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Lunch time!

Dentre muitas coisas que você vai achar diferente quando faz intercâmbio, certamente a comida ocupa um lugar de destaque. Eu não achava que fosse sentir tanta diferença do Brasil pros Estados Unidos em relação à isso. Óbvio que já vim com a ideia de que não iria comer arroz e feijão (e açaí!) por muito tempo, mas eu meio que sabia o tipo de comida que eles consumiam, e acontece que... Ainda assim sofri um choque (meu ataque de gastrite que o diga).
1. Nem todo mundo come hambúrguer. A verdade é que é sim mais fácil, e você sempre encontra essa opção se vai em qualquer lugar que não seja restaurante específico (Thai Food, Panda Express...). E as pessoas consideram isso como meals. Uma refeição completa. Mas não é só isso que comem, só é o mais corriqueiro e rápido de se encontrar/comer.
2. Gorduras mandam abraços. Americanos AMAM queijo com todas as forças. É muito comum você encontrar os mais variados tipos com molhos de queijo que gritam quilos a mais no seu corpo. Entretanto, todos são realmente uma delícia que acaba sendo difícil resistir, especialmente quando eles fazem pasta com molho alfredo e camarão, minha comida preferida de todos os tempos aqui.
3. Gorduras mandam abraços parte II. Máquinas de refil de refrigerante estão por todos os cantos, o copo small size é algo entre o nosso médio e grande no Brasil. Afora coisas fritas como bacon, ovos, smoked sausage e pizzas! Pizzas que a gordura escorre... Honestamente, o único jeito que você consegue manter o peso (e isso com muito custo por que existem as sobremesas) é sendo vegetariano, no mínimo. Sem mencionar que eles não entendem o "just a litte bit", os pratos sempre vem em quantidades absurdas de coisas.
4. Best cookies on earth! Sinceramente, não há cookie que se compare aos cookies feitos pelos americanos, são as coisas mais gostosas que existem. Eu como uns três por dia, e só não como mais por que acaba rápido...


Em resumo, voltarei rolando para o Brasil.


Homework

Essa vida de intercâmbio não é moleza!
Você tem que se acostumar com muitas coisas. Não apenas outra língua, mas outra culinária, outro cotidiano, e no meu caso, um outro ritmo de aprendizagem. 
Estou a três semanas na Michigan State University, e isso já foi suficiente para notar por que os Estados Unidos é um centro de exportação de intelectuais enquanto o Brasil anda numa luta árdua para tentar ser menos absorvedor de intelectualidade e mais criador. Luta essa que é bem difícil quando você nota o profundo interesse e valorização que o governo dedica aos profissionais do ensino.
Aqui, diferentemente do que eu estou acostumada, temos aulas curtas, essencialmente de debate e uma carga de leitura quase absurda, beirando coisas como 100 páginas para ler em dois dias, afora questionários, pequenas redações e desenvolvimento de projetos semestrais em diferentes disciplinas. Já sobrevivo à base de café, e estou quase me mudando para a biblioteca de vez; biblioteca essa que funciona 24h por dia de segunda a sábado. 
Mas independente do quanto eu esteja cansada, na verdade, esgotada. Tudo vale à pena. E a despeito dos problemas que esse sistema de ensino tenha (privatizado), eu achei um dos melhores que eu já vi, ou na verdade, melhor do que o brasileiro, em termos de aproveitamento e rendimento acadêmico.