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Vazio

Não foi fácil levantar hoje e sentir o peso de toda a solidão.

Todas as cores parecem ter desbotado.

Todos os meus planos embaralham-se.

Não foi fácil concordar com essa nova vida.

Mas então… Não existe concordância quando não se oferecerem acordos.

 

As minhas lembranças espiralam em névoa.

Cinza, fria… E cada vez mais distante.

Não sei quando esse véu se interpôs entre nós.

Nem sei como transpassá-lo. Vê?

 

E fui eu quem o criei.

 

Não me sinto perdida.

Eu já sabia que iria ser assim.

Eu já previa tudo isso.

Mas prever e sentir não são a mesma coisa.

 

Não me resta mais dor.

Talvez apatia, desalento, desânimo.

E todos aqueles adjetivos que se usam.

Quando não se expressa nada.

 

Há um vazio que me preenche.

Ânsia de nada

wonder

Não sei o que me acomete. Talvez seja uma daquelas doenças que não se sabe o nome. Daquelas silenciosas que só damos pela presença quando já é tarde demais. Ou talvez seja apenas mais uma neura como tantas outras. Mas isso também não é doença?

O que importa é que sinto uma ânsia. Uma ânsia de não sei bem o quê. Mas que está aqui comigo todos os dias. Do momento em que acordo até o momento em que durmo. Ultimamente, até mesmo em sonhos aparece. Mas nunca diz a que veio ou o que quer.

A verdade é que não sei o que fazer com ela. Penso em ir ao médico, talvez um terapeuta, mas o que ele vai poder fazer? Não quero conversas, quero soluções. Preciso solucionar essa ânsia, mas não sei como. Se ela pelo menos me desse uma pista, talvez as coisas ficassem mais fáceis, talvez meu coração acalmasse e minha mente diminuísse o ritmo dos pensamentos.

Possivelmente ela só quer brincar comigo. Possivelmente ela quer mesmo é me deixar louca e às vezes eu penso que ela está conseguindo. Já está se tornando parte indissociável de mim, um contrato não desejado, é claro, mas legítimo. Me pergunto se ela vai embora algum dia e se eu vou sentir falta do cansaço que ela me causa, quando decido tentar entendê-la.

Talvez eu esteja mesmo enloquecendo e a ânsia seja, na verdade, minha sanidade tentando me manter lúcida nesse caos interno que é minha mente. Isso soa meio louco, não é? Também acho. Mas acho plausível dada a realidade louca em que vivemos. O que eu queria saber mesmo é o que eu to sentindo. Devaneio em pensamentos e palavras, mas não consigo descrever ou entender. Não sei se é torpor, se é catarse ou se é histeria.

Não sei se sou eu ou se sou ela.

Não sei é de nada.

Writing Prompt nº4 - Que objeto (ou coisa) material você mais valoriza?



Então, hoje é dia de mais um Writing Prompt! O que raios é isso? Clica bem aqui ó, que você fica sabendo tudo explicadinho! Mas aviso de antemão que é bem divertido de se fazer, se você gosta de escrever, é claro e também se não se importa de ficar escrevendo coisas aleatórias.

4. Que objeto material (ou coisa) você mais valoriza?


Essa é difícil, hein. São tantas coisas que são essenciais ou então eu valorizo pelo simples fato de terem um valor sentimental tão grande pra mim que não sei se é possível escolher uma coisa só. Mas acho que... São meus livros. Mais especificamente um deles, O Diário da Princesa, da Meg Cabot. Porquê? Quando meu pai conseguiu um emprego legal foi o primeiro livro que ele me deu de presente, e eu gostei tanto. Eu tenho todos, ou quase todos, da série, mas o primeiro livro, que já tem mais de dez anos, tá surradinho, com algumas páginas soltas, com minha caligrafia infantil e cheio de suspiros é o meu favorito. Me faz lembrar meu pai, me faz lembrar os melhores anos da minha vida, quando as coisas iam bem, todo mundo era feliz na rotina do dia-a-dia. Me traz tão boas recordações que não tem como não tocar nele sem me sentir tomada por um bolo de emoções, emoções sobre mim, sobre meus sonhos, meus desejos, minhas descobertas no auge dos meus onze anos, e também sobre minha família, sobre meus pais, sobre meu pai especificamente, memórias sobre vários momentos juntos, em família, fazendo coisas de pai e filha, brigando e se entendendo, pedindo ajuda pra ele... Momentos que infelizmente não voltam mais e nem se renovam. 


Achei na net: Yarny

Eu digo que sou uma pseudoescritora porque tenho muitas ideias e pouco tempo para colocá-las no papel de forma apropriada. Nunca consigo terminar minhas histórias, e isso já é ponto pacífico nessa minha jornada de escrita. O fato é que tenho umas manias esquisitas quando vou escrever. Por exemplo, preciso gostar da fonte que to usando, e também gosto de uma tela limpa, sem muitas distrações. 
Um dia desses, procurando um lugar que não fosse o word pra escrever uma trama familiar que brotou na minha cabeça (eu jogo RPG), eu encontrei um editor on-line super legal, que até publica em formato ebook lindo e prontinho pra você. Chama-se Yarny.


Pontos positivos:

A simplicidade do site já me conquistou. Primeiro que eu não precisei ter que passar por um cadastro chato, pude ir direto escrever e, depois, se eu quisesse podia me cadastrar. Além disso, quando me cadastrei, foi super rápido, sem muitas perguntas chatas e sem ter que ir em e-mail de confirmação e coisas desse tipo. Agora, embora o layout seja simples, ele dá mesmo pro gasto. Trabalha com snippets (trechos) de escrita, que você pode colocar tags pra facilitar na procura ou também arranjar em grupos. Além de ter snippets específicos para personagens, lugares e/ou alguma ideia que você tem, que são importantes pro texto, mas não se configuram dentro dele. 
Ele explica tudinho quando você abre a página inicial, e você pode exportar seu arquivo para Rich Text Format, se quiser. Ou então até mesmo em formato pronto de ebook! Ele também tem um programa de metas, em que você coloca quantas palavras você quer escrever e coisas assim, e uma opção de textura/visualização que pode ser a clara-padrão, ou escura, ou ainda outras se você assinar prêmio. Agora, o mais legal mesmo é que quando você tá escrevendo, tudo some, ficando somente a tela do "papel". E por último, mas não menos importante pra mim, a fonte é legalzinha.

Pontos negativos:

Eu só não consegui encontrar como escreve justificado, isso é, se tem essa possibilidade, mas até que não é um fator que me deixa muito neurada, embora incomode. Outro ponto também é que o Yarny é em inglês, então pode ser inacessível para algumas pessoas, infelizmente. E algo que pode ser negativo é que ele não tem a opção de compartilhar pra visualizar como o google docs tem, por exemplo.

Writing Prompt #2 - Se você tivesse que comer sempre a mesma refeição para o resto da sua vida, o que seria e porquê?


Então, vamos dar seguimento as 25 instruções de escrita para o escritor entediado?
Eu achei essa ideia no site da Carrie Elle, onde ela posta vinte e cinco sugestões de temas para escrever, caso você esteja passando por aquele terrível bloqueio mental, ou apenas entediado para pensar em qualquer coisa. Decidi seguir a ideia a risca e cumprir as 25 sugestões. O primeiro foi esse aqui. E agora no segundo, o tema é uma coisa meio absurda, mas vamos lá, pra isso existe a criatividade né? Digo de imediato que não fiz narração, mas uma espécie de sugestão dessa vez, o bom da Carrie é que ela não fecha no estilo do texto, o que importa é escrever sobre a temática!


Obs.: Quando eu postei divulgando, algumas meninas pediram o site original por que ficaram animadas com a ideia de fazer, peço que postem aqui pra eu acompanhar o Writing Prompts de vocês!



25 instruções de escrita para o leitor entediado

Instrução nº2 -  Se você tivesse que comer sempre a mesma refeição para o resto da sua vida, o que seria e porquê?


Existe comida mais gostosa que açaí com peixe frito? É provável, mas aposto que a disputa seria bem acirrada. Sei que para muitos não seria a escolha nem de longe. Alguns podem até se perguntar o que é açaí, e outros: o que açaí tem haver com peixe, menina? Mas é assim mesmo. São as normalidades "anormais" de quem mora na Amazônia, mais especificamente no Pará, como é o meu caso.
Explicando: açaí é a fruta que dá em uma espécie de palmeira, de onde as pessoas extraem o suco, e embora seja suco, tradicionalmente é elemento essencial da dieta amazônida, sendo uma espécie de substituto do bom e velho feijão brasileiro. Regra básica: você não toma açaí, você come. E come com farinha, de preferência sem açucar. É assim mesmo, e é uma delícia. 
Nada desses negócios de energético, ou sorvete, viu? É refeição! E com peixe, a coisa mais abundante da região, aí que fica gostoso mesmo, razão pela qual eu comeria isso pro resto da minha vida. Não tem como enjoar, e fora que faz bem pra saúde, memória, coração e bem-estar, por que, "maninhas", depois de ter um manjar desses, a próxima coisa que você deve procurar é uma rede, e na ausência, qualquer lugar confortável para dormir serve, por que dá um sono!




Literablogando - Edição #1

Hello my fellows!
Aposto que vocês já estão cansadas de ver essa menina chata que vive postando coisas nos grupos de divulgação do facebook né? Mas é que eu ando no meu momento criativo gente, causado pela volta da internet na minha vida depois de milênios de solidão e escuridão (exagero nada). Enfim, tenho uma ideia aqui que de nova não tem nada, é mais uma espécie de reviver os bons tempos... Acho que eu, como muita gente, já participou daqueles concursos literários promovidos por blogueiros né? 
Pra matar a saudade eu resolvi iniciar um projeto no blog chamado "Literablogando" (muito criativo -sóquenão). Consiste em basicamente toda terça-feira eu postar um tema aqui no blog para quem se interessar escrever, e na outra terça eu lanço o resultado dos melhores textos + o próximo tema. 



"Quem vai avaliar?" Eu mesma. "Ah, e porquê você avaliaria bem?" Bom, gente... Eu não tenho formação em letras nem nada do tipo, mas eu sei uma coisinha ou outra de regras de gramática, além disso, por ser uma leitora nata, acho que isso me dá total liberdade de analisar textos literários. Claro que a decisão acaba sendo arbitrária, mas não é meu objetivo dizer que um texto é melhor que o outro, até por que nos resultados vão os links de todos os textos participantes, só que com a minha avaliação do melhor texto e o porquê, obviamente. "E o que eu ganho?" Por enquanto, um banner de melhor texto, né... Quem sabe do futuro? Mas acho que o mais legal mesmo é ganhar o seu texto escrito e divulgado. Às vezes não é que a gente não saiba ou não queria escrever, só precisamos de um incentivo...

Enfim, é isso.
Deixo vocês com o tema de hoje:



Sim, vamos estrear com essa foto fofa de um mural de fotos em forma de coração sobre uma escrivaninha. Fotos são fragmentos, lembranças de momentos que muitas das vezes foram marcantes na nossa vida... Dêem asas a imaginação...

REGRAS:
- O texto tem que se relacionar com a imagem, o tipo de texto é de escolha do autor.
- Postem no comentário desse post o link do texto, ok?
- Prazo limite: Domingo (28/07/2013)


That's all folks!