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TAG: #RetrospectivaLiterária + Novidades!


Bom, acho super divertido responder tags, então sempre que encontro um que gosto, vou lá e respondo e deixo aberto pra quem quiser responder também, porque sou totalmente avessa a esse negócio de "panelinha" de indicação, enfim. Vaaamos lá!

1. - Você atingiu sua meta de leitura de 2013?

Nem de longe! Esse ano de 2013 foi uma tristeza literária! A universidade me consumiu tanto que achei até que tinha perdido a capacidade de ler qualquer coisa que não fossem livros acadêmicos.

2- Qual foi a quantidade de livros que você leu em 2013?

Doze livros apenas, que eu lembre. (Alice no País das Maravilhas, O Pequeno Príncipe, Legend, A seleção, A elite, Bloodlines, Amazônia: Um caminho para um sonho, O Milagre, O Guia do Mochileiro das Galáxias, Um diário (nada) secreto 1, Um diário (nada) secreto 2, Um diário (nada) secreto 3.)

3- Dentre esses, quais foram os melhores? Cite de 5 a 10. 

Amazônia: Um caminho para um sonho, Bloodlines, O Guia do Mochileiro das Galáxias, Legend e Alice no País das Maravilhas.

4 - E quais foram os piores? Cite até 5.

Nenhum, eu sempre gosto dos livros, tenho essa mania terrível.

5- Cite 1 personagem que você conheceu em 2013 e que se tornou seu favorito.

Day, um dos principais de Legend. Inteligentíssimo, fiel e um amor.

6- Cite 1 autor que você conheceu em 2013 e que se tornou seu favorito.

A Marli, ou MC Jachnkee, autora de Amazônia <3 to ansiosa pra continuação, inclusive!

7- Qual a sua meta de leitura para 2014?

Mesmo na certeza de que 2014 vai ser um ano maluco com TCC, novo curso, provas de mestrado e etc, eu to na expectativa de conseguir ler uns 30 livros que não sejam acadêmicos esse ano.




Agora, um espacinho no post pra falar sobre novidades de 2014! Eu dei uma sumida do blog e do mundo da blogosfera como um todo. Porquê? Final de semestre. Esse foi particularmente um dos piores semestres que eu tive, super estressante e de pouco aprendizado, mas enfim. A verdade é que eu voltei com muita vontade de continuar o blog e levar ele um pouco mais a sério, menos diário e mais um lugar onde posso compartilhar coisas que eu gosto.
Então pensando nisso eu dei uma reformulada pra deixar as coisas mais organizadas né? O blog vai ter cinco linhas de atuação fixas.

1. Achei na net! (quinzenal)
2. Resenhando (semanal)
3. Dicas (semanal)
4. Polêmica?! (quinzenal)
5. Writings Prompts (semanal)

E mais outros mensais, tais como: Top#5 Posts favoritos, Tags etc.

Juro que vou tentar postar três vezes por semana, religiosamente. 
É isso, essas são as novidades e programação do blog!
Tem sugestões de coisas pra eu postar/fazer? Só comentar! ;)

Definhamento cíclico, um conto.

Era um corredor comprido e imaculadamente limpo, um arrepio lhe percorria a espinha ao pensar em cruzá-lo sob a luz parca da lua que inundava pelas claraboias transparentes. A cada passo que dava rumo à pesada porta de carvalho esculpido, era como se o chão se movesse, e as coisas de repente rodassem ao seu redor. O que estava acontecendo? Pôs os dedos nas têmporas, esfregando, tentando conter a dor inexistente e obrigou-se a dar mais um passo, apenas para escutar sussurros ininteligíveis. Quem estava falando? De quem eram as vozes? Por que ela sentia-se tão estranhamente familiar ali?

Uma risada. Uma gota de suor gelo escorrendo pelo canto da testa.

- Alguém? - Murmurou.
O corredor começou a encher-se de sombras na medida em que uma nuvem cobria o luar, ficaria escuro, ela não podia ficar no escuro, precisava manter-se sob a luz. Não sabia de onde havia surgido a sensação de pânico e certeza, mas seguiu-a, correndo até o único feixe iluminado, um pequeno castiçal alguns metros da porta. Por que deveria cruzá-la? Por que suas pernas pareciam mármore ao pensar em dar as costas e achar uma saída?
 
BAM!

Num estremecimento, acordou com o ruído de uma porta que se fechava pesadamente lá embaixo, no térreo. Sentou-se na cama, as cobertas escorregando em direção chão. Abraçou os joelhos, orou, limpou o suor da testa e pestanejou até que seus olhos acostumassem-se a escuridão. Tentou lembrar-se do sonho, era estranho; sua boca ficara amarga e os pelos eriçados. Mas o que havia acontecido?

Lembrou-se da porta.

O coração acelerou e levantando-se, pôs um robe sobre o velho pijama. Por que a porta bateria como se alguém estivesse saindo ou entrando? Olhou no relógio, três da manhã. Horário estranho. Esfregou o rosto, tomando coragem. Abriu a porta a tempo de ver um farfalhar de cabelos não identificáveis, descendo a escada sorrateiramente. Franziu o cenho e o seguiu.

Um grito. Correu.

O corredor era comprido e imaculadamente limpo... A cabeça girou, os olhos doeram e as pernas ameaçaram ceder sob o peso. Conteve a respiração, andando lentamente, o rosto fixo na porta de carvalho. Era da sala.

Movimento. Parou.

Das sombras emergiu a figura, era corpulenta, entretanto de suave. Os cabelos ralos, os olhos pequenas fendas enegrecidas, brilhantes de fanatismo. Também olhava para a porta e caminhava em direção a ela, sempre pelos cantos escuros. Um breve momento, sob a luz das velas, um reflexo metálico, uma faca. A maçaneta girou e ele esgueirou-se para o interior.

Pânico.

Ela voltou a correr. Escutou uma risada, vozes, sussurros; ficou sem ar, levou as mãos ao pescoço e caiu contra a porta. Estatelou-se no chão, o pulso pareceu quebrado, uma dor lancinante lhe tomou o estômago e seus olhos ficaram escuros, desfocados. Olhou para cima, um grito de horror ficou preso na garganta. Ela estava sangrando.

Ela estava morrendo.

De novo. E de novo.

Dor. Dor. Dor.

O homem levantou-se, jogando um corpo ao chão. A blusa ensanguentada, a faca em mãos.
- Para sempre minha. – Disse, olhando para além ela, que também estava de pé. Mas ela não havia morrido? O que estava acontecendo? Perguntou-se e então viu o rosto, pálido e sem vida do corpo.

 Era seu.

Arregalou os olhos, caiu de joelhos e chorou lágrimas peroladas. Assustou-se, o homem se moveu novamente, em sua direção. Confusa, escondeu o rosto, algo tremeluziu, e então ele não estava mais ali. Ouviu um gemido, um arfar.

Amargura.

Virou-se com as mãos contra o ventre manchado de sangue, mas sem feridas, e observou o homem cair ao chão. A garganta rasgada.

Morte.

Uma luz forte, frio, esquecimento. A cena desapareceu, negrume, palidez, inconsciência.

Paz.
(...)
Era um corredor comprido e imaculadamente limpo...



Texto escrito para o Projeto Bloínquês
27ª Edição conto/história:  "acordou com o ruído de uma porta que se fechava pesadamente lá embaixo, no térreo."

Espero que gostem!


O céu não é o limite

Os raios solares cingiam contra as nuvens, provocando uma brancura ofuscante e ainda assim delicada, no plano de fundo aquele manto cerúleo que se estendia além dos horizontes, onde as vistas não alcançavam. A grandeza era opressora, olhar para o céu me fazia sentir minúscula, desprezível. Do que eu sabia? Do que todos nós sabíamos? Por um momento pensei numa lembrança antiga, a areia triturando sob meus pés, úmida da água cintilante que vinha do oceano, o oceano tão azul quanto o céu, e no horizonte, ali eles pretendiam se encontrar, mas o tão perto que pareciam, era apenas uma sombra do quão distante estavam. Não era o céu que buscava ao oceano, mas o oceano que tentava alcançá-lo, com inveja do seu azul mais brilhante, do seu calor, da sua liberdade desmedida, do seu infinito. Por que o oceano, ah, ele enganava a todos, com a falsa promessa de plenitude e além dos limites, pois ele tinha limites, ele nos impunha limites e como nós em relação ao céu também era minúsculo, desprezível em toda sua beleza cálida, mas ainda assim tentador ao nos seduzir a explorar suas águas que da calmaria tornava-se tempestuosa, traiçoeira. Cerrei os olhos e sonhei, sonhei em ser livre, em estar navegando nos céus, cortando as brumas das nuvens, indo de encontro à verdadeira imensidão. No sonho eu suspirei parada a proa, os braços erguidos enquanto o vento bagunçava meus cabelos, me recusando a olhar para trás, esquecer o passado, esquecer a gaiola em que vivia, recomeçar, sem previsibilidade, sem fraquejo, sem dores. O navio está me levando pra longe, sorri largamente, me levando para um lugar que não sei qual é, para novas descobertas, para uma nova vida. Por que o céu, o céu não era o limite, era quem sabe, o começo do infinito.



Texto desenvolvido para o Projeto Bloínquês 28º Tema Musical: O navio está me levando pra longe (Muse - Starlight)
Curiosidade: É minha música preferida deles. IUAHDIA.


Beijos.

A for Arrogance,

B for Brutus, C for Clever...


"Fez seu dever de casa e manipulou a multidão
Porque é tudo o que você pode fazer
Tentou conseguir muito... Mas ainda tem pouco
O que aconteceu, rapaz? Você não conseguiu descobrir.
Fora de rumo, você ainda não consegue acertar
Não consegue muito por pouco?
Você continue tentando, mas acaba no meio
Tinha um enigma e acabou com uma charada
Mas se for fazer, faça bem, Brutus!
Bem mesmo!
Como um homenzinho faria!
Volte atrás e olhe o que você tem
Tinha ambição, mas perdeu o plano
Judas Brutus traidor chegou a hora de fazer
O que se espera de você."
(The Hives - B is for Brutus)


Não vou dizer que mergulhei numa nova fase, mas se alguns quiserem enxergar assim, sintam-se livres. Mudei o nome do blog, como devem ter notado ou não. Elucidário Particular era um nome legal, mas nunca me senti satisfeita com ele, não mostrava bem o que eu queria. A for Arrogance, quem sabe, amanhã pode ser outro, as escolhas são minhas e eu que faço-as. Por que A for Arrogance? 
Bem, A por causa do meu nome, Alessandra, e não por que é a primeira letra do alfabeto, mas veio até a calhar bem com o subtítulo do blog, por que deu mesmo para fazer um alfabeto. A de Arrogância é de uma brincadeira de amigos. Se um dia Neto ler isso aqui ele vai saber do que eu falo "P de PODER", não? E por fim, por que é Arrogância e não Amor? Primeiro que Amor seria voltar a infância e cantar abecedário da xuxa, segundo por que Arrogância combina melhor, sou mais arrogante do que amorosa, e não tenho vergonha de dizer isso. Claro que, minha arrogância não chega a beirar a estupidez, a não ser em alguns aspectos. Existem pessoas milhões de vezes mais arrogantes, outras quase sem arrogância, e existem pessoas como eu, com arrogância - prefiro acreditar dessa forma - na medida. E por último, de onde surgiu? Da música cujo trecho pus logo acima, B is for Brutus, da banda The Hives. Pra quem curte um remake que tenta lembrar Led Zepplin, vozes gritantes, guitarras pesadas e agudas, vão gostar do estilo. O álbum é Tyrannossaurus Hives, e CLARO que eu baixei por que tem uma espécie jurássica no meio. Nada é por coincidência e sem intenção, companheiro.
Hoje eu vinha falar sobre uma outra música que me chamou a atenção brilhantemente. Eu conheço a letra faz uns quatro anos ou três, mas sabe quando você finalmente para pra analisar a letra direito e tem um choque de realidade? Foi assim quando escutei hoje de manhã. Então, se eu não mencionar mais isso em posts vindouros, gostaria de ser lembrada. Se chama An Honest Mistake, The Bravery. É bem legal, escutem se puderem e vejam o clipe. Sempre quis fazer aquilo com dominós.
E digam, B is for Brutus é um tapa na cara de algumas pessoas não?

Alê =)