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Canais literários favoritos!


Oi gente! Então, como vocês sabem uma das formas pelas quais eu costumo me informar sobre livros novos e coisas do tipo é através de canais literários no Youtube! Resolvi selecionar os meus preferidos para compartilhar aqui com vocês. Informo desde já que alguns são em inglês, mas eu não acho que seja de difícil compreensão, então fica a dica para treinar seu listening!
Ah, eles também não estão em ordem de preferência.

1.       Mariana Reads –
Da Mariana Perazio, eu gosto demais do canal dela porque a maioria dos vídeos tem roteiros, então são bem explicadinhos, limpos e curtos. Ela fala o necessário, mas não se preocupem que não fica uma coisa mecânica não, ta? Além disso ela pira em Bloodlines tal como eu.
Blog: http://marianaperazio.com



2.       Tatiana Feltrin –
Do Tiny Little Things, a Tati possui, provavelmente, o melhor canal literário que eu assisto. As resenhas dela são ótimas! Sim, os vídeos são um pouco longos, mas vale tanto à pena assistir até o final, pois ela te dá um prato cheio de informações, de formas de ver o livro e isso tudo sem dar spoiler! Fora isso que tem vários outros vídeos interessantes no canal dela tipo o Book Talk que eu amo!
Blog: http://frappuccinomochabranco.blogspot.com.br/



3.       Books and Quills –
Da Sanne, ela é holandesa, mas mora em Londres. Formada em literatura e tradução (amor demais), os vídeos dela são tão cleans, diretos e curtos. E ela é uma linda! As resenhas são ótimas, e também os demais vídeos; recentemente ela fez um “encontro às escuras com um livro” que foi super legal. Fora que eu sou gamada no sotaque dela, acho muito fofo!
Blog: http://booksandquills.tumblr.com/



4.       Jesse the Reader –
As resenhas dele são tão empolgantes, e ele é super expressivo, então ele não só conta as emoções dele em relação ao livro, ele faz encenações. Muito divertido assistir os vídeos, além de ter um sotaque fácil de entender, e também são vídeos curtos.
Blog: Não tem! :(



5.       Livros e Vagalumes –
É o canal da Gabriela, cujo título é mesmo do blog dela. Ela é uma fofa! A voz dela é tão calminha e o modo como ela resenha é como se vocês estivessem batendo um papo, além disso ela dá várias dicas sobre como começar a ler em inglês e coisas do tipo. Foi um dos primeiros canais literários que eu conheci!

Blog: http://www.livrosevagalumes.blogspot.com.br/



E então? Conhecem algum? Gostaram?
Até a próxima!

Infelicidade em tempos de Internet



Se você tem facebook, a chance de você passar por momentos de tristeza sem razão são bem grandes. A melhor e maior rede social no momento, que bomba em todos os cantos do mundo (menos na China), onde a gente encontra nossos melhores amigos, aqueles colegas de escola que você queria ter encontrado (ou não), e ainda por cima pode stalkear quase livremente todo mundo, pode ter um pouco de responsabilidade na nossa solidão internautica.

Seria cômico, se não fosse um pouco trágico. E pareceria balela, se alguns estudos já não apontassem para esse fato que, com um pouquinho de reflexão, a gente chega a conclusão que é bem verdade. Quantas vezes depois de ver aqueles check-ins do 4squase ou aquelas postagens live do instagram de alguém na sua timeline, você se sentiu meio isolado? Como se todo mundo tivesse uma vida muito divertida, menos você? Ou quando você resolveu dar uma bisbilhotadinha naquele colega de escola e descobre que ele parece estar com tudo em cima, fazendo o maior sucesso. Se for mulher, bem no estilo Jennifer Garner em “De Repente 30”, linda, rica e bem-sucedida? Enquanto você ainda está a las aulinhas de inglês, para parafrasear Legião.

É triste, eu sei. Também sinto isso.

Mas, por mais estranho que pareça, e improvável também, a perfeição de vida do facebook é uma grande mentira. Do tipo como todo mundo que faz look do dia no blog mas não sai na rua daquele jeito. Quer dizer, deve ter gente que sai sim, mas bitch, please... Nada contra os blogs de moda e de it-girls, eu curto eles. Sigo um monte e adoro comentar. Só estou falando o óbvio que ninguém gosta de dizer. Enfim, todo mundo tem problema. Daquela pessoa que não posta muito fotos de baladas até àquela que posta. Eis aqui um palpite: provavelmente a Miss/Mister baladas tem muito mais problemas que você, que tem tempo suficiente pra ficar stalkeando diariamente a vida da pessoa. Sair cansa, e é dispendioso.



Mas como evitar se sentir chateada com essa sensação de solidão e isolamento que isso provoca?


  • O primeiro passo é repetir, como um mantra que todo mundo tem problemas. 
  • O segundo passo é pensar, seriamente, sobre a sua vida. Você acha que sua vida é infeliz? Aproveite para pensar naquelas pessoas ou nos tipos de postagens do facebook que mais provocam em você esse sentimento ingrato. Se você acha mesmo que é infeliz, então saia da internet e faça por onde mudar sua vida. 
  • O terceiro passo (se você acha que sua vida, no final das contas não é infeliz), é parar de medir sua felicidade pelo nível de postagem dos outros nas redes sociais. Na verdade, o terceiro passo é olhar menos para a vida dos outros. 



Não, não estou fazendo apologia para uma saída em massa do facebook. Mesmo com todas as teorias da conspiração em torno da coleta de dados, da ideia de solidão e etc. Continua sendo uma ferramenta fantástica para comunicação, desde que, evidentemente, nos o utilizemos de acordo com a sua essência: comunicar-se uns com os outros.

Fachadas Virtuais


Frustração!
Não gosto da ideia de pessoas fazendo coisas por mim, ou melhor, de participar de determinadas coisas que eu não sei como se dá o processo. Um exemplo disso é o mundo da internet. Não é que eu queira aprender a criar meu próprio computador ou saber exatamente como se cria códigos de java e qualquer coisa nesse estilo. Afinal, se tal fosse meu interesse, eu estaria cursando ciência da computação.
A questão é que, eu sou uma pessoa que prima pela horizontalidade do conhecimento, ou seja, daquele tipo que de tudo quer saber um pouco, em vez de muito de pouco, sou do clube do pouco de muito. É uma espécie de contra tendência com a especialização crescente dos nossos dias, onde o que se prima são as pessoas “especialistas” no assunto, eu sei, mas o que posso fazer se sou curiosa por natureza?
Quanto à internet, é engraçado pensar como criamos uma complexa rede de relações e sofisticação sem limites para conseguir fazer o que fazemos hoje. Criamos, de fato, um verdadeiro mundo virtual, onde posso ver, claramente, coisas como terceirização de tarefas, aumento da produtividade e diminuição dos gastos com investimentos em atualizações mais rápidas e práticas. Onde, a frase modinha é “rápido e prático, com uma interface moderna”. E numa proporção tão gigantesca que eu, só na tentativa de resolver o problema do site do Observatório onde trabalho estar fora do ar, me deparei com uma verdadeira montanha de coisas que não tenho nem ideia do que realmente significa. Percebi que, embora o site esteja hospedado no wordpress, há muitos elementos além dele, que trabalham em conjunto, e que eu não sabia da existência, por que o que eu conhecia, além da breve fachada do editor de textos, era a janela de código CSS.
O que eu me pergunto é, em relação a todos os usuários de internet, quantos realmente sabem como se dá o processo? Minha hipótese é de que existem muitas Alessandras por aí. Usuárias das fachadas, sem compreender de fato, o que está por detrás dela. E não estou me referindo unicamente aos processos de software em si, mas as pessoas que comandam e criam esses processos.