalhos de mera reprodução são os mais bem pagos? O meu palpite foi a desregulamentação da moeda. 
Nossa, o que raios isso tem haver com a sua crise?
É sério, pensem que até Bretton Woods todo o dinheiro que circulava no mundo era atrelado ao ouro, uma coisa que existe. Mas daí os americanos muito espertinhos resolveram atrelar as moedas (fictícicas) a uma moeda fictícia, o dolar. Basicamente: você atribuir um valor imaginário a um papel. Sério, pensem na quantidade de dinheiro que rola pelo mundo... Vocês acham mesmo que existe essa quantidade nos cofres do tesouro nacional americano? NÃO.
Enrolei, enrolei e o que isso tem haver? 
Não há mais preocupação em criar coisas, valor, mercadorias, materiais, por que não há necessidade (ao menos na aparência), de que isso seja feito. Estamos muito felizes obrigadas em viver de especulação e render dinheiro do nada. Então cada vez mais os trabalhos "menos práticos" são valorizados em detrimento dos trabalhos "mais práticos". Dizer que um produto é legal, está rendendo bem mais do que ser um dos engenheiros ou trabalhadores da empresa que produz tal produto. O problema é que a produção sempre vai ser necessária, entende? O valor da produção é que dá sentido na nossa vida econômica, e consequentemente social.
Just sayin'
Não estou criticando a profissão, estou constatando. É necessário pensar sobre essas coisas, viu? Principalmente se você trabalha com isso. É preciso ter noção de todo o processo.

Infelicidade em tempos de Internet



Se você tem facebook, a chance de você passar por momentos de tristeza sem razão são bem grandes. A melhor e maior rede social no momento, que bomba em todos os cantos do mundo (menos na China), onde a gente encontra nossos melhores amigos, aqueles colegas de escola que você queria ter encontrado (ou não), e ainda por cima pode stalkear quase livremente todo mundo, pode ter um pouco de responsabilidade na nossa solidão internautica.

Seria cômico, se não fosse um pouco trágico. E pareceria balela, se alguns estudos já não apontassem para esse fato que, com um pouquinho de reflexão, a gente chega a conclusão que é bem verdade. Quantas vezes depois de ver aqueles check-ins do 4squase ou aquelas postagens live do instagram de alguém na sua timeline, você se sentiu meio isolado? Como se todo mundo tivesse uma vida muito divertida, menos você? Ou quando você resolveu dar uma bisbilhotadinha naquele colega de escola e descobre que ele parece estar com tudo em cima, fazendo o maior sucesso. Se for mulher, bem no estilo Jennifer Garner em “De Repente 30”, linda, rica e bem-sucedida? Enquanto você ainda está a las aulinhas de inglês, para parafrasear Legião.

É triste, eu sei. Também sinto isso.

Mas, por mais estranho que pareça, e improvável também, a perfeição de vida do facebook é uma grande mentira. Do tipo como todo mundo que faz look do dia no blog mas não sai na rua daquele jeito. Quer dizer, deve ter gente que sai sim, mas bitch, please... Nada contra os blogs de moda e de it-girls, eu curto eles. Sigo um monte e adoro comentar. Só estou falando o óbvio que ninguém gosta de dizer. Enfim, todo mundo tem problema. Daquela pessoa que não posta muito fotos de baladas até àquela que posta. Eis aqui um palpite: provavelmente a Miss/Mister baladas tem muito mais problemas que você, que tem tempo suficiente pra ficar stalkeando diariamente a vida da pessoa. Sair cansa, e é dispendioso.



Mas como evitar se sentir chateada com essa sensação de solidão e isolamento que isso provoca?


  • O primeiro passo é repetir, como um mantra que todo mundo tem problemas. 
  • O segundo passo é pensar, seriamente, sobre a sua vida. Você acha que sua vida é infeliz? Aproveite para pensar naquelas pessoas ou nos tipos de postagens do facebook que mais provocam em você esse sentimento ingrato. Se você acha mesmo que é infeliz, então saia da internet e faça por onde mudar sua vida. 
  • O terceiro passo (se você acha que sua vida, no final das contas não é infeliz), é parar de medir sua felicidade pelo nível de postagem dos outros nas redes sociais. Na verdade, o terceiro passo é olhar menos para a vida dos outros. 



Não, não estou fazendo apologia para uma saída em massa do facebook. Mesmo com todas as teorias da conspiração em torno da coleta de dados, da ideia de solidão e etc. Continua sendo uma ferramenta fantástica para comunicação, desde que, evidentemente, nos o utilizemos de acordo com a sua essência: comunicar-se uns com os outros.

Fachadas Virtuais


Frustração!
Não gosto da ideia de pessoas fazendo coisas por mim, ou melhor, de participar de determinadas coisas que eu não sei como se dá o processo. Um exemplo disso é o mundo da internet. Não é que eu queira aprender a criar meu próprio computador ou saber exatamente como se cria códigos de java e qualquer coisa nesse estilo. Afinal, se tal fosse meu interesse, eu estaria cursando ciência da computação.
A questão é que, eu sou uma pessoa que prima pela horizontalidade do conhecimento, ou seja, daquele tipo que de tudo quer saber um pouco, em vez de muito de pouco, sou do clube do pouco de muito. É uma espécie de contra tendência com a especialização crescente dos nossos dias, onde o que se prima são as pessoas “especialistas” no assunto, eu sei, mas o que posso fazer se sou curiosa por natureza?
Quanto à internet, é engraçado pensar como criamos uma complexa rede de relações e sofisticação sem limites para conseguir fazer o que fazemos hoje. Criamos, de fato, um verdadeiro mundo virtual, onde posso ver, claramente, coisas como terceirização de tarefas, aumento da produtividade e diminuição dos gastos com investimentos em atualizações mais rápidas e práticas. Onde, a frase modinha é “rápido e prático, com uma interface moderna”. E numa proporção tão gigantesca que eu, só na tentativa de resolver o problema do site do Observatório onde trabalho estar fora do ar, me deparei com uma verdadeira montanha de coisas que não tenho nem ideia do que realmente significa. Percebi que, embora o site esteja hospedado no wordpress, há muitos elementos além dele, que trabalham em conjunto, e que eu não sabia da existência, por que o que eu conhecia, além da breve fachada do editor de textos, era a janela de código CSS.
O que eu me pergunto é, em relação a todos os usuários de internet, quantos realmente sabem como se dá o processo? Minha hipótese é de que existem muitas Alessandras por aí. Usuárias das fachadas, sem compreender de fato, o que está por detrás dela. E não estou me referindo unicamente aos processos de software em si, mas as pessoas que comandam e criam esses processos.

10 coisas que você precisa saber sobre mulheres

Espero que isso seja útil a algumas pessoas.

10 – A TPM não é um folclore partilhado pela civilização mundial. Ela existe e desdenhar disso pode causar a morte prematura.

9 – Não somos consumistas por que queremos. Ao menos, não conscientemente falando. A verdade é que existe toda uma rede de marketing muito boa por aí, e acima de tudo, existe a exigência da sociedade com seus padrões. Reclamar e acusar de consumismo é fácil, mas todo mundo quer ver todo mundo bem vestido e cheiroso.

8 – “sexo frágil”. Detestamos essa designação. Se nós vivemos em uma sociedade inserida em um Estado de direito, onde o único que tem a legitimidade de usar a violência é o próprio Estado, a força física não deveria ser uma categoria de diferenciação entre gênero. Não é pela base da força  bruta que fazemos as coisas, ao menos nos termos da lei certo?

7 – “Mulheres no trânsito são um problema”... Claro que não! De fato, o que mais tem por aí são dados estatísticos e estudos comprovando que a mulher é a que mais pratica a direção defensiva no trânsito, coisa que é obrigatória a todo mundo que possui habilitação. Logo, aristotelicamente raciocinando. Se a mulher não é a maior causa dos acidentes no trânsito, e só temos (reconhecidamente) dois gêneros, quem é o maior causador?

6 – Usar roupas decotadas, saias curtas ou calças justas não necessariamente quer dizer que queremos ficar aturando olhares nada discretos de homens. Nem sempre uma mulher se veste para agradar o público masculino, e sim para se agradar, já pensaram nisso?

5 – Ainda sobre o tema acima: Só por que uma mulher usar roupas que valorizem o seu corpo, isso não dá o direito de ninguém de qualificá-la como “fácil”, “piriguete” e outros termos ofensivos. O corpo é dela, ela veste o que bem quiser, e mesmo que tivesse os comportamentos que a colocariam nessas categorias, qual o problema? A independência sexual está aí há tempos.

4 – “Mal-amada”, “Isso é falta de sexo”. Vocês não têm ideia do quanto isso irrita uma mulher. Como se todos os problemas da vida fossem resolvidos com relacionamentos amorosos e transas. Muitas vezes o estresse diário, os problemas pessoais acabam causando comportamentos bruscos, e simplesmente dizer que a solução ou a causa disso é sexo ou a falta de alguém é ofensivo.

3 – Nem toda mulher está à espera do príncipe encantado ou quer viver um conto de fadas. Ou seja, essa coisa de romantismo ingênuo não é algo que atinge todo público feminino, na verdade, atinge uma parcela que hoje se reduziu significativamente. Não estou dizendo aqui que as mulheres não são românticas ou não querem relacionamentos duradouros, mas esse romance, e essa ânsia não são mais submissos. Queremos relacionamentos igualitários naquilo que eles podem ser.

2 – Não estamos tentando roubar o espaço dos homens ou então dominar o mundo e instaurar uma ditadura feminista. Só queremos uma coisa: Liberdade. De expressão, de atuação. Liberdade para viver sem ter um destino “fadado”, como ser aquela que vai ficar em casa e cuidar dos filhos. Queremos fugir do estereótipo de Amélia e sermos vistas como indivíduos dotados de vontades e sonhos.

1 – Não importa quantos manuais serão feitos para se entender as mulheres, eles nunca vão conseguir abranger todas as diferentes personalidades que existem nas várias ou numa só mulher. A verdade é que somos sim um gênero complexo, que vive em dilemas. Mas talvez grande parte disso só seja por que nossa educação é conflituosa e a época em que estamos vivendo, de quebra de laços e identidades, esteja sendo sentida cotidianamente. O que você realmente precisa saber é: trate-nos com respeito, como se deve tratar qualquer pessoa independente do gênero ou opção sexual.

Mais uma lista de 10 razões aqui no blog, mas dessa vez essa é uma resposta a 96ª edição opinativa do Bloínquês.