Quando eu conheci você...

Inicialmente eu pensei em escrever esse texto e dedicá-lo a uma só pessoa, mas refletindo melhor, seria injusto, quase impossível citar só uma pessoa que foi responsável por lapidar, seja com sorrisos ou pedras, o que eu sou hoje. Então esse texto é para vários “você” que estão soltos por aí, próximos de mim ou tão distantes que eu já nem consigo lembrar suas feições.
Em primeiro lugar, obrigada. Obrigada por me ajudar a me tornar quem eu sou hoje, por que eu gosto de mim. Gosto do que eu me tornei, do que eu posso me tornar com as bases que eu construí, graças a vocês, e a todos os acontecimentos que nos chocaram pela vida a fora. Sei que eu não sou a melhor pessoa do mundo, nem sou perfeita. Mas ainda assim, sou contente comigo, tenho aquela confiança arrogante que todos têm, em altas ou baixas doses, sobre si mesmos.
Vocês mudaram minha vida, de um jeito ou de outro. Fazendo-me rir, me aconselhando, não me conhecendo e dizendo conhecer, me conhecendo e fingindo não me conhecer, me fazendo chorar, me frustrar, sentir raiva, ódio, amor, paixão, atração, nojo, irritação, antipatia, simpatia, carinho, pena, excitação... Fazendo-me viver e sentir o que deveria ser sentido, lidar com minhas emoções, aprender e crescer com elas.
A verdade é que sem a presença de vocês, entremeando meu cotidiano, roubando meu tempo, às vezes meu pensamento e quem sabe até meus sonhos, eu não seria a mesma de hoje, seria outra Alessandra, outrem que talvez eu não gostasse de ser. Uma frustrada, uma vazia, solitária e sofredora, mal-humorada, resignada, arrogante, esnobe, fútil... Alguém que teria vergonha de ser quem é. Vocês, cujos rostos eu lembro ou não, cujas conversas eu mantenho ou não, cujas opiniões me importam ou não... Vocês têm uma boa parcela de culpa ou responsabilidade no que eu me tornei hoje.
Amigos, colegas, conhecidos, inimigos, amores, desamores, familiares, pessoas. Não importa muito a que categoria eu os qualifico, ou vocês me qualificam, o que importa é que no dia-a-dia, à medida que a vida segue seu curso, vocês me marcaram, tenham sido cicatrizes profundas ou pequenos arranhados. E eu espero ter marcado vocês também, de uma forma ou de outra. Espalhando um pouco do que eu sou por aí, tal como fizeram comigo, ajudando a construir uma identidade, um ideal do que ser e como agir, seja por exemplos bons ou ruins.

Bloínquês, 97ª edição opinativa.

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