Fachadas Virtuais


Frustração!
Não gosto da ideia de pessoas fazendo coisas por mim, ou melhor, de participar de determinadas coisas que eu não sei como se dá o processo. Um exemplo disso é o mundo da internet. Não é que eu queira aprender a criar meu próprio computador ou saber exatamente como se cria códigos de java e qualquer coisa nesse estilo. Afinal, se tal fosse meu interesse, eu estaria cursando ciência da computação.
A questão é que, eu sou uma pessoa que prima pela horizontalidade do conhecimento, ou seja, daquele tipo que de tudo quer saber um pouco, em vez de muito de pouco, sou do clube do pouco de muito. É uma espécie de contra tendência com a especialização crescente dos nossos dias, onde o que se prima são as pessoas “especialistas” no assunto, eu sei, mas o que posso fazer se sou curiosa por natureza?
Quanto à internet, é engraçado pensar como criamos uma complexa rede de relações e sofisticação sem limites para conseguir fazer o que fazemos hoje. Criamos, de fato, um verdadeiro mundo virtual, onde posso ver, claramente, coisas como terceirização de tarefas, aumento da produtividade e diminuição dos gastos com investimentos em atualizações mais rápidas e práticas. Onde, a frase modinha é “rápido e prático, com uma interface moderna”. E numa proporção tão gigantesca que eu, só na tentativa de resolver o problema do site do Observatório onde trabalho estar fora do ar, me deparei com uma verdadeira montanha de coisas que não tenho nem ideia do que realmente significa. Percebi que, embora o site esteja hospedado no wordpress, há muitos elementos além dele, que trabalham em conjunto, e que eu não sabia da existência, por que o que eu conhecia, além da breve fachada do editor de textos, era a janela de código CSS.
O que eu me pergunto é, em relação a todos os usuários de internet, quantos realmente sabem como se dá o processo? Minha hipótese é de que existem muitas Alessandras por aí. Usuárias das fachadas, sem compreender de fato, o que está por detrás dela. E não estou me referindo unicamente aos processos de software em si, mas as pessoas que comandam e criam esses processos.

2 comentários:

  1. Eu também gosto de saber tudo um pouco, mesmo que for BEM pouco de cada coisa. Por exemplo, eu sei coisas inutéis sobre HTML, que não serve pra nada além de me ajudar a arrumar um codigo já feito, mas nunca fazer um sozinha. E entre outras coisas na internet... se bem que eu sou um pouco desligada demais e acabo só percebendo alguns assuntos depois de muito tempo. Enfim, adorei o texto :D

    Beijos,
    Monique <3
    http://www.secretsofalittlegirl.com/

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  2. Devemos sempre sermos nós mesmos. Devemos aproveitar cada momento que nessa vida. Excelente texto.

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