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Livros: Y U SO EXPENSIVE?!


Que eu sou uma viciada em livros é meio óbvio não é? Eu tenho uma orgulhosa (porém modesta) biblioteca dos meus livros favoritos e meu sonho é crescê-la com outros que eu já li ou quero ler. Não sou dessas que tem livros (pelo menos literários) na estante e nunca tocou neles. Ao contrário, cada livro meu tem uma resenha na ponta da língua e uma série de memórias pessoais relacionadas. E por ser uma viciada em livros, não seria estranho supor meu fascínio por livrarias e bibliotecas.
Aqui onde eu moro não temos muitas livrarias, na verdade, sou capaz de contar nos dedos quantas livrarias nós temos. E dessas, acho que só levanto um dedo se me perguntarem quantas são boas em termo de estrutura e receptividade. O que isso tem haver com o fato dos livros serem caros no Brasil? Meu relato é só mais um caso empírico de um dos maiores problemas que temos, problemas para quem gosta de ler e para quem precisa ler: escassez de livrarias e livros caros!
O mercado literário brasileiro é uma coisa ultrajante e absurdamente pequena se formos comparar com a extensão geográfica e populacional desse país (e pior ainda se comparamos com outros países menores). Temos tão poucas livrarias! E isso reflete diretamente no preço que pagamos para ter um livro novo, lindo e cheiroso em nossas mãos. Eu sempre atribui o preço alto dos livros nos impostos e na edição. Não que isso não seja verdade, mas eles não são o bicho de sete cabeças como eu imaginava após dar uma sondada para escrever esse texto.
Um dos responsáveis pelos preços exorbitantes que pagamos chama-se Tiragem.
Tiragem é a quantidade de livros produzidas para serem vendidos. Ou seja, a quantidade de exemplares que vai estar no mercado para ser consumido. E o problema todo é que no Brasil, as tiragem são feitas na média de 2.000 por livro. Uma quantidade muito baixa quando se comparada aos 100.000 dos Estados Unidos e de outros países. Daí o raciocínio é simples: A edição é um pouco salgada, os impostos estão por todos os lados e a margem de lucro é baixa. O que acontece é que o preço sobe porque todos os custos em vez de serem diluídos em uma grande quantidade de livros, são calculados com base em um montante pequeno e vergonhoso.


Mas então porquê não aumentar a Tiragem dos livros?

Se eu fosse dona de editora e conhecesse o mercado brasileiro eu diria que não valeria à pena. Apesar dos esforços, ainda não somos um país que costuma ler. Pra mim, ou você que está lendo o texto e também é leitor voraz, parece absurdo dizer isso. Acontece que é um tipo de verdade cruel que remete aos problemas sociais que a maioria das pessoas prefere fingir que não existem: desigualdade social enorme, falta de incentivo à leitura, a presença quase opressora dos meios televisivos, educação de péssima qualidade etc. Todos esses fatores que parecem não ter nada haver com o valor dos livros estão, no fim das contas, diretamente relacionados a isso.
E é por isso que os donos de editora não acham investimento aumentar a tiragem. Mesmo nessa média de 2.000 exemplares, afora os best-sellers, há muitos livros que ficam pegando poeira nas prateleiras das livrarias, e isso é prejuízo em cadeia: para o funcionário da loja, para o dono, para o distribuidor, para a editora (revisores, tradutores) e lá no fim, o mais arruinado de todos, o escritor. E claro, para o consumidor que tem que pagar um valor salgado por um livro.


Outros links que podem te ajudar a entender a história:

Homework

Essa vida de intercâmbio não é moleza!
Você tem que se acostumar com muitas coisas. Não apenas outra língua, mas outra culinária, outro cotidiano, e no meu caso, um outro ritmo de aprendizagem. 
Estou a três semanas na Michigan State University, e isso já foi suficiente para notar por que os Estados Unidos é um centro de exportação de intelectuais enquanto o Brasil anda numa luta árdua para tentar ser menos absorvedor de intelectualidade e mais criador. Luta essa que é bem difícil quando você nota o profundo interesse e valorização que o governo dedica aos profissionais do ensino.
Aqui, diferentemente do que eu estou acostumada, temos aulas curtas, essencialmente de debate e uma carga de leitura quase absurda, beirando coisas como 100 páginas para ler em dois dias, afora questionários, pequenas redações e desenvolvimento de projetos semestrais em diferentes disciplinas. Já sobrevivo à base de café, e estou quase me mudando para a biblioteca de vez; biblioteca essa que funciona 24h por dia de segunda a sábado. 
Mas independente do quanto eu esteja cansada, na verdade, esgotada. Tudo vale à pena. E a despeito dos problemas que esse sistema de ensino tenha (privatizado), eu achei um dos melhores que eu já vi, ou na verdade, melhor do que o brasileiro, em termos de aproveitamento e rendimento acadêmico.

Um conto de fadas sobre o sistema judiciário

Contos de fadas tem uma certa lição de moral ao fim, não? São, na verdade, uma espécie de fábula, já que a maioria possui animais falantes e coisas assim. De certa forma, esse conto de fadas que estou prestes a desabafar sobre, não tem moral nenhuma. Seu problema é justamente esse, é no que se diz, na lenda oral, onde se encontra a ficção da moralidade, por que na realidade, é só mais um dos tantos contos da carochinha que temos que conviver diariamente.
Do que estou falando? Da justiça, claro. Com letra minúscula mesmo, por que essa não anda merecendo nem meu esforço pra acionar o caps lock.
Sabe, eu tinha um respeito com a justiça. Achava até um serviço digno. Sim, por que é um SERVIÇO. Um dos mais nobres, visto que, se espera que quem trabalhe nessa área seja provido de uma equidade e senso de justiça maior do que qualquer outra área dentro do serviço público e até mesmo privado. Afinal, é quem vai julgar os certos e errados, ainda que com base nas leis, é quem vai proferir a sentença, dar materialidade a uma causa abstrata, a um argumento escrito, a partir de uma lógica advinda de um estudo minucioso, de uma hermenêutica, estou errada? Então... Tem que ser alguém que faça por onde, afinal, por que motivos uma pessoa que ocupa esse cargo poderia se deixar corromper quando já possui um cargo vitalício, uma inamovibilidade para cargos inferiores? E ainda por cima, um dos salários mais bem pagos do país, fora o tanto de gratificações e benefícios que ainda recebem. Não tem motivo...
Parece que não é o que uma grande maioria dos senhores desembargadores e juízes pensam. Vide o caso do desvio de verba do TJRN, que saiu como reportagem principal de um dos boletins televisivos da rede globo, hoje mais cedo. Quer dizer, não é só qualquer dinheiro desviado, é dinheiro de precatório, que deveria ser delegado a pessoas que ganharam ações, mas que foram gastos com hospedagens em caríssimos hoteis com vista para a torre Eiffel, com construção de piscinas olímpicas, carros de luxo, celulares que pertenceram a pessoas famosas... Coisas assim, muito importantes. E, acima de tudo, gastos por quem o dinheiro era destinado, não?
São poucas as vezes que digo isso, mas esse país é uma vergonha. Não me importa aqui se existe corrupção em outros países, por vezes até pior do que a nossa (se é que podemos comparar uma coisa dessas), estou falando da nossa realidade, do agora e do aqui, e essa realidade é uma coisa absurda. Inaceitável.
Não consigo mais confiar ou ter fé num sistema de justiça que pune o pobre e sem condições e deixa livre o rico e que pode pagar advogados que são ex-ministros do STF. Que dão sentenças com preço tabelado, por exemplo, dizem que aqui no estado do Pará, você pode conseguir uma por $10mil. Ou que, ainda por cima, perseguem politicamente jornalistas por dizerem a verdade e mostrarem a sujeira que se esconde atrás das togas, como foi o caso do sociólogo e jornalista amazônida, Lúcio Flávio Pinto. Estes são uns dos muitos exemplos que posso citar aqui...
Que tipo de país e sistema de justiça é esse que desrespeita o direito dos seus cidadãos? De que justiça e equidade estamos falando aqui? E eu ainda tenho que, realmente, me dirigir a uma pessoa dessas como excelentíssimo (a)? Ora vá...
E olha que nem vamos entrar nas outras esferas do governo, não tem aterro de lixo que caiba tanta sujeira de uma vez... Ou deveria dizer depósito de resíduos radioativos, daqueles estilo meleca verde-vagalume...


If you can't beat them...

Join them


400 chibatadas por ter esquecido do blog, só pra começar o post. E nem tenho uma desculpa esfarrapada pra dar a vocês, não atualizei pela pura e simples preguiça, sem deixar nem por, e também pela falta de assunto. Não andava tão "arrogante" - captaram a conexão? hein? hein? - pra vir escrever aqui e não sou de escrever meia-boca só pra enxertar o blog, tudo o que escrevo, escrevo com vontade, seja boa ou má em relação ao assunto/pessoa e etc. DE QUALQUER FORMA, não vim falar sobre o blog hoje, né? Tenho treinado minha objetividade, coisa que me falta com frequência e acabo perdendo o fio de pensamento e terminando tudo no "mimimi whiskas sachê" 

"Se você não pode contra eles, junte-se a eles!"
 
Na verdade, isso é uma adaptação, por que a frase real é o inverso, "se você não pode juntar-se a eles, combata-os" (tradução livre). Que é algo que acontece com frequência no mundo dos negócios, ao menos dizem que a frase foi de um gestor de negócios e refere-se a quando algumas pessoas ou empresas fechavam-se em grupos seus projetos, não dando oportunidades para que outros crescessem e demonstrassem seu trabalho, colaborando com o conjunto geral, então essas pessoas excluídas acabavam decidindo tomar um rumo próprio e por vezes, a sua competência mal remunerada e cuidada, fazia com que superasse o primeiro grupo, derrotando-o. É algo assim, não faço administração então é puro senso-comum aqui. AGORA, reutilizando esse conceito e invertendo-o como no título do post, vamos a atual situação. 
Sabe quando tem aquelas situações que você não quer fazer parte, você acha sem sentido algumas vezes, que é uma politicagem das absurdas, tentativa de lavagem cerebral e tudo o mais? É o que eu penso, ou pensava, ou continuarei pensando (depende do referencial pessoal) do Centro Acadêmico do meu curso. De início parece que eu estou tendo um ataque de patricinha fresca, quer dizer, eu faço Ciências Sociais, eu já deveria NO MÍNIMO, estar ciente de toda a politicagem partidária que corre aquele curso. Por que isso acontece, é vou te dizer, é muito sufocante. TUDO, ABSOLUTAMENTE TUDO, se move em torno de partidos políticos, e eu odeio partidarismo político.
Porra, num país que culturalmente instalou-se a personificação do poder sobre uma pessoa específica e não numa determinada instituição ou categoria, me vem uma democracia representativa de partidos? O povo não liga pra partidos, quando vota, vota no candidato, não no partido político. É simples, básico e primordial entender que é CULTURA esse acontecimento. Então, eu acho sim uma falta de respeito ter uma política partidária num país que não se move pelo partido em si, mas pela figura do candidato, ou seja, quando ele vota, é como se tivesse comprando um alimento estragado, compra o alimento por que é do seu gosto, mas mal sabe que dentro ta cheio de fungos. Sim, eu odeio a esse ponto de comparação. E não, isso não é burrice do povo, não. É cultural, escolar, todos os eixos. Provavelmente só o pessoal que faz humanas é obrigado a saber sobre os partidos, ou ao menos o meu curso, onde tem uma disciplina específica. NÃO É DIVULGADO essa droga, só está aí, e vamos lá aceitar. Passivamente.
Desabafos acima, notei isso agora. 
Sabe como é, precisava falar do assunto. De qualquer forma - eu disse que realmente PRECISO treinar minha objetividade - anda tendo um verdadeiro caos com o CA nesses tempos, o que é perfeitamente aceitável e compreensível fazendo alusão a gestão fraca e manipuladora deles, claro que ninguém assumirá isso, mas fatos, visíveis, são fatos. PSTU e Anel abaixo, ainda não tenho meu esôfago ou ânus insensível pra não sentir quando tão tentando enfiar algo a força (desculpem a piadinha esdruxula, mas é verdade). ENTÃO, eu não sou e muita gente ali não é idiota. O maior erro dos militantes políticos é achar que vivem num mundo acima dos outros e que ninguém enxerga ou compreende suas jogadas políticas. Pois eis a verdade: Somos todos políticos por natureza, logo, é óbvio que reconheceremos jogadas políticas mesmo sem ter lido Marx, Maquiavel e Platão e toda a velharia acadêmica que somos obrigados a ler. Não que eu esteja dizendo que não temos que lê-los, só digo que para bom entendor meia palavra basta, e que o fato de não ler não impede a pessoa a detectar o movimento, ela pode não saber em tese e teoricamente o que é, de onde surgiu e por que, mas ela sabe que você faz. 
Dito isto, tudo se resume que eu estou quase me dispondo a unir ao centro acadêmico como oposição, por que bem, não gosto de ser acusada de só reclamar das coisas, ainda que ao meu ver, quando uma chapa se elege, ela arca com as consequências da sua gestão e não é obrigação de quem não faz parte resolver as merdas. Quer dizer, qual o ponto de se delegar seu poder político a um representante fraco e desorganizado onde você tem que acabar indo lá tentar resolver a confusão junto? Vamos abolir as eleições de uma vez e fazer uma democracia verdadeiramente direta se for pra continuar essa palhaçada. Mas isso é bem feito, sabia? CA não é feito só de política partidária. Essa não é a única forma existente. Quero mais que se ferre. Mas como minha consciência é cidadã e de ajuda, e não eu não sou socialista, nem serei, quanto mais leio, menos acredito. Ainda mais com o que eu vejo dentro dos próprios ditos socialistas.
Sabe como é, Otimismo é apenas um eufemismo para o fracasso.
Se eu sou de direita? Alguns vão dizer que sim, foda-se. Capaz de eu ser mais "socialista" do que metade desse povinho poser que sabe que quem tem molejo enriquece no meio político partidário e sujo. Não sejamos santos sobre isso.
Fico por aqui.
Beijos.




Eu sou superior!

Veja como eu sou cult, sou diferente, tenho o cérebro do tamanho de uma noz e os colhões de aço! 


Nossa, hoje eu to de saco cheio. Sabe aquele tipinho de gente que se acha a nata da sociedade, supra sumô do conhecimento, ser magnânimo das atitudes legais? É aquele mesmo que você conhece uns duzentos e reconhece a quilômetros de distância o pavão andando pela lama como se estivesse num jardim. Só que o jardim não pode ser muito florido ou ele pode sentir a beleza das suas penas ameaçadas pela beleza das flores! Provavelmente alguns concordarão comigo, outros - estes incomodados com a verdade da descrição e contraditoriamente se identificando com ela - dirão que eu também sou uma "superior". Bem, existe um belo verbo indireto que pode resumir minha opinião sobre o assunto: foda-se. Ah, vá plantar bananeira e ver se nasce um cacho no meio do seu... Você sabe. MIMIMI, eu não assisto televisão por que ela aliena as pessoas. IAUHDIUAHS, puta alienado tentando fazer parte de um círculo de intelectualidade suprema. Ah, eu leio Freud, Marx, viva a revolução do proletariado! Somos muito individualistas, foda-se, todo mundo faz sexo e quer fazer sexo e você definitivamente não vai gemer: "aaaaaaw, subconsciência" durante um orgasmo e muito menos "pegue a foice e o martelo". Você vai ser selvagem como qualquer outra pessoa e gritar: "mais forte" sei lá. Entendem o que eu quero dizer? Na hora da diversão ninguém se importa com seu intelecto ou seu QI de 19873187113131987231 e não sei quantos.
MAS O PIOR, é quando um ser autoditata, sinônimo da perfeição desses vai para o interior. Aí é divertido, aí vem a vingança. Foda-se se você sabe as leis de Keppler, e sobre a teoria da relatividade, ou se você é trendy no twitter, ou ainda se você não vê televisão e é o senhor "não sou alienado" enquanto esconde sua adoração pelas bandas cults, e estilos literários beirando o mórbido pra dar uma de cool. ISSO, não vai valer de nada, e você só vai ser um almofadinha ridículo que não sabe andar pela mata ou ordenhar uma vaca.
PELOAMOR, vamos parar com essa santa idiotice de tentar ser superior. Ninguém é superior, futilidade todos tem um pouco, e todos são um pouco. Não vem achando que você não faz parte de uma modinha ou segue um conceito, por que até sendo do contra você tem um grupo de identificação, o povo que é do contra por que quer quebrar o sistema. BELIEVE, quebrar o sistema é a modinha mais up do momento. Então, é capaz do cara fã de Restart ser mais verdadeiro que você e toda a sua pose de senhor da sabedoria. Por que, claro, com Google até eu sou sábia.
E O MELHOR, ah o melhor é o julgamento. Por que de alguma forma distorcida nós, meros humanos bípedes, do gênero homo sapiens, com cérebro, dentes, coração, olhos, nariz, boca e capacidade de raciocínio, achamos que os demais ao redor devem ser julgados. São inferiores por isso, por aquilo, ou são superiores por que "não ligam" ou etc, etc, etc. OUTRA NOVIDADE, todo mundo liga pra alguma coisa. Se não liga, pega na mentira ou faz um teste neurológico na criatura, com certeza o nível de dopamina dela é baixo e o risco de suicídio altíssimo. Fala sério, dá nos nervos quele olhar de "OMG, sua insana. Como você pode gostar disso, vestir isso, ler isso, curtir isso?" Mano, quem liga? Como eu li as sábias palavras ditas por uma velhinha num dos blogs que eu visitei: "No final vai todo mundo pro mesmo buraco".
E é por isso que eu adoro falar EU GOSTO DE ASSISTIR SILVIO SANTOS. EU VEJO NOVELA. EU ANDO DE ÔNIBUS, EU JÁ OUVI RESTART, JÁ LI CREPÚSCULO. JÁ LI MAQUIAVEL E QUE SOCIALISMO E CAPITALISMO VÃO MORRER EM CHOQUE.
2012 termina o mundo.


IUAHDIUHAUDHAIUD,
sintam-se ofendidos ou não;
eu vou ligar pra isso.

O quanto você sabe sobre Pedofilia?



Esses dias eu vinha andando num misto de expectativa, irritação e tristeza. Tudo começou há duas semanas quando no sorteio de seminários finais de filosofia minha equipe pegou o tema de Pedofilia, confesso que nenhum dos outros era tão divertido de se falar quanto esse (Homoafetivos, Aborto e Racismo). Você acha que tem uma opinião sólida sobre o assunto e então pesquisando e assistindo a explanação dos outros de uma forma sucinta, percebe que realmente era verdade você estava cheio de "achismos" sobre o assunto sem de fato pesquisar profundamente. Pescava coisas aqui e acolá. Primeira reunião do grupo e fomos escolher qual caso abordar, resolvemos pegar um dos mais famosos e inesquecíveis - ao menos deveria ser -, da menina Araceli, que em sua homenagem foi instituido o dia 18 de Maio contra o abuso e exploração infantil. Deprimente, ultrajante, revoltante. Nada menos do que isso pode ser sentido quando lê-se o caso na íntegra. A mídia é repudiada, e os grande que podem tudo também. Percebemos o mal do capitalismo, o que é o poder financeiro para aqueles que o detém, complexo de Deuses. Me revolta só de falar sobre isso agora.

Bem, eu passei duas semanas só pegando textos, sem os ler realmente. Não tinha cabeça, não queria falar ou escrever sobre o assunto, não esta psicologicamente preparada para enfrentar as coisas que eu iria enfrentar. Mais do que palavras, você se sensibiliza como ser humano, como alguém próxima de uma criança, que se diverte com a inocência com o mundo de descobertas que se vive nessa fase. É inadimissível ver essa criança como objeto sexual de outra pessoa, nojento. Ainda que seja uma doença patológica, um distúrbio mental causado por uma parafilia, a Pedofilia é cruel, é hedionda e deve ser combatida. Não sei e nem estou em condições de como se punir a quem comete essas atrocidades, mas sei que temos que evitar e isso é na educação das crianças. TUDO parte da educação e da vigilância. Temos que sair dos nossos casulos e deixar de olhar unicamente para o nosso umbigo, reparar em volta, realmente se preocupar com próximo e evitar que atrocidades como essas aconteçam. Por que 80% dos casos de pedofilia ocorrem no seio familiar.
Se eu pudesse falava mais, muito mais sobre esse tema. Mas eu quero que as pessoas leiam e comentem e disseminem essa ideia. PRECISA-SE COMBATER A PEDOFILIA.

"A pedofilia rouba a dignidade de sujeitos sociais que ainda nem tem a capacidade racional de refletir e saber quais são seus direitos e seus deveres, que ainda estão em processo de formação moral e ética, projetos de futuros cidadãos que de forma brusca são interrompidos em seu crescimento num estágio crucial. A infância de uma criança que passou por traumas de pedofilia é perdida, nunca será a mesma, e as consequências disso durarão por toda sua vida, refletindo em aspectos inimagináveis e irreparáveis. A confiança e inocência são partidas em pedaços e os valores morais tornam-se uma confusão numa mente que ainda não consegue compreender os anseios da sociedade de forma significativa, que ainda não tem base fundamentada para julgamentos e responsabilidades que exigem juízos de valores só aprendidos com o tempo. O futuro dela é alterado sem que ela tenha pedido por isso ou feito sua escolha de forma racional. Não lhe foi dado à chance de defesa, de escolha, forçadamente ou induzida, ela foi vitimada e na maioria das vezes sem ter a consciência do que lhe ocorreu, do tipo de atentado grave que sofreu em sua pessoa física, psicológica, social e jurídica."


Trecho retirado do trabalho sobre Pedofilia e Sociedade.
Autora: Alessandra C. G. Bastos.


Eu mesma ;)

Sobre Copa

E outras coisas.



Brasil e seus jogos:
Ah, eu vi o jogo do Brasil hoje. Finalmente eles despertaram, por que em comparação ao jogo passado foi uma melhora surpreendente. Mas eu entendo a razão, com o mundo todo fazendo pressão e um público carnavalesco que gosta de espetáculos como nós brasileiros somos, óbvio que eles ficaram nervosos, então mais valeu se conter e não fazer alguma besteira do que se arriscar demais e fazer bobagem. Perdoados, por que mesmo assim ganharam. E o jogo de hoje, toques rápidos, poucos erros pra esse tipo de jogada, agilidade, tabelas. Legal, ainda não ta na melhor forma, evidente, mas nem se compara a estreia.
Agora minha pergunta é se fui só eu ou vocês também se sentiram assistindo luta livre a partir do segundo tempo de jogo? O que foi aquilo? Que entradas bruscas e esbarramentos (ou deveria dizer empurramentos?) foram aqueles dos jogadores da Costa do Mafim? Pelo que eu pesquisei eles são conhecimos por esse jogo duro mesmo, não apenas eles, mas os times africanos em geral, entrentanto... Francamente. E o senhor juíz, prefiro nem tocar no nome dele para não falar besteira e ser processada por calúnia e difamação e tudo o mais. Mas podia dar uma acordadinha no jogo né? Ou acha que cartão vermelho é só pra quando quebrar o pé, sair sangue, morrer...Ou, dar um soquinho no estômago? Rs.
O comentário final desse jogo é: Quando os jogadores da Costa do Marfim, e dos outros times, incluindo os brasileiros, terminarem suas carreiras futebolísticas, terão um futuro promissor no meio cinematográfico e de novelas. Virem amigos no Manoel Carlos, ou no caso dos Mexicanos, se afiliem a Televisa. Sem mais.


Aos sem nacionalismo, patriotismo, que seja:
Sua modinha de eu odeio o Brasil, não torço pra isso, dane-se a copa, e mimimi whiskas sachê, tem que ser cuidadosa. É interessante ver que alguns (dos que eu tenho visto), falam mal da copa mas se sentavam pra ver BBB todo dia, e votavam no paredão. Que nem sabem o que é Ficha-Limpa, o que é PAC, o que é a Aliança do PT e do Democratas, o que é Belo Monte. Em suma, não sabem porra nenhuma do país e ficam falando e generalizando como se todo mundo que torcesse fosse alienado. Alienado é quem vive num país, odiando-o como for e não sabe que rumo o seu país ta tomando. Vão lamber sabão e morder suas próprias línguas, najas. Eu assisto a copa sim, é um momento de confraternização das pessoas, alegria, futilidade mesmo. E assim como eu, muitos assistem também, a diferença é que nós, ao contrário de alguns modinha de ihatebrazil, amamos e torcemos pelo nosso país os outros três anos sem copa. Que é política de pão e circo? É óbvio. A mídia é o César da história, e as grandes corporações também. O que mudar isso? Criticar? Falar que é modinha? NÃO. É tomar consciência e lutar por uma educação melhor, saber seus direitos, exigí-los, e não apenas os seus, mas os dos outros. SER CIDADÃO, e não um mero amargurado por que não nasceu na Europa. Dica.


Por enquanto é só :*
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