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Resenhando: O Restaurante no Fim do Universo


Título: O Restaurante no Fim do Universo
Autor: Douglas Adams
Editora: Arqueiro
Ano: 2012
Páginas: 176
Classificação: 4/5


Sinopse: O que você pretende fazer quando chegar ao Restaurante no Fim do Universo? Devorar o suculento bife de um boi que se oferece como jantar ou apenas se embriagar com a poderosa Dinamite Pangaláctica, assistindo de camarote ao momento em que tudo se acaba numa explosão fatal? A continuação das incríveis aventuras de Arthur Dent e seus quatro amigos através da Galáxia começa a bordo da nave Coração de Ouro, rumo ao restaurante mais próximo. Mal sabem eles que farão uma viagem no tempo, cujo desfecho será simplesmente incrível.

Bom, que Douglas Adams é um gênio já é até clichê falar. E se você tem dúvidas, google it. Em termos gerais eu achei o segundo volume da “trilogia de cinco” do Guia do Mochileiro das Galáxias muito bom. Mas eu demorei horrores pra ler, mais precisamente quase três meses, e isso é bem ruim para um livro que não chega nem a duzentas páginas. Porquê? 

Por que eu achei ele denso. Digamos que as alfinetadas do primeiro livro eram mais fáceis de entender do que desse livro. Me senti meio burrinha, na verdade. Agora, não sei dizer se não me conectei com os elementos pragmáticos do texto por falta de conhecimento de mundo, ou mais precisamente pelo desconhecimento da cultura/história inglesa. Ando apostando na segunda opção pela quantidade de referências a elementos externos do texto. Além disso, achei que as coisas iam de forma lenta nesse livro, como se as cenas não tivessem nenhum propósito além de narrar como seria uma vida no universo (o que não é ruim, mas chega uma hora em que você se cansa). 

Por outro lado, paradoxalmente, alguns trechos desse livro foram tão bons, mas tão bons, que eu seu fosse ousada, até usava marca-texto no meu livro. Tem pelo menos um trecho que eu considero o segundo melhor dos dois livros (o primeiro sempre vai ser a parte sobre política do livro um), e que se tudo der certo, vou usar como epígrafe do meu TCC de Tradução um dia, porque olha, muito bom. 

No mais, acho que é só isso que eu tenho pra falar. Até logo e obrigada pelos peixes! E desde já, May the 4th be with you! :D


Resenhando: O Guia do Mochileiro das Galáxias




Título: O Guia do Mochileiro das Galáxias
Autor: Douglas Adams
Editora: Arqueiro
Páginas: 156
Classificação: ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ (♥)

Sinopse: Este é o primeiro título da famosa série escrita por Douglas Adams, que conta as aventuras espaciais do inglês Arthur Dent e de seu amigo Ford Prefect. A dupla escapa da destruição da Terra pegando carona numa nave alienígena, graças aos conhecimentos de Prefect, um E.T. que vivia disfarçado de ator desempregado enquanto fazia pesquisa de campo para a nova edição do Guia do Mochileiro das Galáxias, o melhor guia de viagens interplanetário. Mestre da sátira, Douglas Adams cria personagens inesquecíveis e situações mirabolantes para debochar da burocracia, dos políticos, da “alta cultura” e de diversas instituições atuais. Seu livro, que trata em última instância da busca do sentido da vida, não só diverte como também faz pensar.

“So long and thanks for all the fish!”


A resenha de hoje é sobre um “clássico” da ficção científica, um livro que originalmente era um programa transmitido pela rádio britânica BBC Radio no final dos anos 70. O Guia do Mochileiro das Galáxias é o primeiro volume de cinco livros, escrito por Douglas Adams. E eu devo dizer que nunca ri tanto ou me senti com tanta vergonha alheia numa leitura quanto nesse livro (na verdade fiquei sim, no segundo volume da série, mas ok). 

Se você espera uma lógica linear nesse livro eu seriamente não recomendo. Ele vai da mais simples até a mais absurda das possibilidades do universo, sim do Universo mesmo. É extremamente irônico, irreverente e até mesmo sarcástico. Aquele típico humor inglês que lembra Monty Pyton pode ser sentido à medida em que você devora as páginas da obra. Algo ligeiramente sutil que às vezes passa até despercebido, mas quando você compreende te faz sentir meio idiota, ou então sentir que algumas coisas e pessoas no mundo são realmente idiotas. 

O livro conta a história de Arthur Dent, Tricia McMillan, Ford Prefect, Zaphod Bebleebrox e, claro, nosso querido robô depressivo, Marvin. Depois da destruição da terra, eles seguem pelo Universo numa nave com gerador de improbabilidade infinita chamada de Coração de Ouro sem saber muito bem do que estão em busca. Na verdade, só Zaphod sabe, ele está em busca do sentido da Vida, do Universo e Tudo o mais.

A história é contada através do Guia do Mochileiro das Galáxias, uma enciclopédia intergaláctica sobre todo o Universo e seus seres, que vem a ser a mais completa e mais barata disponível. Ela é alimentada pelos relatos dos chamados “Mochileiros”, que são pessoas que viajam como “peregrinos” pelo Universo, geralmente munidos de uma Toalha. A toalha é o item mais precioso que um Mochileiro possui, e por isso, eles não vivem sem ela. A leitura se torna cômica exatamente por isso, por misturar a narração da história com detalhes informacionais como se você estivesse visitando um museu com um “guia”. 

Eu li esse livro em Janeiro e confesso que demorei para resenha-lo porque são tantas coisas, tantos detalhes que eu não sabia como escrever sobre ele sem dar muito spoiler ou sem fazer uma dancinha da sedução para que todos lessem. Mas eu super recomendo! É muito divertido, muito mesmo!