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Mostrando postagens com marcador Internet. Mostrar todas as postagens
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Monte seu pequeno negócio, abra um blog!

Vivemos em constante mudança, parece-nos aterrorizante a possibilidade de permanecer o mesmo. Do igual, da monotonia. Criamos, ou fomos imputados, a necessidade de criar, de inovar, de construir novas ideias. Mais do que isso de pô-las em prática.
A mídia nos ensinou que o bom é "fazer-você-mesmo". Que temos sempre que estar "reciclados" ou de olho nas tendências para termos valor. Valor que advém do simples reconhecimento através de estatísticas.
Isso afetou até mesmo o mundo dos blogs. Esse poderia ser um post-reclamação, e talvez até seja. Ando desgostosa com os blogs, ando desanimada para escrever e, acho que pela primeira vez, não é pela ausência do assunto. Mas pela ausência de um comportamento alinhado a tendência que se segue agora. 
Virei velharia, pois a fase de textos opinativos já passou há tempos. Agora estamos na fase do pincel duo fiber, dos tutoriais de make-up, do get ready with me, do look do dia. Uma fase que eu nem vi chegar, que talvez já estivesse ali há muito tempo, mas eu nunca percebi até então.
Agora os blogs viraram negócio, um pequeno empreeendimento em tal nível que existe até pesquisa de mercado com seus leitores. Cada vez é mais difícil identificar o que é uma propaganda, o que é uma opinião. Talvez a mídia tenha conseguido seu fim máximo, se embutir de tal forma nos nossos discursos, que nos confundimos com ela. Toda opinião virou propaganda, inevitalmente. 
E virou de tal forma, que até os posts mais trend topics são o quê? Como ter um blog de sucesso. No mesmo estilo de "pai rico, pai pobre", "se a vida é um jogo essas são as regras". Manuais de auto-ajuda para o sucesso nos blogs, como se fosse algo a ser alcançado, o fim máximo da atividade de blogar. Acho que eu não tenho mais vez nesse mundo em que muitas palavras se tornaram chatas e o interessante são imagens bem planejadas e filtradas para exprimirem sentimentos que deveriam ser naturais.



Literablogando - Edição #1

Hello my fellows!
Aposto que vocês já estão cansadas de ver essa menina chata que vive postando coisas nos grupos de divulgação do facebook né? Mas é que eu ando no meu momento criativo gente, causado pela volta da internet na minha vida depois de milênios de solidão e escuridão (exagero nada). Enfim, tenho uma ideia aqui que de nova não tem nada, é mais uma espécie de reviver os bons tempos... Acho que eu, como muita gente, já participou daqueles concursos literários promovidos por blogueiros né? 
Pra matar a saudade eu resolvi iniciar um projeto no blog chamado "Literablogando" (muito criativo -sóquenão). Consiste em basicamente toda terça-feira eu postar um tema aqui no blog para quem se interessar escrever, e na outra terça eu lanço o resultado dos melhores textos + o próximo tema. 



"Quem vai avaliar?" Eu mesma. "Ah, e porquê você avaliaria bem?" Bom, gente... Eu não tenho formação em letras nem nada do tipo, mas eu sei uma coisinha ou outra de regras de gramática, além disso, por ser uma leitora nata, acho que isso me dá total liberdade de analisar textos literários. Claro que a decisão acaba sendo arbitrária, mas não é meu objetivo dizer que um texto é melhor que o outro, até por que nos resultados vão os links de todos os textos participantes, só que com a minha avaliação do melhor texto e o porquê, obviamente. "E o que eu ganho?" Por enquanto, um banner de melhor texto, né... Quem sabe do futuro? Mas acho que o mais legal mesmo é ganhar o seu texto escrito e divulgado. Às vezes não é que a gente não saiba ou não queria escrever, só precisamos de um incentivo...

Enfim, é isso.
Deixo vocês com o tema de hoje:



Sim, vamos estrear com essa foto fofa de um mural de fotos em forma de coração sobre uma escrivaninha. Fotos são fragmentos, lembranças de momentos que muitas das vezes foram marcantes na nossa vida... Dêem asas a imaginação...

REGRAS:
- O texto tem que se relacionar com a imagem, o tipo de texto é de escolha do autor.
- Postem no comentário desse post o link do texto, ok?
- Prazo limite: Domingo (28/07/2013)


That's all folks!


Fachadas Virtuais


Frustração!
Não gosto da ideia de pessoas fazendo coisas por mim, ou melhor, de participar de determinadas coisas que eu não sei como se dá o processo. Um exemplo disso é o mundo da internet. Não é que eu queira aprender a criar meu próprio computador ou saber exatamente como se cria códigos de java e qualquer coisa nesse estilo. Afinal, se tal fosse meu interesse, eu estaria cursando ciência da computação.
A questão é que, eu sou uma pessoa que prima pela horizontalidade do conhecimento, ou seja, daquele tipo que de tudo quer saber um pouco, em vez de muito de pouco, sou do clube do pouco de muito. É uma espécie de contra tendência com a especialização crescente dos nossos dias, onde o que se prima são as pessoas “especialistas” no assunto, eu sei, mas o que posso fazer se sou curiosa por natureza?
Quanto à internet, é engraçado pensar como criamos uma complexa rede de relações e sofisticação sem limites para conseguir fazer o que fazemos hoje. Criamos, de fato, um verdadeiro mundo virtual, onde posso ver, claramente, coisas como terceirização de tarefas, aumento da produtividade e diminuição dos gastos com investimentos em atualizações mais rápidas e práticas. Onde, a frase modinha é “rápido e prático, com uma interface moderna”. E numa proporção tão gigantesca que eu, só na tentativa de resolver o problema do site do Observatório onde trabalho estar fora do ar, me deparei com uma verdadeira montanha de coisas que não tenho nem ideia do que realmente significa. Percebi que, embora o site esteja hospedado no wordpress, há muitos elementos além dele, que trabalham em conjunto, e que eu não sabia da existência, por que o que eu conhecia, além da breve fachada do editor de textos, era a janela de código CSS.
O que eu me pergunto é, em relação a todos os usuários de internet, quantos realmente sabem como se dá o processo? Minha hipótese é de que existem muitas Alessandras por aí. Usuárias das fachadas, sem compreender de fato, o que está por detrás dela. E não estou me referindo unicamente aos processos de software em si, mas as pessoas que comandam e criam esses processos.

10 Razões por que eu não sou Nerd




Eu li um texto bem espirituoso falando sobre uma nova “raça” de garotas denominadas de “Pirinerds” (piriguetes + nerds) no site das Garotas Geeks. E o post, que alias foi muito bem escrito e cômico, me rendeu reflexões que agora me põe na obrigação de escrever esse texto aqui.
Em primeiro lugar, eu não sou nerd.
Passei uma boa parte da minha vida tendo essa designação por parte das outras pessoas, e nunca concordei com isso, e o porquê? As Garotas Geeks responderam por mim ao traçar o perfil das Pirinerds e concomitantemente, o perfil do que seria uma verdadeira garota nerd. Eu não me encaixo em nenhum, óbvio. Então, vamos às razões:

10 – Eu não sei matemática.
Aparentemente, para você ser considerada uma nerd, você precisa entender sobre programação e coisas do tipo, que eu sei que envolvem matemática, e muita paciência. Na verdade, entendam matemática com ligação direta a um raciocínio lógico do capeta. Não, eu não tenho isso. De fato, meu boletim nunca foi impecável exatamente por causa dessa matéria maldita que sempre me deixava na média.

9 - Eu não sei a história dos videogames
Eu jogo videogame desde a época do Megadrive, isso é fato. E tive meu Supernitendo. E joguei no 64, no PS1, tenho meu PS2, mas já joguei no PS3, no PSP, no Wii e no Xbox 360 (que se alguém quiser me dar de presente, não farei qualquer objeção). Mas, ficar comparando? Ou sabendo a história de cada um? Ou etc, etc, etc? Não obrigada, eu só jogo, não sou nenhuma especialista.

8 – Quase nunca zero os jogos de videogame
É, eu já joguei Zelda, nunca zerei e achava meio entediante. Sou fã do Mario Bros, mas digo com orgulho que nunca zerei (no Super Mario World, se eu cheguei à quarta fase foi muito). Na verdade, a maioria dos jogos eu nunca zerei! Seja lá qual fosse o modelo do videogame. E convivo bem com isso, muito obrigada.

7- Jogos de RPG famosinhos. Quiço?
Nem curto. Jogo RPG desde pirralha, isso é verdade. Jogava aquele clássico de mesa, que era do Pokémon com os meus primos. E depois comecei a jogar RPG de fórum, o chamado ORB, de Harry Potter. Até administrei por dois anos uma comunidade assim. Mas os famosinhos? Aqueles on-line? Nope. Nunca joguei e nem tenho ideia de como joga. Na verdade, algumas pessoas sequer consideram um RPG ORB, RPG de verdade. Mas eu acho um dos melhores, por que tudo parte da sua imaginação e da sua capacidade de escrita (ok, os dados também existem pra te ferrar, mas a gente releva isso). 

6 – Sou enrolada com aplicativos e não tenho sonho de consumo pela maioria dos gadgets.
Pra conseguir instalar um aplicativo no meu telefone é um pesadelo. Nunca sei se vai ser compatível ou não, e também não faço muita questão de encher ele de coisa (só o Mobile Office já me serve, poder ler não importa onde! Ah, e o aplicativo do Facebook também, admito). Não, não sonho em ter um iPhone, iPad, iOqueSeja. Acho-os legais, já fucei em uns e coisa e tal, mas o valor deles? Não pira. Ganho mais juntando dinheiro pra sair de casa e mudar de estado.

5 – Não sofri bullying na escola por ser Nerd
Ok, eu sofri bullying, mas foi por causa da minha altura, mais do que qualquer outra coisa. Só que eu nunca liguei, altura é uma coisa que você não consegue mudar, então aprende a conviver com isso. E ser baixinha tem muitas vantagens! Agora, a maioria dos “nerds” tem esse passado triste em comum, sofriam na escola e etc. Não estou desmerecendo ou desdenhando disso, nem dizendo que foram todos, mas se usam isso como uma característica pra identificação desse grupo, então eu não faço parte. Eu até era chamada de nerd, mas isso é mais generalização do termo pra qualquer pessoa que tire nota alta, do que por ser nerd mesmo (coisa que eu não sou e estou comprovando aqui).

4 – “Starfilia”
Sim, eu amo Star Wars. Sempre gostei de ficção científica. Temáticas aeroespaciais me fazem muito feliz. Mas não, não destrinchei tudo, revirei as entranhas do assunto pra virar especialista. É algo que eu gosto de assistir, reflito sobre e acho fantástico, mas não sou a fim de virar especialista. Nunca li todos os quadrinhos de Star Wars, ou terminei o Guerras Clônicas. E Star Trek? Um dia eu assisto todas as temporadas, um dia. Foi uma paixão que eu adquiri através do meu pai, e não por ser uma bandeira levantada pelos nerds. As pessoas tendem a me classificar como tal, talvez por isso, mas o modo como eu vim gostar dessas coisas é totalmente diverso. Eu convivi com essa temática em casa e nem sabia que existia toda uma ideologia nerd por trás disso, até sei lá, meus onze anos.

3 – Tolkien, mitologia e por aí vai.
Mitologia nórdica e grega me gusta? Sim. Me gusta mucho. Mas eu não fico horas e horas discutindo sobre isso, ou sei tudo, ou lembro o nome de todos os Deuses, titãs, semi-deuses e o que mais tiver na panela. E Tolkien? Senhor dos Aneis, é muito bom. Passo o dia assistindo, mas eu dormi várias vezes lendo Silmarillion, admito pra vocês. É fantástico, é sim, mas é uma leitura entediante em alguns momentos, assim como C. S. Lewis, H. G. Wells e R. R. Martin. Então, eu gosto sim, mas como disse? Não sou especialista, coisa que para todo nerd para ser algo extremamente importante.

2 – Cinéfilos e musicólogos
“Por que a fotografia do filme não está boa e...” Grego. Eu não estou prestando atenção na fotografia, sinto muito. Eu gosto de assistir filme como entretenimento, não como um objeto de estudo a ser investigado, revirado e dissecado. Pode ser que eu esteja perdendo muitos significados, muitas coisas por trás? Sim, deve ser isso. Mas não ligo e nunca liguei. Filme pra mim é pra assistir, pra relaxar. A mesma coisa em relação à música. Primeiro que eu não sei tocar nada, nem reco-reco. E segundo, que meu gosto é muito variado, que ora entra no hall da fama dos musicólogos, ora vai para o que eles mais desprezam. O que importa é se sentir bem escutando uma música. Não classificá-la, ou destrinchar tudo.

1 – Eu não sou nerd
E claro, a primeira posição tem que ser a minha opinião sobre eu mesma. Não me considero nerd pelos nove fatores que vocês acabaram de ler, e por outros tantos que não explicitei no texto. A verdade é que ser ou não nerd é uma questão de identificação também, alias é principalmente isso. Eu não me identifico e sinto que se fizesse, estaria traindo a própria ideologia de quem realmente se considera como tal. Acho que o fato de gostar de ficção científica, animes/mangás, ler muito, escrever fanfictions, ter blog e coisa e tal me dá a aparência de ser uma nerd, mas não é bem assim. São coisas que eu faço ou gosto por que me fazem bem, por que eu gostei, por que eu sou curiosa. Mas não é primordial. Dormir e vegetar ainda são minhas atividades favoritas. Mas viva os nerds, e quem consegue se identificar como tal, por que ama o que faz.