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PROJETO - Com amor, por favor, sem flash


Hello buddies!
Como vai o finzinho de férias de vocês? Eu estou fugida das minhas aulas, curtindo um pouquinho desse verão brasileiro/inverno amazônico, já que as minhas de fato só vão ser final de agosto, né... Hoje eu vim falar de um projeto super legal que está bombando (e é pra bombar mesmo) na blogosfera. Iniciativa da Sarah Marques do Endless Poem, depois de devanear por aí.
O projeto se chama "Com amor, por favor, sem flash", e a tentativa é voltar aos tempos antigos das cartas enviadas pelos correios, mas o objetivo mesmo é ajudar a nós blogueiros, interagirmos uns com os outros e poder criar amizades na blogosfera, o que é, claro, o mais importante de tudo! A Sarah sintetizou bem legal como vai ser e quais são as regras do projeto, portanto, eu vou me permitir transcrever o texto dela logo abaixo. Espero mesmo que vocês participem!

A carta, enviada mensalmente ao amigo sorteado, deve conter um texto, sendo ele ficcional, real, ou do jeito que se imaginar, de tema aleatório ou pré estabelecido e uma foto de autoria própria que tenha relação ou complete o sentido do texto.

Mais regras e adaptações serão definidas por meio do grupo do Facebook e, eventuamente, enviadas por e-mail.


Inicialmente, as inscrições estão abertas até dia 1 de agosto, tempo para que seu post divulgando o projeto também seja postado.

A partir do sorteio, a carta deve ser enviada, no máximo, em 15 dias ao amigo sorteado, e uma postagem deve ser criada apresentando o texto e a foto recebidas, com o título [PROJETO] Com amor por favor, sem flash seguido do mês em vigor. Assim que todos os textos forem postados, iniciaremos novo sorteio.


Um grupo no Facebook foi criado, visando a interação entre os participantes;

Link do grupo aqui!
Para participar, siga o Endless Poem pelo GFC e curta nossa página no Facebook;
O participante se cadastra enviando um e-mail para sarah.marques.lima@gmail.com, solicitando a participação no grupo;
A solicitação por e-mail deve conter:

  • Nome completo/ nome de seguidor:
  • Idade:
  • Nome do blog:
  • Endereço completo:

Os participantes devem seguir todos os blogs;
Um post de divulgação do projeto deve ser criado no blog do participante, antes da realização do sorteio dos destinatários, visando uma maior divulgação e, consequentemente, uma maior participação (assim fica mais legal);
Os textos e fotos, não precisa nem dizer, não devem conter nenhum tipo de violação aos direitos humanos e não devem conter conteúdo adulto.

 That's all folks!

Infelicidade em tempos de Internet



Se você tem facebook, a chance de você passar por momentos de tristeza sem razão são bem grandes. A melhor e maior rede social no momento, que bomba em todos os cantos do mundo (menos na China), onde a gente encontra nossos melhores amigos, aqueles colegas de escola que você queria ter encontrado (ou não), e ainda por cima pode stalkear quase livremente todo mundo, pode ter um pouco de responsabilidade na nossa solidão internautica.

Seria cômico, se não fosse um pouco trágico. E pareceria balela, se alguns estudos já não apontassem para esse fato que, com um pouquinho de reflexão, a gente chega a conclusão que é bem verdade. Quantas vezes depois de ver aqueles check-ins do 4squase ou aquelas postagens live do instagram de alguém na sua timeline, você se sentiu meio isolado? Como se todo mundo tivesse uma vida muito divertida, menos você? Ou quando você resolveu dar uma bisbilhotadinha naquele colega de escola e descobre que ele parece estar com tudo em cima, fazendo o maior sucesso. Se for mulher, bem no estilo Jennifer Garner em “De Repente 30”, linda, rica e bem-sucedida? Enquanto você ainda está a las aulinhas de inglês, para parafrasear Legião.

É triste, eu sei. Também sinto isso.

Mas, por mais estranho que pareça, e improvável também, a perfeição de vida do facebook é uma grande mentira. Do tipo como todo mundo que faz look do dia no blog mas não sai na rua daquele jeito. Quer dizer, deve ter gente que sai sim, mas bitch, please... Nada contra os blogs de moda e de it-girls, eu curto eles. Sigo um monte e adoro comentar. Só estou falando o óbvio que ninguém gosta de dizer. Enfim, todo mundo tem problema. Daquela pessoa que não posta muito fotos de baladas até àquela que posta. Eis aqui um palpite: provavelmente a Miss/Mister baladas tem muito mais problemas que você, que tem tempo suficiente pra ficar stalkeando diariamente a vida da pessoa. Sair cansa, e é dispendioso.



Mas como evitar se sentir chateada com essa sensação de solidão e isolamento que isso provoca?


  • O primeiro passo é repetir, como um mantra que todo mundo tem problemas. 
  • O segundo passo é pensar, seriamente, sobre a sua vida. Você acha que sua vida é infeliz? Aproveite para pensar naquelas pessoas ou nos tipos de postagens do facebook que mais provocam em você esse sentimento ingrato. Se você acha mesmo que é infeliz, então saia da internet e faça por onde mudar sua vida. 
  • O terceiro passo (se você acha que sua vida, no final das contas não é infeliz), é parar de medir sua felicidade pelo nível de postagem dos outros nas redes sociais. Na verdade, o terceiro passo é olhar menos para a vida dos outros. 



Não, não estou fazendo apologia para uma saída em massa do facebook. Mesmo com todas as teorias da conspiração em torno da coleta de dados, da ideia de solidão e etc. Continua sendo uma ferramenta fantástica para comunicação, desde que, evidentemente, nos o utilizemos de acordo com a sua essência: comunicar-se uns com os outros.

A responsabilidade de amar


          
“Com grandes poderes, vem grandes responsabilidades”, já dizia o tio Ben, no HQ do Homem-Aranha. Eu nunca vi responsabilidade maior do que amar alguém. Nunca vi, na verdade, poder maior do que o amor ao próximo. É até clichê falar de amor, de amor impossível, de amor doado, amor platônico, ultra-amor, de amor pura e simplesmente, de tanto que isso já foi assunto ao longo da nossa história como humanos.
Mas ora, nossa história como humanos é indissociável do amor, que por momentos esteve em destaque, e por momentos em segundo ou terceiro plano, mas nunca inexistente. Amar é característica natural do ser humano, mas uma característica natural com boas doses de metafísica, de transcendência.
Somos mais do que sinapses e do que hormônios quando se trata de amor. Por quê? Por que não escolhemos quem amamos. Influenciamos, talvez, mas nunca escolhemos de fato. Hoje podemos saber todos os processos de atividade cerebral e corporal relacionadas ao tal do amor, mas nenhum deles consegue entender porque elas funcionam com uma pessoa, e com outra não.
Existe algo acima, que desconhecemos, e que pelo seu caráter de mistério, é o que mais nos fascina no que tange ao amor. Uma razão ou razões, ou se é que é razão, no sentido de justificativa, pela qual amar alguém é uma enorme responsabilidade. Uma responsabilidade que tomamos gratuitamente, algumas vezes de forma possessiva.
A partir do reconhecimento do que uma pessoa representa na sua vida, do amor que você sente por ela, você é capaz de tudo, você vai ao seu limite, para fazê-la feliz, para tê-la perto. E na maioria das vezes, sequer se dá conta disso, de tão “natural” e involuntário que se torna amar alguém. Não significa, entretanto, que essa doação seja fácil, ou que indique reciprocidade. O melhor amor é o recíproco, mas a reciprocidade não é fator essencial para causar a responsabilidade de amar alguém. Mesmo sem reciprocidade, há exemplos e exemplos de pessoas que amam e se doam.
Esse texto não se refere ao amor entre namorados, amantes, casais e etc. Embora o contexto seja de acordo com quem lê e não com que escreve. Esse texto trata-se, na verdade, da expressão escrita de um reconhecimento pessoal tido no ano de 2012, ano que eu perdi o amor da minha vida. E não era um amante, namorado ou marido, mas um companheiro, um amigo, um irmão... Um pai.
Nós fazemos o que podemos para as pessoas que amamos, há uma responsabilidade enorme em amar alguém, em fazê-la feliz no que você pode, principalmente quando a vida de quem você ama não anda assim tão feliz, e cada vez mais se torna difícil para ela, ao ponto em que você se torna aquele raio de luz na sua vida. Mas a responsabilidade mais difícil em amar alguém está em aceitar que seu amor vai continuar ali, mesmo na ausência permanente dela. E por mais doloroso que isso seja, é uma das melhores experiências que você ter. Amar alguém sem medidas. E aproveitar o tanto quanto possível isso.

Fachadas Virtuais


Frustração!
Não gosto da ideia de pessoas fazendo coisas por mim, ou melhor, de participar de determinadas coisas que eu não sei como se dá o processo. Um exemplo disso é o mundo da internet. Não é que eu queira aprender a criar meu próprio computador ou saber exatamente como se cria códigos de java e qualquer coisa nesse estilo. Afinal, se tal fosse meu interesse, eu estaria cursando ciência da computação.
A questão é que, eu sou uma pessoa que prima pela horizontalidade do conhecimento, ou seja, daquele tipo que de tudo quer saber um pouco, em vez de muito de pouco, sou do clube do pouco de muito. É uma espécie de contra tendência com a especialização crescente dos nossos dias, onde o que se prima são as pessoas “especialistas” no assunto, eu sei, mas o que posso fazer se sou curiosa por natureza?
Quanto à internet, é engraçado pensar como criamos uma complexa rede de relações e sofisticação sem limites para conseguir fazer o que fazemos hoje. Criamos, de fato, um verdadeiro mundo virtual, onde posso ver, claramente, coisas como terceirização de tarefas, aumento da produtividade e diminuição dos gastos com investimentos em atualizações mais rápidas e práticas. Onde, a frase modinha é “rápido e prático, com uma interface moderna”. E numa proporção tão gigantesca que eu, só na tentativa de resolver o problema do site do Observatório onde trabalho estar fora do ar, me deparei com uma verdadeira montanha de coisas que não tenho nem ideia do que realmente significa. Percebi que, embora o site esteja hospedado no wordpress, há muitos elementos além dele, que trabalham em conjunto, e que eu não sabia da existência, por que o que eu conhecia, além da breve fachada do editor de textos, era a janela de código CSS.
O que eu me pergunto é, em relação a todos os usuários de internet, quantos realmente sabem como se dá o processo? Minha hipótese é de que existem muitas Alessandras por aí. Usuárias das fachadas, sem compreender de fato, o que está por detrás dela. E não estou me referindo unicamente aos processos de software em si, mas as pessoas que comandam e criam esses processos.

Quando eu conheci você...

Inicialmente eu pensei em escrever esse texto e dedicá-lo a uma só pessoa, mas refletindo melhor, seria injusto, quase impossível citar só uma pessoa que foi responsável por lapidar, seja com sorrisos ou pedras, o que eu sou hoje. Então esse texto é para vários “você” que estão soltos por aí, próximos de mim ou tão distantes que eu já nem consigo lembrar suas feições.
Em primeiro lugar, obrigada. Obrigada por me ajudar a me tornar quem eu sou hoje, por que eu gosto de mim. Gosto do que eu me tornei, do que eu posso me tornar com as bases que eu construí, graças a vocês, e a todos os acontecimentos que nos chocaram pela vida a fora. Sei que eu não sou a melhor pessoa do mundo, nem sou perfeita. Mas ainda assim, sou contente comigo, tenho aquela confiança arrogante que todos têm, em altas ou baixas doses, sobre si mesmos.
Vocês mudaram minha vida, de um jeito ou de outro. Fazendo-me rir, me aconselhando, não me conhecendo e dizendo conhecer, me conhecendo e fingindo não me conhecer, me fazendo chorar, me frustrar, sentir raiva, ódio, amor, paixão, atração, nojo, irritação, antipatia, simpatia, carinho, pena, excitação... Fazendo-me viver e sentir o que deveria ser sentido, lidar com minhas emoções, aprender e crescer com elas.
A verdade é que sem a presença de vocês, entremeando meu cotidiano, roubando meu tempo, às vezes meu pensamento e quem sabe até meus sonhos, eu não seria a mesma de hoje, seria outra Alessandra, outrem que talvez eu não gostasse de ser. Uma frustrada, uma vazia, solitária e sofredora, mal-humorada, resignada, arrogante, esnobe, fútil... Alguém que teria vergonha de ser quem é. Vocês, cujos rostos eu lembro ou não, cujas conversas eu mantenho ou não, cujas opiniões me importam ou não... Vocês têm uma boa parcela de culpa ou responsabilidade no que eu me tornei hoje.
Amigos, colegas, conhecidos, inimigos, amores, desamores, familiares, pessoas. Não importa muito a que categoria eu os qualifico, ou vocês me qualificam, o que importa é que no dia-a-dia, à medida que a vida segue seu curso, vocês me marcaram, tenham sido cicatrizes profundas ou pequenos arranhados. E eu espero ter marcado vocês também, de uma forma ou de outra. Espalhando um pouco do que eu sou por aí, tal como fizeram comigo, ajudando a construir uma identidade, um ideal do que ser e como agir, seja por exemplos bons ou ruins.

Bloínquês, 97ª edição opinativa.