10 coisas que você precisa saber sobre mulheres

Espero que isso seja útil a algumas pessoas.

10 – A TPM não é um folclore partilhado pela civilização mundial. Ela existe e desdenhar disso pode causar a morte prematura.

9 – Não somos consumistas por que queremos. Ao menos, não conscientemente falando. A verdade é que existe toda uma rede de marketing muito boa por aí, e acima de tudo, existe a exigência da sociedade com seus padrões. Reclamar e acusar de consumismo é fácil, mas todo mundo quer ver todo mundo bem vestido e cheiroso.

8 – “sexo frágil”. Detestamos essa designação. Se nós vivemos em uma sociedade inserida em um Estado de direito, onde o único que tem a legitimidade de usar a violência é o próprio Estado, a força física não deveria ser uma categoria de diferenciação entre gênero. Não é pela base da força  bruta que fazemos as coisas, ao menos nos termos da lei certo?

7 – “Mulheres no trânsito são um problema”... Claro que não! De fato, o que mais tem por aí são dados estatísticos e estudos comprovando que a mulher é a que mais pratica a direção defensiva no trânsito, coisa que é obrigatória a todo mundo que possui habilitação. Logo, aristotelicamente raciocinando. Se a mulher não é a maior causa dos acidentes no trânsito, e só temos (reconhecidamente) dois gêneros, quem é o maior causador?

6 – Usar roupas decotadas, saias curtas ou calças justas não necessariamente quer dizer que queremos ficar aturando olhares nada discretos de homens. Nem sempre uma mulher se veste para agradar o público masculino, e sim para se agradar, já pensaram nisso?

5 – Ainda sobre o tema acima: Só por que uma mulher usar roupas que valorizem o seu corpo, isso não dá o direito de ninguém de qualificá-la como “fácil”, “piriguete” e outros termos ofensivos. O corpo é dela, ela veste o que bem quiser, e mesmo que tivesse os comportamentos que a colocariam nessas categorias, qual o problema? A independência sexual está aí há tempos.

4 – “Mal-amada”, “Isso é falta de sexo”. Vocês não têm ideia do quanto isso irrita uma mulher. Como se todos os problemas da vida fossem resolvidos com relacionamentos amorosos e transas. Muitas vezes o estresse diário, os problemas pessoais acabam causando comportamentos bruscos, e simplesmente dizer que a solução ou a causa disso é sexo ou a falta de alguém é ofensivo.

3 – Nem toda mulher está à espera do príncipe encantado ou quer viver um conto de fadas. Ou seja, essa coisa de romantismo ingênuo não é algo que atinge todo público feminino, na verdade, atinge uma parcela que hoje se reduziu significativamente. Não estou dizendo aqui que as mulheres não são românticas ou não querem relacionamentos duradouros, mas esse romance, e essa ânsia não são mais submissos. Queremos relacionamentos igualitários naquilo que eles podem ser.

2 – Não estamos tentando roubar o espaço dos homens ou então dominar o mundo e instaurar uma ditadura feminista. Só queremos uma coisa: Liberdade. De expressão, de atuação. Liberdade para viver sem ter um destino “fadado”, como ser aquela que vai ficar em casa e cuidar dos filhos. Queremos fugir do estereótipo de Amélia e sermos vistas como indivíduos dotados de vontades e sonhos.

1 – Não importa quantos manuais serão feitos para se entender as mulheres, eles nunca vão conseguir abranger todas as diferentes personalidades que existem nas várias ou numa só mulher. A verdade é que somos sim um gênero complexo, que vive em dilemas. Mas talvez grande parte disso só seja por que nossa educação é conflituosa e a época em que estamos vivendo, de quebra de laços e identidades, esteja sendo sentida cotidianamente. O que você realmente precisa saber é: trate-nos com respeito, como se deve tratar qualquer pessoa independente do gênero ou opção sexual.

Mais uma lista de 10 razões aqui no blog, mas dessa vez essa é uma resposta a 96ª edição opinativa do Bloínquês.

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