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TAG: Como eu leio?



1. Como você descobre sobre novos livros para ler?
Geralmente através dos meus amigos. Sempre chega alguém e diz: “Ei, já leu tal livro? É muito legal!” E lá vou eu procurar, é claro. Mas eu também costumo ficar de olho em blogs literários para saber os livros que eles andam lendo e as impressões. Youtubers também entram nessa lista.

2. Como você entrou nesse mundo da leitura?
Apesar de já ler antes, costumo atribuir essa minha necessidade de ler a Harry Potter. Era fantástico demais para que eu deixasse de lado.

3. Como seu gosto literário mudou com o passar do tempo?
Não acho que ele tenha mudado, talvez expandido. Mudar é como se eu deixasse de gostar de um gênero por conta de outro e isso não acontece. Eu posso estar dando o braço a torcer e ter começado a gostar dos clássicos, mas eu ainda me derreto toda com um infanto-juvenil bem teenager, e ainda tenho comichões para não comprar os “livros de banca”, e ainda viajo em ficção-científica. O que eu quero dizer é que não mudei meu gosto literário, agreguei novas alas a ele. Tipo um grande desfile de escola de samba!

4. Com que frequência você compra livros?
Muito pouca, confesso. Antes era meu pai quem comprava, mas enfim, as coisas mudam. Agora eu quase não compro porque acho eles tão caros! E se ainda fosse por conta de “enriquecer” ou autor, mas não é. Só compro livros se eles estiverem na promoção ou se eu realmente, REALMENTE, querer muito que não me contento em lê-lo digitalmente.

5. Como você entrou nesse mundo dos canais literários?
Bom, blog eu sempre tive. Mas teve um tempo que eu cansei de ficar postando coisas muito pessoais nele, queria me desfazer da imagem de Mia Thermopolis e seu diário que teimou em permanecer comigo mesmo depois de adulta, foi aí que eu vi o blog Pepper Lipstick e as resenhas que a Bia Rodrigues fazia, e pensei “Bom, eu leio muitos livros. Porque também não escrevo sobre eles?” Comecei a fazer minhas resenhas e depois comecei a procurar outros blogs e canais do youtube, e ainda que não seja muito de fazer contato, eu me sinto integrada nesse universo! 

6. Como você reage quando não gosta do final de um livro?
Xingo bastante. Penso nos meus finais alternativos. Xingo mais um pouco. Me resigno e parto pra próxima.

7. Com que frequência você espia a última página do livro pra ver o que acontece no final?
“Todo tempo”, fazendo um quote de O Sexto Sentido aqui.



A TAG originalmente tem oito perguntas, mas a última é sobre quem eu indico, e bem... Faz quem quiser! Foi retirada do blog: abcddolivro.blogspot.com.br

Livros: Y U SO EXPENSIVE?!


Que eu sou uma viciada em livros é meio óbvio não é? Eu tenho uma orgulhosa (porém modesta) biblioteca dos meus livros favoritos e meu sonho é crescê-la com outros que eu já li ou quero ler. Não sou dessas que tem livros (pelo menos literários) na estante e nunca tocou neles. Ao contrário, cada livro meu tem uma resenha na ponta da língua e uma série de memórias pessoais relacionadas. E por ser uma viciada em livros, não seria estranho supor meu fascínio por livrarias e bibliotecas.
Aqui onde eu moro não temos muitas livrarias, na verdade, sou capaz de contar nos dedos quantas livrarias nós temos. E dessas, acho que só levanto um dedo se me perguntarem quantas são boas em termo de estrutura e receptividade. O que isso tem haver com o fato dos livros serem caros no Brasil? Meu relato é só mais um caso empírico de um dos maiores problemas que temos, problemas para quem gosta de ler e para quem precisa ler: escassez de livrarias e livros caros!
O mercado literário brasileiro é uma coisa ultrajante e absurdamente pequena se formos comparar com a extensão geográfica e populacional desse país (e pior ainda se comparamos com outros países menores). Temos tão poucas livrarias! E isso reflete diretamente no preço que pagamos para ter um livro novo, lindo e cheiroso em nossas mãos. Eu sempre atribui o preço alto dos livros nos impostos e na edição. Não que isso não seja verdade, mas eles não são o bicho de sete cabeças como eu imaginava após dar uma sondada para escrever esse texto.
Um dos responsáveis pelos preços exorbitantes que pagamos chama-se Tiragem.
Tiragem é a quantidade de livros produzidas para serem vendidos. Ou seja, a quantidade de exemplares que vai estar no mercado para ser consumido. E o problema todo é que no Brasil, as tiragem são feitas na média de 2.000 por livro. Uma quantidade muito baixa quando se comparada aos 100.000 dos Estados Unidos e de outros países. Daí o raciocínio é simples: A edição é um pouco salgada, os impostos estão por todos os lados e a margem de lucro é baixa. O que acontece é que o preço sobe porque todos os custos em vez de serem diluídos em uma grande quantidade de livros, são calculados com base em um montante pequeno e vergonhoso.


Mas então porquê não aumentar a Tiragem dos livros?

Se eu fosse dona de editora e conhecesse o mercado brasileiro eu diria que não valeria à pena. Apesar dos esforços, ainda não somos um país que costuma ler. Pra mim, ou você que está lendo o texto e também é leitor voraz, parece absurdo dizer isso. Acontece que é um tipo de verdade cruel que remete aos problemas sociais que a maioria das pessoas prefere fingir que não existem: desigualdade social enorme, falta de incentivo à leitura, a presença quase opressora dos meios televisivos, educação de péssima qualidade etc. Todos esses fatores que parecem não ter nada haver com o valor dos livros estão, no fim das contas, diretamente relacionados a isso.
E é por isso que os donos de editora não acham investimento aumentar a tiragem. Mesmo nessa média de 2.000 exemplares, afora os best-sellers, há muitos livros que ficam pegando poeira nas prateleiras das livrarias, e isso é prejuízo em cadeia: para o funcionário da loja, para o dono, para o distribuidor, para a editora (revisores, tradutores) e lá no fim, o mais arruinado de todos, o escritor. E claro, para o consumidor que tem que pagar um valor salgado por um livro.


Outros links que podem te ajudar a entender a história:

TAG: 25 perguntas aleatórias



O post de hoje não é sobre resenhas, nem livros, nem dicas de escrita! É sobre uma TAG que eu vi no blog da Lih Araújo e que também não é o tipo de TAG que eu costumo responder, mas achei divertida e rápida (mesmo sendo vinte e cinco perguntas!) Sintam-se livres para fazerem também!

1. Com o que você não pode sair de casa sem?
Meu celular, é claro. Quando saio sem ele me sinto a estrela principal daquele filme do Tom Hanks: O Náufrago.

2. Marca favorita de maquiagem nacional e internacional?
Acho que nacional seria Vult por causa dos batons, é sou uma viciada em batons. Internacional é difícil... Eu gosto muito dos batons da MAC, mas acho que os produtos da Maybelline tem um custo benefício que ganham, sou meio pão-dura com maquiagem mesmo.

3. Qual sua flor favorita?
Sei lá... Lírios? (Qualquer conexão com Harry Potter é mera coincidência...)

4. Loja de roupa favorita?
Renner? Bom, eu tenho o cartão então provavelmente é o lugar onde eu mais compro roupas.

5. Perfume favorito?
Águas cítricas da Natura, pena que eu nunca mais encontrei! Agora eu ando apaixonada pelo Desire da Victoria's Secret.

6. Saltos ou rasteiras?
Rasteiras.

7. Cor favorita?
Azul! E vermelho (se for batom).

8. Você bebe energético?
Só se for pra dormir, obrigada.

9. Qual seu hidratante favorito?
Bodycology cherry blossom!

10. Você pretende se casar?
Sim.

11. Você se irrita fácil?
Depende do que está me irritando.

12. Você rói unhas?
Não mais, amém.

13. Você já chegou perto da morte?
Hum, acho que não.

14. Onde você estava a três horas atrás?
Jogando boliche e perdendo feio.

15. Você está apaixonada?
Sim <3

16. Qual foi a última vez que foi ao shopping?
Hoje, na verdade.

17. Você assistiu algum filme nos últimos cinco dias?
Assisti Harry Potter e a Ordem da Fênix hoje (SIRIUUUUUS! T_T)

18. O que você está vestindo agora?
Pijamas :3

19. Última comida que você comeu?
Pretzel de açucar com canela e chocolate pra acabar de virar diabética!

20. Qual seu animal favorito?
Cachorro.

21. Quais seriam suas férias dos sonhos?
Viajar pela Europa conhecendo os castelos medievais! 

22. Quais seus planos pra hoje à noite?
Escrever os posts do blog pra essa semana/semana que vem.

23. O que você está ouvindo agora?
Edge of Seventeen - Bella Donna

24. Você coleciona alguma coisa?
Olha, acho que Post-its. E ando tentando começar a colecionar os potes de massinhas da Play-Doh.

25. Você come fast food?
Até demais pra minha gastrite.


É isso! Se alguém tiver sugestões de Tags, só deixar nos comentários que eu curto demais respondê-las! Principalmente as literárias!

Writing Prompt #2 - Se você tivesse que comer sempre a mesma refeição para o resto da sua vida, o que seria e porquê?


Então, vamos dar seguimento as 25 instruções de escrita para o escritor entediado?
Eu achei essa ideia no site da Carrie Elle, onde ela posta vinte e cinco sugestões de temas para escrever, caso você esteja passando por aquele terrível bloqueio mental, ou apenas entediado para pensar em qualquer coisa. Decidi seguir a ideia a risca e cumprir as 25 sugestões. O primeiro foi esse aqui. E agora no segundo, o tema é uma coisa meio absurda, mas vamos lá, pra isso existe a criatividade né? Digo de imediato que não fiz narração, mas uma espécie de sugestão dessa vez, o bom da Carrie é que ela não fecha no estilo do texto, o que importa é escrever sobre a temática!


Obs.: Quando eu postei divulgando, algumas meninas pediram o site original por que ficaram animadas com a ideia de fazer, peço que postem aqui pra eu acompanhar o Writing Prompts de vocês!



25 instruções de escrita para o leitor entediado

Instrução nº2 -  Se você tivesse que comer sempre a mesma refeição para o resto da sua vida, o que seria e porquê?


Existe comida mais gostosa que açaí com peixe frito? É provável, mas aposto que a disputa seria bem acirrada. Sei que para muitos não seria a escolha nem de longe. Alguns podem até se perguntar o que é açaí, e outros: o que açaí tem haver com peixe, menina? Mas é assim mesmo. São as normalidades "anormais" de quem mora na Amazônia, mais especificamente no Pará, como é o meu caso.
Explicando: açaí é a fruta que dá em uma espécie de palmeira, de onde as pessoas extraem o suco, e embora seja suco, tradicionalmente é elemento essencial da dieta amazônida, sendo uma espécie de substituto do bom e velho feijão brasileiro. Regra básica: você não toma açaí, você come. E come com farinha, de preferência sem açucar. É assim mesmo, e é uma delícia. 
Nada desses negócios de energético, ou sorvete, viu? É refeição! E com peixe, a coisa mais abundante da região, aí que fica gostoso mesmo, razão pela qual eu comeria isso pro resto da minha vida. Não tem como enjoar, e fora que faz bem pra saúde, memória, coração e bem-estar, por que, "maninhas", depois de ter um manjar desses, a próxima coisa que você deve procurar é uma rede, e na ausência, qualquer lugar confortável para dormir serve, por que dá um sono!




Lunch time!

Dentre muitas coisas que você vai achar diferente quando faz intercâmbio, certamente a comida ocupa um lugar de destaque. Eu não achava que fosse sentir tanta diferença do Brasil pros Estados Unidos em relação à isso. Óbvio que já vim com a ideia de que não iria comer arroz e feijão (e açaí!) por muito tempo, mas eu meio que sabia o tipo de comida que eles consumiam, e acontece que... Ainda assim sofri um choque (meu ataque de gastrite que o diga).
1. Nem todo mundo come hambúrguer. A verdade é que é sim mais fácil, e você sempre encontra essa opção se vai em qualquer lugar que não seja restaurante específico (Thai Food, Panda Express...). E as pessoas consideram isso como meals. Uma refeição completa. Mas não é só isso que comem, só é o mais corriqueiro e rápido de se encontrar/comer.
2. Gorduras mandam abraços. Americanos AMAM queijo com todas as forças. É muito comum você encontrar os mais variados tipos com molhos de queijo que gritam quilos a mais no seu corpo. Entretanto, todos são realmente uma delícia que acaba sendo difícil resistir, especialmente quando eles fazem pasta com molho alfredo e camarão, minha comida preferida de todos os tempos aqui.
3. Gorduras mandam abraços parte II. Máquinas de refil de refrigerante estão por todos os cantos, o copo small size é algo entre o nosso médio e grande no Brasil. Afora coisas fritas como bacon, ovos, smoked sausage e pizzas! Pizzas que a gordura escorre... Honestamente, o único jeito que você consegue manter o peso (e isso com muito custo por que existem as sobremesas) é sendo vegetariano, no mínimo. Sem mencionar que eles não entendem o "just a litte bit", os pratos sempre vem em quantidades absurdas de coisas.
4. Best cookies on earth! Sinceramente, não há cookie que se compare aos cookies feitos pelos americanos, são as coisas mais gostosas que existem. Eu como uns três por dia, e só não como mais por que acaba rápido...


Em resumo, voltarei rolando para o Brasil.


Open Door Night!



"From 9:00 pm until 9:30 pm we will be heading over to the guys' side. From 9:30 pm until 10:00 pm the guys will be heading to our side! Please participate. This is a great opportunity to get to know the awesome guys and since we will be doing activities with them all year you might as well start building relationships now! "
Foi assim que começou o e-mail que eu recebi da minha Resident Assistant, responsável por verificar se estamos cumprindo as regras de dormitório da universidade direitinho, além de, claro, dar o suporte necessário caso a gente precise de algo. O meu primeiro pensamento foi: "QUE ***** É ESSA?" enquanto fazia uma cara bem estilo: "recebi uma mensagem de outro planeta". Dois segundos depois minha roommate entrou toda animada: "Você viu o e-mail? Vamos ter Open Door Night na quinta! Isso não é um máximo?", a única coisa que eu podia fazer era olhar pra ela com uma bonita cara de paisagem enquanto pensava o óbvio e sensato: "Por que eu deveria abrir a porta do meu quarto para pessoas estranhas entrarem e sentirem à vontade? Por que eu deveria conversar com gente estranha?"

Não que eu seja antissocial, mas quando você vê uma coisa dessas, você meio que se pergunta como raios foi parar numa realidade alternativa onde querem te levar pra um "encontro às escuras". Por que foi essa a sensação que eu tive quando soube desse evento social de dormitórios. Meu plano era simples: fugir pelo resto da noite até a coisa estranha acabar. Mas minha roommate disse que não ficaria sozinha com garotos no quarto, e eu pensei em responder: "então não abra a porta, simples". A questão é: ela vai viver aqui por quatro anos, é o início da vida universitária dela, enquanto eu só estou de passagem, e por um semestre.

Resolvi que ia aparecer, só pra dar aquela força moral. Felizmente, e propositadamente, eu cheguei depois que elas já haviam ido até o corredor dos meninos. Até parece que eu vou sair entrando em quarto de homem por aí que eu nem conheço, ou de qualquer pessoa, na verdade. É muita invasão de privacidade. Como eu suspeitava, eles vieram pro nosso corredor e, óbvio, que era algo muito esquisito, pessoas desconhecidas, entrando no quarto das outras e tendo que interagir. Mas acabou que eles acharam isso engraçado, e de alguma forma, paramos todos dentro da sala de estudos, e eles começaram a dançar o tal do "wobble" uma música que ta fazendo o maior sucesso pra cá, com passos toscos, mas engraçada. 

Eu e a outra brasileira, que vive no mesmo andar, ficamos apenas observando, no canto. Afinal, é tudo estranho demais e eu não consigo simplesmente atuar como se de repente virasse melhor amiga das pessoas, não sem ter tempo o suficiente de memorizar o nome delas, como era o caso. Ao cabo, conversei com minha roommate do quanto achava isso estranho, mas ela disse que, na verdade, embora parecesse meio estranho, era engraçado e uma coisa boa. Por que bem, eles vivem aqui, e a maioria também cursa a faculdade que fica nesse prédio, então eles vão ter que conviver em algum momento. Só que, tendo aulas diferentes, já que o sistema de optativas é realmente muito abrangente, o Open Door Night acaba sendo uma alternativa pra reunir essas pessoas que são calouras, de forma que eles conheçam seus "vizinhos", já que a dinâmica diária da universidade impede, muitas das vezes, de isso acontecer. Ou então, acontece de forma bem lenta.

Por esse ponto de vista eu achei até válido, mas continua sendo algo MUITO estranho.

O perfume e o trabalho

Embora eu ainda ache simplista a assertiva marxista de que a divisão social do trabalho é a base de toda e qualquer sociedade, tenho que admitir que se não é, poderia equivaler a uns 90% das razões por que fazemos coisas, temos coisas e inventamos coisas. Afinal, não é à toa que temos o bendito do dedo polegar opositor que tem capacidade preênsil.
Mas não vou falar de trabalho aqui. E sim de perfume.
O perfume é uma coisa antiga. Ou melhor, a noção de transformação de elementos para se adquirir odores que agradam ao olfato que é. Por exemplo, os egípcios costumavam fazer seu culto as Divindades através de fumaças perfumadas. E o perfume também já foi usado para prevenir doenças, algo como uma antisséptico da idade média, e claro, como objeto de higiene pessoal. E aí é que está o meu ponto de discussão.

Esses dias eu comecei a ler "Uma breve história do século XX" do Geoffrey Blainey. Quando ele busca apreender o espírito da virada do século XIX para o século XX, ele menciona muitos fatores, muitas atividades então típicas, e uma delas era exatamente a característica do trabalho, ainda baseado na labuta extensiva do meio rural, ainda muito sujo e insalubre nas grandes indústrias ao redor dos centros urbanos.
As ferrovias estavam se tornando o principal meio de transporte na Europa, e um dos trechos dele, após um relato sobre a higiene dos trabalhadores naquele período, foi o que mais me fez ficar pensativa de ontem para hoje, a ponto de decidir escrever um texto simples sobre o assunto: "Os perfumes quase sempre compensavam a escassez da água, e o corredor desse tipo de trem dispunha de uma máquina que, por uma moeda, liberava um pouco de água de colônia". (BLAINEY, 2010, p.26).


A ideia de perfume que temos hoje é exclusivamente como algo que acentua um status de beleza, de limpeza, mas principalmente de riqueza. Ter e usar perfume é uma espécie de rito que prova que somos pessoas da cidade, pertencentes a uma classe que se cuida, que se veste bem, que cheira bem e que tem poder aquisitivo. Embora, claro, haja uma rede perfumes baratíssimos, acessíveis a todos, convenhamos que existe, por outro lado, um verdadeiro exército de marketing, que através da sua principal arma: a propaganda, diz que não é qualquer perfume que te dá essas características de pessoa bem de vida, que mora na cidade grande. São perfumes X, Y e Z. Caríssimos e exclusivos.
Irônico a vida, que no início do século passado se vendiam doses de perfumes em trens pra amenizar o mal-cheiro de pessoas que trabalhavam em condições insalubres, e hoje ele é um produto única e exclusivamente de beleza, de "sedução". Um toque final de uma série de produtos e linhas para deixar você "feliz consigo mesmo" e parte de algo.





10 coisas que você precisa saber sobre mulheres

Espero que isso seja útil a algumas pessoas.

10 – A TPM não é um folclore partilhado pela civilização mundial. Ela existe e desdenhar disso pode causar a morte prematura.

9 – Não somos consumistas por que queremos. Ao menos, não conscientemente falando. A verdade é que existe toda uma rede de marketing muito boa por aí, e acima de tudo, existe a exigência da sociedade com seus padrões. Reclamar e acusar de consumismo é fácil, mas todo mundo quer ver todo mundo bem vestido e cheiroso.

8 – “sexo frágil”. Detestamos essa designação. Se nós vivemos em uma sociedade inserida em um Estado de direito, onde o único que tem a legitimidade de usar a violência é o próprio Estado, a força física não deveria ser uma categoria de diferenciação entre gênero. Não é pela base da força  bruta que fazemos as coisas, ao menos nos termos da lei certo?

7 – “Mulheres no trânsito são um problema”... Claro que não! De fato, o que mais tem por aí são dados estatísticos e estudos comprovando que a mulher é a que mais pratica a direção defensiva no trânsito, coisa que é obrigatória a todo mundo que possui habilitação. Logo, aristotelicamente raciocinando. Se a mulher não é a maior causa dos acidentes no trânsito, e só temos (reconhecidamente) dois gêneros, quem é o maior causador?

6 – Usar roupas decotadas, saias curtas ou calças justas não necessariamente quer dizer que queremos ficar aturando olhares nada discretos de homens. Nem sempre uma mulher se veste para agradar o público masculino, e sim para se agradar, já pensaram nisso?

5 – Ainda sobre o tema acima: Só por que uma mulher usar roupas que valorizem o seu corpo, isso não dá o direito de ninguém de qualificá-la como “fácil”, “piriguete” e outros termos ofensivos. O corpo é dela, ela veste o que bem quiser, e mesmo que tivesse os comportamentos que a colocariam nessas categorias, qual o problema? A independência sexual está aí há tempos.

4 – “Mal-amada”, “Isso é falta de sexo”. Vocês não têm ideia do quanto isso irrita uma mulher. Como se todos os problemas da vida fossem resolvidos com relacionamentos amorosos e transas. Muitas vezes o estresse diário, os problemas pessoais acabam causando comportamentos bruscos, e simplesmente dizer que a solução ou a causa disso é sexo ou a falta de alguém é ofensivo.

3 – Nem toda mulher está à espera do príncipe encantado ou quer viver um conto de fadas. Ou seja, essa coisa de romantismo ingênuo não é algo que atinge todo público feminino, na verdade, atinge uma parcela que hoje se reduziu significativamente. Não estou dizendo aqui que as mulheres não são românticas ou não querem relacionamentos duradouros, mas esse romance, e essa ânsia não são mais submissos. Queremos relacionamentos igualitários naquilo que eles podem ser.

2 – Não estamos tentando roubar o espaço dos homens ou então dominar o mundo e instaurar uma ditadura feminista. Só queremos uma coisa: Liberdade. De expressão, de atuação. Liberdade para viver sem ter um destino “fadado”, como ser aquela que vai ficar em casa e cuidar dos filhos. Queremos fugir do estereótipo de Amélia e sermos vistas como indivíduos dotados de vontades e sonhos.

1 – Não importa quantos manuais serão feitos para se entender as mulheres, eles nunca vão conseguir abranger todas as diferentes personalidades que existem nas várias ou numa só mulher. A verdade é que somos sim um gênero complexo, que vive em dilemas. Mas talvez grande parte disso só seja por que nossa educação é conflituosa e a época em que estamos vivendo, de quebra de laços e identidades, esteja sendo sentida cotidianamente. O que você realmente precisa saber é: trate-nos com respeito, como se deve tratar qualquer pessoa independente do gênero ou opção sexual.

Mais uma lista de 10 razões aqui no blog, mas dessa vez essa é uma resposta a 96ª edição opinativa do Bloínquês.

Ah não...

Atlântida não existe!

Depois de uma vida inteira (nossa, 19 anos) acreditando na existência profunda e magnífica do continente perdido de Atlântida, hoje em torno das nove horas da manhã eu tive essa verdade desfigurada pela revista Super Interessante ao saber que Atlântida só existia mesmo na cabeça de Platão.
AAAH,
como assim, mano?
E a Pequena Sereia?
E o Reino de Atlantis?
E o Aquaman?
E o Cap. Nemo?
E a Lara Croft em TR: Underworld?

Tudo que eu sempre acreditei caiu por terra (ou foi engolido pelo mar...) numa reportagem de meia página. Totalmente indigno isso. Não é uma forma de se começar o dia, ok? De acordo com a reportagem, Atlântida, que é apresentada por Platão nos diálogos de Timeu e Crítias, esse segundo sendo na verdade pseudônimo do próprio Platão, nada mais é do que uma metáfora criada pelo filósofo para ilustrar a soberba. A revista é bem clara ao simplesmente por em termos gerais e expressos que o que significa todo o diálogo platônico é aquela velha história do: "quanto maior a altura, maior a queda". Os Atlantis eram uma civilização avançada que vivia numa ilha localizada no meio do oceano atlântico (ahh, sério?!) além das colunas de Hércules, mais conhecida por mim e vós como o Estreito de Gibraltar, e tinha cerca de 200.000 metros quadrados o que honestamente não sei ao que equivale (esse negócio de geometria nunca foi meu forte, beleza?), mas o que importa é que na época achavam que era algo maior que a Ásia e a Líbia reunidas.
E de qualquer forma a história resume-se no fato de que por serem avançados, os Atlantis resolveram invadir Atenas, mas graças a coragem dos atenienses e também a eventos cataclísmicos, ou simplesmente algum castigo dos Deuses, do dia pra noite o continente afundou no oceano e se perdeu. The end. 
Eu ainda prefiro acreditar que seja o lar da Pequena Sereia.
Fato é que até durante um tempo a suposta existência de Atlântida tinha sido levada a séria por aqueles estudiosos ou crentes esotéricos e misticitas, e até mesmo alguns religiosos (numa fonte que eu pesquisei o autor se refere como pseudo-ciências, só que achei o termo pejorativo). Mas a busca e a crença só foi realmente levada a séria a partir dos estudos de um cara chamado Heinrich Schliemann, mais conhecido por mim e alguns de vós que são estudantes da área de humanas (mas principalmente ciências sociais e história) como pai da Arqueologia Moderna. Bem, pra variar o Schliemann era alemão e autoditada como uma leva dos grandes teóricos de humanas. E ele só foi o cara que comprovou que a história da Íliada de Homero não era apenas fantasia e que Tróia existiu. Só isso. Agora será que o Heitor era realmente tão gato como o Eric Bana? Ah, e descobriu e roubou o tesouro de Príamo. De qualquer forma, depois dessa descoberta, praticamente tudo que Schliemann dizia as pessoas acreditavam ser verdade, como por exemplo Atlântida, e mesmo após ele ter morrido em 1890, as especulações sobre o continente perdido apenas aumentaram e se difundiram pelo mundo.
Mas como diz Platão op cit na Revista Superinteressante: "O grande desafio é achar um conto que sirva ao nosso propósito". Bem, ele achou Atlântida.
E acabou meus sonhos, ai ai.


Ok,
Na real só vim aqui pra dar as caras.
Saudades de escrever minhas besteiras.

Curiosidades do dia: Fanfics

Você sabe o que é uma Fanfic? 


 Então, eu resolvi estrear uma espécie de coluna no blog. A cada semana - se as coisas forem um ritmo previsível, claro - eu vou comentar sobre alguma coisa divertida, intrigante e/ou viciante seja do mundo virtual ou do real. Hoje, o tema é Fanfic, e a escolha é simples: eu amo isso. Foi o que me prendeu na internet, o que me ligou nesse mundo e incentivou minha escrita.
Fanfic, na verdade, é uma abreviação do termo em inglês: "Fan Fiction" que traduzindo-se é algo como Ficção de fãs. O que acontece é que você, por exemplo, tem um filme, livro, personagem, celebridade, música ou até pintura dentre outros, algo que você é muito fã, e decide escrever sobre isso. A fanfic nada mais é do a criação de contos ou histórias das coisas que as pessoas são fãs, fazendo do seu próprio jeito, moldando a história original ao seu gosto. Massivamente, as fanfics mais escritas são de animes ou mangás (desenhos ou quadrinhos japoneses), de bandas musicais, de livros, de filmes e séries de tv.
Com a internet as fanfics tiveram um boom, e o surgimento de sites específicos para essas publicações cresceu, alguns gerais como o Fanfiction.net ou o Fanfic Obsession, e outros mais restritos como o Floreios e Borrões, que é apenas de Harry Potter. Nesses sites as pessoas podem fazer o upload das suas criações para que os outros possam ler e comentar, é uma forma rica de democratização da leitura e expansão da escrita, além de um estimulante para ambos.
Existem variações e classificações de Fancfics, quanto a gênero, quanto a faixa etária e principalmente quanto ao tipo de Fanfic que são bem distintas. Tem-se fanfics tipo Crossovers, que mesclam universos diferentes numa história só, por exemplo uma fanfic de Superman com McFly, que tal? Existem as fanfics Fluffy, que são aqueles romances beem açucarados e fofinhos, do tipo que dá dor de dente. Outras também interessantes são as UA (Universo Alternativo), já pensou ler uma fanfic de Dr. House, só que no período medieval e no leste europeu? As oportunidades são ilimitadas, basta ter criatividade!

Mas então, se é uma criação baseada noutra que já existe? Fanfic não seria plágio? 
Em primeiro lugar, fanfics são escritas sem fins lucrativos, você não vai ganhar por escrevê-las, nem as pessoas vão pagar por isso. Segundo, que geralmente há o disclaimer onde o autor a quem os personagens, enredo ou outros elementos da história realmente pertencem. A fanfic nada mais é do que uma reescritura de um fã ou uma nova história em homenagem e relação ao assunto que gosta, como quando fazemos blendings e wallpapers com as imagens das coisas e/ou pessoas que gostamos.

Se alguém se interessar, meu perfil do FF.net ta na página "A Autora". São de Harry Potter, mas por que não dá uma lida? É um mundo bem divertido, e diferente.



Fontes de uso: Wikipédia, O nerd escritor