Título: A Escolha
Autora: Kiera Cass
Editora: Seguinte
Ano: 2014
Páginas: 352
Classificação: 2/5
Sim! Sim! Todo mundo viu a comoção pelo lançamento do último livro da trilogia distópica da Kiera Cass nas mídias sociais? Até eu acabei me contagiando e ficando um tanto surtada para saber o que acontecia, sobretudo lendo as resenhas lançadas pelas blogueiras que tiveram acesso ao livro antes do público geral.
O que importa é que eu li! E... Querem saber mais? Continuem lendo!
Vamos começar falando da relação de amor (ou não) e ódio que eu vivi por essa trilogia. A sinopse sempre foi uma coisa horrorosa, e eu realmente só peguei A Seleção para ler porque queria entender que raios todo mundo suspirava por esse livro. Depois eu li A Elite, tentando ver se ela recuperava algumas falhas irritantes do primeiro livro e agora, bem, agora temos o desfecho.
Em primeiro lugar, America continuou sendo irritantemente irritante nesse livro. Mas, tenho que dar o braço a torcer para uma coisa: finalmente alguém jogou na cara dela o quão mesquinha ela pode ser. Valeu, Kenna! O ponto é que eu não acho que ela tenha mudado muita coisa dos dois livros, e as suas cenas de impulsividade a maioria são um grande clichê. Porém, todavia, entretanto, é louvável o amadurecimento dela na segunda metade do livro, principalmente nas cenas em que ela entra em conflito com o Rei Clarkson.
Em segundo lugar, Maxon, eu desgostei um pouquinho dele nesse livro. Quer dizer, a insistência dele em vida pessoal, e que ele nunca pode fazer escolhas... Tudo isso tem sentido, se o seu país não estivesse ameaçado de um golpe, é claro. Isso deu a ele uma sombra de egoísmo que destoou da imagem de príncipe preocupado com futuro do país e que busca justiça que tivemos nos dois livros e também nesse. Ah, e ele tava muito safado pra quem é totalmente inexperiente com relacionamentos, falo mesmo. Enfim, pra mim foi uma grande falha de desenvolvimento de personagem.
Em terceiro lugar, Aspen, nossa ele saiu de um nível abaixo de zero em A Elite para alcançar quase o topo dos meus personagens favoritos nesse livro. Que desenvolvimento! Ele realmente só não foi o meu favorito porque veja só, Celeste, foi incomparável! Foi a melhor reviravolta da série! A imagem que temos dela nos dois livros, e depois o modo como ela age nesse último foi lindo! E o melhor: muito plausível. Ficamos sabemos mais sobre ela e acabamos por entender muitas de suas atitudes, por mais que possamos discordar. Eu amo quando isso acontece em livros, quando conseguimos captar as razões perfeitamente lógicas de alguém que nos parece sempre ser uma pessoa absurda.
Agora a trama?
Sei que tem gente que vai me bater. Mas honestamente, eu achei a trama de A Escolha fraca, óbvia e mal-acabada. Era previsível porque a coisa que eu mais vivia reclamando nos dois primeiros livros era o quanto a Kiera deixava coisas abertas, com explicações superficiais. A verdade é que eu tive a certeza que o fundo distópico das revoluções e das castas foi só isso, um fundo, para um reality show adolescente de The Bachelor. E isso foi frustrante porque, poxa vida, dava pra ter sido mais trabalhado e virado uma coisa bem legal! Tinha potencial pra isso, sabe? E como a trama foi ruim, as mortes, os ataques... Tudo pra mim foi meio sem graça. Eu não conseguia me conectar com as emoções da America, e olha que eu tentei.
Alguma coisa se salva, sua destruidora?
Acho que o romance. Mesmo me dando nos nervos em alguns momentos (por conta da America, obviamente), eu gostei do romance do livro. Dos três livros. E essa trilogia, no final das contas, foi só isso, um livro de romance. Não teve grandes ensinamentos humanos ou morais, que geralmente estão presentes nos desfechos de distopias.
Quer conferir as outras resenhas?


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