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Sobre clássicos, best-sellers e gente almofadinha



Já faz um tempo que eu quero escrever algo sobre clássicos. Essa necessidade ganhou mais força depois de um vídeo do Literatortura denominado: “Não Leia Best-Sellers”. Aliás, um parêntese antes de começar a discussão: eu já sabia que não era um vídeo apologético a não-leitura dos best-sellers, mas apenas uma forma de prender a atenção de quem o visse. Agora, quando eu compartilhei, o que teve de gente me jogando indiretas sobre ser “arrogante” por não querer/gostar de best-sellers, honestamente, foi de rolar de rir. Sabe de nada, inocente (WASHINGTON, Cumpadre. 2014). 

Enfim, quem me vê comentando em blogs alheios e até mesmo aqui, sabe que eu sempre dou minhas alfinetadas nos clássicos. É mais forte do que eu, ou pelo menos era. Quando eu via alguém caindo de amores por Machado de Assis então, ficava verde de tanta náusea que me causava. Como alguém podia achar um cara de escrita travada e seca como ele “lindo, perfeito, meu escritor preferido”? Eu tentei ler Dom Casmurro (versão original e de texto integral, por favor) umas duas vezes e olha... Não rolou. Mas isso não foi exclusividade do Machado não, aconteceu a mesma coisa com quase todos os clássicos que todo mundo morria de amores: José de Alencar, Mark Twain, Dostoievski, Tolstói, Victor Hugo, Dante Alighieri, Franz Kafka, Virginia Woolf entre outros.

Talvez os únicos que tenham escapado a sina foram Bram Stoker, Jane Austen e Gaston Leroux. De resto, eu criei uma aversão indiscriminada por clássicos por nunca conseguir avançar na leitura deles e acha-los coisa de gente almofadinha. 

Hoje, refletindo sobre isso, eu tenho duas boas razões que legitimaram esse meu movimento “aclassicismo”.

1. Clássicos viraram sinônimo de obrigação. Eu era obrigada a ler porque bem, eles eram clássicos e todo mundo lia (assim eu acreditava).
2. Havia um endeusamento nas obras literárias que eu acreditava ser apenas porque eram antigas. “Se Dom Casmurro fosse atual, aposto que tinha montes de gente reclamando do livro ser chato pra caramba!”, minha opinião.

Mas hoje, não sei se é porque eu ando me cansando do “mais do mesmo” que circunda o mercado literário – sim, mesmo as distopias tão ficando repetitivas -, ou se eu tenha finalmente chegado na maturidade para querer decifrar o que faz desses caras tão bons como todo mundo e a história diz que são, mas andei tendo uma vontade de ler clássicos. 

Esclarecendo aqui, pra mim o que importa em um livro é a conexão com o leitor, então não consigo seguir esse pensamento binário de que o moderno, o best-seller, só porque é para as “massas” é pobre e vazio, e isso pode ter contribuído muito para a minha aversão aos clássicos, por eles representarem tudo aquilo que seria o “bom” de acordo com essa linha de pensamento. Como eu não conseguia me entender com eles me sentia uma inútil.

O ponto é que eu ando tentando mudar minhas opiniões sobre clássicos. E até então, estou sendo muito surpreendida. Quando consigo me prender na leitura, vejo que ela é realmente rica. Que existe uma ironia ou então uma reflexão em determinadas obras que são verdadeiras obras-primas do entendimento humano. Mas não serei hipócrita a ponto de ficar fazendo apologia aos clássicos porque eles são clássicos. Eles são chatos sim. São densos, tem uma linguagem difícil por conta do vão histórico-linguístico (e até mesmo cultural), mas não são impossíveis ou inacessíveis. 

E o mais importante: lê-los não torna ninguém superior a ninguém, viram almofadinhas de plantão?

Eu não vou me prolongar mais na discussão, mas sugiro muito que vocês vejam o vídeo do Literatortura sobre best-sellers. Ele samba na cara desses ditos-cujos que me fazem desgostar de clássicos pela postura pomposa, e também são um contraponto a questão de que só clássico é que presta.





Obs.: Tinha parado com esses posts de discussão por aqui porque sempre tendo a ser prolixa, mas se vocês gostaram, comentem que eu farei mais! :)

#ReadWomen2014 - O que é isso?


Já faz um tempo que eu queria escrever sobre esse projeto gringo que eu achei mega interessante e deveria ser mais divulgado aqui nas terras brazilis tropicais. Eu vi a reportagem no Buzzfeed Brasil, e trata-se de um projeto que busca trazer a igualdade de gênero no mundo literário (não, não é de gêneros literários que eu estou falando. 
Vocês devem saber, ainda que não leiam ou se interessem pelo assunto, a marcante desigualdade de gêneros no Brasil, não é? Apesar dos números terem melhorado bastante nos últimos anos, dada nossa herança histórica patriarcal e machista, em muitos locais e mentes, a mulher é ainda é colocada de forma inferior ao homem ou a figura masculina. Seja em casa, na escola, nos postos de trabalho, na rua mesmo, convivemos diariamente com esse preconceito e até mesmo opressão. 
A questão é: a desigualdade de gêneros está presente em todos os âmbitos da vida social. E o mercado literário não está fora disso.
Eu confesso que eu mesma achei estranho, já que leio mais autoras do que autores. Mas levei apenas um segundo para pensar: "certo, mas que tipo de livros elas escrevem?" A resposta é uníssona, não? Romances. Parece que se você é mulher e escreve, você tem que escrever romances. E se escreve sobre outro gênero, você se torna uma minoria. De acordo com a reportagem do Buzzfeed, em 2012, trabalhos escritos por mulheres contabilizaram 22% das resenhas no The New York Review of Books, 25% de resenhas no The Times Literary Supplement e 23% no The Nation. 


A campanha #ReadWomen2014 foi ideia da artista e escritora Joanna Walsh, que fez vários marcadores de textos com ilustrações de escritoras famosas. De acordo com a entrevista dela no Buzzfeed: "A dispensa de escritoras é uma epidemia no mundo literário, evidenciada pelo drástico desequilíbrio entre resenhas de trabalhos escritos por homens e trabalhos escritos por mulheres".
Daniel Pritchard, editor do The Critical Flame, ainda dá uma alfinetada maravilhosa sobre o assunto, que merece até citação destacada:
"O que podemos ver hoje é que os traços de uma cultura ainda são dominados por figuras masculinas brancas, e pela pressuposição do seu essencial mérito literário, em todo o lugar, desde grandes publicações até pequenos periódicos. Até onde a cultura literária dominante está preocupada, homens brancos são o padrão"
Então meu blog, por pequeno que seja, também apoia essa ideia do #ReadWomen2014. Vou usar essa tag no twitter, nas próprias resenhas e nas postagens do Facebook. Que tal participar também? :)


Monte seu pequeno negócio, abra um blog!

Vivemos em constante mudança, parece-nos aterrorizante a possibilidade de permanecer o mesmo. Do igual, da monotonia. Criamos, ou fomos imputados, a necessidade de criar, de inovar, de construir novas ideias. Mais do que isso de pô-las em prática.
A mídia nos ensinou que o bom é "fazer-você-mesmo". Que temos sempre que estar "reciclados" ou de olho nas tendências para termos valor. Valor que advém do simples reconhecimento através de estatísticas.
Isso afetou até mesmo o mundo dos blogs. Esse poderia ser um post-reclamação, e talvez até seja. Ando desgostosa com os blogs, ando desanimada para escrever e, acho que pela primeira vez, não é pela ausência do assunto. Mas pela ausência de um comportamento alinhado a tendência que se segue agora. 
Virei velharia, pois a fase de textos opinativos já passou há tempos. Agora estamos na fase do pincel duo fiber, dos tutoriais de make-up, do get ready with me, do look do dia. Uma fase que eu nem vi chegar, que talvez já estivesse ali há muito tempo, mas eu nunca percebi até então.
Agora os blogs viraram negócio, um pequeno empreeendimento em tal nível que existe até pesquisa de mercado com seus leitores. Cada vez é mais difícil identificar o que é uma propaganda, o que é uma opinião. Talvez a mídia tenha conseguido seu fim máximo, se embutir de tal forma nos nossos discursos, que nos confundimos com ela. Toda opinião virou propaganda, inevitalmente. 
E virou de tal forma, que até os posts mais trend topics são o quê? Como ter um blog de sucesso. No mesmo estilo de "pai rico, pai pobre", "se a vida é um jogo essas são as regras". Manuais de auto-ajuda para o sucesso nos blogs, como se fosse algo a ser alcançado, o fim máximo da atividade de blogar. Acho que eu não tenho mais vez nesse mundo em que muitas palavras se tornaram chatas e o interessante são imagens bem planejadas e filtradas para exprimirem sentimentos que deveriam ser naturais.



PODCAST #1 - A polêmica das marcas de make up!

Oi gente!
Então, hoje eu to trazendo uma coisa nova pro blog, um podcast. São só três minutos, curtíssimo, mas o tema é um tanto quanto polêmico. Fiquei encucada com o post da Evelin, no Lovely Evv, sobre a tendência dos blogs de tutorais de make-up usarem muitos produtos que são caríssimos ou de difícil acesso para a grande maioria. Decidi discutir mais sobre isso, e discutir sobre a forma de um podcast. Eu faço alguns poucos comentários e questionamentos sobre a nossa preferência do internacional para o nacional.
Espero que vocês gostem! E me digam se ficou ruim o podcast, ok? Digamos que não tratei o áudio...




That's all folks!

Um conto de fadas sobre o sistema judiciário

Contos de fadas tem uma certa lição de moral ao fim, não? São, na verdade, uma espécie de fábula, já que a maioria possui animais falantes e coisas assim. De certa forma, esse conto de fadas que estou prestes a desabafar sobre, não tem moral nenhuma. Seu problema é justamente esse, é no que se diz, na lenda oral, onde se encontra a ficção da moralidade, por que na realidade, é só mais um dos tantos contos da carochinha que temos que conviver diariamente.
Do que estou falando? Da justiça, claro. Com letra minúscula mesmo, por que essa não anda merecendo nem meu esforço pra acionar o caps lock.
Sabe, eu tinha um respeito com a justiça. Achava até um serviço digno. Sim, por que é um SERVIÇO. Um dos mais nobres, visto que, se espera que quem trabalhe nessa área seja provido de uma equidade e senso de justiça maior do que qualquer outra área dentro do serviço público e até mesmo privado. Afinal, é quem vai julgar os certos e errados, ainda que com base nas leis, é quem vai proferir a sentença, dar materialidade a uma causa abstrata, a um argumento escrito, a partir de uma lógica advinda de um estudo minucioso, de uma hermenêutica, estou errada? Então... Tem que ser alguém que faça por onde, afinal, por que motivos uma pessoa que ocupa esse cargo poderia se deixar corromper quando já possui um cargo vitalício, uma inamovibilidade para cargos inferiores? E ainda por cima, um dos salários mais bem pagos do país, fora o tanto de gratificações e benefícios que ainda recebem. Não tem motivo...
Parece que não é o que uma grande maioria dos senhores desembargadores e juízes pensam. Vide o caso do desvio de verba do TJRN, que saiu como reportagem principal de um dos boletins televisivos da rede globo, hoje mais cedo. Quer dizer, não é só qualquer dinheiro desviado, é dinheiro de precatório, que deveria ser delegado a pessoas que ganharam ações, mas que foram gastos com hospedagens em caríssimos hoteis com vista para a torre Eiffel, com construção de piscinas olímpicas, carros de luxo, celulares que pertenceram a pessoas famosas... Coisas assim, muito importantes. E, acima de tudo, gastos por quem o dinheiro era destinado, não?
São poucas as vezes que digo isso, mas esse país é uma vergonha. Não me importa aqui se existe corrupção em outros países, por vezes até pior do que a nossa (se é que podemos comparar uma coisa dessas), estou falando da nossa realidade, do agora e do aqui, e essa realidade é uma coisa absurda. Inaceitável.
Não consigo mais confiar ou ter fé num sistema de justiça que pune o pobre e sem condições e deixa livre o rico e que pode pagar advogados que são ex-ministros do STF. Que dão sentenças com preço tabelado, por exemplo, dizem que aqui no estado do Pará, você pode conseguir uma por $10mil. Ou que, ainda por cima, perseguem politicamente jornalistas por dizerem a verdade e mostrarem a sujeira que se esconde atrás das togas, como foi o caso do sociólogo e jornalista amazônida, Lúcio Flávio Pinto. Estes são uns dos muitos exemplos que posso citar aqui...
Que tipo de país e sistema de justiça é esse que desrespeita o direito dos seus cidadãos? De que justiça e equidade estamos falando aqui? E eu ainda tenho que, realmente, me dirigir a uma pessoa dessas como excelentíssimo (a)? Ora vá...
E olha que nem vamos entrar nas outras esferas do governo, não tem aterro de lixo que caiba tanta sujeira de uma vez... Ou deveria dizer depósito de resíduos radioativos, daqueles estilo meleca verde-vagalume...


10 Razões por que eu não sou Nerd




Eu li um texto bem espirituoso falando sobre uma nova “raça” de garotas denominadas de “Pirinerds” (piriguetes + nerds) no site das Garotas Geeks. E o post, que alias foi muito bem escrito e cômico, me rendeu reflexões que agora me põe na obrigação de escrever esse texto aqui.
Em primeiro lugar, eu não sou nerd.
Passei uma boa parte da minha vida tendo essa designação por parte das outras pessoas, e nunca concordei com isso, e o porquê? As Garotas Geeks responderam por mim ao traçar o perfil das Pirinerds e concomitantemente, o perfil do que seria uma verdadeira garota nerd. Eu não me encaixo em nenhum, óbvio. Então, vamos às razões:

10 – Eu não sei matemática.
Aparentemente, para você ser considerada uma nerd, você precisa entender sobre programação e coisas do tipo, que eu sei que envolvem matemática, e muita paciência. Na verdade, entendam matemática com ligação direta a um raciocínio lógico do capeta. Não, eu não tenho isso. De fato, meu boletim nunca foi impecável exatamente por causa dessa matéria maldita que sempre me deixava na média.

9 - Eu não sei a história dos videogames
Eu jogo videogame desde a época do Megadrive, isso é fato. E tive meu Supernitendo. E joguei no 64, no PS1, tenho meu PS2, mas já joguei no PS3, no PSP, no Wii e no Xbox 360 (que se alguém quiser me dar de presente, não farei qualquer objeção). Mas, ficar comparando? Ou sabendo a história de cada um? Ou etc, etc, etc? Não obrigada, eu só jogo, não sou nenhuma especialista.

8 – Quase nunca zero os jogos de videogame
É, eu já joguei Zelda, nunca zerei e achava meio entediante. Sou fã do Mario Bros, mas digo com orgulho que nunca zerei (no Super Mario World, se eu cheguei à quarta fase foi muito). Na verdade, a maioria dos jogos eu nunca zerei! Seja lá qual fosse o modelo do videogame. E convivo bem com isso, muito obrigada.

7- Jogos de RPG famosinhos. Quiço?
Nem curto. Jogo RPG desde pirralha, isso é verdade. Jogava aquele clássico de mesa, que era do Pokémon com os meus primos. E depois comecei a jogar RPG de fórum, o chamado ORB, de Harry Potter. Até administrei por dois anos uma comunidade assim. Mas os famosinhos? Aqueles on-line? Nope. Nunca joguei e nem tenho ideia de como joga. Na verdade, algumas pessoas sequer consideram um RPG ORB, RPG de verdade. Mas eu acho um dos melhores, por que tudo parte da sua imaginação e da sua capacidade de escrita (ok, os dados também existem pra te ferrar, mas a gente releva isso). 

6 – Sou enrolada com aplicativos e não tenho sonho de consumo pela maioria dos gadgets.
Pra conseguir instalar um aplicativo no meu telefone é um pesadelo. Nunca sei se vai ser compatível ou não, e também não faço muita questão de encher ele de coisa (só o Mobile Office já me serve, poder ler não importa onde! Ah, e o aplicativo do Facebook também, admito). Não, não sonho em ter um iPhone, iPad, iOqueSeja. Acho-os legais, já fucei em uns e coisa e tal, mas o valor deles? Não pira. Ganho mais juntando dinheiro pra sair de casa e mudar de estado.

5 – Não sofri bullying na escola por ser Nerd
Ok, eu sofri bullying, mas foi por causa da minha altura, mais do que qualquer outra coisa. Só que eu nunca liguei, altura é uma coisa que você não consegue mudar, então aprende a conviver com isso. E ser baixinha tem muitas vantagens! Agora, a maioria dos “nerds” tem esse passado triste em comum, sofriam na escola e etc. Não estou desmerecendo ou desdenhando disso, nem dizendo que foram todos, mas se usam isso como uma característica pra identificação desse grupo, então eu não faço parte. Eu até era chamada de nerd, mas isso é mais generalização do termo pra qualquer pessoa que tire nota alta, do que por ser nerd mesmo (coisa que eu não sou e estou comprovando aqui).

4 – “Starfilia”
Sim, eu amo Star Wars. Sempre gostei de ficção científica. Temáticas aeroespaciais me fazem muito feliz. Mas não, não destrinchei tudo, revirei as entranhas do assunto pra virar especialista. É algo que eu gosto de assistir, reflito sobre e acho fantástico, mas não sou a fim de virar especialista. Nunca li todos os quadrinhos de Star Wars, ou terminei o Guerras Clônicas. E Star Trek? Um dia eu assisto todas as temporadas, um dia. Foi uma paixão que eu adquiri através do meu pai, e não por ser uma bandeira levantada pelos nerds. As pessoas tendem a me classificar como tal, talvez por isso, mas o modo como eu vim gostar dessas coisas é totalmente diverso. Eu convivi com essa temática em casa e nem sabia que existia toda uma ideologia nerd por trás disso, até sei lá, meus onze anos.

3 – Tolkien, mitologia e por aí vai.
Mitologia nórdica e grega me gusta? Sim. Me gusta mucho. Mas eu não fico horas e horas discutindo sobre isso, ou sei tudo, ou lembro o nome de todos os Deuses, titãs, semi-deuses e o que mais tiver na panela. E Tolkien? Senhor dos Aneis, é muito bom. Passo o dia assistindo, mas eu dormi várias vezes lendo Silmarillion, admito pra vocês. É fantástico, é sim, mas é uma leitura entediante em alguns momentos, assim como C. S. Lewis, H. G. Wells e R. R. Martin. Então, eu gosto sim, mas como disse? Não sou especialista, coisa que para todo nerd para ser algo extremamente importante.

2 – Cinéfilos e musicólogos
“Por que a fotografia do filme não está boa e...” Grego. Eu não estou prestando atenção na fotografia, sinto muito. Eu gosto de assistir filme como entretenimento, não como um objeto de estudo a ser investigado, revirado e dissecado. Pode ser que eu esteja perdendo muitos significados, muitas coisas por trás? Sim, deve ser isso. Mas não ligo e nunca liguei. Filme pra mim é pra assistir, pra relaxar. A mesma coisa em relação à música. Primeiro que eu não sei tocar nada, nem reco-reco. E segundo, que meu gosto é muito variado, que ora entra no hall da fama dos musicólogos, ora vai para o que eles mais desprezam. O que importa é se sentir bem escutando uma música. Não classificá-la, ou destrinchar tudo.

1 – Eu não sou nerd
E claro, a primeira posição tem que ser a minha opinião sobre eu mesma. Não me considero nerd pelos nove fatores que vocês acabaram de ler, e por outros tantos que não explicitei no texto. A verdade é que ser ou não nerd é uma questão de identificação também, alias é principalmente isso. Eu não me identifico e sinto que se fizesse, estaria traindo a própria ideologia de quem realmente se considera como tal. Acho que o fato de gostar de ficção científica, animes/mangás, ler muito, escrever fanfictions, ter blog e coisa e tal me dá a aparência de ser uma nerd, mas não é bem assim. São coisas que eu faço ou gosto por que me fazem bem, por que eu gostei, por que eu sou curiosa. Mas não é primordial. Dormir e vegetar ainda são minhas atividades favoritas. Mas viva os nerds, e quem consegue se identificar como tal, por que ama o que faz.

Sobre igualdade, preconceito e Hobbes

"Atribui a outro a culpa por não ter mais, declara as uvas verdes, mas não fica em paz"


      Seria simples se pudéssemos definir uma pessoa apenas pelos seus gestos, seu estilo, seu tom de voz, e suas palavras. Mas embora essas coisas nos tragam uma ideia sobre alguém, não é a ideia completa, não é a essência e, portanto, não passa de mais uma dissimulação para cairmos no pré-conceito. Quantas vezes eu não achei que alguém era de tal jeito apenas para depois de uma conversa, um tempo junto ao acaso, descobrir a precipitação do que eu achava sobre ela e do quanto era errada. Uma pessoa legal à primeira vista, mau caráter a segunda. Uma pessoa sensível de imediato, que acabou sendo mais forte do que eu seria se estivesse no lugar dela. 

"O maestro bem falou, a ofensa é pessoal, quem aponta o traidor é quem foi traído."

      Mal-entendidos acontecem, má compreensão também e isso tudo por que assim como o resto do mundo, somos imediatos, brigamos quando nos exigem respostas rápidas, mas exigimos a mesma velocidade ou mais das outras pessoas, das outras coisas. E no final, quando alguém faz um juízo de valor errado sobre nós, achamos injusto, nos irritamos e ficamos perguntando quem é? O que tem? Para ter a ousadia de nos criticar não é? Como se não fizéssemos isso o tempo inteiro com os outros, nunca enxergamos esse pequeno detalhe. O que o outro faz não é muito diferente do que nós fazemos em determinado momento, isso por que ele nos é semelhante, no fundo, no fundo, somos todos iguais e é essa igualdade que não deixa com que nós consigamos viver em paz. Hobbes já escrevia sobre isso séculos atrás e até agora, quando passo o olhar pela história, tudo apenas se confirma.
         Não acho que o maior defeito do homem seja o ódio ou a vingança. Não, o maior defeito do homem é a hipocrisia mesmo. Por que somos tão hipócritas, mas tão hipócritas, que nem admitir isso a gente consegue. Por que admitir isso, é admitir que o problema do mundo, todo, é nosso mesmo. Não do vizinho, do Beltrano, é de todos.


"E, vítima de si, despreza o que nunca vai ter. O mais verde é sempre além do que se pode ter"


Obs: Trechos em negrito são da música Fracasso da Pitty.


And I'm losing my favourite game...

You're losing your mind again.
(The Cardigans)



Quando foi que vinte e quatro horas se tornou tão pouco tempo pra mim?
Me pergunto isso todo dia, quando acordo cedo e me arrumo pra mais um dia cheio, de forma automática. Passou-se um período onde eu fiz as coisas sem realmente reparar que as estava fazendo, os afazeres se tornaram tão típicos e voluntários como respirar ou piscar os olhos. A jornada de trabalho se estendeu, e o tempo de se divertir sem se preocupar ficou em segundo, terceiro, último plano. Tão engraçado, pra alguém que usualmente foge do trabalho como diabo foge da cruz. Mas então eu fiquei doente, e escutei meus pais, outras pessoas, falando que eu estava me excedendo. Mas como? Eu teria sentido se tivesse me forçado demais, não teria? Bem, não senti. Até pegar essa gripe filha da mãe. E perceber que, doente, eu só penso que as coisas vão ficar todas atrasadas. Que ardendo em febre eu só penso no que eu tenho pendente, no que eu tenho que ler, fazer, de que eu tenho que planejar. Que eu preciso conseguir fazer tudo que eu me comprometi a fazer. 

Deus me livre de ser workholic


Eu amo a sociedade e você?

"Podemos então considerar que estamos no centro (isto é, no ponto de maior pressão) de um conjunto de círculos concêntricos, cada um dos quais representa um sistema de controle social"
Peter L. Berger, Perspectivas sociológicas: uma visão humanística.

Não vou indicar o livro para todos lerem, principalmente na íntegra. A não ser, claro, que você faça sociologia, antropologia, ciência política, relações internacionais e até mesmo direito e serviço social. O que também pode ser resumido em qualquer área de humanas. Mas, aos mais interessados em avaliar a teoria acima, recomendo o capítulo quatro do livro (que tem apenas 201 páginas), chamado de O Homem na Sociedade. É muito interessante, e abre seus olhos para uma série de fatores que passam diariamente a sua frente, que alias, você sofre diariamente e sequer se dá conta da complexidade deles.
Eu andei lendo por que é obrigatório na minha matéria de teorias sociológicas, e achava que iria ser bem chato, só que Peter Berger é legal de se ler. Ele é bruto e extremamente pessimista e irônico, não tem como você não rir de algumas frases críticas. E talvez por eu ser tão pessimista quanto, eu me identifique bastante com a opinião dele em alguns pontos.
Mas não estamos aqui para fazer uma resenha bibliográfica, certo?
Você já parou e pensou no quanto você é controlado socialmente? Que aquela famosa sensação de liberdade é apenas uma falsa memória? Um idealismo a que todos somos incutidos sempre com paisagens bucólicas, felizes, vibrantes e cheias de ar? Isso é mentira. Não somos livres, tanto do ponto de vista jurídico, quanto filosófico e social (e ainda posso citar muitos outros aqui). A verdade é que a partir do momento em que nossos ancestrais decidiram construir uma sociedade, perdemos a nossa liberdade. E isso não é ruim, sem sociedade a humanidade pereceria. Um cérebro não é maligno sem influências, e foi a nossa maldade que nos colocou no topo da cadeia alimentar. Ou você acha que o cara bom é que venceu a jogada? 
Mesmo que, de certa forma, tenha sido ele. Já que somos dualistas por natureza, temos tanto a maldade contra a bondade dentro de nós. E depende muito de como crescemos e vivemos qual faceta será a mais ressaltada. Aliás, depende também da visão do outro sobre nós mesmos. Como diz meu professor de teoria política: "Às vezes praticamos a maldade sem ter consciência dela". Alguns devem estar pensando o quanto eu sou pessimista, bem vindos ao meu blog, por que a cada dez posts, nove são assim. 
Voltando ao ponto principal (juro que estou treinando minha objetividade, dêem um desconto), até mesmo antropologicamente somos presos. A cultura prende nossos instintos e desejos. Mas imagina uma sociedade onde todos fossem realmente livres, onde não houvessem instituições de nenhuma espécie (isso inclui a família, por que ela é uma instituição, e das mais antigas). Não haveria sociedade, simples assim. Por que são as instituições, coercitivas por natureza, que mantem todos em seus devidos lugares. Impondo limites aos direitos de cada um, e punindo aqueles que excedem os limites do direito dos outros. Num mundo livre, onde o seu direito começaria e onde acabaria? Quem iria protegê-lo se você fosse lesado?
Por que a consciência do dito bom-senso só é desenvolvida em sociedade também. Seriamos como Hobbes diz, um estado selvagem, sem discernimento do que é bom e ruim, do que é meu e o que seu, apenas do que eu quero e do que me interessa. Teríamos direitos sim, os naturais, entretanto não haveria garantia desses direitos.
Bem vindos à selva.


Foi um post realmente curto e de pouca carga teórica, mas é que para cada ponto dito acima eu tenho uma infinidade de argumentos, então praticamente dá um artigo. Rá, ra.




Beijos e queijos.



If you can't beat them...

Join them


400 chibatadas por ter esquecido do blog, só pra começar o post. E nem tenho uma desculpa esfarrapada pra dar a vocês, não atualizei pela pura e simples preguiça, sem deixar nem por, e também pela falta de assunto. Não andava tão "arrogante" - captaram a conexão? hein? hein? - pra vir escrever aqui e não sou de escrever meia-boca só pra enxertar o blog, tudo o que escrevo, escrevo com vontade, seja boa ou má em relação ao assunto/pessoa e etc. DE QUALQUER FORMA, não vim falar sobre o blog hoje, né? Tenho treinado minha objetividade, coisa que me falta com frequência e acabo perdendo o fio de pensamento e terminando tudo no "mimimi whiskas sachê" 

"Se você não pode contra eles, junte-se a eles!"
 
Na verdade, isso é uma adaptação, por que a frase real é o inverso, "se você não pode juntar-se a eles, combata-os" (tradução livre). Que é algo que acontece com frequência no mundo dos negócios, ao menos dizem que a frase foi de um gestor de negócios e refere-se a quando algumas pessoas ou empresas fechavam-se em grupos seus projetos, não dando oportunidades para que outros crescessem e demonstrassem seu trabalho, colaborando com o conjunto geral, então essas pessoas excluídas acabavam decidindo tomar um rumo próprio e por vezes, a sua competência mal remunerada e cuidada, fazia com que superasse o primeiro grupo, derrotando-o. É algo assim, não faço administração então é puro senso-comum aqui. AGORA, reutilizando esse conceito e invertendo-o como no título do post, vamos a atual situação. 
Sabe quando tem aquelas situações que você não quer fazer parte, você acha sem sentido algumas vezes, que é uma politicagem das absurdas, tentativa de lavagem cerebral e tudo o mais? É o que eu penso, ou pensava, ou continuarei pensando (depende do referencial pessoal) do Centro Acadêmico do meu curso. De início parece que eu estou tendo um ataque de patricinha fresca, quer dizer, eu faço Ciências Sociais, eu já deveria NO MÍNIMO, estar ciente de toda a politicagem partidária que corre aquele curso. Por que isso acontece, é vou te dizer, é muito sufocante. TUDO, ABSOLUTAMENTE TUDO, se move em torno de partidos políticos, e eu odeio partidarismo político.
Porra, num país que culturalmente instalou-se a personificação do poder sobre uma pessoa específica e não numa determinada instituição ou categoria, me vem uma democracia representativa de partidos? O povo não liga pra partidos, quando vota, vota no candidato, não no partido político. É simples, básico e primordial entender que é CULTURA esse acontecimento. Então, eu acho sim uma falta de respeito ter uma política partidária num país que não se move pelo partido em si, mas pela figura do candidato, ou seja, quando ele vota, é como se tivesse comprando um alimento estragado, compra o alimento por que é do seu gosto, mas mal sabe que dentro ta cheio de fungos. Sim, eu odeio a esse ponto de comparação. E não, isso não é burrice do povo, não. É cultural, escolar, todos os eixos. Provavelmente só o pessoal que faz humanas é obrigado a saber sobre os partidos, ou ao menos o meu curso, onde tem uma disciplina específica. NÃO É DIVULGADO essa droga, só está aí, e vamos lá aceitar. Passivamente.
Desabafos acima, notei isso agora. 
Sabe como é, precisava falar do assunto. De qualquer forma - eu disse que realmente PRECISO treinar minha objetividade - anda tendo um verdadeiro caos com o CA nesses tempos, o que é perfeitamente aceitável e compreensível fazendo alusão a gestão fraca e manipuladora deles, claro que ninguém assumirá isso, mas fatos, visíveis, são fatos. PSTU e Anel abaixo, ainda não tenho meu esôfago ou ânus insensível pra não sentir quando tão tentando enfiar algo a força (desculpem a piadinha esdruxula, mas é verdade). ENTÃO, eu não sou e muita gente ali não é idiota. O maior erro dos militantes políticos é achar que vivem num mundo acima dos outros e que ninguém enxerga ou compreende suas jogadas políticas. Pois eis a verdade: Somos todos políticos por natureza, logo, é óbvio que reconheceremos jogadas políticas mesmo sem ter lido Marx, Maquiavel e Platão e toda a velharia acadêmica que somos obrigados a ler. Não que eu esteja dizendo que não temos que lê-los, só digo que para bom entendor meia palavra basta, e que o fato de não ler não impede a pessoa a detectar o movimento, ela pode não saber em tese e teoricamente o que é, de onde surgiu e por que, mas ela sabe que você faz. 
Dito isto, tudo se resume que eu estou quase me dispondo a unir ao centro acadêmico como oposição, por que bem, não gosto de ser acusada de só reclamar das coisas, ainda que ao meu ver, quando uma chapa se elege, ela arca com as consequências da sua gestão e não é obrigação de quem não faz parte resolver as merdas. Quer dizer, qual o ponto de se delegar seu poder político a um representante fraco e desorganizado onde você tem que acabar indo lá tentar resolver a confusão junto? Vamos abolir as eleições de uma vez e fazer uma democracia verdadeiramente direta se for pra continuar essa palhaçada. Mas isso é bem feito, sabia? CA não é feito só de política partidária. Essa não é a única forma existente. Quero mais que se ferre. Mas como minha consciência é cidadã e de ajuda, e não eu não sou socialista, nem serei, quanto mais leio, menos acredito. Ainda mais com o que eu vejo dentro dos próprios ditos socialistas.
Sabe como é, Otimismo é apenas um eufemismo para o fracasso.
Se eu sou de direita? Alguns vão dizer que sim, foda-se. Capaz de eu ser mais "socialista" do que metade desse povinho poser que sabe que quem tem molejo enriquece no meio político partidário e sujo. Não sejamos santos sobre isso.
Fico por aqui.
Beijos.




the ugly truth

Hoje eu acordei monossilábica. Aquelas manhãs atípicas quando você acorda mandando tudo pro inferno mentalmente e ignorando de forma deliberada qualquer tentativa de diálogo. Entretanto estou muito comunicativa na escrita, afinal eu estou escrevendo aqui, mas apenas pelo simples fato de que não necessito falar para isso. E sabe o mais engraçado desses dias de humor negro? É que as pessoas parecem ser instigadas a fazer a nuvem negra sobre a sua cabeça soltar mais raios e trovões múltiplos do que você sozinha já faz.
Quer estragar meu dia? Lance uma enxurrada de coisas que tenho que fazer naquele dia. Não é um saco? E sufocante? Eu odeio me sentir sufocada, aliás, odiar é uma palavra que tem sido frequente no meu vocabulário, acho que se continuar assim, eu vou acabar sendo odiada, ou pior, me odiando. Mas, é legal uma vez ou outra você ser uma filha da puta e recorrer ao Estado de Natureza de Hobbes, ou seja, não primar pelo direito dos outros e pela boa convivência em sociedade, aí você percebe quem é quem. E a verdade inconveniente: Todos tentamos ser melhores que o outro.
Mas acho que essa frase já é água passada por aqui, já comentei isso e até disse que quem não acha isso é um puta mentiroso e hipócrita. Você pode enganar os outros, mas não a si mesmo. Essa tendência competitiva é natural do nosso instinto, somos animais também. E por isso, assim como sexo, cocô, xixi, não deveria ser um horror falar disso. É algo que não podemos mudar.
A verdade é quenão existe gente que não gosta de competir, existe gente que é fraca demais para ganhar uma competição, mas não que ela não tente o mínimo ou que pelo menos uma vez não sonhe em ganhar tal coisa. Eu sou competitiva, muito competitiva. E territorialista. E arrogante.
Fazer o quê? A arrogância faz parte dessa juventude, e talvez, acho que como a competitividade faça parte também da natureza humana, mas vai saber... Eu não estudo psicologia. Lendo blogs e comentários alheios da vida, nesse meu momento de humor negro, eu percebo que querendo ou não, todos nós seguimos um padrão. E que Caio Prado Júnior estava certo em Sentido da Colonização: Ainda que hajam particularidades, toda história de um sentido. E é esse sentido que faz com que os historiadores, por exemplo, possam estudar e determinar os aspectos de uma período histórico específico. Não que eu faça história também, mas se eu estiver falando bobagem, a Zélia me corrige. Então, pessoas ditas diferentes e incompreendidas, vocês nada mais fazem do que seguir o padrão do nosso período: sermos diferentes e incompreendidos.
Lembra do que eu disse no post do "Eu sou superior!"? Se não lembra, releia. Foi exatamente isso! Que os que se dizem diferentes, são na verdade, iguais. Por que assim como você se acha diferente existe quase toda uma geração que se diz a mesma coisa. Ainda em dúvida? Faça uma pesquisa de blogs e você notará isso. E por que nos dizemos incompreendidos? Ora por que, por que nós somos. E angustiados. Talvez o grande marco da nossa geração não seja o colorido do Restart, ou a extravagância da Lady Gaga, ou quiçá a beleza do Indie. Não, a angústia é a grande marca. Aquele sentimento de prisão que nos oprime mesmo quando estamos tão livres, por exemplo, na internet. Quando viajar tornou-se bastante acessível, quando a socialização se tornou menos complicada. Ainda assim... Continuamos nos sentindo presos.
A verdade é que nos sentimos presos com esses discursos ideológicos, com a mídia em massa, compelidos a seguir dois tipos de comportamentos: aqueles que se submetem e aqueles que tentam não se submeter e vivem na luta. Entretanto, é inevitável não ser influenciado por isso.
Sabe de uma coisa? Começo a concordar com Álvaro Valls no livro "O que é ética?" quando ele comenta sobre o fim do indivíduo, e de fato, estamos suprimindo o nosso indivíduo e sendo vistos mais como massa, seja a facilmente manobrável, seja a difícil. E talvez por isso necessitamos tanto dessa vontade de sermos "diferentes".
Nem sei mais o que estou falando. Mas eu me sinto melhor
E ah... Uma dica. Nunca leiam livros de filosofia que sejam pequenos.
Eles são os que mais nos deixam sem chão.

just one more day, it's alright by me...

Impressionante como a nossa vida muda. Numa semana tudo vai maravilhosamente bem, as coisas estão se encaixando, você está findando muitos dos seus problemas pendentes e então um belo e fatídico dia... CATABLUPT! Eis que tem um enorme buraco no meio do caminho e você cai, e se vê imersa em um novo monte de problemas que parece intrasponível, uma parede tão lisa que você sabe que não vai conseguir escalar se não te ajudarem, se não houver alguém que ali te viu cair e estenda uma corda para você lá de cima. Ando me sentindo assim, ultimamente.
E muito, muito, muito puta por não ter visto o buraco. Não tê-lo previsto, ter olhado para o céu azul, as nuvens fofas e brancas, o colorido das flores, em vez das tramas dos caminhos. Magoei tantas pessoas essa semana, mas acima de tudo elas me magoaram, e minha mágoa se transforma em rancor, ainda que não seja eterno (graças à Deus), mas enquanto eu sinto ele, bem...
Não sei o que falar, na verdade estou me contendo do que falar aqui.
É a vida.
A grande pegadora e ninfomaníaca Vida... Fode com todo mundo, às vezes ao mesmo tempo.

Eu sou superior!

Veja como eu sou cult, sou diferente, tenho o cérebro do tamanho de uma noz e os colhões de aço! 


Nossa, hoje eu to de saco cheio. Sabe aquele tipinho de gente que se acha a nata da sociedade, supra sumô do conhecimento, ser magnânimo das atitudes legais? É aquele mesmo que você conhece uns duzentos e reconhece a quilômetros de distância o pavão andando pela lama como se estivesse num jardim. Só que o jardim não pode ser muito florido ou ele pode sentir a beleza das suas penas ameaçadas pela beleza das flores! Provavelmente alguns concordarão comigo, outros - estes incomodados com a verdade da descrição e contraditoriamente se identificando com ela - dirão que eu também sou uma "superior". Bem, existe um belo verbo indireto que pode resumir minha opinião sobre o assunto: foda-se. Ah, vá plantar bananeira e ver se nasce um cacho no meio do seu... Você sabe. MIMIMI, eu não assisto televisão por que ela aliena as pessoas. IAUHDIUAHS, puta alienado tentando fazer parte de um círculo de intelectualidade suprema. Ah, eu leio Freud, Marx, viva a revolução do proletariado! Somos muito individualistas, foda-se, todo mundo faz sexo e quer fazer sexo e você definitivamente não vai gemer: "aaaaaaw, subconsciência" durante um orgasmo e muito menos "pegue a foice e o martelo". Você vai ser selvagem como qualquer outra pessoa e gritar: "mais forte" sei lá. Entendem o que eu quero dizer? Na hora da diversão ninguém se importa com seu intelecto ou seu QI de 19873187113131987231 e não sei quantos.
MAS O PIOR, é quando um ser autoditata, sinônimo da perfeição desses vai para o interior. Aí é divertido, aí vem a vingança. Foda-se se você sabe as leis de Keppler, e sobre a teoria da relatividade, ou se você é trendy no twitter, ou ainda se você não vê televisão e é o senhor "não sou alienado" enquanto esconde sua adoração pelas bandas cults, e estilos literários beirando o mórbido pra dar uma de cool. ISSO, não vai valer de nada, e você só vai ser um almofadinha ridículo que não sabe andar pela mata ou ordenhar uma vaca.
PELOAMOR, vamos parar com essa santa idiotice de tentar ser superior. Ninguém é superior, futilidade todos tem um pouco, e todos são um pouco. Não vem achando que você não faz parte de uma modinha ou segue um conceito, por que até sendo do contra você tem um grupo de identificação, o povo que é do contra por que quer quebrar o sistema. BELIEVE, quebrar o sistema é a modinha mais up do momento. Então, é capaz do cara fã de Restart ser mais verdadeiro que você e toda a sua pose de senhor da sabedoria. Por que, claro, com Google até eu sou sábia.
E O MELHOR, ah o melhor é o julgamento. Por que de alguma forma distorcida nós, meros humanos bípedes, do gênero homo sapiens, com cérebro, dentes, coração, olhos, nariz, boca e capacidade de raciocínio, achamos que os demais ao redor devem ser julgados. São inferiores por isso, por aquilo, ou são superiores por que "não ligam" ou etc, etc, etc. OUTRA NOVIDADE, todo mundo liga pra alguma coisa. Se não liga, pega na mentira ou faz um teste neurológico na criatura, com certeza o nível de dopamina dela é baixo e o risco de suicídio altíssimo. Fala sério, dá nos nervos quele olhar de "OMG, sua insana. Como você pode gostar disso, vestir isso, ler isso, curtir isso?" Mano, quem liga? Como eu li as sábias palavras ditas por uma velhinha num dos blogs que eu visitei: "No final vai todo mundo pro mesmo buraco".
E é por isso que eu adoro falar EU GOSTO DE ASSISTIR SILVIO SANTOS. EU VEJO NOVELA. EU ANDO DE ÔNIBUS, EU JÁ OUVI RESTART, JÁ LI CREPÚSCULO. JÁ LI MAQUIAVEL E QUE SOCIALISMO E CAPITALISMO VÃO MORRER EM CHOQUE.
2012 termina o mundo.


IUAHDIUHAUDHAIUD,
sintam-se ofendidos ou não;
eu vou ligar pra isso.

Cause it's a bittersweet...

Symphony, this life.


Hola, chicos! Qué tal?
Hoje eu to num daqueles dias completamente inúteis, ou seja, ociosos e propensos aos devaneios filosóficos que mais te deixam em dúvida do que esclarecem sua mente fatigada pelos problemas cotidianos. , pra não dizer que foi completamente perdido fui dar uma volta pelo shopping pra olhar vitrine - já que nós pobres classe média pagamos mais impostos do que recebemos dinheiro! (rá). Então, o que nos resta? Fazer umas compras de olhos, sabe? Aquelas que você vai passando, até entra e experimenta e então demora uma hora no provador admirando a roupa e pensando que nunca vai tê-la, por que por mais simples que seja, te custa uns quarenta pau. (E desfia depois de dois meses de uso!). Sim, foi triste isso, principalmente que como todo cientista social sabemos as causas e a evolução histórica do processo.
Sabemos que foi um processo lento e gradual de evolução, acumulação de capital através das conquistas e trocas de especiarias com outros continentes, que deu suporte a revolução industrial, levando as pessoas a migrarem para os grandes centros urbanos, que desenvolveu a tecnologia para dar suporte a produção em massa em detrimento das manufaturas e assim criando uma super-produção, onde os empresários insurgentes, os ditos burgueses detentores de poder econômico lutaram contra a escravidão, por que escravo não comprava, mas assalariado sim! e etc, etc, etc, e hoje mesmo que um tênis sem visibilidade nenhuma e um tênis da nike sirvam para a mesma coisa - proteger os pés - o da nike é uns 200% mais caro e mais "trendy". Yeah, eu sei disso, vivemos sob influência da mídia, de uma ideologia mercadológica excludenteonde só quem usufrui da tecnologia e bens de consumo são quem pode pagar por elas e etc. etc. etc. EU SEI DISSO.
Mas continuo desejando aquele Iphone, obg.
Queimem-me viva. Ando tão estourada com ideologia PSTU de revolução do proletariado que seria capaz de levantar minha foice, mas não pra declarar o socialismo utópico de Karl Marx, que alias, ELE NÃO FEZ PRO BRASIL E NEM PROS TEMPOS ATUAIS, e dar na cabeça de um. Santa paciência! Até em aula de português!
Mas, cala-te boca, você decidiu fazer Ciências Sociais, ature.
Claro que eu não estou aqui dando uma de burguesa capitalista, cara, nem grana pra pagar meu curso de francês eu tenho. Burguesia e moi na mesma frase é uma santa ironia das crueis. Eu gosto do socialismo, mesmo, é legal e tudo mais, pode ser aplicado? Sei lá. Vamos ser francos... Quem não quer se sobressair em relação aos outros, se dê um tiro. Mentiroso. Manter o padrão? Aham, to mais pra Rosseau e estado de natureza selvagem do que Karl Marx. Instinto, instinto, instinto. Seleção natural. Eu sou uma puta pessimista mesmo, mas não é como se tivesse exemplos contrários pra mudar de opinião, rs.
Já até perdi a linha do pensamento aqui LOL

Um beijo.

O quanto você sabe sobre Pedofilia?



Esses dias eu vinha andando num misto de expectativa, irritação e tristeza. Tudo começou há duas semanas quando no sorteio de seminários finais de filosofia minha equipe pegou o tema de Pedofilia, confesso que nenhum dos outros era tão divertido de se falar quanto esse (Homoafetivos, Aborto e Racismo). Você acha que tem uma opinião sólida sobre o assunto e então pesquisando e assistindo a explanação dos outros de uma forma sucinta, percebe que realmente era verdade você estava cheio de "achismos" sobre o assunto sem de fato pesquisar profundamente. Pescava coisas aqui e acolá. Primeira reunião do grupo e fomos escolher qual caso abordar, resolvemos pegar um dos mais famosos e inesquecíveis - ao menos deveria ser -, da menina Araceli, que em sua homenagem foi instituido o dia 18 de Maio contra o abuso e exploração infantil. Deprimente, ultrajante, revoltante. Nada menos do que isso pode ser sentido quando lê-se o caso na íntegra. A mídia é repudiada, e os grande que podem tudo também. Percebemos o mal do capitalismo, o que é o poder financeiro para aqueles que o detém, complexo de Deuses. Me revolta só de falar sobre isso agora.

Bem, eu passei duas semanas só pegando textos, sem os ler realmente. Não tinha cabeça, não queria falar ou escrever sobre o assunto, não esta psicologicamente preparada para enfrentar as coisas que eu iria enfrentar. Mais do que palavras, você se sensibiliza como ser humano, como alguém próxima de uma criança, que se diverte com a inocência com o mundo de descobertas que se vive nessa fase. É inadimissível ver essa criança como objeto sexual de outra pessoa, nojento. Ainda que seja uma doença patológica, um distúrbio mental causado por uma parafilia, a Pedofilia é cruel, é hedionda e deve ser combatida. Não sei e nem estou em condições de como se punir a quem comete essas atrocidades, mas sei que temos que evitar e isso é na educação das crianças. TUDO parte da educação e da vigilância. Temos que sair dos nossos casulos e deixar de olhar unicamente para o nosso umbigo, reparar em volta, realmente se preocupar com próximo e evitar que atrocidades como essas aconteçam. Por que 80% dos casos de pedofilia ocorrem no seio familiar.
Se eu pudesse falava mais, muito mais sobre esse tema. Mas eu quero que as pessoas leiam e comentem e disseminem essa ideia. PRECISA-SE COMBATER A PEDOFILIA.

"A pedofilia rouba a dignidade de sujeitos sociais que ainda nem tem a capacidade racional de refletir e saber quais são seus direitos e seus deveres, que ainda estão em processo de formação moral e ética, projetos de futuros cidadãos que de forma brusca são interrompidos em seu crescimento num estágio crucial. A infância de uma criança que passou por traumas de pedofilia é perdida, nunca será a mesma, e as consequências disso durarão por toda sua vida, refletindo em aspectos inimagináveis e irreparáveis. A confiança e inocência são partidas em pedaços e os valores morais tornam-se uma confusão numa mente que ainda não consegue compreender os anseios da sociedade de forma significativa, que ainda não tem base fundamentada para julgamentos e responsabilidades que exigem juízos de valores só aprendidos com o tempo. O futuro dela é alterado sem que ela tenha pedido por isso ou feito sua escolha de forma racional. Não lhe foi dado à chance de defesa, de escolha, forçadamente ou induzida, ela foi vitimada e na maioria das vezes sem ter a consciência do que lhe ocorreu, do tipo de atentado grave que sofreu em sua pessoa física, psicológica, social e jurídica."


Trecho retirado do trabalho sobre Pedofilia e Sociedade.
Autora: Alessandra C. G. Bastos.


Eu mesma ;)

Sobre Copa

E outras coisas.



Brasil e seus jogos:
Ah, eu vi o jogo do Brasil hoje. Finalmente eles despertaram, por que em comparação ao jogo passado foi uma melhora surpreendente. Mas eu entendo a razão, com o mundo todo fazendo pressão e um público carnavalesco que gosta de espetáculos como nós brasileiros somos, óbvio que eles ficaram nervosos, então mais valeu se conter e não fazer alguma besteira do que se arriscar demais e fazer bobagem. Perdoados, por que mesmo assim ganharam. E o jogo de hoje, toques rápidos, poucos erros pra esse tipo de jogada, agilidade, tabelas. Legal, ainda não ta na melhor forma, evidente, mas nem se compara a estreia.
Agora minha pergunta é se fui só eu ou vocês também se sentiram assistindo luta livre a partir do segundo tempo de jogo? O que foi aquilo? Que entradas bruscas e esbarramentos (ou deveria dizer empurramentos?) foram aqueles dos jogadores da Costa do Mafim? Pelo que eu pesquisei eles são conhecimos por esse jogo duro mesmo, não apenas eles, mas os times africanos em geral, entrentanto... Francamente. E o senhor juíz, prefiro nem tocar no nome dele para não falar besteira e ser processada por calúnia e difamação e tudo o mais. Mas podia dar uma acordadinha no jogo né? Ou acha que cartão vermelho é só pra quando quebrar o pé, sair sangue, morrer...Ou, dar um soquinho no estômago? Rs.
O comentário final desse jogo é: Quando os jogadores da Costa do Marfim, e dos outros times, incluindo os brasileiros, terminarem suas carreiras futebolísticas, terão um futuro promissor no meio cinematográfico e de novelas. Virem amigos no Manoel Carlos, ou no caso dos Mexicanos, se afiliem a Televisa. Sem mais.


Aos sem nacionalismo, patriotismo, que seja:
Sua modinha de eu odeio o Brasil, não torço pra isso, dane-se a copa, e mimimi whiskas sachê, tem que ser cuidadosa. É interessante ver que alguns (dos que eu tenho visto), falam mal da copa mas se sentavam pra ver BBB todo dia, e votavam no paredão. Que nem sabem o que é Ficha-Limpa, o que é PAC, o que é a Aliança do PT e do Democratas, o que é Belo Monte. Em suma, não sabem porra nenhuma do país e ficam falando e generalizando como se todo mundo que torcesse fosse alienado. Alienado é quem vive num país, odiando-o como for e não sabe que rumo o seu país ta tomando. Vão lamber sabão e morder suas próprias línguas, najas. Eu assisto a copa sim, é um momento de confraternização das pessoas, alegria, futilidade mesmo. E assim como eu, muitos assistem também, a diferença é que nós, ao contrário de alguns modinha de ihatebrazil, amamos e torcemos pelo nosso país os outros três anos sem copa. Que é política de pão e circo? É óbvio. A mídia é o César da história, e as grandes corporações também. O que mudar isso? Criticar? Falar que é modinha? NÃO. É tomar consciência e lutar por uma educação melhor, saber seus direitos, exigí-los, e não apenas os seus, mas os dos outros. SER CIDADÃO, e não um mero amargurado por que não nasceu na Europa. Dica.


Por enquanto é só :*
Choro permitido via comentários.

When you start talking...

I start walking. Lies, lies, lies.


Definitivamente as pessoas sofrem de memória curta. E incapacidade de auto-análise.
Olha que a gente muda com o passar do tempo, mas não enxergar as mudanças e ignorar os erros passados como se fossem inexistentes, é complicado. Eu já vi mudar cabelo, mudar estilo, mudar até opinião, mas personalidade e ideologia de forma tão brusca? Complicado.
Assumir uma postura que nota-se claramente uma forma de sobressair-se de um navio naufragando, é hilariante. A desimportância que situações passadas causam, o descomprometimento não só consigo mesmo, mas com outras pessoas que de longe sequer sabem por que tudo está ocorrendo.

Esse é um post pro RPG.
Eu entrei em 2007, na época do declínio, pode-se dizer. Mas ainda peguei uns bons momentos em que só tinha um personagem, em que "não haviam muitas regras". Mas sejamos francos, e aqui eu assumo que estou defendendo sim a minha comunidade, HT, a qual eu administro e amo, contra dizeres dos senhores da "razão" e subitamente, amigos da desburocracia e bondosos.

Alguns amigos estes que detinham habilidades impressionantes, e cujos amigos de amigos tinham habilidades impressionantes. Das melhores famílias, das mais influentes, dos mais poderosos, do club vip de Hogwarts. Essa foi a época que eu vivi. Então, eu só acho um absurdo negarem-se o fato de que muito do que acontece hoje, do controle da Administração sobre os jogadores, seja algo atual, que puft!  Que essa administração decidiu fazer, pois saiba que nenhuma administração é isolada, ela sofre influência das administrações anteriores, e influenciará as posteriores. Então, amigos da desburocracia, antes de posarem como herois do passado, e recuperadores da  "alegria" do RPG, tenham a coragem de bater no peito e assumir a culpa pelo que ele é hoje, por que ela foi sua. 

Falo aqui mais como jogadora do que administradora, não que isso tenha alguma diferença, já que as pessoas tendem a por a titulação sobre a personalidade, e generalizar o sentido das coisas. Tão sábios que ofuscam meus olhos quando leio as brilhantes explanações. O que mudou também, foram os jogadores. Ou alguém vai ter a coragem de dizer que não começou a combinar jogo quando ficou mais íntimo de determinadas pessoas? Que não criou fakes e fakes, ou por causa da Copa das Casas, ou por que queria ter mais, ou melhor ainda, não vão dizer que deixaram de ir atrás de novos jogos, a não ser em raros momentos de nostalgia quando tentamos recuperar o que éramos. Mas isso não acontece. Então, outro ponto interessante, é a súbito heroismo de pessoas em geral e as críticas massivas de mudança do RPG. Bem, partindo do princípio que é constituído de jogadores, e administrado por jogadores, se o RPG muda, é por que as pessoas dele mudam, certo?

Muito fácil usar política barata pra conquistar, do que fazer valer. Muito fácil acusar do que se entregar e admitir as falhas, em vez de elucidá-las em terceira pessoa, deixando a impessoalidade. Mas inesquecível mesmo é atacar uma que já se distanciou das demais, o que é a maior hipocrisia de todas, srta. Sá. O problema foi na sua HF, mas as críticas são para a HT.

Bato palmas.