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Resenhando: O Visconde que me amava [Desafio Fuxicando - Maio]

 

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Título: O Visconde que me Amava

Autora: Julia Quinn

Editora: Arqueiro

Páginas: 304 páginas

Classificação: 4/5

Sinopse: A temporada de bailes e festas de 1814 acaba de começar em Londres. Como de costume, as mães ambiciosas já estão ávidas por encontrar um marido adequado para suas filhas. Ao que tudo indica, o solteiro mais cobiçado do ano será Anthony Bridgerton, um visconde charmoso, elegante e muito rico que, contrariando as probabilidades, resolve dar um basta na rotina de libertino e arranjar uma noiva. Logo ele decide que Edwina Sheffield, a debutante mais linda da estação, é a candidata ideal. Mas, para levá-la ao altar, primeiro terá que convencer Kate, a irmã mais velha da jovem, de que merece se casar com ela. Não será uma tarefa fácil, porque Kate não acredita que ex-libertinos possam se transformar em bons maridos e não deixará Edwina cair nas garras dele. Enquanto faz de tudo para afastá-lo da irmã, Kate descobre que o visconde devasso é também um homem honesto e gentil. Ao mesmo tempo, Anthony começa a sonhar com ela, apesar de achá-la a criatura mais intrometida e irritante que já pisou nos salões de Londres. Aos poucos, os dois percebem que essa centelha de desejo pode ser mais do que uma simples atração.

 

Aqui vai, nos últimos minutos do segundo tempo, a resenha do desafio fuxicando sobre romances de época criados pelo blog Recanto da Mi e Livros e Fuxicos. Maio é tradicionalmente conhecido como mês das noivas, e portanto, a temática desse mês foram livros que tivessem casamento no meio. Eu tinha reservado ler Pode Beijar a Noiva, da Patrícia Cabot, mas sinceramente? Desisti de seguir minha listinha, porque ó, acho que só um livro que eu disse que ia ler, foi de fato o que eu li. Enfim, não sei se o Visconde que me amava pode entrar na temática, porque né, não tem nada referente a casamento no título, mas eu tava numa vibe Julia Quinn tão forte que… Não deu, olha. Precisava ler o segundo volume da série Bridgerton!

Vazio

Não foi fácil levantar hoje e sentir o peso de toda a solidão.

Todas as cores parecem ter desbotado.

Todos os meus planos embaralham-se.

Não foi fácil concordar com essa nova vida.

Mas então… Não existe concordância quando não se oferecerem acordos.

 

As minhas lembranças espiralam em névoa.

Cinza, fria… E cada vez mais distante.

Não sei quando esse véu se interpôs entre nós.

Nem sei como transpassá-lo. Vê?

 

E fui eu quem o criei.

 

Não me sinto perdida.

Eu já sabia que iria ser assim.

Eu já previa tudo isso.

Mas prever e sentir não são a mesma coisa.

 

Não me resta mais dor.

Talvez apatia, desalento, desânimo.

E todos aqueles adjetivos que se usam.

Quando não se expressa nada.

 

Há um vazio que me preenche.

Ânsia de nada

wonder

Não sei o que me acomete. Talvez seja uma daquelas doenças que não se sabe o nome. Daquelas silenciosas que só damos pela presença quando já é tarde demais. Ou talvez seja apenas mais uma neura como tantas outras. Mas isso também não é doença?

O que importa é que sinto uma ânsia. Uma ânsia de não sei bem o quê. Mas que está aqui comigo todos os dias. Do momento em que acordo até o momento em que durmo. Ultimamente, até mesmo em sonhos aparece. Mas nunca diz a que veio ou o que quer.

A verdade é que não sei o que fazer com ela. Penso em ir ao médico, talvez um terapeuta, mas o que ele vai poder fazer? Não quero conversas, quero soluções. Preciso solucionar essa ânsia, mas não sei como. Se ela pelo menos me desse uma pista, talvez as coisas ficassem mais fáceis, talvez meu coração acalmasse e minha mente diminuísse o ritmo dos pensamentos.

Possivelmente ela só quer brincar comigo. Possivelmente ela quer mesmo é me deixar louca e às vezes eu penso que ela está conseguindo. Já está se tornando parte indissociável de mim, um contrato não desejado, é claro, mas legítimo. Me pergunto se ela vai embora algum dia e se eu vou sentir falta do cansaço que ela me causa, quando decido tentar entendê-la.

Talvez eu esteja mesmo enloquecendo e a ânsia seja, na verdade, minha sanidade tentando me manter lúcida nesse caos interno que é minha mente. Isso soa meio louco, não é? Também acho. Mas acho plausível dada a realidade louca em que vivemos. O que eu queria saber mesmo é o que eu to sentindo. Devaneio em pensamentos e palavras, mas não consigo descrever ou entender. Não sei se é torpor, se é catarse ou se é histeria.

Não sei se sou eu ou se sou ela.

Não sei é de nada.

Impressões sobre o filme: Divergente


Título: Divergente
Direção: Neil Burger
Elenco: Shailene Woodley, Theo James, Kate Winslet
Duração: 2h19min
Nacionalidade: EUA




Então, finalmente assisti a adaptação cinematográfica da trilogia Divergente da Veronica Roth. Em primeiro lugar quero deixar claro que não sei resenhar sobre filmes, visto que sou uma completa leiga em tudo que gira em torno desse gênero artístico, obrigada. Por isso, isto aqui não é uma resenha, é mais um: o que eu achei do filme.

Eu resumiria da segunda forma: Mais um filme para o público infanto-juvenil que quer ter lucro, mas não quer gastar muito.

Eu me sentia assistindo Jogos Vorazes, desculpa aí.

E quando eu assisti Jogos Vorazes, eu me sentia assistindo Percy Jackson.

Não sei quais os elementos, mas existe algo nesses novos filmes infanto-juvenis que fazem com que todos eles pareçam a mesma coisa, sabe? Ainda que o enredo seja totalmente diferente. Não é uma questão de atores, ou de roteiro (na verdade, talvez seja o roteiro), é só que eles parecem muito enlatados e fazem a estória parecer algo tão besta.

O que é péssimo pra quem lê os livros e vê que são estórias boas.


Acho que Divergente foi superficial. Tudo bem, até aí é compreensível já que o filme tem o problema de ter um tempo pré-determinado de duração. Mas não superficial com a história, acredito que eles conseguiram encaixar bem muitos dos elementos presentes no livro, alterando uma coisa ou outra sem fazer perder o sentido ou a essência (e isso é difícil!). 

A superficialidade que falo foi da construção imagética dos cenários, das cenas, da relação entre os personagens e o contexto. Enfim, o que eu quero dizer é que mesmo com a explosão de imagens, elas não conseguiram me prender como os livros, cujo único recurso imagético se chama imaginação, entendem? E isso foi chocante, porque no mais, acho que poderia ter sido bom, se não tivesse a todo momento aquela sensação de “já vi isso antes”.

Além disso, eu não conseguia distinguir o ator do Al do ator do Will, pra mim eram a mesma pessoa e isso me deixou confusa, haha.

No mais é isso! E vocês, o que acharam?


Sobre clássicos, best-sellers e gente almofadinha



Já faz um tempo que eu quero escrever algo sobre clássicos. Essa necessidade ganhou mais força depois de um vídeo do Literatortura denominado: “Não Leia Best-Sellers”. Aliás, um parêntese antes de começar a discussão: eu já sabia que não era um vídeo apologético a não-leitura dos best-sellers, mas apenas uma forma de prender a atenção de quem o visse. Agora, quando eu compartilhei, o que teve de gente me jogando indiretas sobre ser “arrogante” por não querer/gostar de best-sellers, honestamente, foi de rolar de rir. Sabe de nada, inocente (WASHINGTON, Cumpadre. 2014). 

Enfim, quem me vê comentando em blogs alheios e até mesmo aqui, sabe que eu sempre dou minhas alfinetadas nos clássicos. É mais forte do que eu, ou pelo menos era. Quando eu via alguém caindo de amores por Machado de Assis então, ficava verde de tanta náusea que me causava. Como alguém podia achar um cara de escrita travada e seca como ele “lindo, perfeito, meu escritor preferido”? Eu tentei ler Dom Casmurro (versão original e de texto integral, por favor) umas duas vezes e olha... Não rolou. Mas isso não foi exclusividade do Machado não, aconteceu a mesma coisa com quase todos os clássicos que todo mundo morria de amores: José de Alencar, Mark Twain, Dostoievski, Tolstói, Victor Hugo, Dante Alighieri, Franz Kafka, Virginia Woolf entre outros.

Talvez os únicos que tenham escapado a sina foram Bram Stoker, Jane Austen e Gaston Leroux. De resto, eu criei uma aversão indiscriminada por clássicos por nunca conseguir avançar na leitura deles e acha-los coisa de gente almofadinha. 

Hoje, refletindo sobre isso, eu tenho duas boas razões que legitimaram esse meu movimento “aclassicismo”.

1. Clássicos viraram sinônimo de obrigação. Eu era obrigada a ler porque bem, eles eram clássicos e todo mundo lia (assim eu acreditava).
2. Havia um endeusamento nas obras literárias que eu acreditava ser apenas porque eram antigas. “Se Dom Casmurro fosse atual, aposto que tinha montes de gente reclamando do livro ser chato pra caramba!”, minha opinião.

Mas hoje, não sei se é porque eu ando me cansando do “mais do mesmo” que circunda o mercado literário – sim, mesmo as distopias tão ficando repetitivas -, ou se eu tenha finalmente chegado na maturidade para querer decifrar o que faz desses caras tão bons como todo mundo e a história diz que são, mas andei tendo uma vontade de ler clássicos. 

Esclarecendo aqui, pra mim o que importa em um livro é a conexão com o leitor, então não consigo seguir esse pensamento binário de que o moderno, o best-seller, só porque é para as “massas” é pobre e vazio, e isso pode ter contribuído muito para a minha aversão aos clássicos, por eles representarem tudo aquilo que seria o “bom” de acordo com essa linha de pensamento. Como eu não conseguia me entender com eles me sentia uma inútil.

O ponto é que eu ando tentando mudar minhas opiniões sobre clássicos. E até então, estou sendo muito surpreendida. Quando consigo me prender na leitura, vejo que ela é realmente rica. Que existe uma ironia ou então uma reflexão em determinadas obras que são verdadeiras obras-primas do entendimento humano. Mas não serei hipócrita a ponto de ficar fazendo apologia aos clássicos porque eles são clássicos. Eles são chatos sim. São densos, tem uma linguagem difícil por conta do vão histórico-linguístico (e até mesmo cultural), mas não são impossíveis ou inacessíveis. 

E o mais importante: lê-los não torna ninguém superior a ninguém, viram almofadinhas de plantão?

Eu não vou me prolongar mais na discussão, mas sugiro muito que vocês vejam o vídeo do Literatortura sobre best-sellers. Ele samba na cara desses ditos-cujos que me fazem desgostar de clássicos pela postura pomposa, e também são um contraponto a questão de que só clássico é que presta.





Obs.: Tinha parado com esses posts de discussão por aqui porque sempre tendo a ser prolixa, mas se vocês gostaram, comentem que eu farei mais! :)

Resenhando: A Escolha



Título: A Escolha
Autora: Kiera Cass
Editora: Seguinte
Ano: 2014
Páginas: 352
Classificação: 2/5


Sim! Sim! Todo mundo viu a comoção pelo lançamento do último livro da trilogia distópica da Kiera Cass nas mídias sociais? Até eu acabei me contagiando e ficando um tanto surtada para saber o que acontecia, sobretudo lendo as resenhas lançadas pelas blogueiras que tiveram acesso ao livro antes do público geral.

O que importa é que eu li! E... Querem saber mais? Continuem lendo! 




Vamos começar falando da relação de amor (ou não) e ódio que eu vivi por essa trilogia. A sinopse sempre foi uma coisa horrorosa, e eu realmente só peguei A Seleção para ler porque queria entender que raios todo mundo suspirava por esse livro. Depois eu li A Elite, tentando ver se ela recuperava algumas falhas irritantes do primeiro livro e agora, bem, agora temos o desfecho.

Em primeiro lugar, America continuou sendo irritantemente irritante nesse livro. Mas, tenho que dar o braço a torcer para uma coisa: finalmente alguém jogou na cara dela o quão mesquinha ela pode ser. Valeu, Kenna! O ponto é que eu não acho que ela tenha mudado muita coisa dos dois livros, e as suas cenas de impulsividade a maioria são um grande clichê. Porém, todavia, entretanto, é louvável o amadurecimento dela na segunda metade do livro, principalmente nas cenas em que ela entra em conflito com o Rei Clarkson.

Em segundo lugar, Maxon, eu desgostei um pouquinho dele nesse livro. Quer dizer, a insistência dele em vida pessoal, e que ele nunca pode fazer escolhas... Tudo isso tem sentido, se o seu país não estivesse ameaçado de um golpe, é claro. Isso deu a ele uma sombra de egoísmo que destoou da imagem de príncipe preocupado com futuro do país e que busca justiça que tivemos nos dois livros e também nesse. Ah, e ele tava muito safado pra quem é totalmente inexperiente com relacionamentos, falo mesmo. Enfim, pra mim foi uma grande falha de desenvolvimento de personagem. 

Em terceiro lugar, Aspen, nossa ele saiu de um nível abaixo de zero em A Elite para alcançar quase o topo dos meus personagens favoritos nesse livro. Que desenvolvimento! Ele realmente só não foi o meu favorito porque veja só, Celeste, foi incomparável! Foi a melhor reviravolta da série! A imagem que temos dela nos dois livros, e depois o modo como ela age nesse último foi lindo! E o melhor: muito plausível. Ficamos sabemos mais sobre ela e acabamos por entender muitas de suas atitudes, por mais que possamos discordar. Eu amo quando isso acontece em livros, quando conseguimos captar as razões perfeitamente lógicas de alguém que nos parece sempre ser uma pessoa absurda.

Agora a trama? 

Sei que tem gente que vai me bater. Mas honestamente, eu achei a trama de A Escolha fraca, óbvia e mal-acabada. Era previsível porque a coisa que eu mais vivia reclamando nos dois primeiros livros era o quanto a Kiera deixava coisas abertas, com explicações superficiais. A verdade é que eu tive a certeza que o fundo distópico das revoluções e das castas foi só isso, um fundo, para um reality show adolescente de The Bachelor. E isso foi frustrante porque, poxa vida, dava pra ter sido mais trabalhado e virado uma coisa bem legal! Tinha potencial pra isso, sabe? E como a trama foi ruim, as mortes, os ataques... Tudo pra mim foi meio sem graça. Eu não conseguia me conectar com as emoções da America, e olha que eu tentei.

Alguma coisa se salva, sua destruidora?

Acho que o romance. Mesmo me dando nos nervos em alguns momentos (por conta da America, obviamente), eu gostei do romance do livro. Dos três livros. E essa trilogia, no final das contas, foi só isso, um livro de romance. Não teve grandes ensinamentos humanos ou morais, que geralmente estão presentes nos desfechos de distopias.

Quer conferir as outras resenhas?

Resenhando: O Duque e Eu [Desafio Fuxicando - Abril]




Título: O Duque e Eu
Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Páginas: 288
Classificação: 4/5


Sinopse: Simon Basset, o irresistível duque de Hastings, acaba de retornar a Londres depois de seis anos viajando pelo mundo. Rico, bonito e solteiro, ele é um prato cheio para as mães da alta sociedade, que só pensam em arrumar um bom partido para suas filhas. Simon, porém, tem o firme propósito de nunca se casar. Assim, para se livrar das garras dessas mulheres, precisa de um plano infalível. É quando entra em cena Daphne Bridgerton, a irmã mais nova de seu melhor amigo. Apesar de espirituosa e dona de uma personalidade marcante, todos os homens que se interessam por ela são velhos demais, pouco inteligentes ou destituídos de qualquer tipo de charme. E os que têm potencial para ser bons maridos só a veem como uma boa amiga. A ideia de Simon é fingir que a corteja. Dessa forma, de uma tacada só, ele conseguirá afastar as jovens obcecadas por um marido e atrairá vários pretendentes para Daphne. Afinal, se um duque está interessado nela, a jovem deve ter mais atrativos do que aparenta. Mas, à medida que a farsa dos dois se desenrola, o sorriso malicioso e os olhos cheios de desejo de Simon tornam cada vez mais difícil para Daphne lembrar que tudo não passa de fingimento. Agora ela precisa fazer o impossível para não se apaixonar por esse conquistador inveterado que tem aversão a tudo o que ela mais quer na vida.



ATRASADA! EU SEI!
Então, eu confesso que comecei a ler Jane Eyre pro desafio fuxicando, mas como não consegui comprar nem o ebook e nem o livro físico... Baixei uma versão em pdf que simplesmente não conectou, entendem? Por outro lado, depois de um encontro aqui na minha cidade sobre Romances de Época, resolvi ler um dos livros mais comentados no evento: O Duque e Eu da Julia Quinn, volume um da série Os Bridgerton. E bem, eis a resenha para o desafio de abril!

O livro é essencialmente um romance de época, com todas as características que definem esse estilo. Ambientado no período vitoriano, foco no enlace romântico do casal com direito a muitos clichês, e apesar da fidelidade a alguns padrões comportamentais do período, sempre tem aquelas cenas que escapam “a moral e os bons costumes” da época, geralmente protagonizada pelas mulheres do livro. Nesse caso, Daphne Bridgerton.

Daphne é uma personagem carismática, a quarta na linhagem de filhos (É fácil saber porque a ordem do nascimento é pela ordem alfabética dos nomes). Ela tem opiniões e respostas afiadas sobre muitos assuntos, é muito popular entre os homens, mas não no estilo convencional, eles gostam dela como amiga e praticamente a enxergam como uma igual. Isso é problemático porque Daphne quer casar, já está quase passando da “idade” apropriada, e ninguém a corteja por ser a “garota legal e amiga”.

Temos então Simon Basset. (Eu realmente gostei desse nome, sabia?) Bem, ele é um personagem sisudo, entediado com o mundo das convenções sociais londrinas. Ele na verdade tem problemas de sociabilidade por conta traumas da infância, então para os outros dá a impressão de ser arrogante e antipático com todas as suas reservas, mas por se tratar de um duque acaba sempre chamando a atenção e fazendo as pessoas quererem falar com ele e admirá-lo. E obviamente, ele detesta tudo isso.

A trama é bem simples, mas não por isso ruim. Não tem vilões ou perseguições, nem nada assim. Centra-se sobretudo no casal e nos seguintes dilemas: casar/não casar, ter filhos/não ter filhos e eu acho que seja mais psicológica do que qualquer outra coisa. Sobretudo no que tange a Simon, vemos desde o início até o fim do livro as batalhas que ele trava internamente com seus traumas da infância, que acabaram por moldar todo seu comportamento como adulto. Basicamente, na busca pela libertação dos seus pesadelos, Simon acaba ficando mais e mais preso, e é Daphne quem demonstra isso para ele.

É um livro leve e divertido de se ler. 

Segue uma imagem ilustrativa de quem são os irmãos Bridgerton. Lembrando que a série não segue por ordem de idade, o primeiro livro conta a história da Daphne, que é a quarta, e o segundo, conta a de Anthony, o primogênito e por aí vai...


Resenhando: O Restaurante no Fim do Universo


Título: O Restaurante no Fim do Universo
Autor: Douglas Adams
Editora: Arqueiro
Ano: 2012
Páginas: 176
Classificação: 4/5


Sinopse: O que você pretende fazer quando chegar ao Restaurante no Fim do Universo? Devorar o suculento bife de um boi que se oferece como jantar ou apenas se embriagar com a poderosa Dinamite Pangaláctica, assistindo de camarote ao momento em que tudo se acaba numa explosão fatal? A continuação das incríveis aventuras de Arthur Dent e seus quatro amigos através da Galáxia começa a bordo da nave Coração de Ouro, rumo ao restaurante mais próximo. Mal sabem eles que farão uma viagem no tempo, cujo desfecho será simplesmente incrível.

Bom, que Douglas Adams é um gênio já é até clichê falar. E se você tem dúvidas, google it. Em termos gerais eu achei o segundo volume da “trilogia de cinco” do Guia do Mochileiro das Galáxias muito bom. Mas eu demorei horrores pra ler, mais precisamente quase três meses, e isso é bem ruim para um livro que não chega nem a duzentas páginas. Porquê? 

Por que eu achei ele denso. Digamos que as alfinetadas do primeiro livro eram mais fáceis de entender do que desse livro. Me senti meio burrinha, na verdade. Agora, não sei dizer se não me conectei com os elementos pragmáticos do texto por falta de conhecimento de mundo, ou mais precisamente pelo desconhecimento da cultura/história inglesa. Ando apostando na segunda opção pela quantidade de referências a elementos externos do texto. Além disso, achei que as coisas iam de forma lenta nesse livro, como se as cenas não tivessem nenhum propósito além de narrar como seria uma vida no universo (o que não é ruim, mas chega uma hora em que você se cansa). 

Por outro lado, paradoxalmente, alguns trechos desse livro foram tão bons, mas tão bons, que eu seu fosse ousada, até usava marca-texto no meu livro. Tem pelo menos um trecho que eu considero o segundo melhor dos dois livros (o primeiro sempre vai ser a parte sobre política do livro um), e que se tudo der certo, vou usar como epígrafe do meu TCC de Tradução um dia, porque olha, muito bom. 

No mais, acho que é só isso que eu tenho pra falar. Até logo e obrigada pelos peixes! E desde já, May the 4th be with you! :D


Resenhando: Divergente



Título: Divergente
Autora: Veronica Roth
Editora: Rocco
Ano: 2011
Páginas: 262
Classificação: ♥♥♥♥

Sinopse: Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto. A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é. E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.
Às vésperas da estreia do filme, eu finalmente terminei de ler o primeiro livro da distopia escrita por Veronica Roth. Sim, o que me motivou a ler foi o lançamento do filme, não gosto de ir assistir sem nem ter parâmetro do que está acontecendo, mas também não vou ser (ou tentarei) aquele tipo de gente chata que fica o tempo todo reclamando que “no livro não é assim”, “isso daqui é invenção” e coisas do tipo. O filme é uma adaptação e ando me tornando adepta da filosofia “ABRA SUA MENTE”.

Enfim, enfim...

Achei a ideia das facções (Abnegação, Amizade, Audácia, Erudição e Franqueza) bem interessantes, principalmente as responsabilidades com que cada qual ficou. E sobretudo, a razão pela qual elas foram criadas, considerando que o erro de todas as sociedades do passado partia da maldade humana. Agora, já pensou um Judiciário controlado por pessoas da Franqueza no Brasil? Seria ótimo! Ou políticos da Abnegação, cujo maior preceito é o altruísmo? Quase utópico.

Agora, o que aconteceu para que o mundo (Estados Unidos/Chicago) ficasse daquele jeito? Eu não tenho a menor ideia e fiquei sem ter durante o livro todo. A única coisa que atenua essa frustração é que a Veronica consegue te puxar pra estória de tal forma, que você começa a achar perfeitamente normal aquele futuro distópico, mesmo sem saber que raios aconteceu. Meio ponto pra ela! Além disso, me viciei porque se passa em Chicago, uma cidade a qual tive oportunidade de visitar, e pela qual sou apaixonada até hoje. Mesmo sob ruínas e o Lago Michigan sendo um pântano, muitas cenas ali se passam em alguns pontos turísticos que pude visitar (sobretudo os trilhos de metrô/trem, hehe).

Agora os personagens. A principal é a Tris, ou Beatrice, cuja estória toda é contada pelo seu ponto de vista. Eu particularmente a achei bem sólida no que tange as opiniões e alguns comportamentos, embora tenha considerado algumas coisas paradoxais, tipo ela ser super fraca e mesmo assim incitar o medo e respeito logo na primeira fase lá da iniciação. Achei que a Tris pareceu demais a Katniss de Jogos Vorazes, a diferença é que a Katniss era, de fato, uma personagem muito foda física e estrategicamente. Agora, apesar disso, o desenvolvimento dela foi bem conciso, e ao final acho que a imagem de forte e audaciosa que a Veronica tentou passar o livro todo finalmente se encaixou na personagem. 

Outro personagem principal é o Quatro, instrutor da Audácia, e o que falar dele? Vocês que leem minhas resenhas sabem que dificilmente eu não gosto de um personagem masculino né? Esse não foi diferente. O Quatro é uma coisa fofa. Ele é forte, rápido e estratégico, mas acima de tudo justo. E não justo naquele estilo bonzinho, mas justo fazer o que acha certo ainda que isso possa machucar os outros, o que me lembra muito uma frase dele no livro sobre coragem (característica da Audácia) e altruísmo (característica da Abnegação) às vezes serem diferentes faces da mesma moeda. Eu achei isso lindo, para ser altruísta é necessário coragem, e às vezes, para ser corajoso é preciso ser altruísta.

Temos então outros personagens secundários como o Eric, um dos líderes da Audácia, que desculpem, mas parece muito burro. Os pais de Tris, que são muito fortes em suas próprias maneiras e o irmão dela, Calleb, que me lembrou muito o Klaus Baudelaire de Desventuras em Série com aquela coisa nerd de conhecer sobre diversas coisas e seu funcionamento através dos livros, sério, muito lindo ele. Há também os amigos dela Will, Christina e Al, achei que todos eles foram bem construídos, sobretudo o Al. As coisas que ele faz, apesar de nada legais, você acaba entendendo.

Quanto a trama, e antes que me matem por quase dar spoilers, além de ser muito prolixa... Estava legal até mais ou menos o último quarto do livro. De repente um monte de coisa acontece e você não entende muito bem, só se sente correndo o tempo todo, como os personagens do livro. Mas assim, uma coisa é correr porque a adrenalina tá alta e o livro tá emocionante, outra coisa é correr porque as coisas estão sendo corridas. Foram tantas coisas que aconteceram que eu não consegui sentir muita emoção porque foi tudo abrupto demais e isso me chateou um pouco. Felizmente bem no final, as coisas ficaram numa velocidade condizente, e eu até consegui senti uma tensão numa cena de desfecho bastante deduzível.

No geral, eu gostei de Divergente. Como é só o primeiro livro de uma trilogia, acredito que pode se desenvolver de forma bem legal e sólida. A Veronica tem tudo para que isso aconteça, bons cenários, bons personagens e uma boa escrita. E talvez, uma boa trama. Na verdade, em Divergente não dá para saber a trama geral da história até esse momento final, por isso que eu digo talvez. Entendam, não é que eu tenha considerado a trama ruim, é só que ainda não é a trama de fato (aquela me move os três livros - é óbvio que o Divergente tem uma trama em si). Enfim, é isso! 



Talvez, se eu for boazinha e bem disposta, faço um post sobre minhas impressões do filme quando assistir!

Ps.: Em homenagem à Divergente, uma foto minha em Chicago <3


Canais literários favoritos!


Oi gente! Então, como vocês sabem uma das formas pelas quais eu costumo me informar sobre livros novos e coisas do tipo é através de canais literários no Youtube! Resolvi selecionar os meus preferidos para compartilhar aqui com vocês. Informo desde já que alguns são em inglês, mas eu não acho que seja de difícil compreensão, então fica a dica para treinar seu listening!
Ah, eles também não estão em ordem de preferência.

1.       Mariana Reads –
Da Mariana Perazio, eu gosto demais do canal dela porque a maioria dos vídeos tem roteiros, então são bem explicadinhos, limpos e curtos. Ela fala o necessário, mas não se preocupem que não fica uma coisa mecânica não, ta? Além disso ela pira em Bloodlines tal como eu.
Blog: http://marianaperazio.com



2.       Tatiana Feltrin –
Do Tiny Little Things, a Tati possui, provavelmente, o melhor canal literário que eu assisto. As resenhas dela são ótimas! Sim, os vídeos são um pouco longos, mas vale tanto à pena assistir até o final, pois ela te dá um prato cheio de informações, de formas de ver o livro e isso tudo sem dar spoiler! Fora isso que tem vários outros vídeos interessantes no canal dela tipo o Book Talk que eu amo!
Blog: http://frappuccinomochabranco.blogspot.com.br/



3.       Books and Quills –
Da Sanne, ela é holandesa, mas mora em Londres. Formada em literatura e tradução (amor demais), os vídeos dela são tão cleans, diretos e curtos. E ela é uma linda! As resenhas são ótimas, e também os demais vídeos; recentemente ela fez um “encontro às escuras com um livro” que foi super legal. Fora que eu sou gamada no sotaque dela, acho muito fofo!
Blog: http://booksandquills.tumblr.com/



4.       Jesse the Reader –
As resenhas dele são tão empolgantes, e ele é super expressivo, então ele não só conta as emoções dele em relação ao livro, ele faz encenações. Muito divertido assistir os vídeos, além de ter um sotaque fácil de entender, e também são vídeos curtos.
Blog: Não tem! :(



5.       Livros e Vagalumes –
É o canal da Gabriela, cujo título é mesmo do blog dela. Ela é uma fofa! A voz dela é tão calminha e o modo como ela resenha é como se vocês estivessem batendo um papo, além disso ela dá várias dicas sobre como começar a ler em inglês e coisas do tipo. Foi um dos primeiros canais literários que eu conheci!

Blog: http://www.livrosevagalumes.blogspot.com.br/



E então? Conhecem algum? Gostaram?
Até a próxima!

TAG: Como eu leio?



1. Como você descobre sobre novos livros para ler?
Geralmente através dos meus amigos. Sempre chega alguém e diz: “Ei, já leu tal livro? É muito legal!” E lá vou eu procurar, é claro. Mas eu também costumo ficar de olho em blogs literários para saber os livros que eles andam lendo e as impressões. Youtubers também entram nessa lista.

2. Como você entrou nesse mundo da leitura?
Apesar de já ler antes, costumo atribuir essa minha necessidade de ler a Harry Potter. Era fantástico demais para que eu deixasse de lado.

3. Como seu gosto literário mudou com o passar do tempo?
Não acho que ele tenha mudado, talvez expandido. Mudar é como se eu deixasse de gostar de um gênero por conta de outro e isso não acontece. Eu posso estar dando o braço a torcer e ter começado a gostar dos clássicos, mas eu ainda me derreto toda com um infanto-juvenil bem teenager, e ainda tenho comichões para não comprar os “livros de banca”, e ainda viajo em ficção-científica. O que eu quero dizer é que não mudei meu gosto literário, agreguei novas alas a ele. Tipo um grande desfile de escola de samba!

4. Com que frequência você compra livros?
Muito pouca, confesso. Antes era meu pai quem comprava, mas enfim, as coisas mudam. Agora eu quase não compro porque acho eles tão caros! E se ainda fosse por conta de “enriquecer” ou autor, mas não é. Só compro livros se eles estiverem na promoção ou se eu realmente, REALMENTE, querer muito que não me contento em lê-lo digitalmente.

5. Como você entrou nesse mundo dos canais literários?
Bom, blog eu sempre tive. Mas teve um tempo que eu cansei de ficar postando coisas muito pessoais nele, queria me desfazer da imagem de Mia Thermopolis e seu diário que teimou em permanecer comigo mesmo depois de adulta, foi aí que eu vi o blog Pepper Lipstick e as resenhas que a Bia Rodrigues fazia, e pensei “Bom, eu leio muitos livros. Porque também não escrevo sobre eles?” Comecei a fazer minhas resenhas e depois comecei a procurar outros blogs e canais do youtube, e ainda que não seja muito de fazer contato, eu me sinto integrada nesse universo! 

6. Como você reage quando não gosta do final de um livro?
Xingo bastante. Penso nos meus finais alternativos. Xingo mais um pouco. Me resigno e parto pra próxima.

7. Com que frequência você espia a última página do livro pra ver o que acontece no final?
“Todo tempo”, fazendo um quote de O Sexto Sentido aqui.



A TAG originalmente tem oito perguntas, mas a última é sobre quem eu indico, e bem... Faz quem quiser! Foi retirada do blog: abcddolivro.blogspot.com.br

Resenhando: Retrato do Meu Coração [Desafio Fuxicando - Março]




Título: Retrato do Meu Coração

Autora: Patrícia Cabot

Editora: Record

Páginas: 378

Classificação: ♥♥♥♥


Sinopse: No passado, a desengonçada Maggie Herbert vivia às turras com os meninos, entre os quais o futuro duque de Rawlings, mas tudo se resumia a provocações e brigas. Agora adultos, eles se reencontram. Porém tudo parece conspirar contra a paixão recém-descoberta. Será que os jovens conseguirão vencer preconceitos - dos outros e os próprios - em nome do amor?

Eu li esse livro bem no início do mês, mas confesso que só consegui fazer a resenha por agora, pra vocês terem noção de como as coisas andam um pouquinho corridas. Enfim, mais um livro pro desafio Fuxicando sobre romances históricos! Esse foi mais divertido que o do mês de fevereiro, o da Deborah Simmons. Confesso que eu achei exagerado o romance nele com toda aquela coisa de o cara ir quase se matar lá pela Índia para ser digno de valor e não esquecer da tal amada, mas não exagerado a ponto de ser água com açúcar. Entretanto, vamos por partes.

Em primeiro lugar, o que falar do Jeremy Rawlings, um dos personagens principais do livro? Por favor, ele foi escrito pela Meg Cabot (a.k.a: criadora do meu eterno marido literário, Michael Moscovitz). No início do livro ele é um verdadeiro playboy boêmio do século XIX, não quer saber de nada sério, e muito menos de qualquer coisa que tenha haver com suas responsabilidades como Duque de Rawlings. Mas ele reencontra a Maggie Herbert, amiguinha (ou inimiguinha) de infância dele e se apaixona por ela pelo simples fato de tê-lo rejeitado. Na verdade, eu não acho que ele tenha se apaixonado por ela, prefiro definir o sentimento dele como obsessão pela garota que o rejeitou e que o humilhava quando eram crianças. Claro que mais pra frente do livro, ele de fato vai amá-la, mas né, não é bem um livro romântico água com açúcar, como já falei lá em cima. Enfim, ele acaba amadurecendo bastante depois de servir no exército, mas ainda mantém as características de menino-irritante-que-amamos.

Agora a Maggie Herbert... Gente, eu gamei nela. E olha que eu que costumo desgostar de personagens femininas por acha-las muito caricaturadas nos livros de romance. Mas ela é uma personagem forte, irreverente e até mesmo escandalosa para os padrões da época do livro, ainda que mantenha um ar de ingenuidade. Ela é uma artista e quer viver da arte, o que era uma coisa mal vista no período, é claro, mas não tem aquele estereótipo de artistas boêmios e devassos que geralmente costumam haver nos livros. Não sei, acho que rolou uma identificação com o jeito como ela enxerga as coisas, ainda que seja de forma obtusa em alguns momentos. Dos demais personagens do livro, só os tios do Jeremy que são uns fofos, mas porque o primeiro livro, A Rosa do Inverno, conta a história deles. Sim, é aquele livro que a “Mia” escreveu no Diário da Princesa. Os demais são interessantes, mas são pano de fundo mesmo, inclusive a princesa indiana que fica perseguindo o Jeremy por Londres, a tal estrela de Jaipur e o noivo francês da Maggie. E tem também a família dela, que ela não mantêm contato porque eles, evidentemente, rejeitam a vida "devassa" de Maggie como pintora.

A qualidade da escrita do livro é sublime. Muito esmero nas descrições dos locais, dos gestos e do convívio social da época, acho que a Meg fez uma bela pesquisa antes de escrever esses livros dos Rawlings. E eu senti uma diferença dantesca dos livros infanto-juvenis dela, neles costuma haver muito mais diálogos e narrações rápidas do que as pausas para a ambientação que tem nos livros históricos. Mas, acredito eu, que apesar disso, a Maggie é uma personagem muito travessinha para a época em que ela está inserida. A trama em si eu confesso que achei fraquinha, se comparado com o Rosa do Inverno, mas também não prejudica porque o foco do livro é o envolvimento dos personagens principais. Sabemos que muitos romances históricos só se utilizam da época como pano de fundo do romance em si.

No mais, não vou detalhar o livro porque perde a graça. Minha classificação é quatro estrelas por não ter nada demais nele, não que ele seja ruim. É uma leitura gostosa, bem leve e divertida. Ah, e achei a capa linda!

10 Livros que me influenciaram

Imagens retiradas do Google.

Então, eu vi um vídeo da Mariana Everyday no YT sobre livros que influenciaram ela + livros que causaram algum tipo de histeria. É um tipo de TAG que ela adaptou e que eu estou readaptando de forma escrita. Decidi que não vou falar dos que me causaram histeria, mas só dos que me influenciaram, embora as duas coisas acabem se misturando em alguns momentos.


1. Não é querer copiar, mas é óbvio... Harry Potter.
Eu vi o filme primeiro, quando estreou, no auge dos meus dez anos. E juro que fiquei tão encantada que a primeira coisa que eu fiz (e pela primeira vez na minha vida), foi chegar em casa, pegar uma caneta e um caderno e começar a escrever uma estória minha em Hogwarts. Depois eu ganhei os livros e aí me perdi. Harry Potter mudou minha vida de diversas formas que acho que seria uma pessoa totalmente diferente se não tivesse me tornado uma Potterhead. Eu comecei a escrever por conta de Harry Potter, meus primeiros surtos fangirl também surgiram aí. Eu comecei a jogar RPG, e ainda jogo, por conta disso. Conheci pessoas maravilhosas, me viciei na internet. Aprendi até a mexer no Photoshop por conta disso, e acho que também nos blogs. Gente, quem lembra do Expresso Hogwarts e do Accio Cérebro? Saudades dos tempos de Blogfics.

2. O Diário da Princesa.
Eu já fiz um post na série Writing Prompt onde declarei que minha edição do Diário da Princesa é o objeto material mais valioso que eu tenho. Foi a primeira vez que tive acesso a um livro à la chick-lit na minha vida, dado pelo meu pai. E eu era só um pouco mais nova que a personagem principal, a Mia Thermopolis. Eu tinha treze anos quando ganhei, e ela catorze. E todo aquele “mundo de menina” que ela ia descobrindo, eu descobria junto com ela. Foi tão marcante, que por muito tempo minha escrita foi semelhante à da Meg Cabot, autora da série. Eu adorava escrever fanfics em forma de diário e escrever diários também. Além disso, meu primeiro amor literário surgiu aí: Michael Moscovitz. E depois de pelo menos duas centenas de livros lidos desde então, ele ainda continua no topo da lista.

3. Drácula.
Eu já tinha visto vários filmes sobre o Drácula e coisas de vampiros, então não era novidade. Mas, na verdade, foi. Decidi comprar o livro logo que a Martin Claret surgiu com aquela edição de ouro, afinal, eu tinha que ir até a fonte de toda a inspiração vampiresca que eu assistia na televisão (Buffy e Angel <3). O livro me pareceu simples e entediante logo que comecei a ler. Parte pelo meu preconceito com os clássicos (eles podem ser ricos, finos e ótimos, mas não tem quem me convença de que não são chatos de se ler) e parte porque eu era novinha mesmo para entender algumas coisas. Mas quando engatei na leitura, senhor, eu parava altas horas da noite e guardava o livro dentro do meu armário porque tinha medo de ficar encarado a capa com o Drácula. Foi um misto de medo e sedução que me fez ler e apaixonar não só pelo livro, mas pela literatura gótica. E isso resume bem do que se trata o romance: medo e sedução. Me influenciou no modo da escrita e na visão sobre os livros, acho que Drácula me amadureceu.

4. O Diário de Anne Frank.
Naquela época eu já sabia sobre a segunda guerra mundial, evidentemente. Sabia sobre os judeus, sobre o holocausto, mas tudo em função do que eu via na escola. Algo plastificado e direcionado para um dia prestar o vestibular. Quando eu comecei a ler o diário de Anne Frank, eu não tinha muitas expectativas, acho que foi meu primeiro contato com livros “reais”, “biográficos” por assim dizer. Mas eu fiquei destruída. Destruída de tal forma que não consigo nem tocar num livro de drama, mesmo que seja fictício. Eu me envolvi no livro, nos sonhos dela, nas esperanças, no medo constante, na tentativa de viver uma vida normal e quando chegou ao fim, nas páginas inexistentes... Eu desmoronei. Me marcou de tal forma que eu tenho uma hipersensibilidade com coisas relacionadas à guerra, ao sofrimento humano. 

5. O Garoto da Casa ao Lado.
O meu primeiro Young Adult (nem sei se é nessa categoria que ele se enquadra, mas que seja). O que é esse livro na forma de e-mails? Gente, até hoje acho que a Meg Cabot fez uma revolução da forma de escrever livros, me julguem. Logo no início eu fiquei meio frustrada porque queria saber absolutamente tudo o que acontecia, sentia falta da clássica sequência linear e temporal dos livros, pois tudo ficava muito cortado e sob diversos pontos de vista nesse livro. Mas eu me apaixonei. Foi um livro que me deu vontade de ir morar “na cidade grande” sozinha e trabalhar.

6. A Garota Americana.
Embora hoje eu enxergue ele com um pouco de vergonha, afinal, ele é um livro que ressalta muito o sentimento americanista e coisa e tal, seria desleal que ele não estivesse nessa lista. O que seria de mim sem conhecer No Doubt? Sobreviveria, claro. Mas não é por isso que ele entra na lista. É por causa da coisa de ser embaixadora da Sam. Por mais fútil que seja dizer isso, a ideia de ser embaixadora um dia me surgiu daí, e se tornou algo tão sólido, que faz só um ano que desisti, de fato, de seguir a carreira diplomática. Claro que na época era algo que eu achava deslumbrante, um máximo, e que fui amadurecendo com o tempo. Mas então, foi um livro muito influente.

7. Trilogia Jogos Vorazes.
Me despertou o olhar para o gênero distópico, me trouxe de volta depois de um período terrível de hiato literário. Faziam quase dois anos que eu só andava tendo tempo para ler meus livros acadêmicos, e nem de longe eles eram interessantes, além de terem prejudicado minha escrita criativa, parecia que eu só conseguia escrever de forma robótica. Suzannah Collins me trouxe de volta à vida com o primeiro livro, que eu demorei para ler, mas quando li, me encantei. O que era aquilo? Um livro político! Para mim foi um prato cheio, descobri que era possível discutir política sem ser tão chata, sem estar rodeada de acadêmicos e comentadores chatos do meu curso (Ciência Sociais/Política). Me resgatou de volta para o maravilhoso mundo da Literatura (e das distopias)!

8. O Diário de Bridget Jones
Foi, de fato, o primeiro livro adulto que eu li. Na época, as pessoas se escandalizavam só de me ver lendo, tudo por conta de uma camisinha bem na capa do livro. Como eu era muito adolescente, tinha muita coisa que eu não entendia, principalmente a coisa do sexo casual e da necessidade (na época eu achava obsessão) da Bridget em relação ao assunto. É, eu era bem patetinha nessas coisas, admito. Não é que outros livros que eu tivesse lido não fizessem referência à isso, mas nesse em particular, as coisas eram meio cruas. Ao mesmo tempo, a Bridget me fascinava. Ela era uma mulher adulta. Ela era problemática, mas era independente (ainda que não tanto emocionalmente), tinha uma vida longe da família, na cidade grande, bem aquelas coisas que já haviam me deixado encantada quando li O Garoto da Casa ao Lado. Me marcou porque, de alguma forma, foi um parâmetro para como eu passei a imaginar minha vida adulta. Claro que hoje em dia, nem de longe minha “vida adulta” é assim, mas segue a nostalgia e o carinho pela obra.

9. A Droga da Obediência.
Sabe aqueles livros que você descobre na biblioteca da sua escola? Esse foi um desses, o mais marcante de todos. Eu viajei com os Karas e toda aquela trama em torno da droga. Estava no ensino fundamental e por ser um livro brasileiro, a identificação foi ainda maior. A descrição da escola, os personagens, tudo parecia algo que podia muito bem acontecer na minha própria escola. Me influenciou porque me fez gostar de literatura brasileira, àquela época, o que eu entendia por literatura brasileira eram livros antigos, de linguagem chata e que todo mundo que dizia ler se achava o máximo (digamos que esse preconceito não mudou muito em relação a literatura clássica).

10. A Porta dos Sonhos.
Se eu disser que eu lembro pouca coisa desse livro, vocês acreditam? Pois é, eu tenho a vaga ideia da estória, mas os detalhes, os nomes dos personagens... Tudo isso eu não me recordo mais. Acho que foi o primeiro livro que eu li, de verdade, sabe? Ou pelo menos, é o primeiro que eu me recordo. Mas se tem uma coisa viva desse livro em mim, foi a emoção, a empolgação, a total viagem literária que eu tive quando li as páginas dele. Não era longo e tinha algumas gravuras, mas era tão fantástico que... Nossa, certamente foi decisivo para que eu achasse que ler era uma coisa muito divertida de se fazer.


Então é isso gente! Ficou longo, eu sei, mas é só pra vocês verem como esses livros realmente me influenciaram, que eu até falei demais sobre minhas lembranças, impressões e emoções. Confesso que fiquei até um pouco nostálgica com esse post. Saudades da adolescência. Além disso, confirmei minha hipótese de que sou mesmo filha do POP e da literaturas de mainstream/bestseller, fazer o quê. E vocês, já pararam para pensar que livros foram mais influentes?