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Writing Prompt nº4 - Que objeto (ou coisa) material você mais valoriza?



Então, hoje é dia de mais um Writing Prompt! O que raios é isso? Clica bem aqui ó, que você fica sabendo tudo explicadinho! Mas aviso de antemão que é bem divertido de se fazer, se você gosta de escrever, é claro e também se não se importa de ficar escrevendo coisas aleatórias.

4. Que objeto material (ou coisa) você mais valoriza?


Essa é difícil, hein. São tantas coisas que são essenciais ou então eu valorizo pelo simples fato de terem um valor sentimental tão grande pra mim que não sei se é possível escolher uma coisa só. Mas acho que... São meus livros. Mais especificamente um deles, O Diário da Princesa, da Meg Cabot. Porquê? Quando meu pai conseguiu um emprego legal foi o primeiro livro que ele me deu de presente, e eu gostei tanto. Eu tenho todos, ou quase todos, da série, mas o primeiro livro, que já tem mais de dez anos, tá surradinho, com algumas páginas soltas, com minha caligrafia infantil e cheio de suspiros é o meu favorito. Me faz lembrar meu pai, me faz lembrar os melhores anos da minha vida, quando as coisas iam bem, todo mundo era feliz na rotina do dia-a-dia. Me traz tão boas recordações que não tem como não tocar nele sem me sentir tomada por um bolo de emoções, emoções sobre mim, sobre meus sonhos, meus desejos, minhas descobertas no auge dos meus onze anos, e também sobre minha família, sobre meus pais, sobre meu pai especificamente, memórias sobre vários momentos juntos, em família, fazendo coisas de pai e filha, brigando e se entendendo, pedindo ajuda pra ele... Momentos que infelizmente não voltam mais e nem se renovam. 


A responsabilidade de amar


          
“Com grandes poderes, vem grandes responsabilidades”, já dizia o tio Ben, no HQ do Homem-Aranha. Eu nunca vi responsabilidade maior do que amar alguém. Nunca vi, na verdade, poder maior do que o amor ao próximo. É até clichê falar de amor, de amor impossível, de amor doado, amor platônico, ultra-amor, de amor pura e simplesmente, de tanto que isso já foi assunto ao longo da nossa história como humanos.
Mas ora, nossa história como humanos é indissociável do amor, que por momentos esteve em destaque, e por momentos em segundo ou terceiro plano, mas nunca inexistente. Amar é característica natural do ser humano, mas uma característica natural com boas doses de metafísica, de transcendência.
Somos mais do que sinapses e do que hormônios quando se trata de amor. Por quê? Por que não escolhemos quem amamos. Influenciamos, talvez, mas nunca escolhemos de fato. Hoje podemos saber todos os processos de atividade cerebral e corporal relacionadas ao tal do amor, mas nenhum deles consegue entender porque elas funcionam com uma pessoa, e com outra não.
Existe algo acima, que desconhecemos, e que pelo seu caráter de mistério, é o que mais nos fascina no que tange ao amor. Uma razão ou razões, ou se é que é razão, no sentido de justificativa, pela qual amar alguém é uma enorme responsabilidade. Uma responsabilidade que tomamos gratuitamente, algumas vezes de forma possessiva.
A partir do reconhecimento do que uma pessoa representa na sua vida, do amor que você sente por ela, você é capaz de tudo, você vai ao seu limite, para fazê-la feliz, para tê-la perto. E na maioria das vezes, sequer se dá conta disso, de tão “natural” e involuntário que se torna amar alguém. Não significa, entretanto, que essa doação seja fácil, ou que indique reciprocidade. O melhor amor é o recíproco, mas a reciprocidade não é fator essencial para causar a responsabilidade de amar alguém. Mesmo sem reciprocidade, há exemplos e exemplos de pessoas que amam e se doam.
Esse texto não se refere ao amor entre namorados, amantes, casais e etc. Embora o contexto seja de acordo com quem lê e não com que escreve. Esse texto trata-se, na verdade, da expressão escrita de um reconhecimento pessoal tido no ano de 2012, ano que eu perdi o amor da minha vida. E não era um amante, namorado ou marido, mas um companheiro, um amigo, um irmão... Um pai.
Nós fazemos o que podemos para as pessoas que amamos, há uma responsabilidade enorme em amar alguém, em fazê-la feliz no que você pode, principalmente quando a vida de quem você ama não anda assim tão feliz, e cada vez mais se torna difícil para ela, ao ponto em que você se torna aquele raio de luz na sua vida. Mas a responsabilidade mais difícil em amar alguém está em aceitar que seu amor vai continuar ali, mesmo na ausência permanente dela. E por mais doloroso que isso seja, é uma das melhores experiências que você ter. Amar alguém sem medidas. E aproveitar o tanto quanto possível isso.

Ai amor...

O amor.
Possivelmente um dos temas mais sorrateiros com o qual temos que lidar em nossas vidas. Em primeiro lugar, o que é o amor? Aí é uma boa pergunta, insólita e sem resposta pelo fato de ter tantas respostas. A biologia, a teologia, a sociologia, a antropologia, a psicologia, a matemática, a astrologia, a quiromancia, a mitologia... São tantas coisas que tem explicação pra esse sentimento que é difícil escolher qual a melhor, ou quais combinar pra ter uma resposta mais "completa". Uma palavrinha, o xis da questão de toda a história da humanidade, e nenhuma resposta plenamente satisfatória. Se existem 7 bilhões de pessoas no mundo, existem, no mínimo, 7 bilhões de opiniões sobre o amor.
O certo é que mesmo o mais covarde quer sentir, busca, ainda que secretamente, por meio de palavras ou ações, ter um fragmento de amor na vida. Por que o amor, não pode ser medido nem delimitado. Como bem disse Bauman em Amor Líquido, o amor tal como a morte são experiências únicas. Você nunca vai compreender totalmente se não vivenciar, o amor dos outros é um amor interpretado, atuado, como se fosse um filme editado que vai chegar a você. É preciso que cada um viva seu amor. Ou seus amores. 
E todos necessitam dele.
Mas necessidade é uma palavra forte, gera medo, incerteza. E busca-se então soluções mais simples, por que o amor não é fácil, e muito menos indolor. E a nebulosidade do futuro impede a sensação de segurança de saber que vai dar certo, que há algo bom do outro lado. Mas então, por que pensar no outro lado? Por que não pensar na caminhada até lá? Dar e apreciar passo a passo. O amor não é um lugar onde se chega, é um caminho, é algo que se constroi, que se mostra através das curvas sinuosas, das retas, das ladeiras... Ora de ladrilnho, ora de cascalho, ora de um asfalto liso, ora de remendos e buracos. Mas ainda assim um caminho, que pode ser sem saída, pode haver bifurcações, pontes... Tantas coisas que você deve arriscar-se a vivenciar. 
Mas vale à pena tanto risco por tanta incerteza? E se acabar? É o que a grande maioria se pergunta. O que eu me pergunto ainda. A resposta é simples, vale à pena tanta resistência e não viver nada? Qual o objetivo então, de a todo momento, se privar das coisas pelo medo do compromisso? Quando no fundo, se quer o compromisso? Somos tão ambivalentes que com o amor não seria diferente. Ao mesmo tempo que ânsiamos por amar, somos aterrorizados por isso. Ao mesmo tempo em que queremos a liberdade de poder ter e sentir amor, temos medo da prisão que ele pode causar, do tolhimento da liberdade de amar por estar amando. Aí pensamos, e se acabar não é? Possivelmente, queiramos que acabe, sentir alívio por que findou-se. Esperar pela falha é mais seguro, mas impede a vontade pra seguir em frente, em busca de mais.
Não acho que o amor acabe. O que acaba é nossa coragem de tentar construi-lo todos os dias com alguém. O que acaba é a nossa suposta segurança e boa vontade de estar cinquenta por cento dependente das ações de outra pessoa. De não ser soberano de suas emoções, como aparentemente a vida sem amor diz que é. Mas se a vida sem amor é uma vida que busca pelo amor, será que realmente tivemos a soberania, o controle sobre as nossas emoções em algum momento? É algo a se pensar. Tanto quanto as armaduras anti-amor que nos vestimos, mas que queremos que alguém tire, só não por muito tempo, por que podemos mudar e não mais caber naquela armadura, restando então a fragilidade sem ela.
No final das contas não é o amor que acaba, nós quem acabamos com ele.


Love me, love me...

Say that you love me

Fool me, fool me,
Go ond and fool me.


Hoje estou num clima pensativo, alegre (afinal é sábado e eu acordei 9:00 \o/) e ao som de uma banda curitibana que encontrei ontem fuçando pelos downloads gratuitos do Last.FM chamada Rosie and Me, que tudo bem, eles cantam em inglês. Mas na verdade, ficou bem legal. (Sugiro escutar Bonfires, minha preferida deles). Aí, voltando ao que interessa e principalmente, ao tema dessa postagem, vamos falar de oh l'amour. Talvez seja uma vontade causada pelo meu subconsciente manipulado pelas propagandas de dia dos namorados, que seja, o fato é que vamos falar do amor, mas não o amor "comum", ou melhor, o clássico amor que durante toda a história da humanidade deve ter existido. Duas pessoas se encontram, hormônios em ebulição, gentilezas, fluxo de sangue no rosto com simples elogios e todo aquele ritual que Desmond Morris classifica como "formação de pares, chamada vulgarmente namoro" (1967, 58) no seu livro Macaco Nu. [Morro toda vez que leio "vulgarmente namoro" :x]. Não vamos falar disso, pelo menos exatamente, e sim daquilo que acontece quando os hormônios entram em ebulição por simples palavras ou uma imagem como uma foto. Quando uma pessoa se apaixona por alguém que mora longe. O nosso famoso, insólito, e ainda incompreendido namoro virtual/à distância.
O namoro virtual, mais ainda, o simples fato de se apaixonar por alguém que não se conhece pessoalmente, põe em cheque muitos dos conceitos valorativos sobre os relacionamentos em geral, como uma espécie de revolução nesse campo de relação interpessoal. Veja só, se você não sabia, é bom saber que a escolha de pares (pelo menos em estado ébrio) é condicionada por diversas categorias inconscientemente propostas por toda uma carga de moral e valor que as pessoas foram criadas ou embutidas durante seu crescimento, portanto, é váriavel de acordo com o capital social e o habitus de cada um, para dar uma citada no Pierre Bordieu aqui. Desse modo, não se iluda com o tal do Amor à Primeira Vista, ele não é bem dessa forma, e sim À primeira Análise, quem sabe. É como se sua mente controlasse seu coração por alguns momentos, você só aceita se associar com uma pessoa depois que ela preenche certos requisitos necessários para tal. Deixando claro que estamos falando de compromisso e não uma ficada na noite, ta bem? Pessoas não namoram com outras pessoas por que deu vontade, e sim por que aquela pessoa satisfez alguns aspectos que geralmente envolvem renda, beleza e inteligência. Ser humano é interesseiro mesmo, por isso nem tem o que se surpreender nisso daqui. 
Mas na internet... A coisa muda de figura. Afinal, como você vai analisar uma pessoa direito através de palavras, webcam e foto? Talvez uma chamada de voz também. Como apenas isso, nenhum toque, nenhuma expressão corporal, podem fazer com que seus hormônios entrem em ebulição, você fique vermelho, você fique feliz, você se apaixone? É muito curioso. Por um lado, sabe-se que a dissimulação é muito mais fácil na internet, exatamente por não poder visualizar coisas essenciais para descobrir o que realmente uma pessoa está pensando ou fazendo, mas por outro, a possibilidade de você se apaixonar por coisas pequenas de outrém é mais romântico do que uma declaração de amor à luz do dia, não é? As pessoas que namoram virtualmente se prendem a palavras, sorrisos furtivos numa webcam, pequenas gravações de voz com, às vezes, apenas uma risada. Detalhes que na sua vida real passam despercebidos. Uma ligação, uma carta enviada pelo correio por esse alguém vale mais do que um perfume no dia dos namorados, ou uma joia. O desejo por demonstrações de presentes sólidos fica em segundo plano.
Eu nunca tinha percebido esse lado, não até que meus dois grandes amigos da internet (embora eu considere como os que eu conheço pessoalmente) se apaixonassem e começassem seus namoros virtuais. Na verdade, sempre fui meio preconceituosa com esse tipo de relacionamento, pra mim era falso e instável. Tudo bem que é em muitos casos, mas não é assim também na vida real? Canso de ver namoros sustentados para se manter aparência, pessoas que permanecem juntas mais por esforço do que vontade. O que me faz perceber que no final das contas não tem tanta diferença assim. Nunca vivi um namoro virtual e não sei se aguentaria, mas se eu posso amar pessoas que estão distantes e que representam muito pra mim, que são meus amigos há anos, por que as pessoas então não podem se amar no sentido romântico também, certo? Digamos que esse post sou eu admitindo e tentando abrir mão desse meu preconceito por esse tipo de relação. Talvez eu até escreva mais um outro sobre o assunto, tem muita coisa pra falar o_ô
Mas e aí? O que eu quero mesmo é saber a opinião de vocês que estão lendo sobre isso. E, o título da música é Lovefool do The Cardigans.






Pensamento em Sintonia?

Será que nós dois estamos ligados pelo destino? Será que isso significa que somos almas-gêmeas?




Antes de iniciar a discussão, é preciso avisar que minha opinião está muito sujeita ao ceticismo em relação às coisas românticas. Vai ver por que eu estou desapaixonada ou, quem sabe até o contrário, enfim. Segredos. Todo mundo em algum momento da vida deve ter dito a frase clichê: “é o destino” ou qualquer uma de suas variações quando você tem o mesmo pensamento que uma pessoa, ou vai para o mesmo lugar que ela, ou então, fala ao mesmo tempo; as situações são diversas. Começando por mim, acho que eu já disse essa frase tantas vezes e pra tantas coisas que eu acredito que o tal do “Pensamento em Sintonia” não necessariamente é só com a pessoa que você está gostando no momento, mas em relação a tudo a sua volta.

Você entra em sintonia com as coisas e com as pessoas.

Então, basicamente essa é a tese do meu argumento. O pensamento em sintonia existe sim. Às vezes você se conecta, ou se identifica tanto com algo/alguém que é inevitável que seus modos e comportamentos não sejam refletidos na atitude do próximo, o outro lado da conexão. E isso é o que acontece com a maioria dos casais. Por que afinal de contas, o que é mais próximo do que duas pessoas apaixonadas? Então, até pela ebulição do momento, de todo aquele amor e feniletilamina, parece que as duas pessoas estão mais ligadas - e talvez até estejam -, mas não seria diferente se qualquer uma delas tivesse ligada a outra pessoa ou algum objeto, sem necessariamente ser romântico. Mas, quem sabe, a palavra certa aqui seria afetivo. Assim, não é como se a sintonia fosse um acontecimento exclusivo do relacionamento entre duas pessoas, muito pelo contrário, talvez ela seja um reflexo, uma abstração e mistura de atitudes e perfis das duas coisas que entram em contato; sejam objetos, sejam pessoas desde que os dois lados ou um lado nutra afeto em relação ao seu oposto.

Assim sendo, partimos para o segundo questionamento do subtítulo. Almas gêmeas. Bem, englobando essa questão na minha tese, eu deveria logicamente dizer que se o Pensamento em Sintonia é comum tanto para coisas quanto para pessoas, sem necessariamente ser uma, mas podendo ser várias e em diferentes níveis; logo, existem também várias almas gêmeas. Só que não é bem assim. Por que em primeiro lugar, você tem que acreditar que Alma Gêmea existe. Acreditar piamente que há em algum lugar do mundo (ou espaço-tempo para os sci-fi, nerds, geeks e etc.) alguém que nasceu para você, que te completará e, que será o único e verdadeiro amor da sua vida e que vocês serão felizes para sempre quando se encontrarem, e que os seus destinos são que sempre se busquem pela eternidade e tudo o mais.

Eu não consigo acreditar nisso.

Realmente já tentei, mas não acredito. Não existem Almas-Gêmeas, existem pessoas que se entendem. Que se unem por que se amam, por que não podem resistir uma à outra, por que há algo de mágico (sim, magia mesmo, seja lá se for apenas feniletilamina com dopamina) que as impele uma para a outra, e que, entretanto, após um interlúdio de “perfeição” elas descobrem que ainda continuam pessoas, ainda continuam com seus vícios e virtudes, e que para dar certo mesmo, para que possam ficar juntas mesmo, um “eu te amo” não vai bastar. Que precisam ajustar suas vidas para que elas se entrelacem, e que aceitem as falhas, fraquezas do outro. Pessoas que entendam que devem ceder e devem esperar, e devem estar junto. Que se ama a pessoa de verdade, não deve moldá-la a si, ou exigir que ela mude aquilo que não lhe agrada, mas que junto a ela, chegue num equilíbrio. Exija e doe um pouco de si própria. De ambos os lados. Como uma via de mão dupla em constante tráfego.

E essas pessoas entram em sintonia sim. Por que se gostam, por que sentem afeto uma pela outra. Por que com o tempo, com o convívio, acabam tomando para si o comportamento do outro, influenciando e sendo influenciadas num fluxo interminável.

Só que o ponto é: Poderia ser qualquer tipo de pessoa. Poderia ser um casal, sim. Poderia ser um livro e um leitor, igualmente. Um pai e uma filha, uma mãe e um filho. O mundo e a sociedade?

Sim.

Todos estão em multissintonia.



Texto escrito para o: Bloínquês e sua 25ª edição opinativa.

just one more day, it's alright by me...

Impressionante como a nossa vida muda. Numa semana tudo vai maravilhosamente bem, as coisas estão se encaixando, você está findando muitos dos seus problemas pendentes e então um belo e fatídico dia... CATABLUPT! Eis que tem um enorme buraco no meio do caminho e você cai, e se vê imersa em um novo monte de problemas que parece intrasponível, uma parede tão lisa que você sabe que não vai conseguir escalar se não te ajudarem, se não houver alguém que ali te viu cair e estenda uma corda para você lá de cima. Ando me sentindo assim, ultimamente.
E muito, muito, muito puta por não ter visto o buraco. Não tê-lo previsto, ter olhado para o céu azul, as nuvens fofas e brancas, o colorido das flores, em vez das tramas dos caminhos. Magoei tantas pessoas essa semana, mas acima de tudo elas me magoaram, e minha mágoa se transforma em rancor, ainda que não seja eterno (graças à Deus), mas enquanto eu sinto ele, bem...
Não sei o que falar, na verdade estou me contendo do que falar aqui.
É a vida.
A grande pegadora e ninfomaníaca Vida... Fode com todo mundo, às vezes ao mesmo tempo.

Definhamento cíclico, um conto.

Era um corredor comprido e imaculadamente limpo, um arrepio lhe percorria a espinha ao pensar em cruzá-lo sob a luz parca da lua que inundava pelas claraboias transparentes. A cada passo que dava rumo à pesada porta de carvalho esculpido, era como se o chão se movesse, e as coisas de repente rodassem ao seu redor. O que estava acontecendo? Pôs os dedos nas têmporas, esfregando, tentando conter a dor inexistente e obrigou-se a dar mais um passo, apenas para escutar sussurros ininteligíveis. Quem estava falando? De quem eram as vozes? Por que ela sentia-se tão estranhamente familiar ali?

Uma risada. Uma gota de suor gelo escorrendo pelo canto da testa.

- Alguém? - Murmurou.
O corredor começou a encher-se de sombras na medida em que uma nuvem cobria o luar, ficaria escuro, ela não podia ficar no escuro, precisava manter-se sob a luz. Não sabia de onde havia surgido a sensação de pânico e certeza, mas seguiu-a, correndo até o único feixe iluminado, um pequeno castiçal alguns metros da porta. Por que deveria cruzá-la? Por que suas pernas pareciam mármore ao pensar em dar as costas e achar uma saída?
 
BAM!

Num estremecimento, acordou com o ruído de uma porta que se fechava pesadamente lá embaixo, no térreo. Sentou-se na cama, as cobertas escorregando em direção chão. Abraçou os joelhos, orou, limpou o suor da testa e pestanejou até que seus olhos acostumassem-se a escuridão. Tentou lembrar-se do sonho, era estranho; sua boca ficara amarga e os pelos eriçados. Mas o que havia acontecido?

Lembrou-se da porta.

O coração acelerou e levantando-se, pôs um robe sobre o velho pijama. Por que a porta bateria como se alguém estivesse saindo ou entrando? Olhou no relógio, três da manhã. Horário estranho. Esfregou o rosto, tomando coragem. Abriu a porta a tempo de ver um farfalhar de cabelos não identificáveis, descendo a escada sorrateiramente. Franziu o cenho e o seguiu.

Um grito. Correu.

O corredor era comprido e imaculadamente limpo... A cabeça girou, os olhos doeram e as pernas ameaçaram ceder sob o peso. Conteve a respiração, andando lentamente, o rosto fixo na porta de carvalho. Era da sala.

Movimento. Parou.

Das sombras emergiu a figura, era corpulenta, entretanto de suave. Os cabelos ralos, os olhos pequenas fendas enegrecidas, brilhantes de fanatismo. Também olhava para a porta e caminhava em direção a ela, sempre pelos cantos escuros. Um breve momento, sob a luz das velas, um reflexo metálico, uma faca. A maçaneta girou e ele esgueirou-se para o interior.

Pânico.

Ela voltou a correr. Escutou uma risada, vozes, sussurros; ficou sem ar, levou as mãos ao pescoço e caiu contra a porta. Estatelou-se no chão, o pulso pareceu quebrado, uma dor lancinante lhe tomou o estômago e seus olhos ficaram escuros, desfocados. Olhou para cima, um grito de horror ficou preso na garganta. Ela estava sangrando.

Ela estava morrendo.

De novo. E de novo.

Dor. Dor. Dor.

O homem levantou-se, jogando um corpo ao chão. A blusa ensanguentada, a faca em mãos.
- Para sempre minha. – Disse, olhando para além ela, que também estava de pé. Mas ela não havia morrido? O que estava acontecendo? Perguntou-se e então viu o rosto, pálido e sem vida do corpo.

 Era seu.

Arregalou os olhos, caiu de joelhos e chorou lágrimas peroladas. Assustou-se, o homem se moveu novamente, em sua direção. Confusa, escondeu o rosto, algo tremeluziu, e então ele não estava mais ali. Ouviu um gemido, um arfar.

Amargura.

Virou-se com as mãos contra o ventre manchado de sangue, mas sem feridas, e observou o homem cair ao chão. A garganta rasgada.

Morte.

Uma luz forte, frio, esquecimento. A cena desapareceu, negrume, palidez, inconsciência.

Paz.
(...)
Era um corredor comprido e imaculadamente limpo...



Texto escrito para o Projeto Bloínquês
27ª Edição conto/história:  "acordou com o ruído de uma porta que se fechava pesadamente lá embaixo, no térreo."

Espero que gostem!


O quanto você sabe sobre Pedofilia?



Esses dias eu vinha andando num misto de expectativa, irritação e tristeza. Tudo começou há duas semanas quando no sorteio de seminários finais de filosofia minha equipe pegou o tema de Pedofilia, confesso que nenhum dos outros era tão divertido de se falar quanto esse (Homoafetivos, Aborto e Racismo). Você acha que tem uma opinião sólida sobre o assunto e então pesquisando e assistindo a explanação dos outros de uma forma sucinta, percebe que realmente era verdade você estava cheio de "achismos" sobre o assunto sem de fato pesquisar profundamente. Pescava coisas aqui e acolá. Primeira reunião do grupo e fomos escolher qual caso abordar, resolvemos pegar um dos mais famosos e inesquecíveis - ao menos deveria ser -, da menina Araceli, que em sua homenagem foi instituido o dia 18 de Maio contra o abuso e exploração infantil. Deprimente, ultrajante, revoltante. Nada menos do que isso pode ser sentido quando lê-se o caso na íntegra. A mídia é repudiada, e os grande que podem tudo também. Percebemos o mal do capitalismo, o que é o poder financeiro para aqueles que o detém, complexo de Deuses. Me revolta só de falar sobre isso agora.

Bem, eu passei duas semanas só pegando textos, sem os ler realmente. Não tinha cabeça, não queria falar ou escrever sobre o assunto, não esta psicologicamente preparada para enfrentar as coisas que eu iria enfrentar. Mais do que palavras, você se sensibiliza como ser humano, como alguém próxima de uma criança, que se diverte com a inocência com o mundo de descobertas que se vive nessa fase. É inadimissível ver essa criança como objeto sexual de outra pessoa, nojento. Ainda que seja uma doença patológica, um distúrbio mental causado por uma parafilia, a Pedofilia é cruel, é hedionda e deve ser combatida. Não sei e nem estou em condições de como se punir a quem comete essas atrocidades, mas sei que temos que evitar e isso é na educação das crianças. TUDO parte da educação e da vigilância. Temos que sair dos nossos casulos e deixar de olhar unicamente para o nosso umbigo, reparar em volta, realmente se preocupar com próximo e evitar que atrocidades como essas aconteçam. Por que 80% dos casos de pedofilia ocorrem no seio familiar.
Se eu pudesse falava mais, muito mais sobre esse tema. Mas eu quero que as pessoas leiam e comentem e disseminem essa ideia. PRECISA-SE COMBATER A PEDOFILIA.

"A pedofilia rouba a dignidade de sujeitos sociais que ainda nem tem a capacidade racional de refletir e saber quais são seus direitos e seus deveres, que ainda estão em processo de formação moral e ética, projetos de futuros cidadãos que de forma brusca são interrompidos em seu crescimento num estágio crucial. A infância de uma criança que passou por traumas de pedofilia é perdida, nunca será a mesma, e as consequências disso durarão por toda sua vida, refletindo em aspectos inimagináveis e irreparáveis. A confiança e inocência são partidas em pedaços e os valores morais tornam-se uma confusão numa mente que ainda não consegue compreender os anseios da sociedade de forma significativa, que ainda não tem base fundamentada para julgamentos e responsabilidades que exigem juízos de valores só aprendidos com o tempo. O futuro dela é alterado sem que ela tenha pedido por isso ou feito sua escolha de forma racional. Não lhe foi dado à chance de defesa, de escolha, forçadamente ou induzida, ela foi vitimada e na maioria das vezes sem ter a consciência do que lhe ocorreu, do tipo de atentado grave que sofreu em sua pessoa física, psicológica, social e jurídica."


Trecho retirado do trabalho sobre Pedofilia e Sociedade.
Autora: Alessandra C. G. Bastos.


Eu mesma ;)

Now the sky could be blue.

Big Dreams by Roux_S.


Não resisti. Fiquei pensando, principalmente quando olhava outros blogs, por que não escrever de novo? A minha mente é uma máquina incessante, e os ouvidos meio que são as chaminés por onde toda a fumaça do trabalho pensante sai. Ou deveria dizer dedos? Não sei. É tarde demais e o dia foi cansativo pra eu começar com metáforas agora. Enfim, fiquei pensando em por que não escrever de novo? Geralmente eu levo dias pra postar, e posto apenas uma vez. Ora, esse blog é meu não? Então eu devo fazer o que me apetece. 
E o que me apetece agora é falar do futuro.
Com certeza todos já se imaginaram daqui há vinte, dez, cinco anos. Sonhos muito distintos, ambições diferentes, caminhos que podem entrelaçar-se ou não, a vida é uma coisa muito engraçada e pobre é aquele que acredita que controla ela. Então, é interessante como ao olhar para o céu, naqueles dias onde as nuvens tomam formas estranhas e costumamos ver animais nelas, e paramos para pensar o que somos perto de tudo que existe, o que vamos ser, o que temos que contribuir pra essa humanidade. A marca que vamos deixar para o vindouro.
Mas alguém já refletiu sobre o passado? Se o que é hoje, é o que idealizou há cinco, dez, vinte anos atrás? Conseguiu tudo que queria, seus desejos mudaram? Permanecem? Você luta por eles? Seus princípios são os mesmos? Os erros que cometeu lhe ensinaram algo, ou você continua fazendo-os? O que você fez com a sua vida nesse tempo? Qual contribuição você já deixou para trás?
Falando por mim, eu acho que não fiz muita coisa não. Podia ter sido melhor, podia ter feito coisas de outro jeito, modificado certas situações, não passado por outras. Mas engraçado, é que tudo é uma questão de poderia ter feito. Deveria. Não fiz. E não acho que hoje eu esteja tão ruim, só diferente do que esperava estar, mas não obtusamente dispensável. Talvez, eu esteja até melhor de um certo ponto, minha visão de futuro sempre foi muito romantizada, eu sempre fui muito controladora e metódica e eu sempre vou ser assim, e por consequência, apanhar muito pelos anos que seguem, como já apanhei pelos que foram. E além disso, meu futuro sempre dependeu de outros futuros. Arrogante, como disse, ao achar que eu controlava a minha vida. E é arrogante quem pensa assim. Não existe um estabelecimento de atitudes, tudo o que se faz afeta outros, muitos desconhecidos e você nem sabe o poder da sua decisão ou atitude. É uma cadeia complicada, fabulosa, tentadora a passar-se horas pensando sobre. E assim como você afeta a vida dos outros, como partículas chocando-se umas com as outras, elas também afetam a sua. As leis da física, por vezes mostram as leis da vida, e olha que eu nem gosto tanto de física assim. 
Estou cansada e com sono.

Buenas noches, chicos. ;*

Trilha sonora do Post: Strawberry Swing - Coldplay.
Beijos especiais: Tami Cereja (Tu és muito mais do que pensam, beibe), Elisa Haydée (Irmã pra toda vida) <3 e Diego Tapioca (D de Amante. IAHDUIA).

Hot, Hot...

So hot baby!

Como esse semestre eu considero perdido, sim, sim, qualquer plano que eu tenha só pode ser executado no ano que vem, agora é só aulas e aulas de cursinhos. (por favor, passem no vestibular de primeira, vida de cursinho é algo que eu não desejo pra ninguém). Eu decidi que pelo menos eu vou tentar fazer ele o mínimo agradável possível, pra compensar a minha saída diária às 13:00 de casa, no sol infernal da "Metrópole da Amazônia", sim. Sabe aquela coisa de turismo, de sempre falar bem de sua cidade e coisa e tal?
 Não rola.
Belém é um microondas, queridos. Graças as nossas amadas bacias hidrográficas que, morram de inveja, são enormes reservas e estão espalhadas em todos os becos possíveis dessa região, o índice de umidade é altíssimo, ao menos na região extremo norte, claro, por que a área do estado que faz fronteira com o centro-oeste também sofre da seca injuriosa que acomete nas épocas de inverno esses lugares. Enfim, voltemos a falar de onde eu estou. Aqui, devido a esse lindíssimo índice de umidade alto (recurso ironia ativo), quando os raios solares batem e refletem, eles tem dificuldade de sair (como se não bastasse a camada de ozônio pra isso, mesmo que a coitada esteje capengando graças aos inteligente seres humanos, nós) e o ar acaba aquecendo, lembrando que o ar está cheio de vapor d'água, agora imagine isso no sol à pino.
É, nós viramos pequenas máquinas ambulantes de produção de uréia (suor). Honestamente, quem usa preto nessas horas, é um louco desvairado. Simplesmente NÃO DÁ! Quer saber, eles deveriam inventar alguma coisa pra aproveitar todo esse suor, tenho certeza que Belém seria a capital de maior produção (recurso ironia ativo de novo). Enfim, eu vou me arrastando, com a temperatura de trinta graus, e a sensação térmica de quarenta mais todo aquele bafo quente que é o ar. Não é brincadeira.
Então, se você gosta mesmo de calor, venha pra cá, vai amar. Só não tem praia com oceano, quer dizer, na cidade, mas se servir tem rio pra tudo que é lado, que tal? Não tem tubarão, mas você corre grande risco de afundar, por que a densidade é menor e sem mencionar as correntezas. Se você morrer, tudo bem, daqui há uns três dias eles acham seu corpo boiando há uns dez ou quinze quilômetros de onde você inicialmente estava.
Sim, eu estou de mal-humor. Odeio suar e odeio calor.

Até --'

Desvios

Por eu estou começando a acreditar em Destino!


Hoje eu acordei num daqueles dias em que a gente pula da cama bem disposta e sai fazendo tudo pela casa, antes mesmo que peçam a você pra fazê-lo. Interessante, por que esses dias comigo são muito raros, em se tratando de atividades domésticas. Felizmente, o tal dia coincidiu com a minha faxina!
Eu tiro o chapéu para as "secretárias do lar" e para as mães "donas de casa", com certeza o que vocês fazem deveria ser muito bem recompensado e reconhecido, não é fácil manter uma casa em ordem, principalmente se os outros habitantes dela não dão a mínima para isso, como é o meu caso. Mas tudo bem, minha mãe viajou e a bomba caiu no meu colo. Aprendendo a manter uma casa em ordem na marra, certo, certo, eu prefiro ver isso como um processo de aprendizagem pra minha independência daqui há quatro anos. É bem mais reconfortante pensar assim, já que eu odeio tarefas domésticas com todas as forças. À ponto de chorar de raiva por ter que lavar uma pilha de louça do tamanho da torre Eiffel.
Enfim, eu estava feliz, relaxada, serelepe, e resolvi ligar o computador pra ver o fórum BD, onde eu me inscrevi anteontem e simplesmente viciei. Então eu resolvi entrar no Twitter, mas pra quê? Eu vi um determinado Tweet que me deixou pra baixo, completamente. Sabe quando você chega a conclusão de que a sua vida estagnou? É mais ou menos assim que eu estou me sentindo. É um sentimento sufocante, e o pior é que você não pode dar vazão à ele, não da forma mais apropriada, já que isso é fazer papel de idiota. E aí, a única coisa que lhe resta e abaixar a cabeça e tentar deixar isso pra lá. Acho que é bem parecido com derrota, na verdade, no meu caso creio que seja isso. Você não tem como se defender, e a sua única opção é fugir de tudo o que te lembra o seu fracasso, mas ninguém consegue isso pra sempre. Afinal, você pode até fugir das pessoas e dos locais que te lembram isso, mas você não pode fugir da sua mente, e essa pequena traiçoeira faz questão de deixar isso mais do que claro. Pelo menos a minha.
Ugh, nem quero mais falar sobre isso.


Beijos, gente.


Ps: E eu descobri que não sei cantar o hino nacional. Obrigado, Vanusa, você me ensinou como cantar à sua pátria de verdade. Nossa, como eu não sabia que a letra tinha mudado? Me sinto uma péssima cidadã.

“And Sometimes I Get Nervous...

“And Sometimes I Get Nervous... When I see an open door” – The Killers




Eu amo The Killers.

Considero-os uma banda sensacional, com músicas extremamente inteligentes e, principalmente, músicas com conteúdos. Dentre muitas, eu tenho escutado bastante ‘Human’, tanto que é o título dessa postagem. Sugiro que quem nunca tenha lido a letra, dê uma olhada. Os versos são bem elaborados e acho que ela é cheia de significados. Na verdade, eu acho que esse álbum deles, em particular, é cheio de significados profundos ou superficiais. Todas as músicas passam uma mensagem.

Não tenho muito que escrever hoje. Festa da família em casa, e eu virei Severino (Quebra-Galho). Impressionante a quantidade de primos pequenos que estão presentes. Quando eles nasceram que eu não vi? O engraçado é que eles todos têm a mesma cara e são engraçadinhos, mas sei lá, eu não os conheço, e mal tive contato com seus pais, que também são meus primos. Digamos que sempre fui meio solitária. O que era de se esperar, pois por muito tempo fui a caçula da família, em outras palavras, mimada pelos tios e desprezada pelos primos mais velhos ciumentos. É engraçado, por que hoje eu me tornei uma prima mais velha, e acho que ciumenta também. Só que é complicado pensar nisso, afinal, sempre as pessoas fizeram as coisas pra mim e não o contrário. E agora?

Pelo menos as crianças não exigem muito. Quer dizer, acho que eu dou um pouco de medo nelas. Também, o meu pai é a ovelha-negra da família. Ele tem aquele semblante fechado e taciturno, homem de poucos sorrisos e poucas palavras. Isso socialmente, claro. Por que entre nós, ele é um comediante e o meu melhor amigo, vive rindo e fazendo piadinhas de coisas ínfimas. Mas é a vida, talvez eu tenha puxado pra esse lado dele, você sabe, de ser fechada quando em volta de muitas pessoas, e só se mostrar amistosa e divertida quando entre os entes queridos e conhecidos. Eu nem consigo me imaginar fazendo piadinha no meio de uma multidão que nunca vi na vida. Tem gente que consegue, parabéns.

Enfim, provavelmente eu soei mesquinha lá em cima, ao dizer que as pessoas sempre fizeram as coisas pra mim e não o contrário. Mas eu estou sendo realista. Fui muito mimada por todos os meus parentes. A caçulinha rechonchuda e espertinha, de bochechas apetitosas, que falava pelos cotovelos sobre nada com nada. Humilhante relembrar a infância, mas é preciso. Eu nunca precisei cozinhar, por que perguntavam se eu estava com fome e faziam meu lanche, nunca precisei lavar a roupa, minha mãe colocava na máquina, nunca precisei limpar a casa, mamãe e alguém de fora faziam isso. Acho que o máximo era arrumar meu quarto.

Acredito que isso seja comum com pessoas que foram caçulas por muito tempo, e ainda por cima são filhos únicos. Há uma super proteção em volta de você, que a maioria não gosta, mas eu era completamente a favor. E então você cresce, e de um dia para o outro querem que você apronte um almoço, limpe a casa e ainda cuide de seres menores que você, seus primos que nasceram, sem reclamar, claro. E quando você reclama, eles dizem que você foi muito mimada. Ora, eles quem mimaram você! É mole. Eu sei do que eu falo, por que eu passo por isso todos os dias, e é complicado. Mas a gente aprende aos trancos e barrancos. Fazer o quê. A não ser que você seja muito rica, um dia as pessoas vão parar de mimá-la e te largar para você se virar sozinha. Uma etapa do crescimento, e apesar dos pesares, é necessária.

Afinal, todo mundo quer ser independente um dia, mas ninguém quer abrir mão do luxo e da comodidade. Pena que na maioria dos casos, essas coisas não andam juntas. Ou você é independente, ou você passa a vida acomodada. Preceitos da sociedade capitalista, onde o trabalho enobrece. Enobrece quem, eu pergunto? Por que os sistemas podem ter mudado ao longo dos séculos, novas descobertas, novos ramos de estudo e muitas outras inovações. Acho que o céu até pode mudar de cor, mas uma coisa não vai mudar: Sempre vai ter a maioria que trabalha pesado, e a minoria que pratica o ócio e colhe os frutos da outra parte. Ces’t la vie.

Acredito que essa foi uma postagem de nada com nada.

Até a próxima,

Heather D.

Obs: Ah. Sim, por favor, nada de ataques cardíacos. Eu estou de volta com o blog. Até quando, não sei. Mas em breve realizarei reformas. Não aguento mais esse layout da Alexis Bledel.

Quais são as palavras...



Um dia um sábio escreveu um verso de uma música linda:

“sei que às vezes uso palavras repetidas, mas quais são as palavras que nunca são ditas?”


E ela foi cantada por uma das lendas do rock brasileira, uma banda do planalto central chamada Legião Urbana, que infelizmente eu nunca tive a oportunidade de escutar ao vivo e a cores. Porém da qual escutei muito graças ao meu pai.
Andei pensando em algo de novo pra fazer, dessa vez algo que não fosse somente bom para mim, mas bom para todos, ou para outras pessoas. Algo que pudesse ser feito espontaneamente, algo que não precisasse ser cobrado, algo do qual eu me orgulhasse.
Mas que algo é esse?
Sinto-me que nem a Gina Weasley em “O Algo Que Me Falta”, uma fanfic que eu comecei a escrever, mas desisti antes mesmo que fizesse algum sucesso. Ela tem uma vida legal, porém sente que falta algo, só que não sabe o que é. Claro que no caso dela é o lindo e perfeito Draco Malfoy, enquanto no meu... Eu não tenho a mínima idéia.
E não, não creio que seja um ‘Draco Malfoy’, mesmo que eu esteja solteira.
Talvez seja a vontade de provar algo, agora que todos que me importam esperam avidamente por algum sucesso meu, mas no intimo tem certeza de que será um fracasso. Quem sabe essa sensação seja a sede da vingança.
Vingança de se sobrepor sobre os outros, de mostrar que eu tenho um destino muito maior do que as mentes medíocres me prevêem.
Não sei, são palavras soltas e definitivamente repetidas.
Um dia talvez eu descubra as palavras que nunca são ditas, ou quem sabe, as atitudes que eu nunca tomaria.

Odeio ser de capricórnio, porém isso são reclamações para outro post.


Tem horas que...




Você olha a sua volta e simplesmente tem vontade de desistir de tudo.

Se pergunta pra quê vale à pena tanto estresse e sacrifício?

Percebe que por mais que você tente nunca está dando seu máximo

Julga seu caráter e não fica contente com seu resultado

Pensa em mudar, mas não tem disposição

Tenta fingir que está tudo bem quando tudo o que você quer é recomeçar

Realiza que para isso basta um atitude

Todavia ela não é tão fácil.

Mas ainda está sob seu controle.


é assim que eu me sinto hoje e agora.


e você?




Agradecimentos à pirralha por ter feito meu código de html *-*

brigo com você, mas te amo supergirl!