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Nó científico



Sabe quando você está naqueles momentos reveladores da sua vida em que você descobre que tudo em um porquê de acontecer? Acabei de passar por um desses, e não é fácil. Na verdade, chegar a essa conclusão é até uma trajetória que não exige muito quando fazemos em termos abstratos. O problema é a explicação.
Não é só dizer que as coisas tem um porquê de acontecer, mas é mostrar os porquês das coisas acontecerem. 
De repente tudo dá um nó.
E você descobre que a didática atrapalha e também é o que mantêm a sua sanidade. Já pensou se você tivesse que olhar para o panorama complexo da sua realidade de uma vez só, logo ao "nascer" cientificamente? 
Nosso processo de aprendizagem segmentado e alvo de críticas pode ser ruim, mas acho que hoje eu enxerguei o seu propósito. 
Passamos uma vida toda aprendendo coisas segmentadas, para depois, amadurecidos intelectualmente (nos termos de capacidades cognitivas e raciocínio), desaprender a fragmentar e aprender a analisar ao nosso redor levando em conta o maior número de elementos que podemos visualizar.
Só há uma palavra que define isso: LOUCURA.
E então você descobre porque está na área certa, pois é uma loucura que te encanta. 

Quando eu conheci você...

Inicialmente eu pensei em escrever esse texto e dedicá-lo a uma só pessoa, mas refletindo melhor, seria injusto, quase impossível citar só uma pessoa que foi responsável por lapidar, seja com sorrisos ou pedras, o que eu sou hoje. Então esse texto é para vários “você” que estão soltos por aí, próximos de mim ou tão distantes que eu já nem consigo lembrar suas feições.
Em primeiro lugar, obrigada. Obrigada por me ajudar a me tornar quem eu sou hoje, por que eu gosto de mim. Gosto do que eu me tornei, do que eu posso me tornar com as bases que eu construí, graças a vocês, e a todos os acontecimentos que nos chocaram pela vida a fora. Sei que eu não sou a melhor pessoa do mundo, nem sou perfeita. Mas ainda assim, sou contente comigo, tenho aquela confiança arrogante que todos têm, em altas ou baixas doses, sobre si mesmos.
Vocês mudaram minha vida, de um jeito ou de outro. Fazendo-me rir, me aconselhando, não me conhecendo e dizendo conhecer, me conhecendo e fingindo não me conhecer, me fazendo chorar, me frustrar, sentir raiva, ódio, amor, paixão, atração, nojo, irritação, antipatia, simpatia, carinho, pena, excitação... Fazendo-me viver e sentir o que deveria ser sentido, lidar com minhas emoções, aprender e crescer com elas.
A verdade é que sem a presença de vocês, entremeando meu cotidiano, roubando meu tempo, às vezes meu pensamento e quem sabe até meus sonhos, eu não seria a mesma de hoje, seria outra Alessandra, outrem que talvez eu não gostasse de ser. Uma frustrada, uma vazia, solitária e sofredora, mal-humorada, resignada, arrogante, esnobe, fútil... Alguém que teria vergonha de ser quem é. Vocês, cujos rostos eu lembro ou não, cujas conversas eu mantenho ou não, cujas opiniões me importam ou não... Vocês têm uma boa parcela de culpa ou responsabilidade no que eu me tornei hoje.
Amigos, colegas, conhecidos, inimigos, amores, desamores, familiares, pessoas. Não importa muito a que categoria eu os qualifico, ou vocês me qualificam, o que importa é que no dia-a-dia, à medida que a vida segue seu curso, vocês me marcaram, tenham sido cicatrizes profundas ou pequenos arranhados. E eu espero ter marcado vocês também, de uma forma ou de outra. Espalhando um pouco do que eu sou por aí, tal como fizeram comigo, ajudando a construir uma identidade, um ideal do que ser e como agir, seja por exemplos bons ou ruins.

Bloínquês, 97ª edição opinativa.

10 Razões por que eu não sou Nerd




Eu li um texto bem espirituoso falando sobre uma nova “raça” de garotas denominadas de “Pirinerds” (piriguetes + nerds) no site das Garotas Geeks. E o post, que alias foi muito bem escrito e cômico, me rendeu reflexões que agora me põe na obrigação de escrever esse texto aqui.
Em primeiro lugar, eu não sou nerd.
Passei uma boa parte da minha vida tendo essa designação por parte das outras pessoas, e nunca concordei com isso, e o porquê? As Garotas Geeks responderam por mim ao traçar o perfil das Pirinerds e concomitantemente, o perfil do que seria uma verdadeira garota nerd. Eu não me encaixo em nenhum, óbvio. Então, vamos às razões:

10 – Eu não sei matemática.
Aparentemente, para você ser considerada uma nerd, você precisa entender sobre programação e coisas do tipo, que eu sei que envolvem matemática, e muita paciência. Na verdade, entendam matemática com ligação direta a um raciocínio lógico do capeta. Não, eu não tenho isso. De fato, meu boletim nunca foi impecável exatamente por causa dessa matéria maldita que sempre me deixava na média.

9 - Eu não sei a história dos videogames
Eu jogo videogame desde a época do Megadrive, isso é fato. E tive meu Supernitendo. E joguei no 64, no PS1, tenho meu PS2, mas já joguei no PS3, no PSP, no Wii e no Xbox 360 (que se alguém quiser me dar de presente, não farei qualquer objeção). Mas, ficar comparando? Ou sabendo a história de cada um? Ou etc, etc, etc? Não obrigada, eu só jogo, não sou nenhuma especialista.

8 – Quase nunca zero os jogos de videogame
É, eu já joguei Zelda, nunca zerei e achava meio entediante. Sou fã do Mario Bros, mas digo com orgulho que nunca zerei (no Super Mario World, se eu cheguei à quarta fase foi muito). Na verdade, a maioria dos jogos eu nunca zerei! Seja lá qual fosse o modelo do videogame. E convivo bem com isso, muito obrigada.

7- Jogos de RPG famosinhos. Quiço?
Nem curto. Jogo RPG desde pirralha, isso é verdade. Jogava aquele clássico de mesa, que era do Pokémon com os meus primos. E depois comecei a jogar RPG de fórum, o chamado ORB, de Harry Potter. Até administrei por dois anos uma comunidade assim. Mas os famosinhos? Aqueles on-line? Nope. Nunca joguei e nem tenho ideia de como joga. Na verdade, algumas pessoas sequer consideram um RPG ORB, RPG de verdade. Mas eu acho um dos melhores, por que tudo parte da sua imaginação e da sua capacidade de escrita (ok, os dados também existem pra te ferrar, mas a gente releva isso). 

6 – Sou enrolada com aplicativos e não tenho sonho de consumo pela maioria dos gadgets.
Pra conseguir instalar um aplicativo no meu telefone é um pesadelo. Nunca sei se vai ser compatível ou não, e também não faço muita questão de encher ele de coisa (só o Mobile Office já me serve, poder ler não importa onde! Ah, e o aplicativo do Facebook também, admito). Não, não sonho em ter um iPhone, iPad, iOqueSeja. Acho-os legais, já fucei em uns e coisa e tal, mas o valor deles? Não pira. Ganho mais juntando dinheiro pra sair de casa e mudar de estado.

5 – Não sofri bullying na escola por ser Nerd
Ok, eu sofri bullying, mas foi por causa da minha altura, mais do que qualquer outra coisa. Só que eu nunca liguei, altura é uma coisa que você não consegue mudar, então aprende a conviver com isso. E ser baixinha tem muitas vantagens! Agora, a maioria dos “nerds” tem esse passado triste em comum, sofriam na escola e etc. Não estou desmerecendo ou desdenhando disso, nem dizendo que foram todos, mas se usam isso como uma característica pra identificação desse grupo, então eu não faço parte. Eu até era chamada de nerd, mas isso é mais generalização do termo pra qualquer pessoa que tire nota alta, do que por ser nerd mesmo (coisa que eu não sou e estou comprovando aqui).

4 – “Starfilia”
Sim, eu amo Star Wars. Sempre gostei de ficção científica. Temáticas aeroespaciais me fazem muito feliz. Mas não, não destrinchei tudo, revirei as entranhas do assunto pra virar especialista. É algo que eu gosto de assistir, reflito sobre e acho fantástico, mas não sou a fim de virar especialista. Nunca li todos os quadrinhos de Star Wars, ou terminei o Guerras Clônicas. E Star Trek? Um dia eu assisto todas as temporadas, um dia. Foi uma paixão que eu adquiri através do meu pai, e não por ser uma bandeira levantada pelos nerds. As pessoas tendem a me classificar como tal, talvez por isso, mas o modo como eu vim gostar dessas coisas é totalmente diverso. Eu convivi com essa temática em casa e nem sabia que existia toda uma ideologia nerd por trás disso, até sei lá, meus onze anos.

3 – Tolkien, mitologia e por aí vai.
Mitologia nórdica e grega me gusta? Sim. Me gusta mucho. Mas eu não fico horas e horas discutindo sobre isso, ou sei tudo, ou lembro o nome de todos os Deuses, titãs, semi-deuses e o que mais tiver na panela. E Tolkien? Senhor dos Aneis, é muito bom. Passo o dia assistindo, mas eu dormi várias vezes lendo Silmarillion, admito pra vocês. É fantástico, é sim, mas é uma leitura entediante em alguns momentos, assim como C. S. Lewis, H. G. Wells e R. R. Martin. Então, eu gosto sim, mas como disse? Não sou especialista, coisa que para todo nerd para ser algo extremamente importante.

2 – Cinéfilos e musicólogos
“Por que a fotografia do filme não está boa e...” Grego. Eu não estou prestando atenção na fotografia, sinto muito. Eu gosto de assistir filme como entretenimento, não como um objeto de estudo a ser investigado, revirado e dissecado. Pode ser que eu esteja perdendo muitos significados, muitas coisas por trás? Sim, deve ser isso. Mas não ligo e nunca liguei. Filme pra mim é pra assistir, pra relaxar. A mesma coisa em relação à música. Primeiro que eu não sei tocar nada, nem reco-reco. E segundo, que meu gosto é muito variado, que ora entra no hall da fama dos musicólogos, ora vai para o que eles mais desprezam. O que importa é se sentir bem escutando uma música. Não classificá-la, ou destrinchar tudo.

1 – Eu não sou nerd
E claro, a primeira posição tem que ser a minha opinião sobre eu mesma. Não me considero nerd pelos nove fatores que vocês acabaram de ler, e por outros tantos que não explicitei no texto. A verdade é que ser ou não nerd é uma questão de identificação também, alias é principalmente isso. Eu não me identifico e sinto que se fizesse, estaria traindo a própria ideologia de quem realmente se considera como tal. Acho que o fato de gostar de ficção científica, animes/mangás, ler muito, escrever fanfictions, ter blog e coisa e tal me dá a aparência de ser uma nerd, mas não é bem assim. São coisas que eu faço ou gosto por que me fazem bem, por que eu gostei, por que eu sou curiosa. Mas não é primordial. Dormir e vegetar ainda são minhas atividades favoritas. Mas viva os nerds, e quem consegue se identificar como tal, por que ama o que faz.

Uma carta pra quem precisa


Belém, 21 de fevereiro de 2012

Eu queria tanto poder te passar a segurança que eu sinto. Dizer-te que eu sei e que eu tenho a plena certeza de que o final que você almeja vai dar certo, e está lá esperando por você. Melhor ainda, que o final que você tanto quer, não passa do início de outra etapa na sua vida. Uma etapa que vai se moldar a você de forma tão perfeita, como você sempre sonhou que moldaria. Queria tanto poder te dizer que sim, você nasceu pra isso. Que você é uma das poucas sortudas de conseguirem descobrir que o que você quer é exatamente aquilo para o qual você foi feita.
Queria te dizer tudo isso, com um sorriso no rosto, segurando sua mão e observando suas expressões se modificarem lentamente, mas de forma intensas, ver você crescer ao mesmo tempo em que mergulha na felicidade da inocência infantil, de uma criança que ganha doces. Você merece isso. Eu sei que sim, e eu acredito, não pela fé cega no que você é, mas pelo conhecimento do que você fez e dos caminhos que você trilhou, das coisas que você sacrificou em prol daquilo que você tanto quer.
Quero te dizer que não é preciso tanto medo, tanto pessimismo, tanta falta de fé em si mesma. Por que você vai conseguir, você vai chegar lá. Não é preciso se subjugar tanto, pensar que suas qualidades não são suficientes, que você não está à nível do seu sonho. Dizer-te que se você foi obstinada o suficiente para sonhar com isso, e mesmo temerosamente, trilhar sua longa jornada nessa direção, então você está acima do nível do que você acha. Então que você vai alcançar o que você quer, sem toda a dor que você acha que vai sentir, sem o medo da decepção que você pensa que não vai suportar.
Você não vai sentir essa decepção. Tira isso da sua mente. Não seja assim, tão dura consigo mesma. Tão desesperada para que o final chegue, mas também que ele demore. Por que você não está preparada, você nunca vai estar preparada o suficiente. Deixa essa paranoia de lado, ela não te faz bem, te tira lágrimas que você não precisava derramar, te angustia por coisas que você ainda não realmente sentiu. Queria tanto poder te passar a segurança que eu sinto pra que você pare de sofrer por antecipação, para que você não seja tão dura consigo mesma, e possa sorrir mais, confiar mais e acreditar mais em si própria. Nas suas capacidades. Eu queria tudo isso, por que eu vi, eu te vi lá, e eu te vejo agora. Você vai conseguir, garota. Você nasceu pra isso. Não tenha medo, não desista do que você ainda nem tentou de verdade.

Com amor,
O futuro.

Ai amor...

O amor.
Possivelmente um dos temas mais sorrateiros com o qual temos que lidar em nossas vidas. Em primeiro lugar, o que é o amor? Aí é uma boa pergunta, insólita e sem resposta pelo fato de ter tantas respostas. A biologia, a teologia, a sociologia, a antropologia, a psicologia, a matemática, a astrologia, a quiromancia, a mitologia... São tantas coisas que tem explicação pra esse sentimento que é difícil escolher qual a melhor, ou quais combinar pra ter uma resposta mais "completa". Uma palavrinha, o xis da questão de toda a história da humanidade, e nenhuma resposta plenamente satisfatória. Se existem 7 bilhões de pessoas no mundo, existem, no mínimo, 7 bilhões de opiniões sobre o amor.
O certo é que mesmo o mais covarde quer sentir, busca, ainda que secretamente, por meio de palavras ou ações, ter um fragmento de amor na vida. Por que o amor, não pode ser medido nem delimitado. Como bem disse Bauman em Amor Líquido, o amor tal como a morte são experiências únicas. Você nunca vai compreender totalmente se não vivenciar, o amor dos outros é um amor interpretado, atuado, como se fosse um filme editado que vai chegar a você. É preciso que cada um viva seu amor. Ou seus amores. 
E todos necessitam dele.
Mas necessidade é uma palavra forte, gera medo, incerteza. E busca-se então soluções mais simples, por que o amor não é fácil, e muito menos indolor. E a nebulosidade do futuro impede a sensação de segurança de saber que vai dar certo, que há algo bom do outro lado. Mas então, por que pensar no outro lado? Por que não pensar na caminhada até lá? Dar e apreciar passo a passo. O amor não é um lugar onde se chega, é um caminho, é algo que se constroi, que se mostra através das curvas sinuosas, das retas, das ladeiras... Ora de ladrilnho, ora de cascalho, ora de um asfalto liso, ora de remendos e buracos. Mas ainda assim um caminho, que pode ser sem saída, pode haver bifurcações, pontes... Tantas coisas que você deve arriscar-se a vivenciar. 
Mas vale à pena tanto risco por tanta incerteza? E se acabar? É o que a grande maioria se pergunta. O que eu me pergunto ainda. A resposta é simples, vale à pena tanta resistência e não viver nada? Qual o objetivo então, de a todo momento, se privar das coisas pelo medo do compromisso? Quando no fundo, se quer o compromisso? Somos tão ambivalentes que com o amor não seria diferente. Ao mesmo tempo que ânsiamos por amar, somos aterrorizados por isso. Ao mesmo tempo em que queremos a liberdade de poder ter e sentir amor, temos medo da prisão que ele pode causar, do tolhimento da liberdade de amar por estar amando. Aí pensamos, e se acabar não é? Possivelmente, queiramos que acabe, sentir alívio por que findou-se. Esperar pela falha é mais seguro, mas impede a vontade pra seguir em frente, em busca de mais.
Não acho que o amor acabe. O que acaba é nossa coragem de tentar construi-lo todos os dias com alguém. O que acaba é a nossa suposta segurança e boa vontade de estar cinquenta por cento dependente das ações de outra pessoa. De não ser soberano de suas emoções, como aparentemente a vida sem amor diz que é. Mas se a vida sem amor é uma vida que busca pelo amor, será que realmente tivemos a soberania, o controle sobre as nossas emoções em algum momento? É algo a se pensar. Tanto quanto as armaduras anti-amor que nos vestimos, mas que queremos que alguém tire, só não por muito tempo, por que podemos mudar e não mais caber naquela armadura, restando então a fragilidade sem ela.
No final das contas não é o amor que acaba, nós quem acabamos com ele.


And I'm losing my favourite game...

You're losing your mind again.
(The Cardigans)



Quando foi que vinte e quatro horas se tornou tão pouco tempo pra mim?
Me pergunto isso todo dia, quando acordo cedo e me arrumo pra mais um dia cheio, de forma automática. Passou-se um período onde eu fiz as coisas sem realmente reparar que as estava fazendo, os afazeres se tornaram tão típicos e voluntários como respirar ou piscar os olhos. A jornada de trabalho se estendeu, e o tempo de se divertir sem se preocupar ficou em segundo, terceiro, último plano. Tão engraçado, pra alguém que usualmente foge do trabalho como diabo foge da cruz. Mas então eu fiquei doente, e escutei meus pais, outras pessoas, falando que eu estava me excedendo. Mas como? Eu teria sentido se tivesse me forçado demais, não teria? Bem, não senti. Até pegar essa gripe filha da mãe. E perceber que, doente, eu só penso que as coisas vão ficar todas atrasadas. Que ardendo em febre eu só penso no que eu tenho pendente, no que eu tenho que ler, fazer, de que eu tenho que planejar. Que eu preciso conseguir fazer tudo que eu me comprometi a fazer. 

Deus me livre de ser workholic


Eu amo a sociedade e você?

"Podemos então considerar que estamos no centro (isto é, no ponto de maior pressão) de um conjunto de círculos concêntricos, cada um dos quais representa um sistema de controle social"
Peter L. Berger, Perspectivas sociológicas: uma visão humanística.

Não vou indicar o livro para todos lerem, principalmente na íntegra. A não ser, claro, que você faça sociologia, antropologia, ciência política, relações internacionais e até mesmo direito e serviço social. O que também pode ser resumido em qualquer área de humanas. Mas, aos mais interessados em avaliar a teoria acima, recomendo o capítulo quatro do livro (que tem apenas 201 páginas), chamado de O Homem na Sociedade. É muito interessante, e abre seus olhos para uma série de fatores que passam diariamente a sua frente, que alias, você sofre diariamente e sequer se dá conta da complexidade deles.
Eu andei lendo por que é obrigatório na minha matéria de teorias sociológicas, e achava que iria ser bem chato, só que Peter Berger é legal de se ler. Ele é bruto e extremamente pessimista e irônico, não tem como você não rir de algumas frases críticas. E talvez por eu ser tão pessimista quanto, eu me identifique bastante com a opinião dele em alguns pontos.
Mas não estamos aqui para fazer uma resenha bibliográfica, certo?
Você já parou e pensou no quanto você é controlado socialmente? Que aquela famosa sensação de liberdade é apenas uma falsa memória? Um idealismo a que todos somos incutidos sempre com paisagens bucólicas, felizes, vibrantes e cheias de ar? Isso é mentira. Não somos livres, tanto do ponto de vista jurídico, quanto filosófico e social (e ainda posso citar muitos outros aqui). A verdade é que a partir do momento em que nossos ancestrais decidiram construir uma sociedade, perdemos a nossa liberdade. E isso não é ruim, sem sociedade a humanidade pereceria. Um cérebro não é maligno sem influências, e foi a nossa maldade que nos colocou no topo da cadeia alimentar. Ou você acha que o cara bom é que venceu a jogada? 
Mesmo que, de certa forma, tenha sido ele. Já que somos dualistas por natureza, temos tanto a maldade contra a bondade dentro de nós. E depende muito de como crescemos e vivemos qual faceta será a mais ressaltada. Aliás, depende também da visão do outro sobre nós mesmos. Como diz meu professor de teoria política: "Às vezes praticamos a maldade sem ter consciência dela". Alguns devem estar pensando o quanto eu sou pessimista, bem vindos ao meu blog, por que a cada dez posts, nove são assim. 
Voltando ao ponto principal (juro que estou treinando minha objetividade, dêem um desconto), até mesmo antropologicamente somos presos. A cultura prende nossos instintos e desejos. Mas imagina uma sociedade onde todos fossem realmente livres, onde não houvessem instituições de nenhuma espécie (isso inclui a família, por que ela é uma instituição, e das mais antigas). Não haveria sociedade, simples assim. Por que são as instituições, coercitivas por natureza, que mantem todos em seus devidos lugares. Impondo limites aos direitos de cada um, e punindo aqueles que excedem os limites do direito dos outros. Num mundo livre, onde o seu direito começaria e onde acabaria? Quem iria protegê-lo se você fosse lesado?
Por que a consciência do dito bom-senso só é desenvolvida em sociedade também. Seriamos como Hobbes diz, um estado selvagem, sem discernimento do que é bom e ruim, do que é meu e o que seu, apenas do que eu quero e do que me interessa. Teríamos direitos sim, os naturais, entretanto não haveria garantia desses direitos.
Bem vindos à selva.


Foi um post realmente curto e de pouca carga teórica, mas é que para cada ponto dito acima eu tenho uma infinidade de argumentos, então praticamente dá um artigo. Rá, ra.




Beijos e queijos.



Pensamento em Sintonia?

Será que nós dois estamos ligados pelo destino? Será que isso significa que somos almas-gêmeas?




Antes de iniciar a discussão, é preciso avisar que minha opinião está muito sujeita ao ceticismo em relação às coisas românticas. Vai ver por que eu estou desapaixonada ou, quem sabe até o contrário, enfim. Segredos. Todo mundo em algum momento da vida deve ter dito a frase clichê: “é o destino” ou qualquer uma de suas variações quando você tem o mesmo pensamento que uma pessoa, ou vai para o mesmo lugar que ela, ou então, fala ao mesmo tempo; as situações são diversas. Começando por mim, acho que eu já disse essa frase tantas vezes e pra tantas coisas que eu acredito que o tal do “Pensamento em Sintonia” não necessariamente é só com a pessoa que você está gostando no momento, mas em relação a tudo a sua volta.

Você entra em sintonia com as coisas e com as pessoas.

Então, basicamente essa é a tese do meu argumento. O pensamento em sintonia existe sim. Às vezes você se conecta, ou se identifica tanto com algo/alguém que é inevitável que seus modos e comportamentos não sejam refletidos na atitude do próximo, o outro lado da conexão. E isso é o que acontece com a maioria dos casais. Por que afinal de contas, o que é mais próximo do que duas pessoas apaixonadas? Então, até pela ebulição do momento, de todo aquele amor e feniletilamina, parece que as duas pessoas estão mais ligadas - e talvez até estejam -, mas não seria diferente se qualquer uma delas tivesse ligada a outra pessoa ou algum objeto, sem necessariamente ser romântico. Mas, quem sabe, a palavra certa aqui seria afetivo. Assim, não é como se a sintonia fosse um acontecimento exclusivo do relacionamento entre duas pessoas, muito pelo contrário, talvez ela seja um reflexo, uma abstração e mistura de atitudes e perfis das duas coisas que entram em contato; sejam objetos, sejam pessoas desde que os dois lados ou um lado nutra afeto em relação ao seu oposto.

Assim sendo, partimos para o segundo questionamento do subtítulo. Almas gêmeas. Bem, englobando essa questão na minha tese, eu deveria logicamente dizer que se o Pensamento em Sintonia é comum tanto para coisas quanto para pessoas, sem necessariamente ser uma, mas podendo ser várias e em diferentes níveis; logo, existem também várias almas gêmeas. Só que não é bem assim. Por que em primeiro lugar, você tem que acreditar que Alma Gêmea existe. Acreditar piamente que há em algum lugar do mundo (ou espaço-tempo para os sci-fi, nerds, geeks e etc.) alguém que nasceu para você, que te completará e, que será o único e verdadeiro amor da sua vida e que vocês serão felizes para sempre quando se encontrarem, e que os seus destinos são que sempre se busquem pela eternidade e tudo o mais.

Eu não consigo acreditar nisso.

Realmente já tentei, mas não acredito. Não existem Almas-Gêmeas, existem pessoas que se entendem. Que se unem por que se amam, por que não podem resistir uma à outra, por que há algo de mágico (sim, magia mesmo, seja lá se for apenas feniletilamina com dopamina) que as impele uma para a outra, e que, entretanto, após um interlúdio de “perfeição” elas descobrem que ainda continuam pessoas, ainda continuam com seus vícios e virtudes, e que para dar certo mesmo, para que possam ficar juntas mesmo, um “eu te amo” não vai bastar. Que precisam ajustar suas vidas para que elas se entrelacem, e que aceitem as falhas, fraquezas do outro. Pessoas que entendam que devem ceder e devem esperar, e devem estar junto. Que se ama a pessoa de verdade, não deve moldá-la a si, ou exigir que ela mude aquilo que não lhe agrada, mas que junto a ela, chegue num equilíbrio. Exija e doe um pouco de si própria. De ambos os lados. Como uma via de mão dupla em constante tráfego.

E essas pessoas entram em sintonia sim. Por que se gostam, por que sentem afeto uma pela outra. Por que com o tempo, com o convívio, acabam tomando para si o comportamento do outro, influenciando e sendo influenciadas num fluxo interminável.

Só que o ponto é: Poderia ser qualquer tipo de pessoa. Poderia ser um casal, sim. Poderia ser um livro e um leitor, igualmente. Um pai e uma filha, uma mãe e um filho. O mundo e a sociedade?

Sim.

Todos estão em multissintonia.



Texto escrito para o: Bloínquês e sua 25ª edição opinativa.

the ugly truth

Hoje eu acordei monossilábica. Aquelas manhãs atípicas quando você acorda mandando tudo pro inferno mentalmente e ignorando de forma deliberada qualquer tentativa de diálogo. Entretanto estou muito comunicativa na escrita, afinal eu estou escrevendo aqui, mas apenas pelo simples fato de que não necessito falar para isso. E sabe o mais engraçado desses dias de humor negro? É que as pessoas parecem ser instigadas a fazer a nuvem negra sobre a sua cabeça soltar mais raios e trovões múltiplos do que você sozinha já faz.
Quer estragar meu dia? Lance uma enxurrada de coisas que tenho que fazer naquele dia. Não é um saco? E sufocante? Eu odeio me sentir sufocada, aliás, odiar é uma palavra que tem sido frequente no meu vocabulário, acho que se continuar assim, eu vou acabar sendo odiada, ou pior, me odiando. Mas, é legal uma vez ou outra você ser uma filha da puta e recorrer ao Estado de Natureza de Hobbes, ou seja, não primar pelo direito dos outros e pela boa convivência em sociedade, aí você percebe quem é quem. E a verdade inconveniente: Todos tentamos ser melhores que o outro.
Mas acho que essa frase já é água passada por aqui, já comentei isso e até disse que quem não acha isso é um puta mentiroso e hipócrita. Você pode enganar os outros, mas não a si mesmo. Essa tendência competitiva é natural do nosso instinto, somos animais também. E por isso, assim como sexo, cocô, xixi, não deveria ser um horror falar disso. É algo que não podemos mudar.
A verdade é quenão existe gente que não gosta de competir, existe gente que é fraca demais para ganhar uma competição, mas não que ela não tente o mínimo ou que pelo menos uma vez não sonhe em ganhar tal coisa. Eu sou competitiva, muito competitiva. E territorialista. E arrogante.
Fazer o quê? A arrogância faz parte dessa juventude, e talvez, acho que como a competitividade faça parte também da natureza humana, mas vai saber... Eu não estudo psicologia. Lendo blogs e comentários alheios da vida, nesse meu momento de humor negro, eu percebo que querendo ou não, todos nós seguimos um padrão. E que Caio Prado Júnior estava certo em Sentido da Colonização: Ainda que hajam particularidades, toda história de um sentido. E é esse sentido que faz com que os historiadores, por exemplo, possam estudar e determinar os aspectos de uma período histórico específico. Não que eu faça história também, mas se eu estiver falando bobagem, a Zélia me corrige. Então, pessoas ditas diferentes e incompreendidas, vocês nada mais fazem do que seguir o padrão do nosso período: sermos diferentes e incompreendidos.
Lembra do que eu disse no post do "Eu sou superior!"? Se não lembra, releia. Foi exatamente isso! Que os que se dizem diferentes, são na verdade, iguais. Por que assim como você se acha diferente existe quase toda uma geração que se diz a mesma coisa. Ainda em dúvida? Faça uma pesquisa de blogs e você notará isso. E por que nos dizemos incompreendidos? Ora por que, por que nós somos. E angustiados. Talvez o grande marco da nossa geração não seja o colorido do Restart, ou a extravagância da Lady Gaga, ou quiçá a beleza do Indie. Não, a angústia é a grande marca. Aquele sentimento de prisão que nos oprime mesmo quando estamos tão livres, por exemplo, na internet. Quando viajar tornou-se bastante acessível, quando a socialização se tornou menos complicada. Ainda assim... Continuamos nos sentindo presos.
A verdade é que nos sentimos presos com esses discursos ideológicos, com a mídia em massa, compelidos a seguir dois tipos de comportamentos: aqueles que se submetem e aqueles que tentam não se submeter e vivem na luta. Entretanto, é inevitável não ser influenciado por isso.
Sabe de uma coisa? Começo a concordar com Álvaro Valls no livro "O que é ética?" quando ele comenta sobre o fim do indivíduo, e de fato, estamos suprimindo o nosso indivíduo e sendo vistos mais como massa, seja a facilmente manobrável, seja a difícil. E talvez por isso necessitamos tanto dessa vontade de sermos "diferentes".
Nem sei mais o que estou falando. Mas eu me sinto melhor
E ah... Uma dica. Nunca leiam livros de filosofia que sejam pequenos.
Eles são os que mais nos deixam sem chão.

Eu sou superior!

Veja como eu sou cult, sou diferente, tenho o cérebro do tamanho de uma noz e os colhões de aço! 


Nossa, hoje eu to de saco cheio. Sabe aquele tipinho de gente que se acha a nata da sociedade, supra sumô do conhecimento, ser magnânimo das atitudes legais? É aquele mesmo que você conhece uns duzentos e reconhece a quilômetros de distância o pavão andando pela lama como se estivesse num jardim. Só que o jardim não pode ser muito florido ou ele pode sentir a beleza das suas penas ameaçadas pela beleza das flores! Provavelmente alguns concordarão comigo, outros - estes incomodados com a verdade da descrição e contraditoriamente se identificando com ela - dirão que eu também sou uma "superior". Bem, existe um belo verbo indireto que pode resumir minha opinião sobre o assunto: foda-se. Ah, vá plantar bananeira e ver se nasce um cacho no meio do seu... Você sabe. MIMIMI, eu não assisto televisão por que ela aliena as pessoas. IAUHDIUAHS, puta alienado tentando fazer parte de um círculo de intelectualidade suprema. Ah, eu leio Freud, Marx, viva a revolução do proletariado! Somos muito individualistas, foda-se, todo mundo faz sexo e quer fazer sexo e você definitivamente não vai gemer: "aaaaaaw, subconsciência" durante um orgasmo e muito menos "pegue a foice e o martelo". Você vai ser selvagem como qualquer outra pessoa e gritar: "mais forte" sei lá. Entendem o que eu quero dizer? Na hora da diversão ninguém se importa com seu intelecto ou seu QI de 19873187113131987231 e não sei quantos.
MAS O PIOR, é quando um ser autoditata, sinônimo da perfeição desses vai para o interior. Aí é divertido, aí vem a vingança. Foda-se se você sabe as leis de Keppler, e sobre a teoria da relatividade, ou se você é trendy no twitter, ou ainda se você não vê televisão e é o senhor "não sou alienado" enquanto esconde sua adoração pelas bandas cults, e estilos literários beirando o mórbido pra dar uma de cool. ISSO, não vai valer de nada, e você só vai ser um almofadinha ridículo que não sabe andar pela mata ou ordenhar uma vaca.
PELOAMOR, vamos parar com essa santa idiotice de tentar ser superior. Ninguém é superior, futilidade todos tem um pouco, e todos são um pouco. Não vem achando que você não faz parte de uma modinha ou segue um conceito, por que até sendo do contra você tem um grupo de identificação, o povo que é do contra por que quer quebrar o sistema. BELIEVE, quebrar o sistema é a modinha mais up do momento. Então, é capaz do cara fã de Restart ser mais verdadeiro que você e toda a sua pose de senhor da sabedoria. Por que, claro, com Google até eu sou sábia.
E O MELHOR, ah o melhor é o julgamento. Por que de alguma forma distorcida nós, meros humanos bípedes, do gênero homo sapiens, com cérebro, dentes, coração, olhos, nariz, boca e capacidade de raciocínio, achamos que os demais ao redor devem ser julgados. São inferiores por isso, por aquilo, ou são superiores por que "não ligam" ou etc, etc, etc. OUTRA NOVIDADE, todo mundo liga pra alguma coisa. Se não liga, pega na mentira ou faz um teste neurológico na criatura, com certeza o nível de dopamina dela é baixo e o risco de suicídio altíssimo. Fala sério, dá nos nervos quele olhar de "OMG, sua insana. Como você pode gostar disso, vestir isso, ler isso, curtir isso?" Mano, quem liga? Como eu li as sábias palavras ditas por uma velhinha num dos blogs que eu visitei: "No final vai todo mundo pro mesmo buraco".
E é por isso que eu adoro falar EU GOSTO DE ASSISTIR SILVIO SANTOS. EU VEJO NOVELA. EU ANDO DE ÔNIBUS, EU JÁ OUVI RESTART, JÁ LI CREPÚSCULO. JÁ LI MAQUIAVEL E QUE SOCIALISMO E CAPITALISMO VÃO MORRER EM CHOQUE.
2012 termina o mundo.


IUAHDIUHAUDHAIUD,
sintam-se ofendidos ou não;
eu vou ligar pra isso.

Algumas poucas palavras inconscientes

 "Há mais entre o preto e o branco do que se possa ver, a infinidade de matizes cinzas, como numa coloração degradê recaem sobre as situações da vida. Entretanto, poucos são os olhos com íris capazes de enxergar além do véu das cores simples, além da sua ausência ou da sua plenitude. Há imperfeições, quebrados, inversões, há humanidade e complexidade em todos os atos. E são estas pequenas exceções que me movem, controlam minha intolerância e fragilizam minha fortaleza. Tudo o que sou, tudo que poderia ser e tudo o que fui, mesmo que em tempos diferentes, nada mais são do que pedaços  de uma unidade (...) "



Trecho escrito para o perfil de uma das minhas inúmeras personagem de RPG - ORB. Arwen Peverell.Tem identificação com ela, mas acho que tem muito mais comigo mesmo que eu o estivesse escrevendo para ela.
Não tenho muito o que escrever ultimamente, ando "esquisita" para a internet.
Vai saber.




Tripping out...

Spinning around.



Que abandono!

Tecnicamente eu deveria escrever mais aqui agora que estou de férias, mas é justamente o contrário, pois não? Não vou dar a desculpa de que eu não sabia do que escrever por que a gente sempre tem algo em mente, mas me faltou disposição para isso. Nessa semana eu tive uma overdose de RPG, really. Passar quase o dia sentada no computador tem seus problemas posteriores, e eu sinto agora com o cansaço que não passa mesmo que eu durma ou relaxe. Ossos do ofício de ser administradora de jogo, mas eu pretendo entregar o bastão pra outra pessoa até final do ano. Com o tempo a gente vai percebendo que o mais divertido era ser novo do que ter tempo de jogo. Não é bem uma reclamação, por que eu gosto de administrar, a despeito das pessoas tentando puxar o tapete, nunca satisfeitas e falsas, mesmo que seja apenas um jogo (e é o que mais me impressiona), eu gosto de escrever, de mexer com códigos de HTML, eu gosto de ser útil aos outros e vê-los jogando, satisfeitos. Isso me anima e é arma quanto as najas acima. E claro, tem os amigos. Os amigos que eu fiz com quatro, três, dois, um, anos ou meses de jogo. Que fui conhecendo por essas vias virtuais e me apegando como se estivessem a distância de um abraço. E isso me dá vontade de rir por que eu sou tão pessimista com relações virtuais, principalmente amorosas, mas tenho tanta fé nas amizades, às vezes até mais do que aquelas que se pode tocar. É um paradoxo se pensarmos assim, por que também é amor. Então eu acredito e desacredito no amor virtual ao mesmo tempo.
Então, se você não é do RPG você provavelmente não vai entender muita coisa do que foi dito acima, hm. Problema é seu, o blog é meu não é?

Bjos.
Foto retirada do Flickr, não lembro o dono, desculpe (:

O quanto você sabe sobre Pedofilia?



Esses dias eu vinha andando num misto de expectativa, irritação e tristeza. Tudo começou há duas semanas quando no sorteio de seminários finais de filosofia minha equipe pegou o tema de Pedofilia, confesso que nenhum dos outros era tão divertido de se falar quanto esse (Homoafetivos, Aborto e Racismo). Você acha que tem uma opinião sólida sobre o assunto e então pesquisando e assistindo a explanação dos outros de uma forma sucinta, percebe que realmente era verdade você estava cheio de "achismos" sobre o assunto sem de fato pesquisar profundamente. Pescava coisas aqui e acolá. Primeira reunião do grupo e fomos escolher qual caso abordar, resolvemos pegar um dos mais famosos e inesquecíveis - ao menos deveria ser -, da menina Araceli, que em sua homenagem foi instituido o dia 18 de Maio contra o abuso e exploração infantil. Deprimente, ultrajante, revoltante. Nada menos do que isso pode ser sentido quando lê-se o caso na íntegra. A mídia é repudiada, e os grande que podem tudo também. Percebemos o mal do capitalismo, o que é o poder financeiro para aqueles que o detém, complexo de Deuses. Me revolta só de falar sobre isso agora.

Bem, eu passei duas semanas só pegando textos, sem os ler realmente. Não tinha cabeça, não queria falar ou escrever sobre o assunto, não esta psicologicamente preparada para enfrentar as coisas que eu iria enfrentar. Mais do que palavras, você se sensibiliza como ser humano, como alguém próxima de uma criança, que se diverte com a inocência com o mundo de descobertas que se vive nessa fase. É inadimissível ver essa criança como objeto sexual de outra pessoa, nojento. Ainda que seja uma doença patológica, um distúrbio mental causado por uma parafilia, a Pedofilia é cruel, é hedionda e deve ser combatida. Não sei e nem estou em condições de como se punir a quem comete essas atrocidades, mas sei que temos que evitar e isso é na educação das crianças. TUDO parte da educação e da vigilância. Temos que sair dos nossos casulos e deixar de olhar unicamente para o nosso umbigo, reparar em volta, realmente se preocupar com próximo e evitar que atrocidades como essas aconteçam. Por que 80% dos casos de pedofilia ocorrem no seio familiar.
Se eu pudesse falava mais, muito mais sobre esse tema. Mas eu quero que as pessoas leiam e comentem e disseminem essa ideia. PRECISA-SE COMBATER A PEDOFILIA.

"A pedofilia rouba a dignidade de sujeitos sociais que ainda nem tem a capacidade racional de refletir e saber quais são seus direitos e seus deveres, que ainda estão em processo de formação moral e ética, projetos de futuros cidadãos que de forma brusca são interrompidos em seu crescimento num estágio crucial. A infância de uma criança que passou por traumas de pedofilia é perdida, nunca será a mesma, e as consequências disso durarão por toda sua vida, refletindo em aspectos inimagináveis e irreparáveis. A confiança e inocência são partidas em pedaços e os valores morais tornam-se uma confusão numa mente que ainda não consegue compreender os anseios da sociedade de forma significativa, que ainda não tem base fundamentada para julgamentos e responsabilidades que exigem juízos de valores só aprendidos com o tempo. O futuro dela é alterado sem que ela tenha pedido por isso ou feito sua escolha de forma racional. Não lhe foi dado à chance de defesa, de escolha, forçadamente ou induzida, ela foi vitimada e na maioria das vezes sem ter a consciência do que lhe ocorreu, do tipo de atentado grave que sofreu em sua pessoa física, psicológica, social e jurídica."


Trecho retirado do trabalho sobre Pedofilia e Sociedade.
Autora: Alessandra C. G. Bastos.


Eu mesma ;)

Sobre Copa

E outras coisas.



Brasil e seus jogos:
Ah, eu vi o jogo do Brasil hoje. Finalmente eles despertaram, por que em comparação ao jogo passado foi uma melhora surpreendente. Mas eu entendo a razão, com o mundo todo fazendo pressão e um público carnavalesco que gosta de espetáculos como nós brasileiros somos, óbvio que eles ficaram nervosos, então mais valeu se conter e não fazer alguma besteira do que se arriscar demais e fazer bobagem. Perdoados, por que mesmo assim ganharam. E o jogo de hoje, toques rápidos, poucos erros pra esse tipo de jogada, agilidade, tabelas. Legal, ainda não ta na melhor forma, evidente, mas nem se compara a estreia.
Agora minha pergunta é se fui só eu ou vocês também se sentiram assistindo luta livre a partir do segundo tempo de jogo? O que foi aquilo? Que entradas bruscas e esbarramentos (ou deveria dizer empurramentos?) foram aqueles dos jogadores da Costa do Mafim? Pelo que eu pesquisei eles são conhecimos por esse jogo duro mesmo, não apenas eles, mas os times africanos em geral, entrentanto... Francamente. E o senhor juíz, prefiro nem tocar no nome dele para não falar besteira e ser processada por calúnia e difamação e tudo o mais. Mas podia dar uma acordadinha no jogo né? Ou acha que cartão vermelho é só pra quando quebrar o pé, sair sangue, morrer...Ou, dar um soquinho no estômago? Rs.
O comentário final desse jogo é: Quando os jogadores da Costa do Marfim, e dos outros times, incluindo os brasileiros, terminarem suas carreiras futebolísticas, terão um futuro promissor no meio cinematográfico e de novelas. Virem amigos no Manoel Carlos, ou no caso dos Mexicanos, se afiliem a Televisa. Sem mais.


Aos sem nacionalismo, patriotismo, que seja:
Sua modinha de eu odeio o Brasil, não torço pra isso, dane-se a copa, e mimimi whiskas sachê, tem que ser cuidadosa. É interessante ver que alguns (dos que eu tenho visto), falam mal da copa mas se sentavam pra ver BBB todo dia, e votavam no paredão. Que nem sabem o que é Ficha-Limpa, o que é PAC, o que é a Aliança do PT e do Democratas, o que é Belo Monte. Em suma, não sabem porra nenhuma do país e ficam falando e generalizando como se todo mundo que torcesse fosse alienado. Alienado é quem vive num país, odiando-o como for e não sabe que rumo o seu país ta tomando. Vão lamber sabão e morder suas próprias línguas, najas. Eu assisto a copa sim, é um momento de confraternização das pessoas, alegria, futilidade mesmo. E assim como eu, muitos assistem também, a diferença é que nós, ao contrário de alguns modinha de ihatebrazil, amamos e torcemos pelo nosso país os outros três anos sem copa. Que é política de pão e circo? É óbvio. A mídia é o César da história, e as grandes corporações também. O que mudar isso? Criticar? Falar que é modinha? NÃO. É tomar consciência e lutar por uma educação melhor, saber seus direitos, exigí-los, e não apenas os seus, mas os dos outros. SER CIDADÃO, e não um mero amargurado por que não nasceu na Europa. Dica.


Por enquanto é só :*
Choro permitido via comentários.

Ai, é.

Jogo do Brasil daqui há pouco. E eu to tão animada que nem sei onde anda minha blusa propagandista, porém da seleção. E não tem ninguém em casa. Seria deprimente, se eu não tivesse atolada de trabalhos para fazer e em vez disso ficar futricando na internet. Mal do século, dios. Três resenhas, um trabalho escrito, um discurso e uns slides pra montar, e menos de um dia pra fazer tudo.
Mas eu nem estou desesperada.
Acho que por que foram dois meses tão estressantes, sugadores de energia que eu já cheguei na histeria onde nada mais importa. Se der certo, deu. Se não der, quem sabe numa próxima. Com certeza não é o pensamento mais certo, e é muito irresponsável, só que é mais forte do que eu. Me sinto numa trincheira, em volta do note há um verdadeiro muro de livros e papeis, todos desorganizados.
A conclusão que chego é: férias.
Urgente.

Now the sky could be blue.

Big Dreams by Roux_S.


Não resisti. Fiquei pensando, principalmente quando olhava outros blogs, por que não escrever de novo? A minha mente é uma máquina incessante, e os ouvidos meio que são as chaminés por onde toda a fumaça do trabalho pensante sai. Ou deveria dizer dedos? Não sei. É tarde demais e o dia foi cansativo pra eu começar com metáforas agora. Enfim, fiquei pensando em por que não escrever de novo? Geralmente eu levo dias pra postar, e posto apenas uma vez. Ora, esse blog é meu não? Então eu devo fazer o que me apetece. 
E o que me apetece agora é falar do futuro.
Com certeza todos já se imaginaram daqui há vinte, dez, cinco anos. Sonhos muito distintos, ambições diferentes, caminhos que podem entrelaçar-se ou não, a vida é uma coisa muito engraçada e pobre é aquele que acredita que controla ela. Então, é interessante como ao olhar para o céu, naqueles dias onde as nuvens tomam formas estranhas e costumamos ver animais nelas, e paramos para pensar o que somos perto de tudo que existe, o que vamos ser, o que temos que contribuir pra essa humanidade. A marca que vamos deixar para o vindouro.
Mas alguém já refletiu sobre o passado? Se o que é hoje, é o que idealizou há cinco, dez, vinte anos atrás? Conseguiu tudo que queria, seus desejos mudaram? Permanecem? Você luta por eles? Seus princípios são os mesmos? Os erros que cometeu lhe ensinaram algo, ou você continua fazendo-os? O que você fez com a sua vida nesse tempo? Qual contribuição você já deixou para trás?
Falando por mim, eu acho que não fiz muita coisa não. Podia ter sido melhor, podia ter feito coisas de outro jeito, modificado certas situações, não passado por outras. Mas engraçado, é que tudo é uma questão de poderia ter feito. Deveria. Não fiz. E não acho que hoje eu esteja tão ruim, só diferente do que esperava estar, mas não obtusamente dispensável. Talvez, eu esteja até melhor de um certo ponto, minha visão de futuro sempre foi muito romantizada, eu sempre fui muito controladora e metódica e eu sempre vou ser assim, e por consequência, apanhar muito pelos anos que seguem, como já apanhei pelos que foram. E além disso, meu futuro sempre dependeu de outros futuros. Arrogante, como disse, ao achar que eu controlava a minha vida. E é arrogante quem pensa assim. Não existe um estabelecimento de atitudes, tudo o que se faz afeta outros, muitos desconhecidos e você nem sabe o poder da sua decisão ou atitude. É uma cadeia complicada, fabulosa, tentadora a passar-se horas pensando sobre. E assim como você afeta a vida dos outros, como partículas chocando-se umas com as outras, elas também afetam a sua. As leis da física, por vezes mostram as leis da vida, e olha que eu nem gosto tanto de física assim. 
Estou cansada e com sono.

Buenas noches, chicos. ;*

Trilha sonora do Post: Strawberry Swing - Coldplay.
Beijos especiais: Tami Cereja (Tu és muito mais do que pensam, beibe), Elisa Haydée (Irmã pra toda vida) <3 e Diego Tapioca (D de Amante. IAHDUIA).

A for Arrogance,

B for Brutus, C for Clever...


"Fez seu dever de casa e manipulou a multidão
Porque é tudo o que você pode fazer
Tentou conseguir muito... Mas ainda tem pouco
O que aconteceu, rapaz? Você não conseguiu descobrir.
Fora de rumo, você ainda não consegue acertar
Não consegue muito por pouco?
Você continue tentando, mas acaba no meio
Tinha um enigma e acabou com uma charada
Mas se for fazer, faça bem, Brutus!
Bem mesmo!
Como um homenzinho faria!
Volte atrás e olhe o que você tem
Tinha ambição, mas perdeu o plano
Judas Brutus traidor chegou a hora de fazer
O que se espera de você."
(The Hives - B is for Brutus)


Não vou dizer que mergulhei numa nova fase, mas se alguns quiserem enxergar assim, sintam-se livres. Mudei o nome do blog, como devem ter notado ou não. Elucidário Particular era um nome legal, mas nunca me senti satisfeita com ele, não mostrava bem o que eu queria. A for Arrogance, quem sabe, amanhã pode ser outro, as escolhas são minhas e eu que faço-as. Por que A for Arrogance? 
Bem, A por causa do meu nome, Alessandra, e não por que é a primeira letra do alfabeto, mas veio até a calhar bem com o subtítulo do blog, por que deu mesmo para fazer um alfabeto. A de Arrogância é de uma brincadeira de amigos. Se um dia Neto ler isso aqui ele vai saber do que eu falo "P de PODER", não? E por fim, por que é Arrogância e não Amor? Primeiro que Amor seria voltar a infância e cantar abecedário da xuxa, segundo por que Arrogância combina melhor, sou mais arrogante do que amorosa, e não tenho vergonha de dizer isso. Claro que, minha arrogância não chega a beirar a estupidez, a não ser em alguns aspectos. Existem pessoas milhões de vezes mais arrogantes, outras quase sem arrogância, e existem pessoas como eu, com arrogância - prefiro acreditar dessa forma - na medida. E por último, de onde surgiu? Da música cujo trecho pus logo acima, B is for Brutus, da banda The Hives. Pra quem curte um remake que tenta lembrar Led Zepplin, vozes gritantes, guitarras pesadas e agudas, vão gostar do estilo. O álbum é Tyrannossaurus Hives, e CLARO que eu baixei por que tem uma espécie jurássica no meio. Nada é por coincidência e sem intenção, companheiro.
Hoje eu vinha falar sobre uma outra música que me chamou a atenção brilhantemente. Eu conheço a letra faz uns quatro anos ou três, mas sabe quando você finalmente para pra analisar a letra direito e tem um choque de realidade? Foi assim quando escutei hoje de manhã. Então, se eu não mencionar mais isso em posts vindouros, gostaria de ser lembrada. Se chama An Honest Mistake, The Bravery. É bem legal, escutem se puderem e vejam o clipe. Sempre quis fazer aquilo com dominós.
E digam, B is for Brutus é um tapa na cara de algumas pessoas não?

Alê =)